Aldeia Gaulesa: Eric Hobsbawm: "Lula ajudou a mudar o equilíbrio do mundo":
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Pirando a madame | Blog da Cidadania
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
DO BLOG DO CADU...
FHC é o retrato da elite lelé da cuca
A cada pesquisa divulgada sobre a qualidade de vida dos brasileiros, uma lágrima deve cair dos olhos de um tucano. A comparação entre os períodos governados pelo PSDB e pelo PT deixa bem clara qual a direção que ambos os partidos concebem que deve ir o Estado brasileiro. Agora o dado revelado foi o de que em 80% dos municípios brasileiros a desigualdade de renda caiu entre 2000 e 2010. No período anterior a desigualdade cresceu.
O Índice de Gini nunca esteve tão bom no país. Na década de 1990 a desigualdade aumentou 58% das cidades. Ou seja, na década governada por Fernando Henrique Cardoso (FHC), os brasileiros ficaram mais pobres. Na década de Lula a renda per capita dos domicílios cresceu 63% acima da inflação.
A década tucana foi marcada pelo alto desemprego, o que gerou a concentração de renda entre os mais ricos. Por conta do alto número de pessoas sem trabalhar, o salário era extremamente comprometido, sem valorização. Bem diferente dos anos Lula e Dilma. Esta a maior conquista dos trabalhadores: a valorização dos salários. A renda média dos 20% mais pobres cresceu 217%. Aumentou quatro vezes mais rápida do que a dos 10% mais ricos.
Na década de 2000, a renda dos mais pobres era 26 vezes menor do que a dos mais ricos. Em 2010, essa diferença caiu para 18%. Mesmo a distancia sendo enorme, a queda da diferença nunca foi registrada na história do Brasil. E segundo o IPEA, foi o trabalho o maior responsável por isso.
Não à toa estamos com nosso índice de emprego em 94%. O mais alto da história do Brasil. Somente no primeiro semestre de 2013 foram gerados mais empregos do que o saldo dos oito anos do governo de FHC. Por isso que ninguém viu um único cartaz pedindo emprego nas manifestações de junho.
O “príncipe dos sociólogos” escreveu em seu artigo publicado n’O Globo que “chega de mania de grandeza” e que “basta de corrupção”. Para quem se lembra de seu tempo à frente do país, ministros tiravam os sapatos para passar por alfândegas em viagens oficiais. O chefe de Estado do Brasil tomava esporros do presidente dos EUA em fóruns internacionais e o desemprego dava na canela.
Talvez seja isso que ele diga ser “mania de grandeza”. O Brasil tem 6% de desemprego enquanto a Espanha tem 40%. “Basta de corrupção”. Isso mesmo, basta. Começa devolvendo o dinheiro da privataria e do escândalo do metrô em São Paulo. Discurso velho e batido da UDN, corrupção é transgressão de lei. Não há lei alguma que não possa ser burlada. Mas foi agora que se sancionou uma lei contra os corruptores. Não existe corrupção sem corruptor. Siemens que o diga.
FHC não tem discurso, nem agenda. A não ser a volta ao passado. Onde os trabalhadores não tinham o mínimo de valorização, onde o complexo de vira-lata é o norte da governança e a elite branca vai voltar a ter conforto em aeroporto.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Quem vai parar o Tio Sam?
Quem vai parar o Tio Sam?by luizmullerpt |
Pescado do Blog od Cadu
Evo
Morales, presidente da Bolívia foi sequestrado pelos Estados Unidos. O
avião oficial de seu país esteve com o espaço aéreo bloqueado na
Áustria. Isso por que os ianques, na sua paranoia e cultura de guerra
infinita, acharam que o país sul-americano iria dar asilo ao ex-agente
da CIA Edward Snowden.
Snowden revelou como o governo estadunidense espionava à torta e à
direita seus cidadãos usando, entre outras coisas, as redes sociais.
Assim como Bradley Manning, ex-soldado que entregou imagens das
atrocidades cometidas pelo exército de seu país na guerra no Iraque, o
governo dos EUA o quer preso. Manning pode pegar prisão perpétua. Nas
cenas divulgadas amplamente pelo ex-soldado, uma van com uma família que
ia para escola é alvejada por tiros de uma aeronave.
