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terça-feira, 30 de junho de 2015

Narciso Alvarenga: Ataques a Pimentel podem ser manobra preventiva

Narciso Alvarenga: Ataques a Pimentel podem ser manobra preventiva:

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OS ATAQUES AO GOVERNADOR DE MINAS GERAIS: UMA MANOBRA PARA DESMORALIZAR FUTURAS DENÚNCIAS?

Narciso Alvarenga Monteiro de Castro*

Todos já devem ter ouvido falar na medusa, um dos seres marinhos mais instigantes que existem. A medusa para se locomover lança jatos de água.

Há setores da mídia que lançam jatos de tinta para todos os lados, não para ir de um para outro lado, talvez para sobreviver mesmo.

Hoje em dia estão na moda as fases das operações policiais, como já estiveram, noutros tempos, os pomposos nomes, especialmente na elite das polícias, a federal. Hoje, os nomes estão mais simples.

As antigas operações, como a “Satiagraha”, por exemplo, naufragaram como cascos de nozes no oceano. Há poucos dias estourou, literalmente, a 2a fase da denominada “Operação Acrônimo”.

Ninguém sabe quantas fases serão e nem se terá a estupenda cobertura que tem a sua irmã mais velha e famosa, a Lava-jato. Esta, não tem limite visível e já está, salvo engano, na 14a fase, em infindáveis sessões de delações e prisões, ou melhor, de prisões e delações, nesta ordem.

Há poucos dias, o brasileiro comum foi brindado com formidáveis “denúncias” contra o Governador do estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que, como todos sabem, é do PT.

Pimentel, segundo se suspeita, conforme o noticiário, especialmente de uma revista semanal, seria o chefe de uma organização criminosa. Tal “orcrim”, seria composta dele mesmo, de sua atual esposa (acho que não irão ter a desfaçatez de acusar a criança que carrega no ventre, pois nem o regime de Hitler ousou tanto, como se sabe da história de Olga Benário), do empresário Bené, seu sócio Viktor Nicolato e outros.

Só de ser do PT já faz a denúncia assumir ares de veracidade, tamanho é o bombardeio midiático diário que recai sobre a sigla e seus principais líderes, incluindo a Presidenta da República.

As acusações vão de lavagem de dinheiro, corrupção passiva a caixa-2 de campanha e as investigações teriam se iniciado a partir da apreensão de pouco mais de 100 mil reais em avião de Bené.

O esquema incluiria empresas de fachada, ou não, com negócios ligados especialmente ao BNDES, subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Tiveram a ousadia de fazer buscas e apreensões na residência da 1a dama, em Brasília, no escritório de goveranador e pasmem, queriam fazer o mesmo no próprio Palácio do Governo.

Será que se o governador fosse do PSDB as coisas se dariam desse modo? Será que o fato seria tão amplamente noticiado e investigado? Será que o extrato de um hotel, com uma módica conta, seria defasado e exposto da mesma forma? Sinceramente, acredito que as respostas a todas essas indagações seriam negativas.

Olha, eu já escrevi e estudei o Direito Penal do Inimigo e temia que o país pudesse virar palco para o crime organizado, caso não endurecesse algumas leis. Já revi muitas das minhas antigas posições, ainda que sempre defendesse o Estado Constitucional de Direito.

O risco do Estado Policial é muito maior que o desafio que as drogas e o PCC, por exemplo, podem trazer. Mas o que está ocorrendo hoje no país, pode ser muito mais nefasto. Que se investigue, onde houver a suspeita da prática de algum crime. Ao que parece, tudo não passa de arrecadação para partido e nenhum partido está isento, na atual sistemática em vigor.

O que não pode é a investigação seletiva, contando, quase sempre, com uma ampla cobertura midiática, instantânea.

O que não pode é ter vazamentos constantes do conteúdo das investigações, destruindo reputações e propiciando o julgamento sumário, de quem ainda nem teve oportunidade de se defender, pois sabe-se que o Inquérito ainda não propicia o contraditório. Tudo isso é fato e vem ocorrendo com uma frequência inaudita. Mas ainda não é o mais aterrador.

O mais aterrador é o que pode estar por trás destas estratégias de derrubar alguém eleito legitimamente por seu povo, do golpe, das tentativas de desmoralização de todo um governo. Seria a vingança do derrotado nas urnas, do mau perdedor e de seus donos, coisa de mulher abandonada por seu homem?

O mais aterrador é que tais expedientes podem estar por trás de uma simples, mas eficaz, estratégia de desmoralizar um potencial denunciador das más obras de ex-governantes, dos supostos crimes escondidos sob o manto oficial- que só ficariam ocultos- caso um governante amigo o sucedesse, o que não ocorreu.

Como disse o deputado Durval Angelo, o maior partido hoje é o Partido da Polícia Federal, ultraseletivo.

No bom e velho português: hoje se acaba com Pimentel, ainda mais do PT, colega de Dilma, ainda que seja governador de um dos mais poderosos estados da Federação, ex-ministro de Dilma e se resolve um dos problemas de Aécio Neves, a fantástica fábrica de esqueletos que deixou nos armários do governo mineiro.

Tais esqueletos, nunca investigados como deveriam, enterrariam com eles uma futura candidatura do senador pessedebista, menino de ouro da grande imprensa nacional. Apenas na hora certa, tais esqueletos poderiam ser balançados, numa disputa interna entre o PSDB paulista e os aecistas, órfãos de 2014, a eleição que ainda não terminou.

Para 2018, que não está tão longe assim, atacar Pimentel, é atacar Dilma, enfraquecer Dilma. Atacar Dilma é atacar Lula. O PSDB teme esse outro ser marinho, que não é a medusa. A maioria das espécies de medusa é inofensiva ao homem.

Mas o homem de São Bernardo do Campo, o metalúrgico oriundo do nordeste, esse fala o idioma que povo brasileiro entende e por isso mesmo é temido no “Coxistão”. O resto é conversa para Mafrig/Friboi dormir.

*Juiz de Direito do TJMG

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Ignorância boçal e fascistóide avança se não há informação e opinião plural

Ignorância boçal e fascistóide avança se não há informação e opinião plural:

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Caiado foi agraciado com contribuições generosas das empreiteiras OAS e Odebrecht

Caiado foi agraciado com contribuições generosas das empreiteiras OAS e Odebrecht:

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De acordo com a prestação de contas da campanha de 2014, o senador Ronaldo Caiado recebeu R$ 500 mil da construtora OAS e mais R$ 400 mil da Odebrecht.
Dirigentes das duas empresas foram presos na operação Lava Jato.
Caiado, que defende o impeachment de Dilma devido às doações de empresas ao PT, também foi contemplado com recursos oriundos de empreiteiras que estão na lista da Lava Jato.
O senador afirmou que as doações estão dentro da lei e suas contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. A campanha de Caiado foi uma das mais caras do Brasil e custou R$ 9 milhões.

Lutar pela inocência é ‘postura abominada’ por Moro, diz defesa de ex-diretor da Odebrecht

Lutar pela inocência é ‘postura abominada’ por Moro, diz defesa de ex-diretor da Odebrecht:

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Da folha

 

A defesa do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino de Alencar ingressou com um pedido de liberdade em que diz que o juiz federal Sergio Moro transformou a sua prisão temporária em preventiva depois que o executivo e o grupo “adotaram postura abominada pelas autoridades que conduzem a Operação Lava Jato: defender sua inocência, não colaborar com a acusação e, no caso da empresa, contestar publicamente a legalidade dos atos judiciais”.



A prisão temporária dura cinco dias; a preventiva tem prazo indefinido.



