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sábado, 20 de julho de 2013

O laconismo da Uerj e a aliança entre Joaquim Barbosa e Jair Bolsonaro

 novobloglimpinhoecheiroso

O laconismo da Uerj e a aliança entre Joaquim Barbosa e Jair Bolsonaro

Miguel do Rosário em seu O Cafezinho
A Uerj respondeu ao blog O Cafezinho, de forma incrivelmente lacônica e arrogante. Comunicado da Uerj: “Não corresponde à verdade dos fatos a informação constante de supostos documentos com telas de sistema interno da Universidade, divulgados por um blog no dia 16 de julho de 2013.”
Joaquim_Barbosa94_Uerj02
Me desculpem, mas essa resposta não diz nada. O que não é verdade? A Uerj é uma empresa 100% pública, Joaquim Barbosa é um funcionário duplamente público: é presidente do Supremo Tribunal Federal e professor da Uerj. O salário do Joaquim no STF, disponível neste link, é este.
Joaquim_Barbosa95_Holerite
O Cafezinho teve acesso a documentos da Uerj aparentemente verdadeiros. Não sou nenhum perito Molina, mas minha fonte tem sido, até o momento, confiável. Diferentemente da Folha, que publicou, na capa do jornal de maior tiragem no País, uma ficha criminal falsa da Dilma, colhida na internet, os documentos que publiquei foram enviados por uma fonte de dentro da Uerj.
Posso errar, claro. Se o Jornal Nacional pode publicar entrevista de 7 minutos com um ex-presidiário falastrão, acusando, sem documentos, o BNDES de lhe oferecer um financiamento de R$8 bilhões, O Cafezinho também pode cometer deslizes.
Mas não é o caso. Os documentos, até prova em contrário, são verdadeiros. Reproduzo novamente uma das telas do sistema interno da UERJ:
Joaquim_Barbosa96_Cadastro
Segundo os documentos, Joaquim Barbosa está ativo, “por autorização expressa do Reitor”. Minha fonte me garantiu que ele recebe salários. E ontem [18/7] me disse que a Uerj apertou o cerco lá dentro, para não haver mais vazamentos, dificultando a obtenção dos contracheques de Joaquim.
Quero ter a confiança de que a Uerj não vai fazer nenhuma modificação de última hora no sistema. Os documentos mostram que Joaquim é funcionário ativo, e funcionário ativo, até onde eu sei, ganha salário. Quando ele estava em licença não remunerada, essa condição estava bem especificada lá: funcionário em licença não remunerada. Esclarecimentos mais consistentes seriam bem-vindos.
Segundo minha fonte, Barbosa já teria recebido aproximadamente R$700 mil, somando salários, décimo terceiro, benefícios, de 2008 até hoje.
As peripécias de Barbosa não param por aí. Ontem [18/7] mesmo, Barbosa fez outras das suas: 1) Feriu a Lei Orgânica da Magistratura e afrontou uma decisão soberana do Congresso, ao suspender a proposta de criação de mais tribunais; 2) aceitou um mandato de segurança contra o Programa Mais Médicos expedido por Jair Bolsonaro. Sim, Barbosa – para bater num dos programas mais ousados do governo Dilma – se aliou a Jair Bolsonaro, o parlamentar mais reacionário do Congresso Nacional.
STF dá dez dias para presidência prestar esclarecimentos sobre Mais Médicos. Informações serão usadas para embasar o julgamento de mandado de segurança, protocolado pelo deputado federal Jair Bolsonaro. Nota publicada no site da Veja.
A afinidade entre Bolsonaro e Joaquim Barbosa tem sido constante nos últimos tempos. O blog “Família Bolsonaro” só tem referências elogiosas ao presidente do STF. Durante o julgamento do “mensalão”, Barbosa fez uma menção relativamente positiva ao deputado Jair Bolsonaro, que motivou um post eufórico no blog:
Joaquim_Barbosa97_Bolsonaro
Para quem é o candidato dos sonhos do Partido Militar, não espanta nada que Barbosa seja o ídolo dos Bolsonaro:
Joaquim_Barbosa98_Bolsonaro
Joaquim_Barbosa99_Bolsonaro
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Leia também:
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Filed under: Brasil, Política Tagged: Candidato, Jair Bolsonaro, Joaquim Barbosa, Partido Militar Brasileiro, Presidência da República, Uerj

