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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
O que a Alemanha pode ensinar ao Brasil sobre como lidar com sonegação
O que a Alemanha pode ensinar ao Brasil sobre como lidar com sonegação
DIARIO DO CENTRO DO MUNDO 10 DE JULHO DE 2013
O caso exemplar do presidente do Bayern de Munique.
Até quando o sigilo fiscal é aceitável em casos de sonegação?
Vejamos um caso notável ocorrido recentemente na Alemanha porque pode ser útil para encontrar a melhor maneira de lidar com o escândalo da Globo.
O presidente do Bayern de Munique, Oli Hoeness, foi pilhado pelo governo alemão com uma conta secreta na Suíça calculada em 20 milhões de euros. Ele fugiu ao fisco alemão com essa conta.
Inicialmente, o que se cogitou entre os alemães foi resolver a questão através de um acordo sigiloso fiscal entre a Alemanha e a Suíça.
O acordo permitiria a ele – e a outros sonegadores — acertar suas contas com o fisco sem temer um processo judicial e sob anonimato.
Transparência zero, portanto.
Mas o acordo foi barrado no Parlamento alemão.
E o caso se tornou público.
Se o acordo fiscal tivesse sido aprovado, afirmou na ocasião a deputada social-democrata Dagmar Freitag, Hoeness teria mantido sua reputação como “instância moral”, uma vez que seu procedimento teria permanecido secreto.
“Mas alguém que ludibriou claramente o seu país não pode mais ser visto como um modelo”, disse ela.
E ele era um aclamado modelo.
Considere o que escreveu o site alemão DW ao tratar do assunto.
“Hoeness é ex-jogador da seleção alemã de futebol e, como presidente do Bayern de Munique, não é um dirigente esportivo qualquer. Ele é o rosto do clube mais poderoso e bem-sucedido da Alemanha.
Natural de Ulm, o empresário de 61 anos marcou o futebol alemão como ninguém. Ele transformou o Bayern de Munique num clube mundialmente conhecido e financeiramente robusto – a obra da sua vida, como ele mesmo diz.
Além disso, Hoeness é visto como alguém que diz o que pensa e uma pessoa socialmente engajada. Ele doou milhões de euros a instituições sociais e incentivou outras pessoas a fazerem o mesmo.
Hoeness ajudou até mesmo equipes concorrentes a superar gargalos financeiros, como o St. Pauli, o Borussia Dortmund e o Alemannia Aachen, através de jogos beneficentes. Também ajudou profissionais do futebol a enfrentar problemas pessoais, como Gerd Müller, que sofria de alcoolismo, e Sebastian Deisler, que sofria de depressão.
Em agosto de 2012, foi-lhe outorgada a medalha do estado da Baviera por seus méritos sociais. Ele era um assíduo convidado em palestras e talk shows. Sublinhando muitas vezes sua honestidade como homem de negócios, contribuiu assim para montar uma imagem de pessoa honrada. “Eu sei que pode parecer bobagem, mas pago todos os impostos”, afirmou em 2005 ao jornal Bild.
Há dois anos, ele declarou à revista de economia Brandeins: “Naturalmente, eu quero ter sucesso, mas não a qualquer preço. Quando se trata de dinheiro, às vezes é preciso estar satisfeito.”
Além disso, Hoeness exigiu vigorosamente do presidente da Fifa, Sepp Blatter, que combatesse a corrupção na organização.”
Este era Oliness, segundo a DW.
Ele só escapou da prisão imediata ao pagar uma fiança de 5 milhões de euros. Em breve, será julgado.
Dificilmente escapará da prisão: a lei alemã prevê prisão para sonegadores a partir de 1 milhão de euros, e a conta de Oliness na Suíça era vinte vezes maior.
Segundo a mídia alemã, ele pode pegar dez anos de prisão.
A Alemanha – por seus políticos e por sua mídia – trouxe para as luzes um caso que poderia ficar na escuridão.
No caso brasileiro, até aqui, apenas a mídia genuinamente independente – a nascida na internet – está tratando o caso como merece.
Os fastidiosos surtos de moralismo de colunistas da mídia tradicional ignoram, abjetamente, um caso desta gravidade — uma omissão que desde já entrou para a história da imprensa brasileira por expor espetacularmente os reais interesses das grandes empresas jornalísticas..
E os políticos estão absolutamente calados.
E convenha: o caso alemão é migalha perto do da Globo: os valores são infinitamente menores. Não houve truque para transformar compra de direitos de transmissão de Copa em investimento no exterior. Não houve uma tentativa de fazer desaparecer o processo na Receita Federal. Não houve um juiz do STF como Gilmar Mendes para conceder habeas corpus para a funcionária da Receita acusada de tentar fazer sumir o processo.