O ex-agente da CIA se refugiou em Hong Kong. De lá foi para Moscou e
em seguida pediu asilo político em 21 países. O Equador, que está dando
asilo a Julian Assange do Wikileaks em sua embaixada na Inglaterra, foi
o primeiro. Logo as ações de espionagem dos EUA voltaram a mostrar que
nunca deixaram a guerra fria. Morales estava em visita à Rússia e a
paranoia do Tio Sam teve certeza de que ele levaria o delator da
espionagem na internet consigo para asilá-lo na Bolívia.
Na volta para La Paz, o avião oficial boliviano pediu para realizar
um pouso em Portugal para reabastecimento. Não foi permitido, então
pediu para fazê-lo na França e também não teve permissão. Pousou em
Viena e lá ficou impossibilitado de seguir viagem por 24 horas. Os
países europeus negaram autorização para sobrevoar seu espaço aéreo.
O imperialismo estadunidense mostrou seus dentes. O pior disso são
países europeus aceitarem uma postura estapafúrdia como essa.
Subserviência é outra coisa, isso ainda não tem nome. Os EUA têm certeza
que são os donos do mundo e tem uma pá de gente que comunga dessa
posição.
Agora imaginem se um país desse qualquer negar autorização para
sobrevoar espaço aéreo do Força Aérea 1, aeronave oficial dos Estados
Unidos. O que vocês acham que aconteceria? Outra questão para se pensar é
que não se tem dúvida de que não a sigilo de verdade na internet, mas
há dúvidas de que o Departamento de Estado dos EUA não monitoram e
influenciam o que circula na internet no Brasil ou em outras nações?
O desrespeito com Evo Morales é algo escandaloso. Talvez se tivesse
ocorrido com um país com mais destaque na mídia internacional, as
reações tivessem sido outras. Em nota, a presidenta Dilma Rousseff
afirmou que o “pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença
de Edward Snowden no avião do Presidente –, além de fantasiosa, é grave
desrespeito ao Direito e às práticas internacionais e às normas
civilizadas de convivência entre as nações”.
Também no comunicado de Dilma, ela mostrou-se surpresa com a
postura servil dos países europeus que participaram do cerceamento à
liberdade ao chefe de Estado boliviano. “Causa surpresa e espanto que a
postura de certos governos europeus tenha sido adotada ao mesmo momento
em que alguns desses mesmos governos denunciavam a espionagem de seus
funcionários por parte dos Estados Unidos, chegando a afirmar que essas
ações comprometiam um futuro acordo comercial entre este país e a União
Europeia.
O constrangimento ao presidente Morales atinge não só à Bolívia,
mas a toda América Latina. Compromete o diálogo entre os dois
continentes e possíveis negociações entre eles. Exige pronta explicação e
correspondentes escusas por parte dos países envolvidos nesta
provocação”.
Dilma garantiu que vai agir, em fóruns internacionais, para que
coisas desse tipo nunca mais aconteçam. “governo brasileiro expressa sua
mais ampla solidariedade ao presidente Evo Morales e encaminhará
iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso
continente, para que situações como essa nunca mais se repitam”, encerra
a nota.
O velho Tio Sam não para de se meter na autonomia dos povos. Quem vai parar o Tio Sam?
domingo, 30 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
O que Serra faria se estivesse no lugar de Dilma
O que Serra faria se estivesse no lugar de Dilma
Enviado por luisnassif, ter, 25/06/2013 - 11:30
O histórico da participação de José Serra em episódios críticos é um bom roteiro de como ele encararia a crise política atual, se fosse presidente:
1. A crise com ACM.
Quando deixou o Senado, ACM saiu atirando e um dos alvos foi a relação de José Serra com Ricardo Sérgio. Serra passou semanas fugindo de qualquer contato com a imprensa.
2. As enchentes de São Paulo.
Serra estava em viagem, voltou e sua única manifestação foi uma mensagem no Twitter dizendo que estava tomando providências. Não apareceu uma única vez nos locais de enchente, não deu uma entrevista sequer sobre o tema, não reuniu uma vez sequer a Defesa Civil, não convocou uma vez sequer o secretariado. Quando saiu candidato em 2010 dizia que Defesa Civil era colocar uma guarnição centralizada em Brasilia para acudir o Brasil inteiro em caso de catástrofe. Nem governando São Paulo, no auge do maior desastre urbano da história, aprendeu o que era defesa civil.
3. Crise econômica de 2008.
Em plena crise de 2008, aumentou os impostos - com a substituição tributária - e escondeu-se de empresários e trabalhadores. Para ser recebido por Serra, a Abimaq precisou ameaçar uma manifestação na porta do Palácio Bandeirantes, junto com as centrais sindicais.
