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terça-feira, 13 de agosto de 2013

"EU NÃO. EU SOU DEUS"

10 de agosto de 2013

"EU NÃO. EU SOU DEUS"




“EU NÃO. EU SOU DEUS”

 

 

Laerte Braga

 

 

Quando o ex-presidente Fernando Henrique diz que “o PSDB não é farinha do mesmo saco”, não estava querendo defender o partido. Isso é o que pode parece à primeira vista. Estava defendendo a si, largando os “amigos” (não tem, tem cumplices) na chuva e cuidando de sua própria pele.

É deus, privatizou o mundo em seis dias e depois foi a Camp David passar o sétimo com Bil Clinton onde recebeu a mala pelos serviços prestados.

O que está dizendo é que não o confundam com Serra, com Alkmin, com Aécio, com Álvaro Dias, com Portelinha, Azeredo e toda a corja. Ele não. É deus e está acima do bem e do mal. O que fez não importa se eivado de corrupção, importa que ele é “deus”.

Parênteses.

No caso de Aécio estar no PSDB é falta de vergonha na cara, ou já está num estado de depauperação mental irrecuperável. Tancredo tinha horror de FHC.

Fernando Henrique percebeu a gravidade do caso do metrô paulista e sente o cheiro da podridão que exala da REDE GLOBO, donde podem surgir segredos aterradores do seu governo, falo da sonegação fiscal de 600 milhões.

A GLOBO sempre foi fétida, só que agora o cheiro está chegando com insuportável odor às ruas.

São as duas grandes questões pontuais que vive o País nesse momento e são elas que devem fazer parte de qualquer bandeira de protesto, onde quer que se vá. no território nacional, ao lado das grandes causas,  a Constituinte Popular, por exemplo. São produtos da podridão e da falência do Estado desde a época da ditadura militar.

Um corpo corroído muito mais pelos corruptores, principais acionistas desse Estado (bancos, grandes empresas, latifúndio, templários evangélicos, que pela corrupção, que é consequência (a bancada evangélica é uma espécie de ordem dos templários da Idade Média, mas caricata, latifúndios são pistoleiros do velho oeste e banqueiros e grandes empresários são a OPUS DEI).

O sistema político eleitoral brasileiro permite que os corruptores elejam e mantenham a maioria das casas legislativas, prefeituras, esse adereço desnecessário câmaras municipais, governos estaduais, assembleias e as duas casas legislativas nacionais, uma delas a chamada representação popular, a Câmara dos Deputados e a outra, outro adereço desnecessário, o Senado, representação dos estados de uma federação que não existe exceto no papel.

 Nosso sistema judiciário é uma teia de não resolve nada e isso é proposital. Quem vai ter peito de encarar o mea culpa no erro do “mensalão? Todo o arcabouço do Estado brasileiro guarda consigo “preciosidades” do Brasil colônia, do Brasil império e das várias “repúblicas” que tivemos ao longo de nossa História, mas sempre sob o controle das elites econômicas. O caráter democrático,  que é também o caráter humano que deveria prevalecer não existe.

E aí, entra FHC, como entra o grupo GLOBO, como entram os que compram e se beneficiam do que na verdade é a diferença de classes, que por sua vez nos remete à luta de classes, necessária e fundamental para a construção de um Estado democrático. Aquele em que o trabalhador decide ao invés de ser alvo de gás lacrimogênio ou gás de pimenta, além da borduna da excrescência Policia Militar, outra “preciosidade” que trouxeram de antanhos.

Neste momento temos o que se chama de “condições objetivas” para buscar mudanças estruturais indispensáveis, a não ser que queiramos aceitar o papel de zumbis em função dos interesses dos donos. Não mudanças totais, plenas, mas portas para a construção de um futuro socialista.

No Brasil e em quase todos os países, há um problema complicado. Classe média. Come arroz e feijão, deve horrores ao banco para ter carro do ano e arrota maionese. Pior, lê VEJA e acha que o JORNAL NACIONAL é o ponto de referência da verdade absoluta. Extasia-se com o ET de Varginha.

No caso específico de FHC um safardana de grande porte, amoral, logo destituído de qualquer principio e que em sua versão fumante de charuto cubano acredita que tudo é obra dele.

E que numa frase, como a que disse, falou para fora uma coisa, falou para dentro outra coisa, até porque se chegarem a ele respingos desse processo do metrô, da GLOBO, o risco de retaliação é imenso. É detentor de segredos desde alcovas a gabinetes escuros e sombrios como aqueles que Drácula usa e não vai ter escrúpulos em esgrimá-los a seu favor.

É característica do amoral.

Foi o que ele quis dizer.

“EU NÃO. EU SOU DEUS”.

O PSDB não é farinha do mesmo saco só, é um tipo de farinha predadora e que ao invés de alimentar devora.

 

 

 

 

 

 

 

 

FORA DO EIXO NÃO QUER REGULAÇÃO DA MÍDIA

FORA DO EIXO NÃO QUER REGULAÇÃO DA MÍDIA


Por Alexandre Figueiredo

O Coletivo Fora do Eixo usou o grupo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) como sua grande campanha publicitária. Vendendo a MN, grupo "surgido" das manifestações e da (tendenciosa?) provocação à polícia - o que rendeu comparações ao internacional Black Bloc - , como arauto das "novas mídias" e do "novo jornalismo", os FdE alimentaram sua visibilidade a partir disso.

De repente a rapaziada que recebe mesada do bilionário George Soros - em quantia bem maior do que as verbas assumidamente atribuídas ao financiamento da máquina político-empresarial do PT - tornou-se o paradigma da "nova mídia", a partir de uma aparentemente segura e desenvolta entrevista dada aos "estarrecidos" jornalistas da velha mídia que participaram do programa Roda Viva (TV Cultura).

