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terça-feira, 13 de agosto de 2013

FORA DO EIXO NÃO QUER REGULAÇÃO DA MÍDIA

FORA DO EIXO NÃO QUER REGULAÇÃO DA MÍDIA


Por Alexandre Figueiredo

O Coletivo Fora do Eixo usou o grupo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação) como sua grande campanha publicitária. Vendendo a MN, grupo "surgido" das manifestações e da (tendenciosa?) provocação à polícia - o que rendeu comparações ao internacional Black Bloc - , como arauto das "novas mídias" e do "novo jornalismo", os FdE alimentaram sua visibilidade a partir disso.

De repente a rapaziada que recebe mesada do bilionário George Soros - em quantia bem maior do que as verbas assumidamente atribuídas ao financiamento da máquina político-empresarial do PT - tornou-se o paradigma da "nova mídia", a partir de uma aparentemente segura e desenvolta entrevista dada aos "estarrecidos" jornalistas da velha mídia que participaram do programa Roda Viva (TV Cultura).

Virando unanimidade nas esquerdas médias, e seduzindo até mesmo as esquerdas nem tão médias assim, a Mídia Ninja, juntamente com seu braço-matriz, o Coletivo Fora do Eixo, passou a levantar bandeiras supostamente pela "democratização da mídia" e contra o PSDB e os barões midiáticos, sem assumir que até eles ajudaram historicamente na ascensão do grupo e do coletivo.

Vários nomes engajados no FdE são ligados à grande mídia. Já se falou de Pedro Alexandre Sanches, influenciado por Fernando Henrique Cardoso, pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo. Mas tem Bruno Torturra, que teve passagem na produção de Esquenta (Rede Globo). Tem Carlos Eduardo Miranda, que está na Rede Record. Gaby Amarantos, Emicida e Criolo cortejados até por Caras e Veja.

O próprio Roda Viva, no contexto de uma TV Cultura dominada politicamente pelo PSDB, faz parte desse cenário. Mas aí a MN e o FdE vão dizer que utilizam "métodos de confronto". O mesmo argumento que a intelectualidade associada usou para a Banda Calypso, quando foi para a Globo abraçar até mesmo Luciano Huck e Marcelo Madureira.

Todo mundo achava que a Banda Calypso, queridinha das esquerdas médias e tida como "precursora" do tecnobrega, era um grupo (apesar da imagem se concentrar apenas ao casal Joelma & Chimbinha) "libertário". Aí veio o surto homofóbico de Joelma e deu no que deu.

Aí os "fora do eixo" passaram a "defender" a democratização da mídia, dentro daquelas ideias um tanto confusas, mas altamente sedutoras, de "novas mídias digitais". E que na prática atribuem o poder transformador mais às novas tecnologias em si do que na condição de instrumentos para a mobilização humana.

No entanto, não se trata de uma verdadeira mobilização pela democratização da mídia, mas pela substituição de uma "grande mídia" por outra. A julgar pelo poder concentrador de Pablo Capilé, e pelo consentimento que seus miliantes têm pela "indústria cultural" - sobretudo "funk" (agora com o foco no "funk ostentação" paulista) e tecnobrega - , eles não querem regulação midiática pra valer.

Além disso, embora o FdE se fale em "microfones abertos" e na formação de "redes" de iniciativas sociais, seus métodos são corporativistas e baseados nos interesses de sua cúpula, em prejuízo de muitas organizações que a princípio se associam ao coletivo e são deixadas à própria sorte, sem poder decidir nem ter sua voz.

Os pontos de vista do Fora do Eixo são tecnocráticos, midiáticos, e mesmo ideias relacionadas à cultura popular e à informática o coletivo se inspira abertamente em conceitos e preconceitos veiculados pela grande mídia que o coletivo julga ser seu "contraponto".

Toda a grande mídia adorou o tecnobrega. Dos barões da mídia do Pará aos editores de Veja. De William Waack a Luciano Huck. A Veja adorou o "funk ostentação". Gaby Amarantos, Emicida e Criolo circulam na grande mídia sem oferecer ameaça. As "novas mídias digitais", tal como prega os FdE, são defendidas até por Carlos Alberto di Franco, do Estadão e ligado à mesma Opus Dei a que está vinculado o governador paulista Geraldo Alckmin.