Apontado como o elo entre a Odebrecht e políticos, Alexandrino foi preso no último dia 19 por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, mas no dia que deveria deixar a prisão, na última terça (23), teve sua prisão estendida por mais 24 horas e depois por prazo indefinido.

Mais informações »


Moro não aceita que acusados defendam sua inocência, dizem advogados

Moro não aceita que acusados defendam sua inocência, dizem advogados:

Categoria: 

Justiça
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Jornal GGN -  Em pedido de liberdade para Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, os advogados atacam o juiz Sergio Moro. De acordo com a defesa, o juiz mudou a prisão de Alexandrino de temporária para preventiva após o executivo e a empresa defenderam sua inocência e contestaram publicamente a legalidade dos atos judiciais, o que seria uma "postura abominada pelas autoridades que conduzem a Lava Jato".
Alexandrino é considerado a ligação entre Odebrecht e políticos, e foi preso no último dia 19 por cinco dias, mas sua prisão foi prorrogada por mais 24 horas e depois por prazo indefinido. 
O executivo fez sete viagens internacionais com Lula e foi citado por Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, delatores da Operação Lava Jato, como o responsável pelo suborno na empreiteira.
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Petrobras vai aplicar preços internacionais nocombustível

Petrobras vai aplicar preços internacionais no
combustível
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domingo, 28 de junho de 2015

Montgomery Clift fotografado por Stanley Kubrick

Montgomery Clift fotografado por Stanley Kubrick:

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Montgomery Clift fotografado por Stanley Kubrick


FOLHÃO: PSDB corrupto só aparece depois de morto

FOLHÃO: PSDB corrupto só aparece depois de morto:

Folha ditaduraA blindagem continua. E é fácil de identificar. Se na manchete não tiver nome e partido, o envolvido é do PSDB. Nestes casos, só lendo a matéria até o final. E aí descobre que ele está morto.

A Folha tem um notável incapacidade de entender que os golpistas querem CPI para achacar. Quem ocupa os principais papéis são os que conseguem achacar mais. Taí o Eduardo CUnha que não deixa mentir. O PSDB ocupou, com Sérgio Guerra, o principal papel na CPI da Petrobrás, por isso também recebeu a maior quantia. Aécio Neves foi quem recebeu a maior quantia da UTC, do Ricardo Pessoa. Mas como no PSDB a Folha só vê anjos, o negócio é proteger entregadores de pó e corruptos e acusar quem possa prejudicar seus negócios.

O sadismo da Folha com Lula e o PT é o mesmo que levava seus donos a assistirem, como revelou a Comissão da Verdade, sessões de tortura, estupro e assassinato nos porões do DOI-CODI. E depois a Folha ainda emprestava suas peruas para desovarem os restos dos corpos esquartejados no Cemitério de Perus, em São Paulo.Folh

Com o PSDB é assim, só vale a Lei Rubens Ricúpero. Ou o helipóptero é do amigo, ou fica na gaveta do Rodrigo de Grandis, ou é a citada é irmã (Andrea Neves), ou sai dos “limites da responsabilidade”, ou então a culpa é do morto. Em último caso, não tem erro, é só botar a culpa no Lula.

O Manual de Redação da Folha e sua Lei 171:

Art. 1º Sempre que o envolvido em corrupção for do PSDB, esconda o nome e o  partido.

Parágrafo único. Se não tiver como esconder, deixe para o final do texto e entregue um já morto.

Art. 2º Se for do PT, põe em manchete nome, partido, Dilma, Lula e corrupção.

Art. 3º Se for de outros partidos, só põe na manchete nome  e partido se puder acrescentar, PT, Lula e Dilma.

Art. 4º Sempre criminalize e PT, nunca os demais.

Art. 5º Lula deve sempre aparecer como suspeito.

Art. 6º FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin só podem aparecer como santos combatentes da corrupção.

Art.7º. Os casos omissos serão tratados pelo departamento comercial em contato com os demais assoCIAdos do Instituto Millenium.”

Delator afirma que doação acertada com senador enterrou CPI

Ricardo Pessoa diz ter repassado R$ 5 milhões a quatro partidos indicados por Gim Argello (PTB) no ano passado

Segundo o empreiteiro, senador era porta-voz de colegas porque tinha influência sobre então presidente de comissão

DE BRASÍLIADE CURITIBA

O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, disse aos procuradores da Operação Lava Jato que negociou com o senador Gim Argello (PTB-DF) o repasse de R$ 5 milhões a quatro partidos para enterrar uma CPI criada pelo Congresso para investigar a Petrobras no ano passado.

Argello era vice-presidente da CPI e foi o porta-voz da negociação porque, segundo Pessoa, exercia influência sobre o presidente da CPI, o então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado Marco Maia (PT-RS).

Vital do Rêgo atualmente é ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), posto que assumiu em fevereiro.

Pessoa diz que se encontrou duas vezes com Argello para tratar do assunto, na casa do senador no Lago Sul, em Brasília. Além de esvaziar a CPI, o empreiteiro pretendia impedir sua convocação para prestar depoimento aos parlamentares. A comissão foi encerrada após alguns meses sem ter avançado nas investigações nem convocado empreiteiros para depor.

Informações sobre a acusação a Argello foram antecipadas pela revista "Veja" na edição que começou a circular neste sábado (27) e confirmadas depois pelaFolha.

De acordo com Pessoa, os R$ 5 milhões foram distribuídos em doações a quatro partidos, PR, DEM, PMN e PRTB, a pedido de Argello.

Procurado pela Folha, o senador não retornou aos contatos feitos na manhã de sábado. Na noite de sexta (26), ele disse que todas as doações recebidas da UTC foram declaradas à Justiça Eleitoral. Vital do Rêgo e Marco Maia também não foram localizados pela reportagem.

Até o momento, nenhum deles ainda havia sido alvo de investigação na Lava Jato.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, outro delator da Lava Jato, disse no ano passado que pagou propina ao falecido senador Sérgio Guerra (PSDB-CE) para enterrar outra CPI criada para investigar a estatal em 2009.

Em sua delação premiada, Pessoa também afirmou ter pago propina ao senador e ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL). Segundo a revista "Veja", Collor teria usado sua influência na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, para facilitar negócios para a UTC.

O empreiteiro afirma que pagou R$ 20 milhões a Collor por intermédio do seu ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, que tinha negócios com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Youssef, que também fez acordo para colaborar com as investigações, diz que pagou a Collor R$ 3 milhões em propina associada a outro negócio, entre a BR Distribuidora e uma rede de postos de combustível em São Paulo.

Collor é alvo de um inquérito aberto com autorização do Supremo Tribunal Federal por causa das suspeitas em torno dessa transação. Procurada neste sábado, sua assessoria não atendeu aos contatos da Folha.

(AGUIRRE TALENTO E ESTELITA HASS CARAZZAI)



Arquivado em:Folha de São Paulo, Jornalismo de Aluguel, Manipulação, Maniqueísmo, PSDB, Sérgio Guerra Tagged: Instituto Millenium


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Tudo que é preciso ser dito sobre a seleção da CBF

Tudo que é preciso ser dito sobre a seleção da CBF:

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Leandro Fortes

SELECINHA



Chega de Dunga.

Chega de CBF.

Chega de Galvão.

Chega dessa merda toda.

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Na Alemanha não existe saúde gratuita, além disso ter um plano é obrigatório, caro e ruim

Na Alemanha não existe saúde gratuita, além disso ter um plano é obrigatório, caro e ruim:

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Além dos altos preços dos planos, remédios custam mais caro do que no Brasil.
Ivana Ebel, via Fala, Alemôa em 18/6/2015

Eu já falei por aqui que nem tudo na Alemanha são flores. Não me entenda mal: eu adoro viver aqui e se a balança não pendesse para o lado alemão, pode ter certeza que eu já teria me mudado. Não tenho vocação para masoquista e nem sou uma árvore. Mas esta semana esbarrei com um daqueles perrengues que me deixam louca da vida: a saúde.

