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terça-feira, 15 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
Lula foi salvo pela mídia digital
Lula foi salvo pela mídia digital
PAULO NOGUEIRA 3 DE AGOSTO DE 2013
Nem Getúlio e nem João Goulart tiveram um contraponto ao ataque selvagem da imprensa.
Lula, com razão, deu ontem graças a Deus pelo aparecimento da internet, “nossa mídia”.
Não que a internet seja dele, ou do PT. Mas o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é de fato alentador não apenas para Lula mas para a democracia.
No Brasil, os interesses privados da mídia desestabilizaram, ao longo da história, mais de um governo que não fizesse o que o chamado 1% queria que fizesse.
Jango, em 1964, foi derrubado. Antes dele, em 1954, Getúlio foi levado ao suicídio.
Não havia o contraponto que a internet oferece. A sociedade era manipulada sem a menor cerimônia.
Lacerda falava no “Mar de Lama” de Getúlio, e todos reproduziam. A maneira mais canalha e mais barata de atacar governos de esquerda é pelo lado da “corrupção”.
Os cidadãos mais influenciados pelo noticiário são levados a crer que o que existe na política é uma roubalheira, e que tirando o partido do poder o problema estará resolvido.
Quem mais fala em corrupção à luz do sol em geral é quem mais à pratica na sombra. Nos últimos anos, por exemplo, as empresas de mídia, por exemplo, levaram a sonegação de impostos ao estado da arte enquanto bradavam em manchetes sermões moralistas e mentirosos.
Mas o que você pode fazer quando todos os microfones estão com os outros?
Getúlio Vargas, num gesto inteligente e ao mesmo tempo desesperado, tentou criar uma alternativa à voz ultraconservadora dos barões da imprensa.
Ajudou o jornalista Samuel Wainer a lançar a Última Hora, jornal voltado para os interesses populares. Mas foi uma voz solitária contra a de uma matilha.
Carlos Lacerda, o desestalizador mais estridente, começou a atacar Wainer por não ter nascido no Brasil, o que contrariaria a lei que rege a propriedade de mídia no Brasil.
(Ninguém, mais tarde, reclamaria do fato de a família Civita não ser originária do Brasil, excetuados os Mesquitas aristocráticos, porque ali estava mais uma voz da turma.)
Sob as condições em que foram caçados Getúlio e Jango, é presumível que Lula não tivesse resistido ao assédio.
Imagine o circo do mensalão sem o contrapeso da mídia digital. Provavelmente teríamos hoje um presidente chamado Joaquim Barbosa.
Por isso Lula deve ser mesmo grato à internet. E não apenas ele, mas todos aqueles – petistas ou não – que anseiam por um país menor desigual e injusto do que aquele que a elite representada pelas famílias da mídia impuseram aos brasileiros.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Manuela D´Ávila: Ativismo na internet transforma realidade
Manuela D´Ávila: Ativismo na internet transforma realidade
26/5/2013 9:21
Por Manuela D´Ávila - de Porto Alegre
Por Manuela D´Ávila - de Porto Alegre
A segunda edição do evento Conexões Globais, que será realizado entre os dias 23 e 25 de maio em Porto Alegre, é a oportunidade de debater como estimular o ativismo da juventude na internet, aproveitando a experiência de atores estratégicos na área. Ativistas, gestores públicos, artistas e comunicadores do país e do mundo estarão presentes no evento promovido pelas secretarias estaduais de Comunicação e Inclusão Digital e de Cultura.
A força das manifestações na Web já foi testada, sendo bem-sucedida em muitos casos. Um exemplo recente é a organização pelas redes sociais de protestos contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre. Sem entrar na discussão se houve exageros por parte de militantes e de policiais, constata-se que milhares de pessoas se uniram em prol de um objetivo comum e a ação deu resultado, gerando expressivo debate público. Até o momento, a Justiça mantém congelado o preço da tarifa em R$ 2,85 em vez de R$ 3,05 como era o previsto.
Como estimular então o ativismo na internet? Iniciativas de governos são essenciais para preparar jovens, transformando-os em cidadãos mais engajados nas redes e nas ruas. No Conexões Globais, há iniciativas a serem adotadas por outros gestores de Estados e de municípios como a realização de oficinas de treinamento de ativistas sociais em tecnologias livres.
O acesso à rede aumenta a cada ano, favorecendo o crescimento da participação das pessoas na vida política. Segundo o PNAD (2011), o número de internautas cresceu 143,8% entre 2005 e 2011. O acesso à internet continua sendo maior entre os jovens, especialmente na faixa etária de 15 a 17 anos (74,1%) e de 18 a 19 anos (71,8%). Na série histórica, os percentuais de internautas aumentaram em todas as classes de rendimento mensal domiciliar per capita, principalmente nas mais baixas.
Nesse cenário, é urgente definir direitos e deveres para os usuários, empresas e governos no uso da rede, assegurando a liberdade de expressão e vedando a prática de crimes. Na Câmara dos Deputados, há um esforço para aprovar o Marco Civil da Internet (constituição da Web), o que fará o Brasil reinventar a legislação da rede. Em 2013, o Legislativo deve avançar nesse tema. No ano passado, uma importante vitória foi a aprovação da lei que tipifica crimes cometidos na Web.
Independentemente de governos e de parlamentares, a sociedade deve estimular a juventude para que aproveite essas ferramentas no exercício da cidadania. A luta por um mundo melhor envolve cada vez mais múltiplas frentes. Apostar em conexões globais garante não só o compartilhamento de opiniões avançadas no mundo, mas também a consolidação de bandeiras e de conquistas locais.