Talvez a única preocupação que se faça sentido aos FdE está em protestar apenas contra a ala "mais intolerante" da grande mídia, aquela que não defende sequer a domesticação paternalista das classes populares. Gente como Reinaldo Azevedo, Merval Pereira e Augusto Nunes.

No entanto, quem é que entrará no lugar? Uma turma "libertária" que apenas defende ideias que fundem conceitos de livre mercado com comércio clandestino e mercado informal? Se é assim que se terá a "democratização da mídia", então algo está errado. Já não basta o uso que os barões da mídia e seus porta-vozes fazem da palavra "democracia"...
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

DIRETO DO TWITTER!!!


Nos novos cortes na Folha, a Danuza tambem caiu fora. Diz-se que os cadernos Ilustrissima e Equilibrio terminam e os jornalistas que trabalhavam ali, tambem vão pra rua.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A morte das revistas semanais de informação

A morte das revistas semanais de informação

by bloglimpinhoecheiroso

Newsweek_Obama
Uma das últimas edições impressas da Newsweek, no final do ano passado.
O melancólico final da Newsweek.
Paulo Nogueira em seu Diário do Centro da Terra
Nada mostra tão bem o declínio das revistas semanais quanto a agonia da Newsweek, que durante décadas foi a influente e admirada número 2 do mundo, com uma circulação de 3 milhões de exemplares.
Na redação da Veja, nos anos de 1980, a Newsweek e a líder Time eram acompanhadas com rigor e com devoção pelos jornalistas, incluído eu em meu começo de carreira. Nesta semana, soube-se que, mais uma vez, ela está à venda. Só que ninguém quer comprar os restos mortais.
A Newsweek foi virando pó com a ascensão da internet. Foi perdendo leitores, anunciantes, repercussão e, finalmente, razão de ser. Já nos estertores, passou do grupo que controla o Washington Post para as mãos da editora Tina Brown, que comandava então o site Daily Beast. As duas marcas ficaram sob a órbita de Tina.
No final do ano passado, a edição impressa deixou de circular. Se não fosse o aviso, ninguém teria notado, tão irrelevante já tinha ficado a revista na era digital. Agora, o site foi posto à venda. A empresa quer se dedicar à marca Daily Beast.
É difícil imaginar que apareça candidato. No New York Times, alguém notou, melancolicamente, que não é uma revista à venda, com jornalistas: é apenas uma marca. E uma marca de um passado longínquo. O caso da Newsweek não mostra apenas quanto a internet destruiu a indústria tradicional de mídia. (Há pouco tempo, a Time Warner tentou se desfazer de sua divisão de revistas, mas não encontrou quem quisesse comprar.)
A agonia da Newsweek revela, também, um fato duro para as companhias jornalísticas: as grandes marcas do papel não transferem seu prestígio para a internet. Não surpreende que a empresa prefira se concentrar no Daily Beast e não na Newsweek.
No Brasil, o quadro é o mesmo, com o natural atraso de alguns anos que caracteriza a mídia nacional em relação à norte-americana e à europeia.
A principal revista brasileira, a Veja, é uma sombra do que foi. Os esforços extraordinários para manter a circulação em 1 milhão – a mesma em 20 anos – não têm impedido uma queda calculada em 4% ao ano.
Tenho para mim que o fim iminente e inevitável das revistas semanais de informação amargurou enormemente Roberto Civita em seus últimos anos.
Tenho para mim, também, que parte dos excessos da revista se deveu a uma desesperada tentativa de manter a relevância a qualquer preço. O fato é que a internet vai transformando rapidamente as demais mídias em defuntos.
A próxima parada, liquidados jornais e revistas, é a televisão. O futuro da tevê está na Netflix, no YouTube e na Amazon, que vai produzir conteúdo em vídeo. Marcas tradicionais – a Globo no Brasil – vão enfrentar um processo parecido com o que vitimou a Newsweek e tantos outros títulos nobres da era do papel.
A Globo só consegue manter a receita publicitária – sem a qual não é nada – graças ao expediente do BV, o Bônus por Volume, que acorrenta a ela as agências de publicidade. Mas o grilhão só se explica com audiências monstruosas. Porque é o terror de perder essas audiências – com um boicote da Globo – que faz os anunciantes aceitarem uma coisa tão ruim para eles.
Sem grandes audiências, a amarra se vai. Os anunciantes se despedirão da Globo (e do BV abominado) e vão buscar seus consumidores onde eles estão: na internet. Não no Faustão, não no Fantástico, não nas novelas.
A internet vai fazer com a Globo o que governo nenhum conseguiu fazer: acabar com o monopólio. Pela via da desaparição de espectadores.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A diferença entre conservadores e burros