Para começar, um aviso. Não existe saúde gratuita na Alemanha. Não há nada parecido com o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Não há assistência gratuita – a não ser em projetos de caridade – para quem não esteja no sistema. Isso vale também para turistas: quem não tem um seguro pode ser barrado na fronteira. Aqui se paga caro por saúde, bem caro e ter plano é obrigatório.

Bom, eu não cheguei aos 40 ainda e pago, por mês, mais de R$800,00 de plano. Ok que é para mim e para meu marido, que foi aceito como meu dependente e isso não altera o valor, mas convenhamos que a conta é bem salgada. Ainda mais que não tenho a opção de não pagar e, mesmo pagando, não tenho acesso aos serviços que deveria ter.

O esquema todo aqui é o seguinte. Existem uma série de planos de saúde públicos (incluindo o meu). Ou seja, mesmo com os mais de 30% de impostos descontados em média dos salários, o Estado me obriga a pagar, todos os meses, por um plano de saúde. Posso escolher ainda um plano privado, mas caso minha conta comece a subir muito ou determinados serviços que eu possa precisar não estejam cobertos pela apólice, a coisa complica. Existem raras situações que permitem um usuário retornar do seguro privado para o público. Nesse caso, a opção é: ser refém do governo ou de uma empresa.

Não quero dizer aqui que o SUS é perfeito: não é. Mas existe. Tem filas, faltam médicos, sobram queixas: mas muita gente é atendida, recebe remédios e exames de qualidade sem pagar um centavo por isso. Na Alemanha não. E o tempo que se leva para marcar um médico por aqui, com o plano bem pago, é de deixar qualquer um a beira da morte. Hoje, depois de ligar para todos os endocrinologistas da cidade, consegui uma consulta! Uhuuu… Para o final de novembro.

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Habeas corpus da Folha afeta a economia

Habeas corpus da Folha afeta a economia:

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Por Altamiro Borges



Em mais uma ação irresponsável e criminosa, a Folha tucana destacou nesta quinta-feira (25): "Lula pede à Justiça para não ser preso por juiz da Operação Lava Jato". A matéria não tinha qualquer base real, a falsa informação não foi apurada e o citado sequer foi procurado. Na sequência, diante dos vários desmentidos, o jornal publicou uma pequena notinha: "Erramos: Não foi Lula quem pediu habeas corpus preventivo; ação foi de consultor sem ligação com o ex-presidente". O estrago, porém, já estava feito. Não afetou apenas a imagem de Lula - alvo permanente das intrigas da famiglia Frias -, mas a própria economia nacional. Na sua sanha antipetista, a Folha virou um jornal contra o Brasil.


Segundo reportagem do Jornal do Brasil, "a polêmica com um suposto habeas corpus preventivo em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter afetado os papéis da Bovespa nesta quinta-feira (25), que encerrou em queda de 1,24% aos 53.175 pontos. A empresa que mais puxou a queda do mercado financeiro hoje foi a Petrobras, diretamente envolvida na Operação Lava Jato e causa do pedido de habeas corpus, que já foi negado pela justiça e feito sem o conhecimento de Lula. Já o dólar continuou em alta, de 0,86%, cotado a R$ 3,12". A Folha tucana não conseguiu derrubar Lula, mas novamente serviu à rapinagem dos especuladores do mercado financeiro!

Quando a falsa notícia ganhou ares de verdade no pasquim da famiglia Frias, o Instituto Lula reagiu: "Não sabemos no momento se esse ato foi feito por algum provocador para gerar um factoide”. Além de negar taxativamente a veracidade do habeas corpus, o instituto ainda denunciou o senador ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO), que difundiu a mentira em suas redes sociais. Aos poucos, o factoide da Folha foi sendo desmoralizado. Descobriu-se que o pedido do habeas corpus foi feito por um maluco, o "consultor" Maurício Ramos Thomaz - que não tem qualquer relação com o ex-presidente e que já foi apelidado de "maníaco do habeas corpus". Ele inclusive já usou este recurso para defender outro maníaco, o jornalista Diogo Mainardi - ex-revista Veja e atual "calunista" da GloboNews.

A desmoralização do jornal atingiu o ápice no momento em que o próprio Sérgio Moro, o midiático juiz da Operação Lava-Jato, divulgou nota "a fim de afastar polêmicas desnecessárias" geradas pelo falso pedido do habeas corpus. Ele garantiu que não há qualquer investigação em curso contra o ex-presidente - para desgosto dos abutres da Folha. Mas, repita-se, o estrago já estava feito. Em qualquer país mais sério no tratamento dos veículos de comunicação, a famiglia Frias seria chamada a prestar esclarecimentos sobre os seus atos criminosos - sempre motivados por razões políticas!



*****

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O instituto sacrossanto de FHC

O instituto sacrossanto de FHC:

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Por Altamiro Borges



O ex-presidente FHC deve se achar mesmo um santo e com presença garantida no céu - ao lado ou no próprio lugar do senhor todo poderoso. Nesta semana, ao ser questionado sobre as doações feitas por empreiteiras denunciadas  na midiática Operação Lava-Jato para o seu instituto (iFHC), ele garantiu que não há nada de anormal. "O instituto não tem relação com política e partidos", afirmou na maior caradura. A mídia tucana, que fez escarcéu com os recursos destas empresas destinados ao Instituto Lula, encarou a resposta como definitiva e não incomodou mais o tucano. Tratou o iFHC como um local sacrossanto e o ex-presidente como um político intocável, acima de qualquer suspeita!


Numa pequena nota, a Folha apenas registrou: "O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta terça (23) que os recursos recebidos por seu instituto, o iFHC, não têm 'relação com política e partidos'. Ele admitiu que a entidade pode ter recebido dinheiro de empreiteiras investigadas na Lava Jato, mas disse não ver problema nisso. Indagado sobre a diferença entre ele receber dinheiro para fazer palestras e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhar recursos destas empresas para fazer o mesmo, Fernando Henrique afirmou: 'A minha palestra eu dou e vocês assistem'". Pronto! Acabou! O assunto simplesmente sumiu da mídia tucana. Não ganhou manchetes nem comentários hidrófobos.

Tratamento bem diferente foi dispensado ao Instituto Lula. Na semana retrasada, a imprensa fez um

baita escândalo com mais uma vazamento seletivo da Polícia Federal, que apontou que a entidade recebeu R$ 3 milhões da construtora Camargo Corrêa. De imediato, a oposição direitista - pautada e agendada pela mídia - convocou o presidente do instituto, Paulo Okamotto, para explicar as doações na CPI da Petrobras. Na segunda-feira (22), diante dos carniceiros tucanos e demos, ele afirmou que os recursos recebidos pela entidade são semelhantes às doações feitas às instituições de outros ex­-presidentes. A explicação não teve repercussão na mídia, que seguiu com os seus ataques seletivos e partidarizados.

Para desespero da imprensa tucana, porém, não dá mais para apagar o passado nesta era da internet. Consultando a rede é possível descobrir que o iFHC sempre recebeu grana das empreiteiras e sempre em valores bem maiores. A revista Época até retirou do seu site oficial uma reportagem, de novembro de 2002, que revela as milionárias doações para o sacrossanto instituto do ex-presidente, mas ela não desapareceu do Google - para desespero da golpista famiglia Marinho. Vale conferir:

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FHC passa o chapéu


Presidente reúne empresários e levanta R$ 7 milhões para ONG que bancará palestras e viagens ao exterior em sua aposentadoria

Por Gerson Camarotti



Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack - ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo). Em troca da doação, cada um dos convidados terá o título de co-fundador do IFHC.

