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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mãos de tesoura – Ramon Goulart

Mãos de tesoura – Ramon Goulart
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Ramon Goulart me dedicou o texto abaixo depois de me ouvir falar em determinado domingo.
Muito obrigado, amigo. Ainda guardo seu texto como um sacramento.
______________________________
Mãos de TesouraRamon Goulart
Tenho certeza que você já viu aquele lindo drama que se chama: Eduard – Mãos de Tesoura. Se já viu que bom, pois é sobre isto que gostaria de falar hoje. Andei pensando sobre aquele camarada. Aquela história sempre mexeu muito comigo. Não entendia. Tem estórias que demoram para a mente digerir. Porém num dia, tudo ficou claro como uma manhã de verão nas praias do nordeste. Portanto, guarde isto e jamais se esqueça principalmente quando você ver alguém que tem algum dom.
Descobri que quem tem dom, tem mãos de tesoura. O dom é como as mãos de tesoura: pode produzir lindas obras de arte, porém é limitado a outras coisas. Existem muitas obras de arte. Não apenas esculturas. Mas também as artes visuais. Aquelas que dão alegria aos olhos. Temos as artes sonoras, que são aquelas músicas que fazem o tempo parar por alguns segundos e ficamos pensando como podemos ouvir algo tão sensível. Tem também a arte para o olfato que são os perfumes tão caros e tão deliciosos, e além da arte da culinária da qual os chefes de cozinha se esmeram para agradar seus clientes. Existem muitas artes que são frutos de pessoas que receberam um dom. O dom é um presente como o próprio nome significa. Um potencial dado para fazer, produzir algo, uma arte, pintura, uma lasanha ao molho branco, um disco de Bossa Nova do Tom Jobim…
Agora, existem outras obras de arte produzidas por pessoas que tem também dom (mas as vezes não é visto como tal). Uma ponte de safena feita por um médico que salvou a vida daquele paciente tão sofrido. Uma ponte construída por um engenheiro que ligou duas extremidades que eram separadas.
No filme, Eduard produzia esculturas e penteados com suas mãos de tesoura, com o seu dom. Porém, ele era limitado. Ele não podia fazer o que as outras pessoas faziam. Segurar nas mãos do seu amor. Ir pescar, carregar o cachorro, pegar nos dedos um dente de leão… Também ele podia fazer as artes para os outros, mas, o dom (as mãos de tesoura) eventualmente feriam o seu rosto – é preciso saber usar o dom que se tem nas mãos – Ele por várias vezes se feriu, por muitas vezes se cortou e até chegou por acidente cortar os outros. Ele necessitava aprender usar o seu dom. Assim chego ao entendimento que Mãos de tesoura produzem arte, seja ela qual for, más para o seu dono produz também sofrimento.
Salomão soube disto. Os compositores clássicos também. Não existe vida sem a mistura de beleza e sofrimento. Basta tomarmos como exemplo uma sonata: ouvir Nocturnos de Chopin é a declaração disto. Beleza nas notas e sofrimento. Num momento é triste, sofrida, em outro está alegre, saltitante. Até o nome que deram para classificar o tempo mostra isto “alegro”.
Cada pessoa que tem um dom, que tem mãos de tesoura, vive tanto o prazer da arte que ela faz, como o sofrimento de tanto produzir a arte como fruto do seu dom. Existe um peso, uma responsabilidade. E durante o curso da vida, para se aprender a usar o dom/mãos de tesoura, certamente haverão cortes, acidentes. Até poderemos ferir pessoas que amamos com nossas mãos de tesoura. O poder exige controle, domínio. Exige total atenção. E algumas coisas não poderemos fazer. As pessoas que mais tiveram dons foram às pessoas mais tristes e sofridas desse mundo. Foram as pessoas mais mal compreendidas e as que ficaram mais sozinhas. Não porque quisessem. Talvez, porque sabiam que suas mãos eventualmente feririam as pessoas que elas amavam e que estavam sempre perto delas…
Gosto daquele filme. Sempre quando posso, o vejo novamente, porque este filme é uma metáfora da minha condição de artista. E estas coisas são boas de se saber, porque nos preparam melhor para lidarmos com nossas mãos de tesoura.
Mãos de Tesoura: são diferentes, são afiadas, são belas e perigosas, são ferramentas para se produzir coisas belas e prazerosas que só quem as tem pode produzir.
Mãos de Tesoura: são também armas perigosas: e se a pessoa que as tem não as quiser usar para o bem? Um grande exemplo foi Hitler. Tinha mãos de tesoura, tinha o dom de liderar e formar opiniões com sua oratória. Guerras e muita dor podem ser produzidas por pessoas que usam mal seus dons
Gosto de me ver naquele homem. Eduard: Mãos de Tesoura. Ele naquele filme entendeu que sempre carregaria aquele dom. Dependeria dele, saber usá-lo, aonde usá-lo e como usá-lo.
Somos artistas temos o dom. Eduard resolveu ficar trabalhando com o seu dom suas mãos de tesoura. E muitas obras e muito prazer foram produzidos por ele… Olho-me no espelho. Vejo minhas mãos. Que interessante… Elas são de tesoura! Ao olhar mais para o lado esquerdo, vejo pelo espelho que existe papel no chão. Subo os meus olhos e dou de cara com minha obra de arte. Tão linda, tão prazerosa. Tão minha! Feita para você. Nela tinham palavras. Era uma crônica. E no topo estava escrito:
MÃOS DE TESOURA.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O rosto da Pietá