A diferença entre conservadores e burros

by bloglimpinhoecheiroso

Dilma_Forbes_CapaFernando Brito, via Tijolaço
Descrita como “um poste” que não teria capacidade de governar, a presidenta Dilma Rousseff está dando um “cala a boca” de alta classe na direita brasileira.
A nova edição da lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo da revista Forbes traz a brasileira como a segunda mulher mais poderosa do mundo. Fica atrás, apenas, da alemã Ângela Merkel que, com a crise econômica, passou de chanceler da Alemanha a chanceler da Europa, que lidera o ranking pela sétima vez em dez anos.
Dilma era a terceira colocada nas duas edições anteriores e tomou o lugar que era ocupado por Hillary Clinton, agora na quinta posição.
Na apresentação a revista fala dos desafios de Dilma em retomar taxas maiores de crescimento, de seu empenho em favor do empreendedorismo e que ela conta com um novo aliado, com a eleição de Roberto Azevêdo para a presidência da Organização Mundial do Comércio, este mês.
E a presidenta não é a única na lista. Pela segunda vez, aparece a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em 18° lugar, duas posições acima da que ocupava ano passado.
A Forbes é uma revista conservadoríssima, mas não é como a mídia brasileira que trata nossa presidenta como se fosse uma “coitada” que está no cargo sem poder de comando, espremida entre a figura de Lula e as pressões da base aliada.
Ou seja, a Forbes é de direita. E a nossa direita é burra.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Por que fracassará o terrorismo econômico do PSDB e da mídia