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Quem tem medo dos pobres? _+_ Uma revista para alienígenas

 A Justiceira de Esquerda

Quem tem medo dos pobres? _+_ Uma revista para alienígenas


Renato Janine Ribeiro

Nada mais século XIX do que ter medo do voto dos pobres. Nada mais século XIX, em pleno século XXI, do que conservar esse medo e pretender privá-los do direito de votar. Numa manifestação recente, uma senhora pediu que os beneficiários do Bolsa Família perdessem o direito de eleger os governantes. Essa ideia teve alguma repercussão. É um puro balão de ensaio, que não prosperará, porque o sufrágio universal é cláusula pétrea da Constituição e uma emenda neste sentido não pode sequer ser examinada pelo Congresso. Mas vejamos o que isso significa.

O século XIX descobre a pobreza. Ela existia antes, claro, e em enorme escala. Mas é depois de 1800 que as grandes cidades, como Londres e Paris, são tomadas por pobres - gente que vem dos campos trabalhar nas fábricas ou nas casas, olhando com espanto, e depois com crescente ódio, para quem regurgita de riqueza enquanto eles passam fome. É o que a historiadora Maria Stella Bresciani chama de espetáculo da pobreza. Eles formam o que o historiador Louis Chevalier denominou "classes laboriosas, classes perigosas": os operários ameaçariam o "statu quo" vigente. Havendo o sufrágio universal, a maioria de pobres poderia decidir confiscar os bens dos ricos e reparti-los entre si. Esse é o grande medo do século XIX.

Para fazer-lhe frente, a elite recorre a dois ou três expedientes. Um deles, que ora funciona, ora não, é deixar o poder executivo nas mãos de um monarca; mas isso não cabe em regimes democráticos ou semi, como o norte-americano, o britânico, o francês. Outro é ter um Senado ou Câmara Alta de espírito conservador, com membros nomeados (os Lordes ingleses, os Pares franceses) ou eleitos por um mandato mais longo, a quem caberá refrear os ímpetos da Câmara Baixa, aquela que é eleita pelo povo inteiro. E, finalmente, o voto censitário, ou seja: o direito de voto dependeria da renda ou propriedade do indivíduo. Pobres simplesmente não votariam. É célebre a resposta de Guizot, primeiro-ministro de Luís Felipe, rei da França, quando a oposição lhe pede que baixe as exigências econômicas para votar: "Enriqueçam-se", diz ele. Ganhem mais, tenham mais, que poderão votar. No Império do Brasil, era a mesma coisa.

Quais as razões dadas para restringir o voto a quem tem posses ou renda elevadas? Entendia-se que essas pessoas seriam mais racionais. Quem vive da mão para a boca nada tem a perder, portanto, não é controlável. Essencialmente, é isso: vota quem tem a perder. Se eu sou rico, não quero políticas irresponsáveis, que poriam a perder a economia, o Estado, talvez a independência de meu país. Se sou pobre, que diferença me faz? Já tenho tão pouco que qualquer mudança pode ser para melhor. Exigia-se ter "bens de raiz", sinônimo de propriedade, termo interessante: somente quem está fixado ("enraizado") na sociedade, com bens ou rendimentos que ofereçam uma espécie de caução ao que diga ou faça, merece votar. Os outros, se votassem, não pagariam pelas consequências de seu voto.

Isso mudou por completo ao longo do século XX. O avanço da causa democrática levou as sociedades a repudiarem o voto censitário. Negar o voto aos pobres se tornou indigno. Além disso, quem deflagrou as guerras mais mortíferas do século não foram os pobres. Se a Alemanha e a Rússia imperiais rumaram para o desastre em 1914, não foi por iniciativa de seus miseráveis, mas de seus príncipes e nobres, em suma, dos mais ricos. E os pobres foram, sim, quem mais arcou com os custos dessas guerras infames. Deles saiu a maior parte dos milhões que morreram em batalha ou de fome. Mais perto de nós, a crise de 2008 não foi causada pelos pobres ou beneficiários da previdência social norte-americana. Não há base empírica para culpar os mais pobres pela adoção de políticas desastrosas.

