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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Presidenta da Apeoesp: “É um absurdo o governo Alckmin tornar caso de polícia uma manifestação pacífica de estudantes; mais uma vez ele recorre à arbitrariedade”

Presidenta da Apeoesp: “É um absurdo o governo Alckmin tornar caso de polícia uma manifestação pacífica de estudantes; mais uma vez ele recorre à arbitrariedade”:



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Fotos: Carol Barão para  Jornalistas Livres

por Conceição Lemes

Por esta reação o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), provavelmente não esperava ao “reorganizar” na marra a rede pública de ensino do Estado.

Desde a manhã dessa terça terça-feira  10, estudantes da Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, Zona Oeste da capital, ocupam-na para protestar contra o fechamento de 94 escolas e a desestruturação de outras 782 unidades.  À Rua Pedroso de Moraes, ela fica bem próxima de áreas classe A, como Jardins, Avenida Faria Lima, Alto de Pinheiros. Há uma quadra dali, na esquina de Teodoro Sampaio com Simão Álvares, uma cobertura custa R$ 14 milhões.

Nesta quarta-feira, um forte contingente da Polícia Militar (PM) cerca toda a escola. Lá dentro, um grupo de estudantes resiste, apesar de ontem a PM ameaçar a todo instante invadi-la , tentar prender duas jovens e partir para a violência contra os colegas das meninas que reagiram à detenção.



Nesta manhã, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo entrou na Justiça com pedido de reintegração de posse da escola. A decisão pode sair a qualquer momento.

“Os estudantes têm o direito humano de se manifestar livremente, não concordar com a mudança e de escolher onde querem estudar”,  afirma Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, em entrevista ao Viomundo. “É um absurdo o governo governo Alckmin tornar uma manifestação pacífica de estudantes um caso de polícia; é uma situação muito séria.”

“Mais uma vez o governo Alckmin recorre à arbitrariedade, como faz com os professores nas assembleias”, denuncia. “Qualquer movimento que seja contra as suas decisões, ele tenta logo criminalizar.”

A escola Fernão Dias Pais não será fechada, mas passará por uma profunda mudança. Atualmente, tem ensino fundamental II (da 6ª a 9ª série) e ensino médio (antigo colegial). A partir de 2016, terá só ensino médio, obrigando os seus alunos do ensino fundamental  a buscar outra escola para estudar.

A ocupação da escola é uma decisão dos alunos e alunas, mesmo. Não é uma ação da Apeoesp. Porém, logo que foi informada da tensão no local e da intenção da PM de invadir a escola, seus diretores  foram para lá, para acompanhar a situação e dar assistência jurídica.

“Na hora em que eu cheguei uma menina estava sendo presa. Nós conseguimos conversar com os militares e eles a liberaram”, conta-nos Izabel.

“Os militares tentaram pegar outros meninos, para levar à delegacia e fichá-los. O nosso pessoal não deixou”, prossegue. “Os militares também tentaram entrar na escola na marra, os meninos  trancaram o portão e não deixaram.”

A Secretaria Estadual de Educação registrou Boletim de Ocorrência por “depredação de patrimônio”.

No entanto, os repórteres do Jornalistas Livres, presentes todo o tempo lá, não observaram qualquer tipo de vandalismo:

Houve mutirão para produzir merenda e para a limpeza. Os estudantes se revezaram na vigília durante a noite, discutiram estratégias e jogaram vôlei-queimada. São quase todos menores de idade.
Num esquema de rodízio, os diretores da Apeoesp  passaram a noite inteira do lado de fora da escola. “Nós vamos ficar aqui até o final, para evitar que isso vire uma tragédia”, avisa Izabel Noronha.



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Bandidagem midiática: proprietários de TV e rádio desrespeitam impunemente a lei

Bandidagem midiática: proprietários de TV e rádio desrespeitam impunemente a lei: Rádio e TV no Brasil, uma terra sem lei



por Marcelo Pellegrini, Carta Capital



10/11/2015 



Uma série de ilegalidades se embrenham na base do sistema de rádios e TVs no Brasil, afrontando a Constituição e gerando prejuízos para a liberdade de imprensa, conforme aponta o relatório da ONG internacional Repórter Sem Fronteiras. A lista de ilegalidades combinada com a frouxa


As viagens de Huck e Civita no AeroAécio (por conta do erário público mineiro)