Por que fracassará o terrorismo econômico do PSDB e da mídia

by bloglimpinhoecheiroso

Midia_Donos02Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania
No mesmo dia do mês passado em que o País recebeu uma excelente notícia sobre a sua economia, o Jornal Nacional a transformou em notícia ruim de forma a não destoar do noticiário maníaco-depressivo com que a mídia de oposição ao governo federal vem tentando convencer o País de que estamos à beira da ruína econômica.
Em 25 de abril último, o site da Presidência da República anunciava que o desemprego no Brasil em março fora “O menor da série histórica iniciada há 12 anos”, segundo IBGE. A notícia foi publicada às 16:02. Às 21:12, porém, o site do Jornal Nacional reproduzia manchete que fora vocalizada minutos antes pelo âncora William Bonner: “Taxa de desemprego no Brasil sobe para 5,7% em março”.
O cidadão que só se informou sobre o assunto por meio do principal telejornal da Globo certamente ficou achando que a situação do emprego piorou no País, sobretudo se só assistiu à “escalada” (o que seja, o anúncio das principais notícias do dia) que o casal de apresentadores do informativo global apresenta no início de cada edição.
Mesmo que o telespectador do JN tenha assistido à curta notícia sobre o desemprego que Bonner veiculou pouco depois e não apenas à manchete durante a “escalada”, se não entender de economia deve ter ficado com a impressão de que a notícia era ruim.
Leia, abaixo, a íntegra do texto que Bonner recitou.
***
“A taxa de desemprego subiu para 5,7% em março. Mesmo assim, o resultado foi o melhor para o mês desde 2002, quando o IBGE passou a utilizar a metodologia de pesquisa atual. Número de pessoas empregadas no país ficou estável. Mas, em São Paulo, houve queda de 1,3%, devido, principalmente, a demissões na indústria”
***
A notícia, como foi dada pelo JN, induz o público a erro. A notícia era – e continua sendo – excelente. Desde que o IBGE começou a apurar o desemprego no Brasil com nova metodologia – o que ocorreu em 2002 –, março de 2013 teve a taxa mais baixa em relação a todos os outros meses de março desses 12 anos.
Realmente o desemprego em março subiu em relação a fevereiro – foi de 5,7% no mês passado e de 5,6% no mês anterior. Contudo, relevar na “escalada” do telejornal uma alta de 0,1 ponto de um mês para outro é uma evidente manipulação da notícia.
Mas o pior é que, apesar de Bonner ter informado, muito rapidamente, que 5,7% foi a menor taxa de desemprego para um mês de março, ele fechou a notícia com um dado irrelevante sobre a redução do emprego em São Paulo.
Ora, por que o desemprego de São Paulo? E o dos Estados em que caiu acima da média nacional, por que não citar? Como se vê, é uma mera escolha que a redação do JN fez ao contrapor duas “más” notícias a uma boa.
Essa tática já fora usada no mês anterior. Na mesma época do mês de março, a Globo também veiculou que o desemprego “subiu” em fevereiro, quando, na verdade, aquele mês também teve a menor taxa para um fevereiro desde 2002, sempre segundo o IBGE.
O terrorismo com que Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e seus satélites tentam piorar a percepção da sociedade sobre a situação econômica do País valendo-se de artifícios desonestos como esse supracitado é tão escandaloso e tem um viés político-eleitoral tão claro que na edição da Folha de quinta-feira, 16 de maio, o dito “decano do colunismo político nacional”, Janio de Freitas, perdeu a paciência.
Apesar de alguns blogs já terem reproduzido essa coluna de Janio, antes de prosseguir na análise reproduzo-a também (abaixo) não só para quem não leu em outra parte, mas para ilustrar o absurdo de uma campanha literalmente terrorista e mentirosa com que esse setor da mídia tenta influir na política brasileira em favor dos partidos de oposição a ela aliados.
***
Folha de S.Paulo, 16 de maio de 2013
O terrorismo do noticiário econômico martela; não sei dizer se o governo está aturdido com isso.
Janio de Freitas
Liguei o rádio no carro. Entrou de sola: “É crucial e não é bom!”. Um susto. O que seria assim dramático? A caminho do almoço, o susto devorou o apetite. Claro, era mais um dado da realidade terrível que o Brasil vive. As vendas no comércio de varejo, no primeiro trimestre ou lá quando seja, caíram a barbaridade de 0,1%.
O comércio vendeu, no período, menos R$0,10 em cada R$100. Pois é, crucial e nada bom.
Os preços, como o seu e o meu bolso sabem, vêm subindo à vontade há tempos, o que fez com que o comércio precisasse vender muito menos produtos para completar cada R$99,90 do que, na comparação com o passado, precisara para vender R$100,00. Mas, na hora, não tive tempo de salvar o apetite com esse raciocínio, porque à primeira desgraça emendava-se a notícia de outra. A queda desanimadora nas vendas para o Dia das Mães, comparadas com 2012: queda de 1%.