Hoje, se alguém sugere, ainda que implicitamente, que pobres não votem, está retomando um imaginário antigo, arcaico. Na verdade, o século XX, sobretudo em sua segunda metade, mostrou que não é preciso negar aos pobres o voto para evitar que eles tomem os bens dos ricos; o circo - isto é, o imaginário do entretenimento - cumpre muito bem esse papel. Se for somado ao pão, isto é, à supressão da fome e da miséria, dificilmente os pobres se revoltarão. Isto, se eu quiser dar um argumento de esquerda. Um argumento mais moderado é: todo aquele que tem futuro - o que geralmente se chama "família" - se interessa em não o colocar em risco e, por isso, não apoia políticas irresponsáveis. É quando o trabalhador passa a ter, em vez de prole, uma família, quando sua renda se torna suficiente para viver mais tempo e criar filhos, que ele deixa de apoiar revoluções nas ruas. Daí, por sinal, que alguns radicais culpem a família por um certo conservadorismo que as classes trabalhadoras assumem.

Mas, de todo modo, é sinal de deficiência na cultura política a proposta de que perca o direito de votar quem viva de esmolas - um tema ainda mais antigo, porque grassou no século XVII inglês. Afinal, um Estado sempre arbitra transferências de riquezas; ele pode destiná-las aos mais ricos, como fez por milênios, ou começar a transferi-las aos mais pobres, o que é recente mas, certamente, do ponto de vista moral, não é pior.

Uma revista para alienígenas


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Altamiro Borges: Dublê da Globo é o líder da Veja

Altamiro Borges: Dublê da Globo é o líder da Veja: Por Fernando Brito, no blog Tijolaço : O Blog Contexto Livre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais. Maycon Freitas, o ...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Biografia de Zé Dirceu é caso para o Procon