As viagens de Huck e Civita no AeroAécio (por conta do erário público mineiro):

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Por Altamiro Borges no Brasil 247 
A Folha deste domingo (8) publicou uma reportagem bombástica sobre o cambaleante e desesperado presidente do PSDB. “Aécio emprestou aviões de Minas a políticos e celebridades”, registra na parte inferior da sua capa – que geralmente não é exposta nas mais de 40 mil bancas de jornais pelo país. A denúncia até poderia ser estampada numa manchete garrafal, mas ai já seria pedir muito para a tucana famiglia Frias. De qualquer forma, a matéria é explosiva. Comprova que Aécio Neves, ainda quando era governador de Minas Gerais, utilizou aeronaves do Estado para transportar várias celebridades – como o ator global Luciano Huck, o ex-diretor executivo da TV Globo, o poderoso Boni, o falecido dono da decadente Abril, Roberto Civita, e até o mafioso Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.
Vale conferir a íntegra da reportagem, assinada pelos jornalistas Ranier Bragon e Aguirre Talento:
*****
Aécio Neves cedeu avião de Minas a políticos e celebridades
Registros do Gabinete Militar de Minas Gerais mostram que durante o governo do tucano Aécio Neves (2003-2010) aeronaves do Estado foram cedidas para deslocamentos de políticos, celebridades, empresários e outras pessoas de fora da administração pública a pedido do então governador mineiro.


Essas viagens não encontram amparo explícito na legislação que desde 2005 regula o uso das aeronaves oficiais do Estado, um decreto e uma resolução assinados pelo próprio Aécio.


O tucano afirma, por meio de sua assessoria, que a legislação estabelece apenas diretrizes, que os voos foram regulares e atenderam a interesses do Estado.









Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve do governo de Minas, comandado hoje pelo petista Fernando Pimentel, adversário político de Aécio, a relação dos 1.423 voos entre janeiro de 2003 e março de 2010 em que o nome do tucano figura como solicitante.



Desses, em 198 voos não houve a presença nem de Aécio nem de agentes públicos autorizados pela legislação a usar essas aeronaves, como secretários de Estado, vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa.



Dois desses voos solicitados por Aécio foram usados em 2004 – um ano antes da edição do decreto e da resolução – pelo apresentador da Rede Globo Luciano Huck, amigo do tucano, para se deslocar de Belo Horizonte ao interior de Minas. Um desses voos também teve a presença da dupla Sandy e Júnior, que na ocasião gravava em Minas um novo quadro para o “Caldeirão do Huck”, o “Quebrando a Rotina”.



Outros integrantes e ex-integrantes da Globo usaram jatos e turboélices do Estado – os atores José Wilker (que morreu em 2014) e Milton Gonçalves, em 2008, além do ex-executivo da rede José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em 2003.O programa mostrava os três percorrendo a Estrada Real de Minas Gerais. “O trio visitou locais históricos como os municípios de Ouro Preto e Santa Bárbara. Eles conheceram também paisagens exuberantes, como o Parque Natural do Caraça, e proporcionaram ao público cenas inusitadas como Sandy lavando louça e Junior montando em um jumento”, diz o texto de descrição do quadro no site oficial do “Caldeirão”.



Dias antes de deixar o governo, em março de 2010, Aécio também cedeu o helicóptero para que o então presidente do grupo Abril, Roberto Civita (morto em 2013) e sua mulher, Maria Antônia, visitassem o Instituto Inhotim, museu de arte contemporânea do empresário Bernardo Paz em Brumadinho (53 km de Belo Horizonte).



O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira também aparece nos registros como tendo usado por três vezes o helicóptero, em deslocamentos dentro de Belo Horizonte, e em outras três vezes um dos jatos para viagens de BH a São Paulo e ao Rio, entre 2006 e 2009.



A reportagem obteve também os dados dos voos dos governos Anastasia (2010-2014), afilhado político de Aécio, e Pimentel (2015). As viagens em que Aécio não figura como passageiro listam trechos para fora de Minas Gerais que têm ainda como passageiros vários políticos – com ou sem mandato – tucanos, de partidos aliados e até alguns adversários, outras autoridades federais dos Três Poderes e comitivas de jornalistas – a Folha esteve em um desses voos para acompanhar uma agenda de Aécio em Lavras.