É preciso lembrar o quanto os consumidores encararam em aumentos de preços de um ano para cá? O comércio brasileiro está lucrando formidavelmente, com o maior poder aquisitivo das classes C, D e E, aplicado na compra dos tênis aos eletrodomésticos, dos móveis às motos, quando não aos carros.
O terrorismo do noticiário e dos comentários econômicos martela o dia todo. Não sei dizer se o governo está aturdido com isso, como parece das tão repetidas quanto inconvincentes tranquilizações do ministro Guido Mantega. Ou se comete o erro, por soberba ou por ingenuidade, de enfrentar a campanha que está, sim, fazendo opinião.
Daí que me permito duas sugestões, se você quer elementos para formar sua própria opinião. O primeiro é a leitura, disponível no site da Folha (folha.com/no1278158), de um artigo muito importante, publicado no caderno “Mercado” de terça-feira, dia 14. Seu autor é Bráulio Borges, mais um economista que escreve em português (um dia chegaremos à primeira dúzia).
Em “Pós-crise de 2008, debate mundial começa a reavaliar velhas ideias’”, Borges mostra que as cabeças mais relevantes da “ciência econômica” estão derrubando as teses de política econômica ainda predominantes e adotadas pelos economistas e outros contra as linhas básicas da política econômica no Brasil.
A outra sugestão é para que você comece bem as quartas-feiras. Se lhe ficam ainda reservas vindas de longe, releve-as e leia os artigos em que Delfim Netto tem dito muito do que precisa ser dito para fazermos ideia de onde e como estamos, de fato. Descontados, pois, terrorismos e eleitorismos. Ou, no caso, são a mesma coisa?
E como crucial vem de cruz, não se esqueça: enquanto o papa Francisco não chega, reze pelos nossos comerciantes, para que recuperem suas perdas.
***
Janio acha que a campanha terrorista praticada pelo jornal para o qual escreve e pelo resto desse setor da imprensa de forma a ajudar a oposição nas eleições do ano que vem “Está, sim, fazendo opinião”, ou seja, está convencendo a sociedade de que o País vai muito mal, obrigado.
Além disso, o “decano do colunismo político nacional” também afirma que essa desinformação estaria tendo sucesso por “soberba ou por ingenuidade” do governo Dilma Rousseff.
Concordo com Janio quando se queixa do imobilismo do governo diante de uma campanha imoral de desinformação que está sendo martelada sem parar pelas empresas de comunicação já mencionadas. Contudo, tenho minhas dúvidas de que tal campanha esteja funcionando.
Além da quase inacreditável boa situação do emprego no Brasil em um mundo em que o desemprego campeia e convulsiona sobretudo os países mais desenvolvidos e ricos, a renda das famílias e sobretudo dos trabalhadores não para de crescer.
Um dado até mais importante do que o nível de emprego crescente é o crescimento do rendimento médio do trabalho apurado pelo IBGE nas seis regiões metropolitanas em que o instituto atua – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE revela que o rendimento médio do trabalhador deu um salto do ano passado para cá. De fevereiro de 2012 para fevereiro de 2013, os salários efetivamente recebidos (o valor líquido que chegou às mãos e bolsos do trabalhador) continuaram crescendo.
Entre 2012 e 2013, os empregados dos setores público e privado tiveram, em média, seus rendimentos aumentados de R$1.703,80 para R$1.840,20, o que representa um crescimento salarial de 8% (!).
A tese do governo Dilma, com a qual concordo em parte, é a de que o que o brasileiro sente no bolso anularia o que a mídia lhe diz sobre sua situação.
Apesar de o Jornal Nacional e o resto da mídia oposicionista pintarem um país em ruínas, hoje há emprego para quem quiser trabalhar e os salários não param de subir, apesar de quedas sazonais serem apresentadas como “Tendência de interrupção do processo de valorização monetária da mão de obra no País”.
Entende-se a aflição de Janio de Freitas. É duro para um sacerdote do bom jornalismo como ele ver seu ofício ser cotidianamente estuprado por empresários de comunicação que há muito abandonaram a missão de informar, convertendo seus veículos em agências de propaganda político-ideológica.
Todavia, terrorismo macroeconômico e midiático não é novidade no Brasil. Foi praticado antes contra o governo Lula e em condições até mais favoráveis para os terroristas midiáticos
A atual crise econômica internacional estourou em 2008, quando os EUA deixaram o banco dos irmãos Lehman quebrar. O desemprego no Brasil, então, chegou a subir por dois ou três meses. A investida midiática foi pior, mas não funcionou porque faz tempo que os brasileiros deixaram de acreditar no Jornal Nacional e cia. ltda.
bloglimpinhoecheiroso | 17/05/2013 às 14:22 | Tags: Mídia golpista, Midiáti

