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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Aéreo Neves e amigos voando com nosso dinheiro

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Mídia estimula locaute de caminhoneiros

Mídia estimula locaute de caminhoneiros:



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Por Altamiro Borges


Por motivos óbvios, a mídia patronal sempre foi radicalmente contra as greves dos trabalhadores. Ela só apoia uma "paralisação" quando esta tem objetivos sinistros. Assim foi no Chile, em 1972, quando o jornal El Mercurio estimulou o locaute dos caminhoneiros, que ajudou a criar o clima para o golpe que depôs o presidente Salvador Allende e resultou na ditadura sanguinária de Augusto Pinochet. Foi assim também no Brasil, em 1964, quando a imprensa apoiou a "revolta dos sargentos", que serviu de pretexto para o golpe militar. Nesta semana, dois episódios evidenciam esta manipulação. A mídia dá destaque ao locaute ilegal dos caminhoneiros e invisibiliza e criminaliza a justa greve dos petroleiros.

Os jornais e as emissoras de rádio e tevê apresentam uma overdose de notícias sobre a tal "greve dos caminhoneiros". Há detalhada descrição das estradas bloqueadas, longas entrevistas com os "líderes grevistas" e forte exposição da sua "pauta de reivindicação". Na prática, como confessam os próprios conspiradores, a "paralisação" tem um único objetivo: "derrubar a presidenta Dilma". O movimento não conta sequer com o apoio dos sindicatos do setor e, segundo estas entidades, já está em franco declínio, sobrevivendo apenas graças à violência dos bloqueios nas estradas. Mesmo assim, a mídia patronal não para de falar na "greve dos caminhoneiros", num evidente estímulo à ação golpista.

No noticiário desta terça-feira (10), a Folha registrou, sem qualquer menção crítica, que a "greve" já atingia 28 pontos em sete Estados, "sendo 17 bloqueios parciais e onze pontos de concentração sem interditar as pistas". O jornal da famiglia Frias, conhecido por suas históricas posições golpistas, deu até o mapa da "paralisação", Estado por Estado. No mesmo rumo, Estadão e O Globo também deram destaque em suas capas à "greve dos caminhoneiros". O termo locaute, que caracteriza um crime pela atual legislação, nem sequer é usado pela mídia patronal. É explícita a torcida dos barões da imprensa pela ampliação da paralisação, que pode resultar inclusive no desabastecimento da economia. 

Dilma denuncia "componentes de crime"

Diante desta evidente conspiração - que reúne oportunistas do setor e grandes empresários, contando com o apoio da mídia privada -, o governo Dilma parece que finalmente decidiu reagir. Nesta terça-feira, a presidenta afirmou que o movimento tem "componentes de crime". Durante visita às obras do Metrô do Rio de Janeiro, ela foi enfática: "Tem que ficar claro que reivindicar neste país é um direito de todo mundo. No Brasil, há muito tempo que isto não é crime, porque lutamos por isso. Agora, este país é responsável. Interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecer alimentos ou combustíveis, isso tem componentes de crimes já previstos", relata o Jornal do Brasil.

Já o paquidérmico ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mostrou que ainda tem algum sangue nas veias e "determinou que a Polícia Rodoviária Federal aplique multas e, se for preciso, use a força para desobstruir rodovias bloqueadas por caminhoneiros", relata a repórter Paula Soprana, da revista Época. Ela ainda informa que "a advocacia-Geral da União estuda a possibilidade de ajuizar ação contra os motoristas que participam da interdição de vias". Sem qualquer sinal de crítica, a publicação da famiglia Marinho destaca que o "protesto foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte e conta com o apoio de movimentos sociais [sic] como Vem Pra Rua, Revoltados Online, Avança Brasil, Maçons BR e o Movimento Brasil Livre". Os grupelhos fascistas até parecem inofensivos!

A justa greve dos petroleiros

Enquanto dá ampla e "neutra" cobertura ao locaute ilegal dos "caminhoneiros", a mídia patronal tenta invisibilizar a justa greve dos petroleiros - deflagrada no domingo retrasado. Não há qualquer "mapa" da paralisação, Estado por Estado, nem entrevistas com os líderes sindicais. Nesta terça-feira, informa a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a segunda rodada de negociação com a estatal foi suspensa. Apesar da intransigência do governo, a categoria segue paralisada "pela retomada dos investimentos, manutenção dos ativos, preservação dos postos de trabalho, mudanças na área de segurança e saúde e manutenção de direitos". A greve atinge as principais unidades da Petrobras.