Antes do jantar, as doações foram tratadas de forma tão sigilosa que vários dos empresários presentes só ficaram conhecendo todos os integrantes do seleto grupo de co-fundadores do IFHC naquela noite. Juntos, eles já haviam colaborado antes com R$ 1,2 milhão para a aquisição do imóvel onde será instalada a sede da ONG, um andar inteiro do Edifício Esplanada, no Centro de São Paulo. Com área de 1.600 metros quadrados, o local abriga há cinco décadas a sede do Automóvel Clube de São Paulo.

O jantar, iniciado às 20 horas, foi dividido em dois momentos. Um mais descontraído, em que Fernando Henrique relatou aos convidados detalhes da transição com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda parte, o assunto foi mais privado. Fernando Henrique fez questão de explicar como funcionará seu instituto. Segundo o presidente, o IFHC terá um conselho deliberativo e o fundo servirá para a administração das finanças. Além das atividades como palestras e eventos, o presidente explicou que o instituto vai abrigar todo o arquivo e a memória dos oito anos de sua passagem pela Presidência.

A iniciativa de propor a doação partiu do fazendeiro Jovelino Mineiro. Ele sugeriu a criação de um fundo de R$ 5 milhões. Só para a reforma do local, explicou Jovelino, será necessário pelo menos R$ 1,5 milhão. A concordância com o valor foi quase unânime. A exceção foi Kati de Almeida Braga, conhecida como a mais tucana dos banqueiros quando era dona do Icatu. Ela queria aumentar o valor da ajuda a FHC. Amiga do marqueiteiro Nizan Guanaes, Kati participou da coleta de fundos para a campanha da reeleição de FHC em 1998 - ela própria contribuiu com R$ 518 mil. "Esse valor é baixo. O fundo poderia ser de R$ 10 milhões", propôs Kati, para espanto de alguns dos presentes. Depois de uma discreta reação, os convidados bateram o martelo na criação de fundo de R$ 7 milhões, o que levará cada empresário a desembolsar R$ 500 mil. Para aliviar as despesas, Jovelino ainda sugeriu que cada um dos 12 presentes convidasse mais dois parceiros para a divisão dos custos, o que pode elevar para 36 empresários o número total de empreendedores no IFHC.

Diante de uma platéia tão requintada, FHC tratou de exercitar seus melhores dotes de encantador de serpentes. "O presidente estava numa noite inspirada. Extremamente sedutor", observou um dos presentes. Outro empresário percebeu a euforia com que Fernando Henrique se referia ao presidente eleito, Lula da Silva. "Só citou Serra uma única vez. Mas falou tanto em Lula que deu a impressão de que votou no petista", comentou o convidado. O presidente exagerou nos elogios a Lula da Silva. Revelou que deixaria a Granja do Torto à disposição do presidente eleito. "Ele merece", justificou. "A transição no Brasil é um exemplo para o mundo." Em seguida, contou um episódio ocorrido há quatro anos, quando recebeu Lula no Alvorada, depois de derrotá-lo na eleição de 1998. O presidente disse que na ocasião levou Lula para uma visita aos aposentos presidenciais, inclusive ao banheiro, e comentou com o petista: "Um dia você ainda vai morar aqui".

Na conversa, Fernando Henrique ainda relatou que vai tentar influir na nomeação de alguns embaixadores, em especial na do ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, para a ONU. Antes de terminar o jantar, o presidente disse que passaria três meses no Exterior e só voltaria para o Brasil em abril. Também revelou que pretende ter uma base em Paris. "Nada mal!", exclamou. Ao acabar a sobremesa, um dos convidados perguntou se ele seria candidato em 2006. FHC não respondeu. Mas deu boas risadas. Para todos os presentes, ficou a certeza de que o tucano deseja voltar a morar no Alvorada, projeto que FHC desmente em conversas mais formais.

Embora a convocação de empresários para doar dinheiro a uma ONG pessoal possa levantar dúvidas do ponto de vista ético, a iniciativa do presidente não caracteriza uma infração legal. "Fernando Henrique está tratando de seu futuro, e não de seu presente", diz o procurador da República Rodrigo Janot. "O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações em troca de favores e benefícios concedidos pelo atual governo."

O IFHC não será o primeiro no país a se dedicar à memória de um ex-presidente. O senador José Sarney (PMDB-AP) criou a Fundação Memória Republicana para abrigar os arquivos dos cinco anos de seu governo. Conhecida hoje como Memorial José Sarney, a entidade está sediada no Convento das Mercês, um edifício do século XVII, em São Luís, no Maranhão. Pelo estatuto, é uma fundação cultural, sem fins lucrativos. Mas também já foi alvo de muita polêmica. Em 1992, Sarney aprovou no Congresso uma emenda ao Orçamento que destinou o equivalente a US$ 153 mil para seu memorial. Do total, o ex-presidente conseguiu liberar cerca de US$ 55 mil.

***

Clube dos empresários amigos

Doadores formam elite empresarial

Benjamin Steinbruch
Um dos donos da CSN

Lázaro Brandão
Homem forte do Bradesco

Emílio Odebrecht
Controlador do grupo Odebrecht

Pedro Piva
Senador e sócio do grupo Klabin




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O sacrossanto iFHC, do intocável grão-tucano, nunca foi bombardeado pela mídia venal devido a este "jantar de gala" em pleno Palácio do Planalto. Da mesma forma como o ex-presidente nunca foi alvo da fúria midiática devido à compra de votos para sua reeleição, ou pela 'privataria' das estatais ou por outros episódios sinistros. Como ironizou o Jornal do Brasil, que ultimamente tem adotado uma linha editorial menos alinhada à oposição demotucana, as doações feitas naquela ocasião atingiriam hoje, em valores atualizados, R$ 16,3 milhões - bem superiores às feitas ao Instituto Lula:

"Os jornais amanheceram escandalizados com as doações da construtora Camargo Corrêa ao Instituto Lula, mas nenhum deles lembrou que a empreiteira foi uma das principais financiadoras do Instituto FHC, ainda em seu nascedouro. A diferença é que FHC 'passou o chapéu', segundo uma reportagem da revista Época, num jantar em pleno Palácio do Alvorada, quando ainda estava no exercício do seu mandato. Seu tesoureiro informal era o amigo e empresário Jovelino Mineiro, apontado como dono da fazenda que foi de FHC e do polêmico apartamento em Paris, na Avenue Foch. O jantar de arrecadação de recursos para o instituto, pago com recursos públicos, foi retratado pela Época como uma 'noite de gala'. Com FHC, nada de escândalo, apenas uma retribuição empresarial rotineira".

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Advogada da Odebrecht: a delação premiada é um incentivo à mentira

Advogada da Odebrecht: a delação premiada é um incentivo à mentira:

Dora Cavalcanti, advogada de Marcelo Odebrecht, o mais recente empresário enviado para a Guantanamo de Moro, deu uma excelente entrevista ao Globo, que pode ser lida neste link.

Eu reproduzo um trecho, que considero uma denúncia gravíssima às fragilidades da delação premiada.

Na verdade, nem considero apenas uma denúncia: a advogada destrói completamente a credibilidade das delações, com uma lógica simples. Elas estão sendo montadas, ajustadas, corrigidas pelos delatores, ao longo de um processo, com a cumplicidade criminosa de procuradores.

“Globo: As denúncias estariam baseadas só em depoimentos de delatores?