Virando unanimidade nas esquerdas médias, e seduzindo até mesmo as esquerdas nem tão médias assim, a Mídia Ninja, juntamente com seu braço-matriz, o Coletivo Fora do Eixo, passou a levantar bandeiras supostamente pela "democratização da mídia" e contra o PSDB e os barões midiáticos, sem assumir que até eles ajudaram historicamente na ascensão do grupo e do coletivo.

Vários nomes engajados no FdE são ligados à grande mídia. Já se falou de Pedro Alexandre Sanches, influenciado por Fernando Henrique Cardoso, pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo. Mas tem Bruno Torturra, que teve passagem na produção de Esquenta (Rede Globo). Tem Carlos Eduardo Miranda, que está na Rede Record. Gaby Amarantos, Emicida e Criolo cortejados até por Caras e Veja.

O próprio Roda Viva, no contexto de uma TV Cultura dominada politicamente pelo PSDB, faz parte desse cenário. Mas aí a MN e o FdE vão dizer que utilizam "métodos de confronto". O mesmo argumento que a intelectualidade associada usou para a Banda Calypso, quando foi para a Globo abraçar até mesmo Luciano Huck e Marcelo Madureira.

Todo mundo achava que a Banda Calypso, queridinha das esquerdas médias e tida como "precursora" do tecnobrega, era um grupo (apesar da imagem se concentrar apenas ao casal Joelma & Chimbinha) "libertário". Aí veio o surto homofóbico de Joelma e deu no que deu.

Aí os "fora do eixo" passaram a "defender" a democratização da mídia, dentro daquelas ideias um tanto confusas, mas altamente sedutoras, de "novas mídias digitais". E que na prática atribuem o poder transformador mais às novas tecnologias em si do que na condição de instrumentos para a mobilização humana.

No entanto, não se trata de uma verdadeira mobilização pela democratização da mídia, mas pela substituição de uma "grande mídia" por outra. A julgar pelo poder concentrador de Pablo Capilé, e pelo consentimento que seus miliantes têm pela "indústria cultural" - sobretudo "funk" (agora com o foco no "funk ostentação" paulista) e tecnobrega - , eles não querem regulação midiática pra valer.

Além disso, embora o FdE se fale em "microfones abertos" e na formação de "redes" de iniciativas sociais, seus métodos são corporativistas e baseados nos interesses de sua cúpula, em prejuízo de muitas organizações que a princípio se associam ao coletivo e são deixadas à própria sorte, sem poder decidir nem ter sua voz.

Os pontos de vista do Fora do Eixo são tecnocráticos, midiáticos, e mesmo ideias relacionadas à cultura popular e à informática o coletivo se inspira abertamente em conceitos e preconceitos veiculados pela grande mídia que o coletivo julga ser seu "contraponto".

Toda a grande mídia adorou o tecnobrega. Dos barões da mídia do Pará aos editores de Veja. De William Waack a Luciano Huck. A Veja adorou o "funk ostentação". Gaby Amarantos, Emicida e Criolo circulam na grande mídia sem oferecer ameaça. As "novas mídias digitais", tal como prega os FdE, são defendidas até por Carlos Alberto di Franco, do Estadão e ligado à mesma Opus Dei a que está vinculado o governador paulista Geraldo Alckmin.

Talvez a única preocupação que se faça sentido aos FdE está em protestar apenas contra a ala "mais intolerante" da grande mídia, aquela que não defende sequer a domesticação paternalista das classes populares. Gente como Reinaldo Azevedo, Merval Pereira e Augusto Nunes.

No entanto, quem é que entrará no lugar? Uma turma "libertária" que apenas defende ideias que fundem conceitos de livre mercado com comércio clandestino e mercado informal? Se é assim que se terá a "democratização da mídia", então algo está errado. Já não basta o uso que os barões da mídia e seus porta-vozes fazem da palavra "democracia"...
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Salmão com Creme de Coco e Limão

Salmão com Creme de Coco e Limão
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São os ingredientes de todos os dias que mais me surpreendem, quando usados  em receitas simples mas diferentes. Basta mesmo mudar pequenas coisas na nossa culinária de todos os dias e, com o mesmo tempo, o mesmo trabalho e a mesma disponibilidade somos surpreendidos à mesa.
Gosto de sabores diferentes, de contrates, de não comer todos os dias as mesmas coisas. Gosto de arriscar em tachos e panelas e de não me lamentar quando as coisas não correm bem. Paciência!
Mas quando as coisas ficam boas é bom poder partilhar, dar a experimentar aos outros e continuar a diversificar.
Hoje há salmão com creme de coco e limão!

Ingredientes para 2 pessoas:

2 lombinhos de salmão
1 cebola
1 limão
1 dl de leite de coco
50ml de leite
Azeite q.b.
Sal e pimenta q.b.
Arroz thai jasmim para servir
Coentros frescos q.b.

Preparação:

Comece por cozinhar cuidadosamente o salmão a vapor durante 5 minutos depois de o temperar com umas pedrinhas de sal.
Pique depois a cebola e rale a casca do limão. Leve uma caçarola ao lume com um pouco de azeite e adicione a cebola e o limão e deixe refogar um pouco., mexendo de vez em quando. Acrescente o leite de coco, o leite e tempere de sal, levando a ferver. Triture depois o preparado com a varinha mágica até obter um creme aveludado e junte o sumo de limão (se não gosto do sabor demasiado ácido do limão, vá juntando até ficar a seu gosto).
Sirva o salmão regado com o creme de coco e limão e polvilhado com coentros frescos picados, raspa de limão e acompanhe com arroz thai jasmim bem soltinho.

Bom Apetite!
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