Manuela D’Ávila é líder do PCdoB na Câmara dos Deputados.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Luis Nassif: Os últimos momentos do jornalismo de papel
Luis Nassif: Os últimos momentos do jornalismo de papelby bloglimpinhoecheiroso |
Na sexta feira, dia 17, a editoria Poder, do jornal Folha de S.Paulo,
publicou seis matérias. A primeira, sobre a votação da Lei dos Portos,
dividida em algumas sub-retrancas. A mais importante descrevia a votação
e as reações suscitadas, com informações que já haviam sido
abundantemente exploradas no dia anterior, inclusive pela Folha online.
No Estadão, reduziram-se cadernos, notícias e equipes.
Historicamente,
o produto “notícia” sempre se baseou em poucas variedades de
embalagens. Nos jornais mundiais de maior peso – formadores de opinião
–, buscava-se diferenciar do produto “entretenimento”. Para tanto,
recorria-se a um estilo sóbrio, a um conteúdo analítico privilegiando o
conceito de relevância.
Graças
a isso, preservaram um público exigente, formador de opinião, que
demanda do jornal o tratamento objetivo dos fatos e o exercício racional
da análise, independentemente da linha política do jornal.
No
caso brasileiro, desde os anos de 1990 os grandes jornais decidiram
investir na notícia “entretenimento” e se valer dos recursos da
dramaturgia como parte central da sua operação.
Esse estilo consistia no seguinte:
1.
Privilegiar sempre o fato próximo ao universo de informações do leitor
comum. Por exemplo, se há uma reunião que define pontos importantes para
o destino do País, privilegie a futrica, o detalhe pitoresco (bocejo de
um dos presentes, ironia de outro etc.) em detrimento do assunto
tratado.
2.
No caso de grandes escândalos, tratar os personagens centrais com a
caracterização dos roteiros de novelas, transformando-os em vilões
completos ou em heróis imaculados.
3.
Na hora da dramatização, não se prender aos fatos porque, em geral, são
muito menos interessantes do que a fantasia. Com isso, aboliram-se os
filtros mínimos de qualidade.
Durante
algum tempo, funcionou, especialmente no período da redemocratização,
no qual as fórmulas sensacionalistas, após anos de censura, eram
novidade.
De
início, houve queda de qualidade e da credibilidade. Com a ampliação da
internet, esse modelo ruiu. O jornalismo entretenimento consolidou-se
na televisão – de programas mais toscos, policialescos, a programas mais
elaborados, tipo Fantástico. A migração do leitor de entretenimento
acelerou com a internet, oferecendo um prato para cada paladar.
Para
se destacar no caos da internet, os jornais teriam de investir no rigor
e no discernimento. Mas radicalizaram no show. Com isso, perderam os
leitores de entretenimento e os leitores formadores de opinião. Ainda
mantém o prestígio junto a setores mais refratários a mudanças, como os
políticos e o Poder Judiciário. Mas é questão de tempo.
Também
os grandes jornais migrarão para a internet, terminando suas operações
impressas. Mas lá serão apenas mais um agente de informação, com algum
peso, mas sem poder mais ditar os rumos da opinião pública.
Cada
dia em sua vida, nunca é mais, será sempre menos, deixando para trás
seu grande momento de glória, os anos de 1990, no qual toda a opinião
pública era conduzida por um aparato extraordinariamente reduzido de
publicações: Folha, Estado, Veja, devidamente repercutidos pelo Jornal Nacional.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Internet se tornará cada vez mais colaborativa
Internet se tornará cada vez mais colaborativa no futuro, afirma Tim Berners-Lee
Ana Elisa Santana - Portal EBC17.05.2013 - 08h26 | Atualizado em 17.05.2013 - 08h31
A internet precisa ser independente e seu acesso é fundamental para o desenvolvimento mundial, segundo defende o criador da web, Tim Berners-Lee. Durante a 22ª edição da conferência WWW, realizada no Rio de Janeiro nesta semana, ele afirmou que o acesso à internet vem crescendo em muitos países, mas boa parte das pessoas não tem condições de ter um smartphone e arcar com um pacote de dados para acesso à internet.
"Certamente a maior parte do crescimento do acesso à internet na África virá do mobile", afirmou o físico britânico. O site Web Indexanalisa o desenvolvimento da web em 61 países e mostra um pouco deste panorama. A iniciativa funciona como um índice em que são analisados o crescimento, utilidade e impacto da internet sobre as pessoas e países, com indicadores que englobam tanto aspectos políticos, econômicos e sociais, quanto questões como conectividade e infraestrutura.
O Web Index foi desenvolvido pela Fundação WWW (World Wide Web Foundation), que tem por objetivo reduzir o custo do acesso a dados em todo o mundo. "Assim vamos ter o maior número possível de pessoas com acesso à internet", acredita Berners-Lee. Na conferência WWW2013, ele afirmou que o Brasil está um passo à frente do restante dos países com a elaboração doMarco Civil da Internet, que espera votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Para o criador da web, a tendência do futuro é que a internet seja construída de forma cada vez mais colaborativa. "A tecnologia vai se tornar cada vez mais fácil, o que vai aumentar a participação por meio de aplicativos. Fiquem de olho no trabalho de grupos (que estão se apresentando na www2013), porque há muita novidade vindo", afirmou.
Berners-Lee citou como exemplo o trabalho desenvolvido pelo neurocientista Miguel Nicolelis, que busca decodificar sinais elétricos emitidos pelos neurônios para, assim, retransmitir mensagens para artefatos mecânicos, virtuais ou computacionais, conseguindo controlá-los. O britânico afirmou que o Google Glass - lançado pela Google neste ano e ainda em versão beta - é o início desta evolução que Nicolelis vem desenvolvendo. "Daqui a um tempo, estaremos controlando a web pelo que pensamos", prevê.
Leia também:
- Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
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