Biografia de Zé Dirceu é caso para o Procon


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Breno Altman, via Brasil 247
O título é um petardo que coraria escritores mais tarimbados e talentosos. O jornalista Otávio Cabral, da equipe de Veja, não deixou por menos: Dirceu, a biografia. Um recorde incrível foi batido pelo autor, que deixaria humilhados biógrafos de maior fama: levou apenas seis meses para pesquisar e escrever “a” obra definitiva sobre personagem crucial da história política brasileira, cuja vida pública percorre quase 50 anos.
Patrocinado pela revista que paga seu salário, publicação notória pela isenção quando o assunto é José Dirceu, Cabral mereceu capa em edição desta semana, na lambuja de artigo assinado por Thaís Oyama, sua chefe imediata. A empreitada foi carimbada como “completa e surpreendente”.
A resenhadora, aliás, recebe derretidos agradecimentos, no próprio livro, por ter ajudado a “melhorar o texto” e tirar o escriba de “algumas enrascadas”. Mas essa aparente promiscuidade é um detalhe irrelevante para os elevados padrões éticos que vicejam na editora situada às margens do rio Pinheiros.
Tampouco tem importância a opinião do pretenso biógrafo, ainda que o grau de intoxicação vá bem além do admissível. Fernando Morais, renomado escritor de esquerda, fez da vida de Assis Chateaubriand, homem de direita, obra-prima da biografia. Otávio Cabral, repórter a serviço da mídia fascistoide, porém, não escreveu sobre seu personagem, mas contra ele. Isso era de se esperar. A marca registrada dos jornalistas de Veja, afinal, com raríssimas exceções, é ostentar os mais aclamados prêmios no vale-tudo que tantaliza boa parte da imprensa tradicional.
Fundamental mesmo é que o livro não passa de uma fraude, da primeira à última linha. Uma enganação. Um desrespeito ao leitor e ao código de defesa do consumidor. O que a revista anuncia e o escritor promete não passam de propaganda enganosa e abusiva. Ambos sonegam informações relevantes, conduzem ao erro e prejudicam o conhecimento da verdade.
Para começo de conversa, Cabral simplesmente omite a lista dos entrevistados para a biografia. Ninguém sabe quem testemunhou ou declarou a maior parte dos fatos. O autor fala em 63 pessoas com quem teria encontrado na fase de pesquisas. Pouquíssimas são citadas nas notas de rodapé. Qualquer biografia que se preza registra as fontes de investigação.
A jornalista Mônica Bergamo, em post no Facebook, já desmentiu relato no qual se viu citada. Certamente não será a única. Fernando Morais, que não foi ouvido pelo autor, também repele como falsos os momentos nos quais é referido. Eu mesmo fui tratado, em determinada passagem, como “porta-voz de Dirceu para momentos delicados, como o sequestro de Abílio Diniz”. Não apenas é uma deslavada mentira, como Cabral, por quem aceitei ser entrevistado, jamais me perguntou a esse respeito.
A maior parte das passagens é mera republicação, às vezes literal, de reportagens da própria Veja ou de outros veículos, difundidas nas últimas décadas. O autor não se dá ao trabalho de cotejar informações e testemunhos, verificar fatos, refazer caminhos. Seu desempenho não vai além de um colegial que pesquisa algum tema no Google e copia acriticamente o que vê pela frente. Se o livro fosse um TCC – o Trabalho de Conclusão de Curso – que as faculdades de jornalismo exigem de seus alunos, Cabral teria levado bomba.
Não vacila em agir com este despudor sequer ao recorrer a arquivos da ditadura militar. Documento assinado pelo delegado Alcides Cintra Bueno Filho, torturador de carteira registrada no Dops paulista, relata que Dirceu teria sequestrado, em 1968, estudantes ligados ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC). No texto sofrível de Cabral, é o que basta para ser apresentado como fato líquido e certo. E esse é apenas um exemplo.
Outro mais? Lá pelas tantas, o autor conta que Dirceu teria participado de uma ação, em 1972, que resultaria no assassinato de um sargento da Polícia Militar. A fonte? Relatórios do 2º Exército, que se referem a uma testemunha identificando o líder petista em um cartaz de procurados. A ditadura não abriu inquérito, a partir de prova tão frágil, mesmo José Dirceu sendo um homem marcado para morrer, mas o escrevinhador mandou bala. Não foi capaz, ao menos, de entrevistar um suposto sobrevivente daquela operação, José Carlos Giannini, apesar de citá-lo.
Um biógrafo de verdade, como Mário Magalhães, ao escrever sobre Carlos Marighella, comparou três fontes sobre cada episódio, no mínimo, antes de cravá-lo como verdadeiro. Não é à toa que levou dez anos para concluir sua obra sobre o comandante guerrilheiro. Esse método definitivamente não é o do jornalista de Veja. Além do recorta-e-cola de matérias antigas e textos policiais, apostou muitas de suas fichas em boatos sem origem indicada e em depoimentos de conhecidos desafetos do biografado. A ideia do contraditório e da acareação lhe é totalmente estranha.
Inúmeras das notas que chancelam determinadas informações apontam para “um assessor”, “um jornalista” ou “uma testemunha”. Sem nome ou sobrenome. Seria trágico se não fosse cômico. Um dos depoentes que dá a cara é o ex-petista Paulo de Tarso Venceslau. Amigo de Dirceu no movimento estudantil, depois dos anos de 1990 virou inimigo figadal. Mas seus relatos são tratados pelo autor como verdades cristalinas, sem qualquer contraponto. O resultado seria o mesmo se uma biografia de Fidel Castro fosse escrita principalmente a partir de entrevistas com cubanos da Flórida ou se a história de Trotsky fosse contada pela direção soviética dos anos 30 e 40.
O pastiche se supera quando especula que havia suspeita sobre Dirceu ter sido o delator que teria levado às quedas e ao extermínio do Molipo, organização armada à qual pertencia. O próprio Cabral, no entanto, cita que os contemporâneos do biografado, alguns também sobreviventes do massacre, negam essa versão e prestam-lhe seguidas homenagens e manifestações de solidariedade. O autor se baseia em depoimento de um ex-coronel das Forças Armadas, envolvido em atividades repressivas, que não é corroborado por mais ninguém ou por qualquer documento. Pura patifaria.
Não consegue, a propósito, sequer dar ares de seriedade a suas invencionices. Profundamente ignorante sobre a história do País e da esquerda, confunde incontáveis dados, datas e personagens, além de se atrapalhar e cair em seguidas contradições. Paulo Vanucchi, citemos um caso, é apresentado como militante da ALN em um canto e do MEP n’outro, algo estapafúrdio, misturando organizações sem qualquer identidade entre si.
Identifica o Departamento América, organismo do Partido Comunista Cubano, como parte do serviço secreto. Destaca que Dirceu teria ficado na Casa do Protocolo, supostamente localizada em área periférica de Havana, quando há inúmeras casas de protocolo, como os cubanos chamam as residências para convidados estrangeiros, todas com endereço em um dos bairros mais nobres da cidade. E por aí vai. Cabral, diga-se, conseguiu escrever páginas e páginas sobre a estada de seu personagem em Cuba sem ter pisado na Ilha para ouvir testemunhas e pesquisar fontes primárias. Um assombro de arrivismo.
Para apimentar o enredo, deu espaço a todo tipo de fofoca sobre a vida pessoal do ex-ministro. Fez uma lambança sem tamanho, atribuindo situações e sentimentos, ainda que jamais tenha ouvido qualquer de suas ex-companheiras. Erra até datas de casamento e cria relações como um romancista de folhetim barato. No bom estilo inventa-e-foge, planta maliciosamente que o mulherengo infernal teria algum vínculo homossexual com o intelectual cubano Alfredo Guevara, para logo dizer que não era bem assim.
Sobre o chamado “mensalão”, então, Cabral faz um prato caprichado. Uma colada básica no relatório de Joaquim Barbosa, e está liquidada a fatura. Nem mesmo aproveita a loquacidade do advogado José Luiz de Oliveira e Lima, costumeiramente disponível a contar sobre bastidores de seu cliente, para investigar contraprovas da defesa ou analisar mais a fundo tanto os acontecimentos entre 2003 e 2005 quanto o julgamento de 2012. Preguiçosa e interesseiramente, adota sem pestanejar o ponto de vista de quem lhe assina o cheque de cada mês.
Os únicos leitores com os quais Cabral parece ter compromisso, a bem da verdade, são seus chefes na Veja. A estes entregou a mercadoria prometida: mais um libelo contra José Dirceu. Feito nas coxas, seguindo o manual para linchamento de reputações que faz sucesso entre seus pares, mandando às favas qualquer critério jornalístico ou rigor de pesquisa. Coisa de charlatão.
Ao distinto público, no entanto, está sendo oferecido gato por lebre. O livrinho é um estelionato editorial que lança mais luz sobre o autor e seus patrocinadores que sobre o biografado. Um bom caso para o Procon.
Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi e da revistaSamuel.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