quarta-feira, 15 de maio de 2013

De queixo ca�do — CartaCapital

De queixo ca�do — CartaCapital

MINO CARTA, SEMPRE BRILHANTE, SOBRE JOAQUIM BARBOSA. AQUELE QUE AMA OS HOLOFOTES E A MÍDIA...

Globo coloca pressão sobre o STF e pede cadeia-já


Globo coloca pressão sobre o STF e pede cadeia-já

Em editorial, jornal de João Roberto Marinho faz lobby para que o plenário do STF siga o ministro Joaquim Barbosa e rejeite a possibilidade dos embargos infringentes; assim, os réus não teriam assegurados um direito básico, que é o chamado "duplo grau de jurisdição"; segundo O Globo, embargos, aceitos em outras oportunidades, significam "anular julgamentos"; também em editorial, Estadão reforça pressão sobre o STF e afirma que "a luta continua"
Em editorial, jornal de João Roberto Marinho faz lobby para que o plenário do STF siga o ministro Joaquim Barbosa e rejeite a possibilidade dos embargos infringentes; assim, os réus não teriam assegurados um direito básico, que é o chamado “duplo grau de jurisdição”; segundo O Globo, embargos, aceitos em outras oportunidades, significam “anular julgamentos”; também em editorial, Estadão reforça pressão sobre o STF e afirma que “a luta continua”
O empresário João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, quer liquidar o quanto antes a fatura da Ação Penal 470 – o chamado mensalão. Segundo ele, que se expressou em editorial do Globo, os embargos infringentes não devem ser aceitos pelo plenário do STF (embora sejam defendidos pelo decano Celso de Mello e tenham sido admitidos em outras oportunidades), porque isso significaria anular o julgamento. Com o editorial, O Globo recoloca a faca no pescoço dos ministros do STF e deixa claro que só aplaudirá quem seguir suas teses. Também em editorial, o jornal O Estado de S.Paulo, da família Mesquita, reforça pressão sobre o STF e afirma que “a luta continua”.
Leia os dois textos abaixo:
Mensalão recoloca STF em risco – EDITORIAL O GLOBO
O noticiário em torno dos desdobramentos jurídicos da condenação dos mensaleiros pelo Supremo transcorreu até agora em torno do alcance dos embargos, “infringentes” e/ou “declaratórios”, impetrados pela defesa. Termos herméticos, esses instrumentos jurídicos têm, na verdade, um alcance bastante amplo, por colocar em questão a própria imagem da mais alta Corte do país e do Poder Judiciário, revigorada pela demonstração de profissionalismo e independência — como estabelece a Constituição —, ao condenar poderosos atuantes na estrutura política que manda nos últimos onze anos em Brasília.
A defesa tem todo o direito de usar o arsenal que o emaranhado de leis da Justiça brasileira oferece. Ousadia pelo menos não falta a ela e clientes, pois até já foi defendido o afastamento do ministro Joaquim Barbosa da relatoria do processo, nesta fase final, pelo fato de ele ter assumido a presidência da Corte. Exemplo acabado de Jus esperniandi, na fronteira da provocação.
A decisão, anunciada segunda-feira por Joaquim Barbosa, de rejeitar embargos infringentes de Delúbio Soares, ex-caixa do PT, condenado a oito anos e 11 meses de prisão, abre esta rodada final do julgamento do mensalão. Dela a Corte pode sair desmoralizada se passar a ideia de que tudo não passou de uma encenação para, no final, livrar mensaleiros de maiores punições.
Barbosa foi firme ao rejeitar o recurso que pede para o réu ser novamente julgado. Caso contrário, será uma derrota para o Ministério Público, o relator e todos que votaram por alguma condenação num julgamento minucioso, técnico, tendo sido garantido amplo direito de defesa.
O caminho dos embargos infringentes será explorado por mensaleiros que obtiveram pelo menos quatro votos a favor em qualquer condenação. Entre eles, as figuras estreladas de José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha. Delúbio foi apenas o primeiro.
Joaquim Barbosa se alinha àqueles que consideram não existir mais a possibilidade de embargos infringentes, embora constem do regimento interno da Corte, de 1990. Sucede que a lei 8.038, posterior, deixou de prever este tipo de recurso ao tribunal. É possível, apenas, o “embargo declaratório”, para tirar dúvidas de interpretação do acórdão, mesmo assim a depender de aceitação do Pleno. O Ministério Público Federal (Procuradoria-Geral da República) já se colocou contrário à admissibilidade deste recurso, embora os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Levandowski tenham afirmado que mesmo os embargos de declaração podem levar à alteração de penas.