Dora: A Operação Lava-Jato vai entrar para o “Guinness” (o livro dos recordes) como a investigação que mais teve delatores. E o interessante é que cada delator vai ajustando o próprio relato para salvar a sua delação. Temos longa cadeia de delatores que vão refrescando a memória gradualmente, vão lembrando pouco a pouco das coisas. E temos o delator que, em face do que o outro disse, tem que reajustar o que disse inicialmente. E tem ainda um terceiro tipo de delator, que inclui na delação dele o que ele ouviu dizer de outro delator. A meu ver, a delação criminal, da forma que está acontecendo na Lava-Jato, é um verdadeiro incentivo à mentira.”

Em outro trecho da entrevista, Dora nos dá uma informação estarrecedora:

“É uma defesa serena e dentro das regras do jogo. O juiz disse no despacho sobre a prisão do Alexandrino também que a empresa se recusou a fazer acordo de leniência e que o ideal para resguardar o juízo seria a interrupção de todos os contratos e de todas as atividades da empresa.”

Moro quer que a Odebrecht paralise todas as suas atividades?

Ora, isso embutiria, além de um desemprego em massa, num prejuízo muito superior, para o Estado, para a Odebrecht, para a sociedade, a qualquer suposto desvio de verba que Moro suspeite que tenha ocorrido!

Moro regula bem?

A Odebrecht é quase um país!

Como você pretende que um país inteiro paralise todas as suas atividades?

Não é a tôa que eu chamo a Lava Jato de conspiração midiático-judicial. É isso que ela é: uma conspiração, uma operação bandida e perigosíssima, que usa técnicas de narrativa e manipula a psicologia das massas (prender empresário rico), além de dar um cheque mate político na esquerda (que fica paralisada, pois como defenderá empresários ricos).

É algo parecido ao que Marx descreve no 18 de Brumário de Luis Bonaparte. Os capitalistas apóiam Luis Bonaparte, o sobrinho farsante e golpista de Napoleão, mesmo sacrificando seus próprios parlamentares e a própria estabilidade econômica da França, porque entendiam que Bonaparte cumpriria o papel de destruir todo um campo de ideias.

Assim como a Lava Jato, Luis Bonaparte contou com o apoio do populacho e com a indiferença da classe trabalhadora organizada, que não viu o perigo que corria.

O grande capital apoia a Lava Jato, mesmo observando a destruição de grandes empresas nacionais, porque a vê como oportunidade para criar uma atmosfera favorável à destruição da esquerda e, com ela, as leis trabalhistas e o monopólio da Petrobrás.

O aumento do desemprego também interessa ao capital, porque ele força os trabalhadores a se ajoelharem.

Além disso, o grande capital tem sua matriz nos EUA, e interessa a ele destruir empresas nacionais que mantinham o país fechado à entrada das empresas norte-americanas.

O que você pode aprender com um sábio do passado sobre a arte de falar

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Houve dois grandes oradores na Antiguidade: Cícero, romano, e Demóstenes, grego. Cícero nasceu com o dom. Demóstenes (384-322 a.C.) é uma prova do extraordinário poder do esforço. Foi graças ao treinamento meticuloso, rígido, persistente que Demóstenes se elevou à imortalidade como um símbolo da for...


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Paulo Moreira Leite

A crueldade exibida pela União Europeia diante das reivindicações do governo de Alexis Tsipras não tem causas econômicas mas políticas. O atraso no pagamento de…

Prepotente como sempre, e com a confiança de psdbista, Aécio tira sarro do Ministério Público

Prepotente como sempre, e com a confiança de psdbista, Aécio tira sarro do Ministério Público:

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A sensação de impunidade histórica da qual vem gozando até hoje, bem como demais pesdbistas, inspira falas assim, quase de gozação, o que atesta a sua certeza de viver em um Brasil particular, privilégio que goza desde garoto quando surgiu como o “neto do Tancredo” que também com certeza não resistiria a uma investigaçãozinha, como o aeroproto que construiu com dinheiro público na fazenda de Risoleta, sua mulher. 

É quase uma questão de ‘genética política’!

     "MPF cobra o repasse de R$ 9,5 bilhões para a área de saúde. O valor atualizado corresponde a R$ 14,2 bilhões e deixou de ser investido pelos tucanos Aécio Neves e Antônio Anastásia, entre 2003 e 2012 O ex-governador de Minas Gerais e atual senador pelo PSDB, Aécio Neves, ironizou, durante evento em Manaus, a ação do Ministério Público Federal para cobrar, do governo de mineiro, o repasse de R$ 9,5 bilhões para a área de saúde. Para o tucano, a iniciativa é “bobagem”.

O valor atualizado corresponde a R$ 14,2 bilhões. De acordo com a ação, este valor deixou de ser investido pelos tucanos Aécio Neves e Antônio Anastásia, entre 2003 e 2012, no estado.

A Procuradoria da República de Minas alega que os ex-governadores, hoje senadores pelo PSDB, descumpriram emenda que obriga aplicação mínima de 12% do orçamento na saúde. A ação informa que os governos tucanos deixaram de aplicar R$ 9,5 bilhões no Sistema Único de Saúde em Minas Gerais.

Além disso, a ação afirma que, durante 10 anos, Aécio e Anastásia fizeram manobras contábeis para tentar ocultar o não cumprimento da emenda. Para o MPF, a atitude aconteceu “em total e absurda indiferença ao Estado de Direito”. (de humbertotobe)

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

MPF engaveta prova contra Aécio enquanto busca incriminar Lula

MPF engaveta prova contra Aécio enquanto busca incriminar Lula:

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Há muitas evidências de que a Operação Lava Jato não passa de uma farsa que visa, exclusivamente, destruir Lula e o PT, mas, talvez, a mais contundente resida em entrevista que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, do Ministério Público Federal (MPF), deu à Agência Reuters na última terça-feira (23).

Perguntado sobre os boatos de que Lula estaria sendo investigado no âmbito da Lava Jato, Santos Lima, que integra a força-tarefa do MPF que investiga o caso Petrobras, afirmou que, “Neste momento”, não há investigação contra o ex-presidente porque o que há contra ele são “só notícias da imprensa”, mas que, se a força-tarefa conseguir encontrar algo, Lula será investigado.

Antes de prosseguir no tratamento que o MPF e a própria Operação Lava Jato estão dando a políticos de acordo com o partido a que pertencem, vale comentar uma segunda informação do procurador Santos Lima, de que essa Operação “deve levar ao menos mais dois anos” para ser concluída e irá chegar ao setor elétrico, mais especificamente a obras da Eletrobras como Belo Monte e Angra 3.

Saiba, leitor, que a crise econômica que o país está vivendo tem ligação íntima com a Operação Lava Jato. Sem ela, o país já poderia estar recomeçando a crescer.

Na verdade, se não houvesse exploração política das investigações e o segredo de Justiça estivesse sendo mantido, a Lava Jato não estaria interferindo na economia. Contudo, essa investigação se transformou em um espetáculo regado a vazamentos seletivos que atingem, única e exclusivamente, o PT e seus aliados, de modo que o mercado tem dúvidas sobre a governabilidade e, sem governabilidade, não há confiança do empresariado para investir, e, sem investimento, ficamos atolados na crise.

A Lava Jato e sua força-tarefa, que congrega MP e Polícia Federal, demonstram, com seus vazamentos seletivos, o claro objetivo de, em primeiro, impedir que o país volte a crescer, pois isso poderia resultar em recuperação da popularidade da presidente Dilma Rousseff, e, em segundo, de estender essas investigações até a próxima eleição presidencial.

Enquanto um procurador do Ministério Público Federal diz abertamente à imprensa que está caçando elementos para implicar Lula, a mesma instituição engaveta evidência escandalosamente forte contra o líder da oposição, presidente do PSDB, Aécio Neves.

Lula nunca foi acusado diretamente de nada, jamais foi sequer citado nas delações premiadas, nada existe contra ele além de mísera especulação da imprensa de que teria “proximidade” com a Odebrecht, como se a empreiteira não tivesse igual “proximidade” com vários outros políticos de oposição, como Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso etc.