No caso de Anastasia, há ao menos 60 voos sem a presença de autoridades estaduais. Há deslocamentos para o próprio Aécio, para políticos, magistrados estaduais, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e novamente para Ricardo Teixeira.



Sobre os voos de Pimentel, nos seus primeiros nove meses de gestão um voo foi cedido para uma autoridade fora da administração, segundo os registros enviados pelo governo mineiro: um deslocamento do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, e de sua mulher, Yara, de Belo Horizonte a São Paulo, em março deste ano.



Na comparação, foram em média 2,3 voos mensais durante o governo Aécio, 1,3 voo na gestão Anastasia e 0,1 de Pimentel.



Em setembro, a Folha mostrou que Aécio usou jatos oficiais do Estado para ir de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro em 124 ocasiões durante a sua gestão em Minas.



A legislação mineira que disciplina o uso das aeronaves oficiais se resume ao decreto 44.028 e à resolução 3, ambos de 2005. O decreto define que “a utilização das aeronaves oficiais será feita, exclusivamente, no âmbito da administração pública estadual (…) para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos.”



A resolução, que regulamenta o decreto, estabelece que as aeronaves “destinam-se ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas ou agentes públicos, quando integrantes de comitivas dos titulares dos cargos”.



OUTRO LADO



A assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que “todos os voos foram regulares, dentro das normas legais e atenderam a interesses da administração do Estado.”



Apesar de a legislação definir que duas das aeronaves se destinam aos deslocamentos do governador, elas não se limitam “ao seu uso pessoal exclusivo, compreendendo, portanto, o atendimento de demandas e necessidades do chefe do Executivo”, diz a nota enviada pelo tucano.



A assessoria afirma que Aécio determinou que todos registros de voos trouxessem os nomes dos passageiros, assegurando transparência.



Sobre a cessão do helicóptero para a gravação do “Quebrando a Rotina”, a assessoria diz que o Estado ofereceu apoio de infraestrutura “para uma grande ação de divulgação turística, no caso, a divulgação de um roteiro turístico, a Estrada Real”.



Da mesma forma, segue a nota, o transporte de Civita “atendeu o objetivo de divulgar o Museu de Arte Contemporânea apresentando-o a um dos maiores empresários de comunicação do país”. A assessoria enviou uma reportagem sobre o museu publicada posteriormente na revista “Veja”.



Em relação à concessão de um jato para levar o empresário José Bonifácio Oliveira Sobrinho de BH ao Rio, a assessoria diz que o governo solicitou a colaboração do ex-executivo da Globo na definição de diretrizes para a TV Minas. Sobre o transporte dos atores Milton Gonçalves e José Wilker entre BH e o Rio, a razão seria a participação em ato contra a corrupção apoiado pelo governo de Minas.



Sobre as viagens do ex-presidente da CBF, a afirmação é a de que elas se deram “em atendimento a agendas com o governador à época da candidatura do Brasil para sediar os jogos da Copa de 2014″.



A Comunicação da Globo enviou dados sobre a logística bancada pela emissora para o “Quebrando a Rotina”, entre elas passagens aéreas e aluguel de helicópteros particulares. O uso da aeronave oficial oficial faria parte de um acordo de “facilidades de produção”.



Também via Comunicação da Globo, o ator Milton Gonçalves afirmou não se lembrar da viagem. “Não uso nada que não seja legal e que todos possam saber. Se isso de fato ocorreu, basta comprovarem e me dizerem quanto foi o voo que eu pago”, disse o ator.



A assessoria dos cantores Sandy e Júnior disse que como os dois foram convidados pelo programa, a logística coube ao “Caldeirão”.



Boni afirmou que a pedido do governo estadual fez uma análise da TV Minas. “Não cobrei pela visita e nem pela minha opinião, por considerar uma contribuição à TV pública. Fui do Rio a BH pagando minha passagem. Na volta aceitei uma carona com o governador, que já vinha para o Rio”, afirmou. O registro do governo mineiro, porém, indica que o empresário foi o único passageiro.



A assessoria do agora senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) afirmou que os deslocamentos foram de autoridades que participaram de eventos ou reuniões no Estado e que as viagens cumpriram o disposto na legislação.



A assessoria de Fernando Pimentel disse que Lewandowski cumpriu agenda oficial em Belo Horizonte, tendo recebido o Colar do Mérito Judiciário Militar.