"Sem avanço na negociação, a tendência é que a categoria radicalize seu movimento. Os informes dos sindicatos da FUP são de que em várias unidades a produção nas unidades do Sistema Petrobras está paralisada ou parcialmente interrompida", descreve o boletim da federação. A mídia patronal, que historicamente sempre sabotou a estatal e seus trabalhadores, faz de conta que nada está acontecendo. A paralisação quase sumiu do noticiário. Quando ela é citada, o objetivo é de criminalizá-la. 

Na sexta-feira (6), a Folha até publicou editorial venenoso contra a paralisação. A mesma famiglia Frias, que acoberta o locaute dos "caminhoneiros", critica a "irresponsável greve dos petroleiros" e afirma que a Petrobras "se tornou uma organização capturada não só por partidos, mas também por sindicatos e parte do corpo executivo, que se valem de posições de comando e influência para impor agenda própria e obter vantagens desmedidas. São grupos que trabalham em detrimento dos direitos e benefícios dos acionistas, ultrajando princípios como gestão eficiente e integridade nas relações com a coletividade". Na greve dos petroleiros, a Folha não escamoteia as suas posições patronais!

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Dilma afirma que ato de caminhoneiros tem ‘componentes de crime’

Dilma afirma que ato de caminhoneiros tem ‘componentes de crime’:

A presidente Dilma Rousseff falou na tarde desta terça-feira (10), durante visita a obra da Linha 4 no Rio, sobre o protesto de caminhoneiros iniciado nesta segunda-feira (9) em diversos estados brasileiros. Dilma reforçou que a manifestação é um direito de todos, mas que interditar estradas e comprometer o abastecimento de diversos setores da economia têm componentes de crimes.

Logo após o comentário deste blogueiro, segue a matéria do Jornal do Brasil:

Comentário do Bogueiro: Demorô!!! Finalmente alguém do governo se atenta para algo que já vem sendo denunciado nas redes sociais a muito tempo: O recrudescimento do fascismo no país, chocado, fomentado e alimentado desde os incidentes de junho de 2013 por uma imensa campanha máfio midiática contra o governo e contra a pátria. Infelizmente demorou para que governantes e dirigentes do PT compreendessem o que acontece de fato. A campanha de desconstituição das instituições brasileiras não é diferente das campanhas que foram levadas a efeito no mundo árabe, que destruíram as instituições e nações de países inteiros . A mesma campanha foi levada a efeito na Ucrânia. O resultado foi a desconstituição do país. Também na Argentina, na Venezuela, no Equador e no Perú a permanente campanha nos grandes meios de comunicação e sua multiplicação  desenfreada nas redes sociais com o único objetivo de dobrar o orgulho pátrio do povo destes países. Com o patrocínio do capital internacional, com o apoio do império, forças fascistas e retrógradas tem se fortalecido mundo afora, e em muitos casos sem nenhuma resistência da esquerda, que em muitos casos parece inebriada pelo poder, a ponto de se submeter e implementar políticas de arrocho contra o povo para pagar estranhas crises que não foram geradas nestes países. Com o Brasil não é diferente. Não há possibilidade de negociação com o fascismo e com quem propõe o retrocesso. Dilma parece estar começando a ver mais claramente o que esta acontecendo. Basta. Nazismo, nazismo e golpismo explicito contra as instituições são crimes. E quem os comete, como criminoso deve ser tratado. E basta também de concessões econômicas para a burguesia nacional retrógrada, que ajuda a financiar e apóia os criminosos. Quem compactua com crimes, é criminoso também. Temos que fechar de uma vez por todas esta agenda de arrocho e retomar o caminho do crescimento e a retomada das políticas sociais e das reformas necessárias, a começar pela regulação dos meios de comunicação, responsáveis primevos pela produção de noticias mentirosas em grande escala. Só assim impediremos definitivamente o avançar do fascismo. Talvez por saber como ocorreu o gope fascista contra o governo socialista de Salvador Allende, é que Dilma tenha finalmente se dado conta do que esta ocorrendo no Brasil. Mas a resposta não pode se dar só no campo do combate aos idiotas que paralisam estradas. Tem que avançar também em outras pontas. O Governo fazendo a sua parte, colocando estes bandidos na cadeia, ou no mínimo processando cada um deles pelos seus crimes e o povo organizado nas ruas mostrando com clareza ao conjunto da população, quem são e onde estão os verdadeiros inimigos, o Brasil voltará a crescer. 