Ao contrário de Lula, porém, Aécio Neves foi citado pelo doleiro Alberto Yousseff. Em delação premiada, o doleiro afirmou que o ex-deputado José Janene (PP/PR) – condenado no processo do Mensalão e mentor do esquema de propinas na Petrobrás – lhe contou que “dividia diretoria de Furnas com Aécio Neves”.

“O partido (PP) tinha a diretoria, mas quem operava a diretoria era o Janene em comum acordo com o então deputado Aécio Neves. Tinha algumas operações que ele (Janene) dividia com o então deputado Aécio Neves (PSDB).”

Youssef disse que não sabia qual diretoria Janene controlava em Furnas. “Mas ouvi dizer que, na verdade, ele dividia essa diretoria com o então deputado na época Aécio Neves. O partido (PP) tinha a diretoria, mas quem operava a diretoria era o Janene em comum acordo com o então deputado Aécio Neves.”

Youssef disse que não falara sobre esse caso antes porque “Janene era compadre dele e ele não quis abordar”. Como ninguém perguntou, ele também não falou. Indagado sobre quem lhe disse sobre Aécio, ele respondeu: “O próprio deputado José Janene. Mais de uma vez.”

Segundo Youssef, esse assunto surgiu em conversas políticas que eles estavam tendo”. Eu estava junto, acabava escutando. Por exemplo, ele (Janene) conversando com outro colega de partido, então, naturalmente, saía essa questão de que na verdade o Partido Progressista não tinha a diretoria só e, sim, dividiria com o PSDB, a cargo do deputado Aécio Neves.”

Quem era o operador do PSDB na época?, perguntaram os procuradores ao doleiro na audiência de fevereiro. “A gente sabe por ouvi dizer. Ouvi dizer, não tenho certeza, não posso afirmar, mas diziam que era a irmã dele, a irmã do Aécio. Uma das irmãs, não sei se ele tem duas ou uma. Ouvi do seu José [Janene], na época”.

Os defensores de Aécio poderão dizer que as acusações são vagas. Sim, de fato são. Contudo, as acusações ao hoje presidente do PSDB são muito mais do que existe contra Lula, contra quem não existe absolutamente nada.

Ora, como falar em investigar Lula sem que exista nada contra ele além de suposta “proximidade” com a Odebrecht enquanto, contra Aécio, existe uma citação formal na delação premiada de Alberto Yousseff? Como é que o MP e a mídia não dizem nada sobre isso enquanto ficam transformando especulações sem prova alguma contra Lula em investigação iminente?

Poder-se-ia perguntar, também, por que, apesar de tantas relações que a Odebrecht e tantas outras empreiteiras têm com o PSDB, só se fala nas relações dessas empresas com o PT.

Defensores dos tucanos dirão que quem controla a Petrobras é “o PT” – o que é falso, porque a Petrobras é controlada por um governo de coalizão integrado pelo PT. Mas o PSDB controla vários governos estaduais que têm íntimas relações com as empresas investigadas.

Se houvesse interesse real em acabar com a corrupção no Brasil, todas as relações dessas empreiteiras com governos de todos os níveis estariam sendo investigadas. Porém, como está se vendo, a Lava Jato irá continuar investigando só o PT até 2018, a fim de manter a economia andando de lado e, no ano eleitoral, inventar alguma coisa contra Lula para que nem se candidate ou tenha possibilidade de influir no pleito.

Assista, abaixo, vídeo em que Alberto Yousseff acusa Aécio Neves e a irmã. As principais acusações estão nos primeiros minutos.



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Querido pastor

Querido pastor:

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Gregorio Duvivier, na Folha de S.Paulo

Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin -esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe -só depois é que ensino a pescar.

Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?

Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado -os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando -de gente que segue o senhor.


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Pope Francis is a bit like Naomi Klein in a cassock | Giles Fraser: Loose canon

Pope Francis is a bit like Naomi Klein in a cassock | Giles Fraser: Loose canon:



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Free-market capitalism makes no distinction between human beings’ wants and needs. This is catastrophic for both the planet and our personal happiness alike

Pope Francis’s eagerly awaited encyclical, Laudato Si’, is misunderstood as just a theological echo of secular environmentalism, a churchy “count me in” with the fight against climate change. It is nothing less than a call to refigure our entire political mindset. No wonder Catholic Republicans like Jeb Bush are up in arms. It is a comprehensive counterblast against the root causes of an impending environmental catastrophe. And, as such, it means that the Roman Catholic church is now the foremost critic of capitalism. As the left fades in authority all over the world, the church has regained its voice.

Related: Pope's climate change encyclical tells rich nations: pay your debt to the poor

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Original enclosures:




quinta-feira, 18 de junho de 2015

MIDIA - Umberto Eco e as redes sociais.

MIDIA - Umberto Eco e as redes sociais.:

Umberto Eco: As redes sociais dão o direito de falar a legiões de idiotas.











Umberto Eco, escritor e filósofo italiano, recebeu da Universidade de Turim, norte da Itália, o título de doutor honoris causa em "Comunicação e Cultura" por enriquecer a cultura dos campos italianos e a filosofia internacional, por sua análise da sociedade contemporânea e da literatura e renovação profunda do estudo da comunicação. 





Em seu discurso, Eco falou sobre a Internet e suas redes sociais. Disse:





"A mídia social dá o direito de falar a legiões de idiotas que falaram pela primeira vez apenas no bar depois de um copo de vinho, sem danificar a comunidade. Eles foram rapidamente silenciados, e agora eles têm o mesmo direito de falar de um Prêmio Nobel. É a invasão dos tolos."





"A TV tinha promovido o idiota da aldeia em relação ao qual o espectador se sente superior. O drama da Internet é que ela tem promovido o idiota da aldeia para o portador da verdade."





Eco ainda vê um futuro para a mídia impressa, caso os jornais deixem de ignorar a existência da Internet e mantenham uma equipe de pesquisa especializada, porque hoje ninguém é capaz de compreender se um site é confiável ou não. 





"Os jornais devem dedicar pelo menos duas páginas para a análise crítica dos sites, assim como os professores devem ensinar as crianças a usar os sites para fazer temas. Você tem que comparar as informações para ver se elas são confiáveis ou não."







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Foto: LAPRESSE / lastampa.it





Seu novo livro, Número Zero - que será lançado neste ano no Brasil pela Record - é uma ficção sobre jornalismo inspirada na realidade. A história se passa na Itália, em 1992, na redação de um jornal e tendo como pano de fundo a Operação Mãos Limpas que implodiu o sistema político italiano. 





Uma dica de leitura é a boa entrevista feita com Eco pelo jornal El País com o título "A internet pode tomar o lugar do mau jornalismo". Confira aqui.





** São dele também as obras O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault e Apocalípticos e Integrados.

Ensino religioso em escolas de um Estado laico é aberração

Ensino religioso em escolas de um Estado laico é aberração:



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por Juan Arias
para El País Brasil



Escola não podeimpor uma formade religião ou de fé 

Assim como não existe nas escolas uma matéria sobre o amor, também não deve existir sobre a religião....



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quarta-feira, 17 de junho de 2015

La UE y Cuba avanzan más en parte económica y con más lentitud en lo político

La UE y Cuba avanzan más en parte económica y con más lentitud en lo político:

La Unión Europea (UE) y Cuba han cerrado su última ronda de conversaciones "productivas" de cara a alcanzar un acuerdo de diálogo político y de cooperación, y que avanzan con más rapidez en sus aspectos económicos y comerciales que en los políticos, dijeron fuentes comunitarias.

La entrada La UE y Cuba avanzan más en parte económica y con más lentitud en lo político aparece primero en Infolatam.