E no entanto, a despeito de tudo isso, no Brasil há a escuridão, tão propícia à corrupção, quando a Alemanha jogou o detergente da luz num caso, como o brasileiro, de avassalador, torrencial, completo interesse público.
Al Capone foi pego pelo imposto de renda
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Al Capone foi pego pelo imposto de renda
Wednesday, July 10, 2013, 9:01 am
BLOGS DE POLÍTICA
Do grande Raul Seixas:
Ei! Al Capone
Vê se te emenda
Já sabem do teu furo, nego
No imposto de renda
Ei! Al Capone
Vê se te orienta
Assim desta maneira, nego
Chicago não aguenta…
Vê se te emenda
Já sabem do teu furo, nego
No imposto de renda
Ei! Al Capone
Vê se te orienta
Assim desta maneira, nego
Chicago não aguenta…
Gilmar soltou quem roubou processo da Globo
Funcionária foi filmada ao roubar o processo, foi condenada e Gilmar (sempre ele !) mandou soltar.
O Conversa Afiada reproduz a sequência da investigação iniciada pelo Miguel do Rosário, no Cafezinho; com Rodrigo Vianna, que denunciou o sumiço do processo contra a Globo; o Azenha, que comprova que a funcionária foi flagrada e condenada pela Justiça; e, finalmente, o incansável Stanley Burburinho, que localizou a histórica decisão de Gilmar Dantas (*) – ele se inscreve na História da Magistratura Brasileira de forma indelével ! Não é isso do Dr Abdelmassih ?:
(Enquanto isso, o Governo Dilma se omite, já que, na modesta opinião deste ansioso blogueiro, a relação com a Globo é o traço ideológico mais nítido do Governo da Presidenta.)
Ao Burburinho (quem será ele ?):
(Enquanto isso, o Governo Dilma se omite, já que, na modesta opinião deste ansioso blogueiro, a relação com a Globo é o traço ideológico mais nítido do Governo da Presidenta.)
Ao Burburinho (quem será ele ?):
Filed under: Al Capone, Rede Globo de Corrupção Tagged: Impostores do Impostômetro
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Sonegação no País alcança a marca de R$415 bilhões no ano
Sonegação no País alcança a marca de R$415 bilhões no ano
O País deixa de arrecadar R$415 bilhões por ano em tributos sonegados, o que corresponde a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), aponta estudo realizado pelo Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). O sindicato estabeleceu, neste estudo, indicadores para a evasão fiscal. No endereço eletrônicowww.sonegometro.com, é possível acompanhar o placar da sonegação fiscal em tempo real, bem como ter acesso a informações sobre justiça fiscal no Brasil.
O estudo demonstra o tamanho da evasão fiscal, e aponta para o fato de que este valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 de Imposto de Renda, que alcançou R$278,3 bilhões, ou a 90% do que foi arrecadado de tributos sobre Folhas e Salários (R$376,8 bilhões) e também representa quase metade do que foi tributado sobre Bens e Serviços, que foi R$720,1 bilhões.
Para chegar ao índice de sonegação, o estudo do Sinprofaz selecionou 13 tributos que correspondem ao 87,4% do total da arrecadação tributária no Brasil (IR, IPI, IOF, INSS, Cofins, CSLL, FGTS, ICMS, ISS, dentre outros).
Como aponta o estudo, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior, caso não houvesse evasão tributária. “Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim manter o mesmo nível de arrecadação”, destaca o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes. Para comparação, com o valor sonegado nos primeiros cinco meses do ano, seria possível incluir mais de 16 milhões de pessoas no programa Bolsa Família do governo federal ou construir mais de 120 quilômetros de estradas asfaltadas.
O Sonegômetro começou sua contagem no dia 1º de janeiro deste ano e até a data de seu lançamento terá atingido os R$170 bilhões. Além do lançamento oficial, a Sinprofaz está fazendo circular, em Brasília, um painel móvel com o placar da sonegação fiscal, para atrair a atenção da população para a questão, que é muito importante, e de forma inusitada.
De acordo com o estudo, a arrecadação brasileira poderia ser 23% maior caso fosse possível eliminar a evasão tributária. “Isso significa que, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e ainda sim manter o mesmo nível de arrecadação”, destaca o presidente do Sinprofaz, Allan Titonelli Nunes. Para efeito de comparação, com o valor sonegado nos primeiros cinco meses do ano, seria possível construir mais de 120 km de estradas asfaltadas.
Para o presidente da Sinprofaz, “quando mais pessoas contribuem, temos uma maior disponibilidade de caixa para execução de políticas públicas”, diz ele, “ao mesmo tempo é necessário que se cobre mais eficiência do Estado na utilização dessas verbas”, conclui.
Para acompanhar a evolução da sonegação, acessewww.sonegometro.com.
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