Do Jornal do Brasil



Dilma e trabalhadores


A presidente Dilma Rousseff falou na tarde desta terça-feira (10), durante visita a obra da Linha 4 no Rio, sobre o protesto de caminhoneiros iniciado nesta segunda-feira (9) em diversos estados brasileiros. Dilma reforçou que a manifestação é um direito de todos, mas que interditar estradas e comprometer o abastecimento de diversos setores da economia têm componentes de crimes.

“Tem que ficar claro que reivindicar neste país é um direito de todo mundo. No Brasil, há muito tempo que isto não é crime, porque lutamos por isso. Agora, este país é responsável. Interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecendo com alimentos ou combustíveis, isso tem componentes de crimes já previstos”, afirmou a presidente.

Um dos líderes do ato no Rio Grande do Sul, Fábio Roque, informou que o grupo de caminhoneiros que interdita estradas não é ligado a sindicatos ou federações. Entidades da categoria criticaram o ato, alertando que é imoral “qualquer mobilização que se utiliza da boa fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos”.

>> Cardozo diz que governo pode agir com rigor para liberar rodovias

>Dilma garante manutenção dos programas sociais
A presidente salientou o esforço de impedir que haja qualquer prejuízo à economia popular do país, já que o tráfego é essencial para o abastecimento de vários setores. “Isso não será permitido. Obstruir é crime, afetar a economia popular é crime. Agora, manifestar é algo absolutamente legal, é algo da democracia, é algo que faz bem ao país e à sociedade”, reforçou.

Dilma disse ainda que não pediu para a Polícia Federal agir em relação a isso, já que a prática de crime e o combate a tal prática estão claras. “A Polícia Federal não é instruída sobre isso, porque isso é da lei brasileira. Todos nós somos obrigados a cumprir a lei. Principalmente aqueles que exercem a faculdade de fazer a lei ser cumprida.”

A presidenta visitou nesta terça-feira (10) as obras da Ponte Estaiada e da Estação Jardim Oceânico do Metrô do Rio de Janeiro. As instalações fazem parte da Linha 4 do metrô carioca, e contam com 80% de financiamento do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 6,6 bilhões e R$ 1,6 bilhão financiado pelo Banco do Brasil. Os investimento totais somam R$ 10,3 bilhões.





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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

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Untitled by Alexander Yakovlev

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Untitled by Alexander Yakovlev





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terça-feira, 20 de outubro de 2015

O caminho é a descriminalização das drogas

O caminho é a descriminalização das drogas:


O consumo de drogas significa uma autolesão, impunível por não ser uma conduta socialmente lesiva. Tanto é assim que diversas outras coisas, tão ou mais prejudiciais à saúde, são legalmente permitidas. O consumo de álcool é um ótimo exemplo, pois o alcoolismo indiscutivelmente causa danos à saúde.
Do mesmo modo, o consumo de cigarro que, embora não seja estupefaciente, causa grande dependência física e é altamente lesivo à saúde. Nesses dois exemplos, ninguém cogita a criminalização da venda e do consumo.
A criminalização é a melhor forma de se obter a diminuição do consumo?
Há anos a política criminal se baseia na repressão e há anos que o estado brasileiro gasta fortunas na manutenção dessa guerra, sem que se obtenha proveito algum. A verdade é que a atual política não é eficaz na diminuição do uso — raríssimas as sociedades que não usaram substâncias estupefacientes — e, como efeito colateral, gera diversos crimes secundários, como tráfico de armas, corrupção e homicídios, entre outros. Esses crimes derivam diretamente da proibição, pois ninguém precisa de fuzil para transportar cigarro ou bebida alcóolica.
O fracasso da prisão como meio de combate é tão evidente que a legislação tem sempre aumentado as penas. O Código penal de 1940 previa pena de 1 a 5 anos; em 1976, passou para 3 a 15; desde 2006, é de 5 a 15 anos. Atualmente, há um projeto de lei, de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) que, com o substitutivo apresentado, prevê a pena mínima de 8 anos para o tráfico. Uma sandice, pois é superior à pena mínima do homicídio simples (6 anos).
Ao invés de se aumentar a dose, é preciso reconhecer que o remédio da detenção é um estrepitoso fiasco. Obviamente, a saída é a prevenção, através de campanhas educativas, e não a prisão e estigmatização do usuário. E isso é possível.

Confira o texto de José Nabuco Filho, no Diário do Centro do Mundo.
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