BOA NOTÍCIA: A TIA VELHA É CONTRA BARROSO!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mino Carta diz que sua cabeça foi vendida por U$ 50 milhões

Mino Carta diz que sua cabeça foi vendida por U$ 50 milhões

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Blog Sujo : O canibalismo comunista da Veja

Blog Sujo : O canibalismo comunista da Veja

PONTO FINAL...

ROBERTO CIVITA MORRE EM SÃO PAULO - IMPRENSA GOLPISTA PERDE SEU SEGUNDO ÍCONE EM MENOS DE UMA SEMANA

ROBERTO CIVITA

ABRIU - Milão, 9 de agosto de 1936 —  FECHOU - São Paulo, 26 de maio de 2013)

Roberto Civita, diretor editorial e presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, morreu neste domingo, às 21h41, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido à falência de múltiplos órgãos, depois de três meses internado para a correção de um aneurisma abdominal.

Não tendo nada de bom a dizer sobre a trajetória de vida pública e profissional desse senhor, por dever de ofício, comunicamos seu falecimento, sem mais comentários da nossa parte.

AGUARDAREMOS, PORÉM, ansiosamente, o que sobre ele dirão os hipócritas de plantão, que, sempre alçam à posição de grandes homens depois de mortos, mesmo os que fora grandes canalhas quando vivos.

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