4. Crise da Polícia Civil.
Quando aumentaram as pressões da Polícia Civil por melhores salários, Serra trancou-se novamente no Palácio e escondeu-se do problema. Até que a crise explodiu nos portões do Palácio, com os conflitos entre Polícia Militar e Civil. Recuou na hora e concedeu à Polícia Civil a redução do tempo de serviço para aposentadoria - algo que conflitava com tudo o que bancou na vida sobre estabilidade fiscal.
Crise atual
Com base nesse histórico, dêem seus palpites: o que Serra faria se estivesse no lugar de Dilma Rousseff?
segunda-feira, 24 de junho de 2013
FACEBOOK NÃO TRAZ O PROGRESSO
Publicado em 23/06/2013
FACEBOOK NÃO
FACEBOOK NÃO
TRAZ O PROGRESSO
Em Maio de 1968, o De Gaulle voltou mais forte ainda
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Em maio de 1968, o gaullismo ficou mais forte ainda.
Na Praça da Paz Celestial, Deng Xiao-Ping mandou os liberais embora.
Na Praça Tahir, ganhou a direita muçulmana.
Os indignados da Plaza Mayor, em Madrid, elegeram o Rajoy, um neo-franquista.
Se Facebook fosse instrumento do progresso, o meu neto Francisco, de 5 anos, assumia o controle da CacauShow, muito mais importante para ele que o Palácio do Itamaraty.
Paulo Henrique Amorim
Na Praça da Paz Celestial, Deng Xiao-Ping mandou os liberais embora.
Na Praça Tahir, ganhou a direita muçulmana.
Os indignados da Plaza Mayor, em Madrid, elegeram o Rajoy, um neo-franquista.
Se Facebook fosse instrumento do progresso, o meu neto Francisco, de 5 anos, assumia o controle da CacauShow, muito mais importante para ele que o Palácio do Itamaraty.
Paulo Henrique Amorim
terça-feira, 18 de junho de 2013
Como a política mostrou-se irremediavelmente envelhecida
Como a política mostrou-se irremediavelmente envelhecida
Enviado por luisnassif, dom, 16/06/2013 - 13:42
Em tempos lentos, pré-Internet, fenômenos como os do Movimento do Passe Livre levarim anos para serem interpretados, para que se levantassem os nós nas cabeças tradicionais, os cortes na realidade política.
A Internet e as redes sociais permitem um balanço da perplexidade em tempo real. É fantástico você olhar uma ideia velha, que enfeitaram com as plásticas do show bizz para passar por nova, de repente perder o photoshop e desmanchar-se aos olhos de todos, como naqueles velhos filmes B de Hollywood.
Analisem os comentaristas de TV e jornais que, nos últimos anos, atenderam à demanda da mídia por personagens de ficção, o anti-chavista, o anti-petista, o anti-aparelhista.
A visão do inimigo – o lulismo - lhes forneceu o álibi para exercitar os aspectos mais rançosos, preconceituosos, o desprezo por qualquer movimento social, por qualquer valor popular, o elitismo dos que se pensam internacionalistas e são irremediavelmente provincianos.
Na outra ponta, surgiram os militantes de esquerda, esbravejando contra o imperialismo, contra toda forma de parceria privada, levantando teorias conspiratórias, muitas delas reais, outras lembranças históricas. A seu modo exercitavam a mesma intolerância, no caso contra empresários, classe média. Mas conseguiam se legitimar porque tinham um alvo concreto: o golpismo nítido na oposição.
De repente, no meio do campo de batalha, baixa o carrossel fantasmagórico dos jovens, milhares de estrelinhas brilhantes, meio sem rumo, caóticos, mas espargindo uma luz intensa sobre os gladiadores do passado.
Quem são? Como os sete cegos e o elefante, cada qual enxerga o movimento como quiser, numa barafunda divertidíssima.
Os Villa, Jabor e Nunes firmaram a vista e viram, por trás da luz intensa, os fantasmas da comuna de Paris, os guerrilheiros de Sierra Maestra, montoneros, chavistas. Creio mesmo que devem ter rezado fervorosamente para que fossem, a fim de garantir-lhes a perpetuidade do discurso anacrônico. Já a Veja garante que são finalmente o brado da classe média contra o governo de esquerda.
Os militantes de esquerda olham o reverso do reverso e enxergaram o movimento Cansei, a conspiração internacional, os filhinhos de papai querendo se mobilizar contra as conquistas sociais.