Caberá ao Pleno do STF decidir se acolhe a ideia de anular julgamentos. É imprescindível haver a consciência do que isso significará num processo que ajudou a consolidar o desenho republicano da democracia brasileira, com a devida independência entre Poderes e a Constituição acima dos interesses político-partidários ou quaisquer outros.
A luta continua – O Estado de S.Paulo
O resultado do julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) inoculou na consciência cívica dos brasileiros a esperança de que uma nova era no funcionamento da Justiça relegue à condição de mera má lembrança a impunidade dos poderosos que historicamente tem comprometido a consolidação do pleno sistema democrático entre nós. Poucos meses após a condenação dos criminosos de colarinho branco que quiseram transformar a política em balcão de negócios, em benefício de interesses partidários, no entanto, já se começa a recear que o julgamento do mensalão se transforme em enorme frustração nacional.
Na última segunda-feira o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal e hoje presidente da Suprema Corte, rejeitou o embargo infringente apresentado pela defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado a mais de oito anos de prisão, que pleiteava novo julgamento com base no argumento de que a condenação pelo crime de formação de quadrilha foi decidida contra o voto de 4 ministros.
Para Barbosa, a legislação que rege os processos no Supremo deixou de prever a existência de embargos infringentes: “Não estando os embargos infringentes no rol dos recursos penais previstos na Lei 8.038/90, que regula taxativa e inteiramente a competência recursal desta Corte, não há como tal recurso ser admitido”.
Além disso, Joaquim Barbosa denunciou a clara intenção protelatória dos recursos que objetivam apenas “eternizar o feito” e advertiu para o fato de que o êxito de iniciativas desse tipo conduziria inevitavelmente “ao descrédito da Justiça brasileira, costumeira e corretamente criticada justamente pelas infindáveis possibilidades de ataques às suas decisões”.
Tem razão o presidente do STF. Mas o Direito não é uma ciência exata e, portanto, depende sempre da interpretação da norma legal – o que é, aliás, a função precípua dos magistrados. Além disso, existem poderosos interesses políticos por detrás desse julgamento.
A isso se soma a circunstância de que o STF tem hoje, e terá no futuro próximo, uma composição diferente daquela que decidiu majoritariamente pela condenação dos réus do mensalão.
Tudo isso indica que não se pode deixar de considerar a hipótese de que venham a ser aliviadas as penas originalmente impostas aos mensaleiros, poupando alguns deles – e não é difícil adivinhar quais – pelo menos do cumprimento da fase inicial da pena em regime fechado.
Diz a sabedoria popular que quanto maior a altura, maior o tombo. Ao contrariar todos os prognósticos e, numa decisão histórica, condenar figurões da política pela compra de apoio parlamentar para o governo de turno, o STF levou às alturas o brio e o orgulho cívico dos brasileiros que entendem que a coisa pública deve ser espaço privativo de homens honrados e, com a mesma convicção, acreditam que numa sociedade democrática todos são iguais perante a lei.
A reversão dessas expectativas no emblemático caso do mensalão, se ocorrer, terá o efeito inevitável e absolutamente lamentável de fazer despencar das alturas a que foram alçados nesse episódio tanto o prestígio da Suprema Corte quanto a recuperada fé dos brasileiros no manto protetor da Justiça.
A construção de uma sociedade justa e desenvolvida não é responsabilidade apenas do poder público. É meta inatingível sem a adesão de toda a sociedade, que só supera a tendência natural do indivíduo de, na adversidade, pensar antes em si próprio, se realmente acreditar nos valores a serem perseguidos e tiver fé naqueles que a conduzirão nessa jornada. O descrédito nos governantes é um atalho para o caos.
Assim, a recente decisão de Joaquim Barbosa significa mais um revés para os mensaleiros e a confirmação de que a Suprema Corte continua dando uma contribuição importante para manter o País no rumo da verdadeira Justiça.
Mas ela não é a palavra final nesse lamentável e rumoroso episódio, o maior escândalo da história recente da política brasileira. É aí que reside o perigo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