See Ralph Steadman’s Twisted Illustrations of Alice’s Adventures in Wonderland on the Story’s 150th Anniversary

See Ralph Steadman’s Twisted Illustrations of Alice’s Adventures in Wonderland on the Story’s 150th Anniversary:



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This year, readers worldwide celebrate the 150th anniversary of the publication of Alice’s Adventures in Wonderland. (Click to see the original manuscript, handwritten & illustrated by Lewis Carroll.) Carroll’s fantastical, unexpectedly psychological and intellectual children’s tale has inspired writers, artists, and other creators of all ages since it first came out in 1865. New editions and adaptations have kept appearing, each reflecting the spirit of their own time through the askew prism of Alice‘s sensibility. And which living illustrator could provide more askew imagery than Ralph Steadman?



A Mad Tea Party


We all know that Alice’s dreamlike journey begins in earnest when she drinks from a bottle labeled “DRINK ME” and eats a cake labeled “EAT ME.” See what metaphors you will, but to my mind, this alone makes the story obvious Steadman material: many of us discover his art through its appearance in Hunter S. Thompson’s Fear and Loathing in Las Vegas, a collaboration that qualifies Steadman as no stranger at all to visualizing unreal circumstances heightened, or induced, by one ingested substance or another.



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Fear and Loathing in Las Vegas appeared in book form in 1972; Alice in Wonderland Illustrated by Ralph Steadman appeared the next year, and went on to win the Francis Williams Book Illustration Award. His version, writes io9’s Cyriaque Lamar, “has gone through various print runs throughout the decades, and he modeled several of the characters on decidedly modern personalities. For example, the Cheshire Cat is a television talking head, the Caterpillar is a grass-smoking pedant, the Mad Hatter is a barking quizmaster, and the King and Queen of Hearts are a melting mass of political authority.”



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You can see more of Steadman’s pieces from the book at Brain Pickings, where Maria Popova describes them as bringing “to Carroll’s classic the perfect kind of semi-sensical visual genius, blending the irreverent with the sublime.” Though by all available evidence thoroughly sane himself, Steadman’s illustrations have, over his fifty-year career, lent just the right notes of English insanity to a variety of subjects, from wine to dogs to psychogeography. Only natural, then, to see them accompany the insanity — which, sentence by sentence and page by page, comes to seem like sanity by other means — of a classic English tale like Alice’s Adventures in Wonderland.

Related Content:

See the Original Alice In Wonderland Manuscript, Handwritten & Illustrated By Lewis Carroll (1864)

See Salvador Dali’s Illustrations for the 1969 Edition of Alice’s Adventures in Wonderland

Lewis Carroll’s Photographs of Alice Liddell, the Inspiration for Alice in Wonderland

When Aldous Huxley Wrote a Script for Disney’s Alice in Wonderland

Colin Marshall writes on cities, language, Asia, and men’s style. He’s at work on a book about Los Angeles, A Los Angeles Primer, and the video series The City in Cinema. Follow him on Twitter at @colinmarshall or on Facebook.


Ucrânia e o risco apocalíptico da ignorância “noticiada”

Ucrânia e o risco apocalíptico da ignorância “noticiada”:






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16/5/2015, [*] David Swanson, OpEd News
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu



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Não posso garantir que não tenha sido publicado livro melhor, esse ano, que Uckraine: Zbig’s Grand Chessboard and How the West Was Checkmated [Ucrânia: o Grande Tabuleiro de Xadrez de Zbig, e como o ocidente recebeu xeque-mate], mas tenho certeza de que não houve livro mais importante que esse.
Das cerca de 17 mil bombas nucleares que há no mundo, EUA e Rússia possuem cerca de 16 mil. Os EUA flertam furiosamente com a 3a. Guerra Mundial, o povo norte-americano não tem nem ideia de como ou por quê, e os autores Natylie Baldwin e Kermit Heartsong explicam tudo muito claramente. Agora me digam: pode haver coisa em que vocês gastem seu tempo, mais importante que isso?
Esse livro tem boas chances de ser o mais bem concebido e escrito que li esse ano. Lá estão todos os fatos relevantes – os que eu já conhecia e muitos de que nem suspeitava – expostos de forma concisa e em perfeita ordem. E tudo isso, a partir de uma visão de mundo bem informada. Não tenho nada a reclamar, o que é novidade total em todas as resenhas de livro que escrevi em toda a minha vida. Acho estimulante e encorajador encontrar autores tão bem informados, capazes de captar a significação da informação que buscam e encontram.
Praticamente metade do livro é usada para expor o contexto em que se desenrolam os eventos recentes na Ucrânia. É útil para compreender o fim da guerra fria, o ódio irracional contra a Rússia que invadiu a elite norte-americana, e os padrões de comportamente que se repetem, dessa vez em tonalidade e volume muito mais altos.
Agitar fanáticos armados no Afeganistão e Chechênia e Geórgia, e tomar por alvo a Ucrânia para uso assemelhado: eis um contexto ‘de notícias’ que ninguém jamais encontrará na CNN.
A parceria dos neoconservadores (que armaram e provocaram a violência na Líbia) com os guerreiros “humanitários” (que acorreram para garantir a “mudança de regime”): eis um precedente e um modelo do qual a National Public Radio (NPR) não falará. A promessa que os EUA fizeram, de não expandir a OTAN para os 12 novos países bem ali, junto à fronteira russa, o afastamento dos EUA, que se separaram do Tratado Anti-Mísseis Balísticos (Tratado ABM) e a corrida para implantar “mísseis de defesa” – esse é o contexto que jamais ocorreria à rede Fox News “noticiar” como fatores ou elementos significativos.
O apoio dos EUA a governos de oligarcas criminosos, dispostos a vender recursos do povo russo, e a resistência do governo russo contra esses ardis – aí estão relatos já quase incompreensíveis, se você é consumidor de muitas “notícias” e de “noticiosos” “jornalísticos”. Mas lá estão, no livro, explicados e bem documentados por Baldwin e Heartsong.
O livro inclui excelente contextualização para que se avaliem usos e abusos das lições de Gene Sharp e as “revoluções coloridas” instigadas pelo governo dos EUA. Arremate final é, me parece, tantos aí, na mídia e pelo mundo, sempre a reconhecer e pregar a importância da ação não violenta, para o bem ou para o mal. A mesma lição lá está também (dessa vez para o bem) na resistência civil às tropas ucranianas na primavera de 2014, e na atitude de (alguns) soldados que se recusaram a atirar contra civis.



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Revolução Rosa (Georgia - 2003)