O presidente do STF e a Abril não se pronunciaram. A Folha não conseguiu falar com Ricardo Teixeira.



*****

As viagens do cambaleante Aécio Neves ainda vão abalar a sua carreira. O playboy mineiro-carioca parece adorar aventuras no espaço. Tanto que os internautas até já criaram uma marca para a sua futura empresa: ‘AeroAécio’. Ainda quando era governador, ele utilizou dinheiro dos contribuintes mineiros para construir um aeroporto particular na fazenda do seu tio-avô, em Cláudio. Também neste período, registra a Folha deste domingo, “Aécio usou jatos oficiais do Estado para ir de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro em 124 ocasiões”. Já como senador da República, ele fez outras dezenas de viagens aéreas para a cidade maravilhosa – também com recursos públicos. 
Por motivos óbvios, a TV Globo – agraciada com tantas viagens para suas estrelas e executivos e por tantas outras benesses ainda desconhecidas – não deverá tratar deste assunto com destaque no Jornal Nacional. A emissora também evitou falar sobre o helicóptero do compadre de Aécio Neves, senador Zezé Perrella, flagrado com 445 quilos de cocaína no final de 2013. Da mesma forma, a revista Veja não estampará uma capa com a denúncia. Seria uma baita ingratidão dos filhos de Roberto Civita! 





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Aéreo Neves e amigos voando com nosso dinheiro

Aéreo Neves e amigos voando com nosso dinheiro:



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Mídia estimula locaute de caminhoneiros

Mídia estimula locaute de caminhoneiros:



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Por Altamiro Borges


Por motivos óbvios, a mídia patronal sempre foi radicalmente contra as greves dos trabalhadores. Ela só apoia uma "paralisação" quando esta tem objetivos sinistros. Assim foi no Chile, em 1972, quando o jornal El Mercurio estimulou o locaute dos caminhoneiros, que ajudou a criar o clima para o golpe que depôs o presidente Salvador Allende e resultou na ditadura sanguinária de Augusto Pinochet. Foi assim também no Brasil, em 1964, quando a imprensa apoiou a "revolta dos sargentos", que serviu de pretexto para o golpe militar. Nesta semana, dois episódios evidenciam esta manipulação. A mídia dá destaque ao locaute ilegal dos caminhoneiros e invisibiliza e criminaliza a justa greve dos petroleiros.

Os jornais e as emissoras de rádio e tevê apresentam uma overdose de notícias sobre a tal "greve dos caminhoneiros". Há detalhada descrição das estradas bloqueadas, longas entrevistas com os "líderes grevistas" e forte exposição da sua "pauta de reivindicação". Na prática, como confessam os próprios conspiradores, a "paralisação" tem um único objetivo: "derrubar a presidenta Dilma". O movimento não conta sequer com o apoio dos sindicatos do setor e, segundo estas entidades, já está em franco declínio, sobrevivendo apenas graças à violência dos bloqueios nas estradas. Mesmo assim, a mídia patronal não para de falar na "greve dos caminhoneiros", num evidente estímulo à ação golpista.

No noticiário desta terça-feira (10), a Folha registrou, sem qualquer menção crítica, que a "greve" já atingia 28 pontos em sete Estados, "sendo 17 bloqueios parciais e onze pontos de concentração sem interditar as pistas". O jornal da famiglia Frias, conhecido por suas históricas posições golpistas, deu até o mapa da "paralisação", Estado por Estado. No mesmo rumo, Estadão e O Globo também deram destaque em suas capas à "greve dos caminhoneiros". O termo locaute, que caracteriza um crime pela atual legislação, nem sequer é usado pela mídia patronal. É explícita a torcida dos barões da imprensa pela ampliação da paralisação, que pode resultar inclusive no desabastecimento da economia. 

Dilma denuncia "componentes de crime"

Diante desta evidente conspiração - que reúne oportunistas do setor e grandes empresários, contando com o apoio da mídia privada -, o governo Dilma parece que finalmente decidiu reagir. Nesta terça-feira, a presidenta afirmou que o movimento tem "componentes de crime". Durante visita às obras do Metrô do Rio de Janeiro, ela foi enfática: "Tem que ficar claro que reivindicar neste país é um direito de todo mundo. No Brasil, há muito tempo que isto não é crime, porque lutamos por isso. Agora, este país é responsável. Interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecer alimentos ou combustíveis, isso tem componentes de crimes já previstos", relata o Jornal do Brasil.