Mas havia jovens discursando contra a passagem de ônibus, mas outros contra o abandono da periferia, alguns contra tudo, outros contra nada? Cadê o danado do inimigo que legitimasse o velho discurso?
E cada qual saiu dando murros nas jovens luzes que pululavam ao seu redor. E os murros caíam no vazio pela falta de forma, pelo fato do inimigo não permitir a moleza de brandir velhos chavões estereotipados.
Por exemplo, reconheço o brilho do cineasta Arnaldo Jabor, sua capacidade de criar personagens para si próprio e dar vida aos mais improváveis, como essa versão repaginada do Professor Hariovaldo e dos homens de bem invocando a Guerra Fria em pleno século 21. O discurso me irritava mas admitia sua enorme eficácia, o talento do ficcionista e do veículo de massa de ressuscitar fantasmas imemoriais de forma eficiente. Se o personagem fosse o Drácula, não tenho dúvidas de que no dia seguinte desapareceria dos supermercados todo o estoque de alho.
Depois do MPL, assisti a alguns vídeos de Jabor deblaterando contra o movimento. Não tinha mais nenhuma eficácia. Era apenas um discurso embolorado. Daqui para frente, aos olhos da classe média medianamente informada, não será mais o velho travestido de novo. Será o discurso irremediavelmente caquético, para o qual o moleque menos informado torcerá o nariz.
Quem aprendeu a enxergar os grandes movimentos sísmicos da história, identificou na movimentação da rapaziada um cometa brilhante que cindiu o tempo histórico e marcou definitivamente a divisa entre o velho e o novo.
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Sobre as manifestações contra o aumento das passagens - DO BLOG O CAFEZINHO
Sobre as manifestações contra o aumento das passagens
Enviado por Miguel do Rosário on 14/06/2013 – 8:20 pm0 comentários
Primeiramente, peço desculpas aos leitores por não ter feito, até agora, nenhum comentário sobre as ruidosas manifestações ocorridas em várias capitais, em protesto contra o aumento das passagens de ônibus, e a brutal repressão que se seguiu, sobretudo em São Paulo. Manifestações políticas são sempre explosivas, mas esta parece ser particularmente polêmica.
Estou em Brasília, envolvido no meu segundo trabalho, no ramo de cinema, mais especificamente legendas eletrônicas. Desta vez, trouxe uma equipe e pensei que poderia ficar trabalhando no blog tranquilamente. Consegui ler todos os jornais e blogs, mas na hora de escrever, tive que resolver pepinos tamanho família. Deu tudo certo, mas estou arrasado psicologicamente. Amanhã as coisas se normalizam aqui. Minha equipe prometeu não me dar mais sustos, então poderei voltar a escrever.
Para não deixar passar o dia sem ao menos uma atualização no blog, eu sugiro aos leitores alguns textos que me chamaram a atenção pela argúcia, sensibilidade e espírito cívico com que encararam a polêmica. São opiniões de esquerda, francas e corajosas.
O primeiro é um artigo do Len, no blog Ponto e Contraponto, que faz uma abordagem bem consequente. Clique aqui para ler.
Depois temos um artigo, como sempre direto ao ponto, do Fernando Brito, no Tijolaço. Clique aqui para ler.
A Carta Capital está cheia de artigos interessantes para se entender as repercussões políticas do episódio. Vale a pena dar uma espiada por lá.
O blogueiro Eduardo Guimarães, que havia feito duras críticas ao viés violento das manifestações, agora aborda o assunto por um ângulo oposto. A entrevista que ele faz com uma jornalista da Rede Brasil Atual traz um relato muito chocante da violência policial em São Paulo. Leia aqui.
Bem, vou tentar dar minha opinião em poucas palavras. Estou chocado. Com a violência da polícia. Com a possibilidade de uma manifestação ter sido “infiltrada” com provocadores. Esta última hipótese me fez inclusive ficar meio paranóico. As manifestações na Líbia, por exemplo, começaram justas, mas foram infiltradas por interesses obscuros, externos, imperialistas. Mas por enquanto é só paranóia de um blogueiro cansado.
A paranóica nasceu de reportagens do Globo, citando o Wall Street Journal, onde se fala que as manifestações eram contra o “desemprego”. Estão usando as manifestações para fazer ataques especulativos contra o país!
Enfim, amanhã eu volto aqui com mais calma. Espero que livre de paranóias e com uma visão mais objetiva sobre o que aconteceu, suas repercussões e significados políticos.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
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