A Revolução Laranja na Ucrânia em 2004, a Revolução Rosa na Geórgia em 2003, e Ucrânia II em 2013-2014 são todas bem claramente recontadas, incluindo cronologia detalhada. É realmente impressionante a quantidade de informação que nós, norte-americanos médios (e eleitores voluntários) ignoramos completa e absolutamente.
Líderes ocidentais reuniram-se repetidas vezes em 2012 e 2013, planejando o golpe contra a Ucrânia. Neonazistas ucranianos foram enviados à Polônia para cursos intensivos de golpe contra um estado democrático. ONGs e mais ONGs, que operavam a partir da embaixada dos EUA em Kiev organizaram “seminários” para treinamento de golpistas.
Dia 24/11/2013, três dias depois de a Ucrânia ter recusado um acordo com o FMI, que incluía recusar-se a romper relações com a Rússia, os manifestantes começaram a enfrentar a polícia em Kiev. Os manifestantes agiram sempre com violência, destruíram prédios e monumentos, lançaram coquetéis Molotov, mas o presidente Obama ordenou ao Presidente da Ucrânia que não reagisse com excessiva força. (Que impressionante contraste com o tratamento que Obama ordenou contra o Movimento Occupy! Ou os tiros, numa rua próxima do Senado dos EUA, contra uma mãe que fez uma curva abrupta com seu carro, onde levava o filho bebê, e que pareceu “ameaçadora” aos policiais).
Grupos financiados pelos EUA organizaram uma “oposição” na Ucrânia, fundaram um canal de TV e promoveram a “mudança de regime”, vale dizer, o golpe. O Departamento de Estado dos EUA gastou coisa de US$ 5 bilhões. A Secretária de Estado Assistente, que escolheu e elegeu, só ela, os novos governantes da Ucrânia, levou sanduíches e bolinhos para os golpistas em plena praça.
Quando aqueles mesmos golpistas da praça derrubaram o governo da Ucrânia, em fevereiro de 2014, os EUA imediatamente declararam legítimo o governo dos golpistas. Aquele novo governo extinguiu os partidos políticos, atacou, torturou e assassinou membros dos partidos depostos pelo golpe. O novo governo incluiu neonazistas desde o primeiro dia, e pouco depois passou a incluir também funcionários importados dos EUA.
O novo governo proibiu o idioma russo – primeira língua de muitos cidadãos ucranianos. Monumentos e memoriais russos foram destruídos. Populações falantes de russo foram atacadas e assassinadas.
A Crimeia, região autônoma da Ucrânia, com Parlamento próprio, foi parte da Rússia de 1783 até 1954, e votou publicamente a favor da manutenção dos laços com a Rússia em 1991, 1994 e 2008, e o Parlamento da Ucrânia votou a reincorporação à Rússia em 2008. Dia 16/3/2014, 82% dos crimeanos participaram de um Referendum, no qual 96% deles se manifestaram a favor de a Crimeia ser reintegrada à Rússia.
Essa ação não violenta, sem sangue, democrática e legal, que não violou nem a Constituição nem qualquer outra lei ucraniana, e que foi atacada por violento golpe de Estado... é o que o “ocidente” vive de “denunciar”, como se fosse alguma “invasão da Crimeia” pelos russos.



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Resultado final do referendum na Crimeia


ATUALIZAÇÃO: Na mais recente reunião do G7, a Rússia foi alvo da retórica mais ensandecida. O presidente dos EUA, Barack Obama, perguntou, sobre o presidente da Rússia, Vladimir Putin: “Será que ele continua a destroçar a economia de seu país e a manter o isolamento da Rússia, movido por um super orientado desejo de recriar as glórias do império soviético?” (12-14/6/2015, Counterpunch, Vijay Prashad, em redecastorphoto, G7: Moedas a proteger, países a bombardear, traduzido).
Novorrussos, que tentaram tornar-se independentes, foram também atacados por militares ucranianos, um dia depois de John Brennan visitar Kiev e ordenar aquele crime.
Sei que a Polícia do Condado de Fairfax, que nos manteve, eu e meus amigos, bem longe da casa de John Brennan na Virginia não sabiam nem uma linha do inferno que aquele homem havia lançado sobre gente inocente, a milhares de quilômetros dali. Mas tamanha ignorância é, no mínimo, tão perturbadora quanto qualquer ativa má intenção criminosa.
Civis foram atacados por aviões e helicópteros de guerra durante meses, na mais terrível matança, como nunca mais se vira na Europa desde a 2a. Guerra Mundial. O presidente Vladimir Putin da Rússia repetidamente clamou por paz, por uma trégua, por um cessar-fogo, por negociações. Até que, finalmente, dia 5/9/2014, assinou-se um acordo de cessar-fogo.
Chama a atenção, na direção diametralmente oposta do que recebemos como “notícias”, que a Rússia não invadiu a Ucrânia em nenhuma das inúmeras vezes que os “noticiários” “informaram” que teria invadido. Somos pós-graduados em armas inventadas de destruição em massa, em ameaças míticas contra os cidadãos líbios, em acusações falsas de uso de armas químicas na Síria... Agora estamos sendo adestrados a acreditar em invasões que jamais aconteceram.
A “prova” da tal invasão foi cuidadosamente perdida em local incerto e não sabido, sem qualquer detalhe que a identificasse, caso alguém tropeçasse nela. Pois mesmo assim a farsa foi desmascarada.


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Cabine do MH-17 metralhada por caça  Su-25 da FA "ukie"

O avião que fazia o voo MH17 foi derrubado: a culpa é da Rússia, mesmo sem provas. E, pior, mesmo contra todas as provas que adiante se exibiram. Os EUA sempre souberam exatamente o que aconteceu. Mas não divulgaram a informação que tinham. A Rússia distribuiu o que tinha e provou, comprovado pelo depoimento de testemunhas em terra e pelos depoimentos dos controladores de voo, que o avião foi derrubado por um ou mais outros aviões. As “provas” de que a Rússia teria derrubado o avião foram expostas como grosseiras falsificações: ninguém em terra jamais viu a trilha de fumaça no céu que o tal míssil russo, se existisse, teria deixado.
Os autores Baldwin e Heartsong concluem seu trabalho com detalhada argumentação para demonstrar que as ações dos EUA recaíram sobre os próprios EUA, que a única verdade é que os cidadãos norte-americanos não têm nem qualquer mínima ideia do que acontece ou deixa de acontecer, que os donos do poder em Washington usam a Segunda Emenda como se fosse direito deles, contra todo o mundo. Sanções contra a Rússia tornaram Putin tão popular na Rússia quanto George W. Bush depois que deu jeito de parecer presidente de alguma coisa, enquanto aviões derrubavam arranha-céus no coração de New York. As mesmas sanções fortaleceram a Rússia, empurrando-a para aumentar a produção interna e para alianças com nações não controladas pelos EUA. A Ucrânia sofreu e a Europa está sofrendo com o corte no fornecimento de gás russo, enquanto a Rússia faz negócios com Turquia, Irã e China. Expulsar a base naval russa da Crimeia é delírio mais sem futuro hoje, do que antes de essa loucura ter começado.
A Rússia lidera o movimento pelo qual mais e mais nações preparam-se para abandonar o dólar norte-americano. Sanções retaliatórias da Rússia, atingem já o “ocidente”. Longe de estar isolada (como delira o presidente Obama, dentre outros), a Rússia está trabalhando com países BRICS, na Organização de Cooperação de Xangai e em outras alianças. Sem dar sinal algum de “empobrecimento” (como nos delírios do presidente Obama, dentre outros), a Rússia está comprando ouro, enquanto os EUA afundam-se cada dia mais em dívidas e desemprego, e sempre, cada dia mais, vistos pelos cidadãos do mundo como agente incapaz de jogar limpo, como jogador-bandido; e já detestados também na Europa, porque os EUA privaram os europeus do comércio com a Rússia.



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BRICS - Brasil, Rússia, Ìndia, China, África do Sul


Essa história começa na irracionalidade do trauma coletivo depois do holocausto da 2a. Guerra Mundial, e do ódio cego contra a Rússia. Talvez também termine na mesma absoluta irracionalidade. Se o desespero dos EUA levar o país a guerra contra a Rússia, na Ucrânia ou onde for, em algum ponto da fronteira russa, onde a OTAN vive de joguinhos de guerra e provocações, é possível que essa história, do enlouquecimento dos EUA, seja a última narrativa que a humanidade ouviu sobre ela mesma.
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[*] David Swanson é o autor de When the World Outlawed War, War Is A Lie e Daybreak: Undoing the Imperial Presidency and Forming a More Perfect Union (todos sem tradução para português). Anima 2 blogs: (http://davidswanson.org e http://warisacrime.org). 
Trabalha para a organização ativista on-line http://rootsaction.org.
POSTADO POR CASTOR FILHO
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