EL MUNDO - ESPANHA

BRASIL | Una colaboración al mes

'Lula', nuevo columnista de 'The New York Times'

Lula da Silva, en un acto en México. | EfeLula da Silva, en un acto en México. | Efe
El ex presidente brasileño Luiz Inacio 'Lula' da Silva va a colaborar con el periódico 'The New York Times', con una columna al mes, según anunció su despacho.
El portavoz del Instituto Lula explicó que el pasado lunes, el ex presidente firmó el contrato de colaboración en Nueva York aunque se supone que las columnas no serán distribuidas hasta junio.
Lula da Silva escribirá sobre política internacional, economía y "la lucha contra el hambre y la miseria" y sus colaboraciones serán distribuidas a los suscriptores en inglés, español y portugués.

Cai fatia da Globo na publicidade federal

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cai fatia da Globo na publicidade federal

Emissora é a que mais recebe verba de propaganda do governo, mas percentual foi de 61% a 44% após chegada do PT ao poder
Esta é a primeira vez que o Planalto revela os valores que cada TV recebe pela divulgação dos comerciais estatais. As informações são da Folha
O governo da presidente Dilma Rousseff divulgou dados inéditos sobre a participação das principais TVs abertas no bolo publicitário estatal federal. A Globo continua a liderar com folga, mas perdeu espaço depois da chegada do PT ao poder.
Em 2003, primeiro ano de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, a Globo recebeu 61% de tudo o que o governo gastou com propaganda em emissoras de TV. No ano passado, 2012, o percentual recuou para 44%.
Esta é a primeira vez que o governo revela valores que cada TV recebe pela divulgação das propagandas estatais. Mas não se sabe ainda oficialmente quanto recebem os mais de 5.000 veículos cadastrados para veicular publicidade federal oficial.
A decisão do governo se tornou pública na semana passada, quando o secretário-executivo da Secom (Comunicação Social da Presidência), Roberto Bocorny Messias, publicou artigo no site especializado em mídia "Observatório da Imprensa".
A Secom argumenta que o governo faz "mídia técnica" ao escolher os veículos. Por essa razão citou de maneira explícita o caso das TVs.
Em 2003, a Globo teve 61% das verbas televisivas da administração federal e registrava uma audiência de 55,2%. Em 2012, o percentual caiu para 44% e a audiência também recuou para 43,7%. A Globo não se manifestou.
"A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo", escreveu Messias. Nas tabelas divulgadas, porém, esse procedimento não fica comprovado de maneira inequívoca.
Além da Globo, a Record e o SBT recebem um percentual compatível com as suas audiências. Em seguida, a lógica se torna menos objetiva. A Band aparece com 5,4% de audiência, mas quase 9% dos investimentos publicitários. A Rede TV! tem 1,7% no Ibope e 3,53% das verbas.
Os dados sobre gastos publicitários federais começaram a ser compilados com mais precisão a partir do ano 2000. De lá para cá, a TV Globo já recebeu R$ 5,86 bilhões. SBT e Record vêm muito atrás, com R$ 1,63 bilhão e R$ 1,57 bilhão, respectivamente. Hoje, a Record recebe anualmente mais do que o SBT.
De 2000 a 2012, o governo federal gastou R$ 10,72 bilhões para veicular propaganda nas TVs, em valores atualizados, incluindo despesas da administração direta e das empresas estatais.
OUTROS MEIOS
No ano passado, o governo gastou R$ 1,80 bilhão em propaganda em todos os tipos de veículos. O recorde é de Lula, em 2009 (R$ 2,04 bilhões).
Esse bolo é dividido em sua grande parte entre as TVs, com 62,6% do total em 2012. Os jornais impressos, que estavam num confortável segundo lugar em 2000 (21,1%), caíram em 2012 para 8,2%.
Revista e rádio ficaram estáveis, na faixa de 7% a 8%.
Internet, que representava quase nada em 2000, hoje tem 5,3% do bolo total.
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