Já o paquidérmico ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mostrou que ainda tem algum sangue nas veias e "determinou que a Polícia Rodoviária Federal aplique multas e, se for preciso, use a força para desobstruir rodovias bloqueadas por caminhoneiros", relata a repórter Paula Soprana, da revista Época. Ela ainda informa que "a advocacia-Geral da União estuda a possibilidade de ajuizar ação contra os motoristas que participam da interdição de vias". Sem qualquer sinal de crítica, a publicação da famiglia Marinho destaca que o "protesto foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte e conta com o apoio de movimentos sociais [sic] como Vem Pra Rua, Revoltados Online, Avança Brasil, Maçons BR e o Movimento Brasil Livre". Os grupelhos fascistas até parecem inofensivos!

A justa greve dos petroleiros

Enquanto dá ampla e "neutra" cobertura ao locaute ilegal dos "caminhoneiros", a mídia patronal tenta invisibilizar a justa greve dos petroleiros - deflagrada no domingo retrasado. Não há qualquer "mapa" da paralisação, Estado por Estado, nem entrevistas com os líderes sindicais. Nesta terça-feira, informa a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a segunda rodada de negociação com a estatal foi suspensa. Apesar da intransigência do governo, a categoria segue paralisada "pela retomada dos investimentos, manutenção dos ativos, preservação dos postos de trabalho, mudanças na área de segurança e saúde e manutenção de direitos". A greve atinge as principais unidades da Petrobras.

"Sem avanço na negociação, a tendência é que a categoria radicalize seu movimento. Os informes dos sindicatos da FUP são de que em várias unidades a produção nas unidades do Sistema Petrobras está paralisada ou parcialmente interrompida", descreve o boletim da federação. A mídia patronal, que historicamente sempre sabotou a estatal e seus trabalhadores, faz de conta que nada está acontecendo. A paralisação quase sumiu do noticiário. Quando ela é citada, o objetivo é de criminalizá-la. 

Na sexta-feira (6), a Folha até publicou editorial venenoso contra a paralisação. A mesma famiglia Frias, que acoberta o locaute dos "caminhoneiros", critica a "irresponsável greve dos petroleiros" e afirma que a Petrobras "se tornou uma organização capturada não só por partidos, mas também por sindicatos e parte do corpo executivo, que se valem de posições de comando e influência para impor agenda própria e obter vantagens desmedidas. São grupos que trabalham em detrimento dos direitos e benefícios dos acionistas, ultrajando princípios como gestão eficiente e integridade nas relações com a coletividade". Na greve dos petroleiros, a Folha não escamoteia as suas posições patronais!

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Luis Nassif - Sérgio Moro e o jornalismo ético das revistas

Luis Nassif - Sérgio Moro e o jornalismo ético das revistas: - Sofro de dislexia. Li assim:

O jornalismo das revistas e o ético Sérgio Fernando Moro. Tou certo ou li errado?



GGN - "O juiz Sérgio Moro irá palestrar no 9o Fórum ANER de Revistas.

ANER é a...



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Dilma afirma que ato de caminhoneiros tem ‘componentes de crime’

Dilma afirma que ato de caminhoneiros tem ‘componentes de crime’:

A presidente Dilma Rousseff falou na tarde desta terça-feira (10), durante visita a obra da Linha 4 no Rio, sobre o protesto de caminhoneiros iniciado nesta segunda-feira (9) em diversos estados brasileiros. Dilma reforçou que a manifestação é um direito de todos, mas que interditar estradas e comprometer o abastecimento de diversos setores da economia têm componentes de crimes.

Logo após o comentário deste blogueiro, segue a matéria do Jornal do Brasil:

Comentário do Bogueiro: Demorô!!! Finalmente alguém do governo se atenta para algo que já vem sendo denunciado nas redes sociais a muito tempo: O recrudescimento do fascismo no país, chocado, fomentado e alimentado desde os incidentes de junho de 2013 por uma imensa campanha máfio midiática contra o governo e contra a pátria. Infelizmente demorou para que governantes e dirigentes do PT compreendessem o que acontece de fato. A campanha de desconstituição das instituições brasileiras não é diferente das campanhas que foram levadas a efeito no mundo árabe, que destruíram as instituições e nações de países inteiros . A mesma campanha foi levada a efeito na Ucrânia. O resultado foi a desconstituição do país. Também na Argentina, na Venezuela, no Equador e no Perú a permanente campanha nos grandes meios de comunicação e sua multiplicação  desenfreada nas redes sociais com o único objetivo de dobrar o orgulho pátrio do povo destes países. Com o patrocínio do capital internacional, com o apoio do império, forças fascistas e retrógradas tem se fortalecido mundo afora, e em muitos casos sem nenhuma resistência da esquerda, que em muitos casos parece inebriada pelo poder, a ponto de se submeter e implementar políticas de arrocho contra o povo para pagar estranhas crises que não foram geradas nestes países. Com o Brasil não é diferente. Não há possibilidade de negociação com o fascismo e com quem propõe o retrocesso. Dilma parece estar começando a ver mais claramente o que esta acontecendo. Basta. Nazismo, nazismo e golpismo explicito contra as instituições são crimes. E quem os comete, como criminoso deve ser tratado. E basta também de concessões econômicas para a burguesia nacional retrógrada, que ajuda a financiar e apóia os criminosos. Quem compactua com crimes, é criminoso também. Temos que fechar de uma vez por todas esta agenda de arrocho e retomar o caminho do crescimento e a retomada das políticas sociais e das reformas necessárias, a começar pela regulação dos meios de comunicação, responsáveis primevos pela produção de noticias mentirosas em grande escala. Só assim impediremos definitivamente o avançar do fascismo. Talvez por saber como ocorreu o gope fascista contra o governo socialista de Salvador Allende, é que Dilma tenha finalmente se dado conta do que esta ocorrendo no Brasil. Mas a resposta não pode se dar só no campo do combate aos idiotas que paralisam estradas. Tem que avançar também em outras pontas. O Governo fazendo a sua parte, colocando estes bandidos na cadeia, ou no mínimo processando cada um deles pelos seus crimes e o povo organizado nas ruas mostrando com clareza ao conjunto da população, quem são e onde estão os verdadeiros inimigos, o Brasil voltará a crescer. 

Do Jornal do Brasil



Dilma e trabalhadores


A presidente Dilma Rousseff falou na tarde desta terça-feira (10), durante visita a obra da Linha 4 no Rio, sobre o protesto de caminhoneiros iniciado nesta segunda-feira (9) em diversos estados brasileiros. Dilma reforçou que a manifestação é um direito de todos, mas que interditar estradas e comprometer o abastecimento de diversos setores da economia têm componentes de crimes.

“Tem que ficar claro que reivindicar neste país é um direito de todo mundo. No Brasil, há muito tempo que isto não é crime, porque lutamos por isso. Agora, este país é responsável. Interditar estradas, comprometer a economia popular, desabastecendo com alimentos ou combustíveis, isso tem componentes de crimes já previstos”, afirmou a presidente.

Um dos líderes do ato no Rio Grande do Sul, Fábio Roque, informou que o grupo de caminhoneiros que interdita estradas não é ligado a sindicatos ou federações. Entidades da categoria criticaram o ato, alertando que é imoral “qualquer mobilização que se utiliza da boa fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos”.

>> Cardozo diz que governo pode agir com rigor para liberar rodovias

>Dilma garante manutenção dos programas sociais
A presidente salientou o esforço de impedir que haja qualquer prejuízo à economia popular do país, já que o tráfego é essencial para o abastecimento de vários setores. “Isso não será permitido. Obstruir é crime, afetar a economia popular é crime. Agora, manifestar é algo absolutamente legal, é algo da democracia, é algo que faz bem ao país e à sociedade”, reforçou.

Dilma disse ainda que não pediu para a Polícia Federal agir em relação a isso, já que a prática de crime e o combate a tal prática estão claras. “A Polícia Federal não é instruída sobre isso, porque isso é da lei brasileira. Todos nós somos obrigados a cumprir a lei. Principalmente aqueles que exercem a faculdade de fazer a lei ser cumprida.”

A presidenta visitou nesta terça-feira (10) as obras da Ponte Estaiada e da Estação Jardim Oceânico do Metrô do Rio de Janeiro. As instalações fazem parte da Linha 4 do metrô carioca, e contam com 80% de financiamento do governo federal, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 6,6 bilhões e R$ 1,6 bilhão financiado pelo Banco do Brasil. Os investimento totais somam R$ 10,3 bilhões.





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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

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