O rosto da Pietá
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O rosto da Pietá
Ricardo Gondim
Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!
Isaías 49.15

Guardo uma miniatura da Pietá. Contrariando a tradição protestante iconoclasta que não permite imagens de escultura, comprei uma pequena réplica da famosa escultura de Michelangelo. Dois motivos me impulsionaram a parar diante do camelô italiano e pagar para trazer a virgem senhora que carrega no colo o filho morto. Desejei preservar por mais tempo o sentimento que invadiu o meu peito quando contemplei a imagem pela primeira vez na basílica de São Pedro; também senti o impulso de que deveria lembrar, por anos, aquele amor vigoroso, que a pedra não conseguiu tornar frio ou inexpressivo.
O rosto da jovem talhada em pedra expressa dor. Só um gênio conseguiria pegar um bloco de mármore e cinzelar o sofrimento da virgem mãe. Conheço a dificuldade do escritor quando tenta traduzir em palavras angústias vividas. Estarrecido, celebro Michelangelo. Ele escreveu na pedra a dor mais profunda. A dor de Maria.
No dia em que parei diante da Pietá, a manhã chuvosa de Roma parecia chorar uma neblina lenta. Eu estava diante de Maria segurando o filho morto. De repente, vi que as chuvas dos séculos foram suas lágrimas. Não consegui mover os pés, os olhos de Maria me seduziram; sua dor se entranhou em mim e passou a ser minha. Percebi que a jovem mulher não segurava um Messias ou o Salvador do mundo; em seu colo não jazia a esperança de Israel. Ele era apenas o seu filho. Notei que seus braços seguravam o menino que amamentou, o adolescente que viu crescer e brincar nas ruas pobres e poeirentas da Palestina. A mulher que abraçava o filho não era a Maria idealizada pela tradição cristã, apenas uma mãe sofrida, que não continha o tamanho de seu luto, mesmo petrificada. Derramei o meu pingo de neblina. Chorei diante da estátua porque dentro de mim mora um menino órfão. Eu tenho saudade do colo da Maria (mamãe se chamava Glícia Maria) que me acolheu em seu regaço.
Contemplo a Pietá e sou lembrado do grande amor de Deus. Nas muitas especulações sobre Deus, algumas fracassam por não intuírem seu amor. Assim como o escultor conseguiu fazer uma pedra transpirar o afeto, eu anseio que mais pessoas encarnem esse amor. O Testamento Cristão procura retratar exatamente o que Michelangelo esculpiu no rosto de Maria: o sofrimento de Deus diante do escárnio político e da morte desnecessária. A Pietá foi talhada mais jovem do que o homem que ela lamenta em seu colo. Michelangelo explicou a razão de esculpir a mãe mais jovem do que o filho: o amor perfeito nunca envelhece. Quando me sinto só procuro trazer à lembrança a promessa de que alguém que me ama, entende e partilha da minha solidão. Os olhos que me acolhem não são plácidos, mas feridos, como os meus.
Soli Deo Gloria
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sábado, 20 de julho de 2013

A incredulidade mais cruel

 Ricardo Gondim

A incredulidade mais cruel

A incredulidade mais cruel
Ricardo Gondim
Preocupados com a sorte da minha alma, evangélicos enviam algumas advertências sem sentido: Ricardo, volte a pregar a pura Palavra de Deus. O significado da frase se perde na própria ideia de que exista alguém – fora o próprio Deus – hábil o suficiente para conseguir repetir ipsis litteris, não só as palavras, mas as intenções divinas. Para a palavra ser pura ela teria que ser exata no conteúdo e nas intenções de quem a proferiu. Não existe leitura absolutamente correta de um texto e muito menos a sua repetição. Todos são seletivos em seus discursos – toda interpretação e toda fala estão minadas por conveniências, interesses, limitações, e até venalidades.
A distância entre o que Jesus falou e o que seus seguidores pregam fica clara já na postura. Por que muitos se mostram prontos a atirar a primeira pedra? Por que aferem os demais sem a régua da misericórdia? Por que são rápidos em xingar os diferentes deraca – loucos –  sem temer o fogo do inferno? Por que correm para sentar nos primeiros lugares, achando um demérito ficar fileira de trás? Se se dizem cristãos, por que tratam os textos da Bíblia hebraica- o Antigo Testamento – com mais apuro do que os ensinos do rabi de Nazaré?
Não há explicação do porquê os pretensos discípulos do Galileu não valorizarem o drama da tentação no deserto. Depois de um longo período de jejum, sem comida nem bebida, o diabo incita Jesus em três dimensões: transformar pedra em pão, saltar do alto de um prédio para ser amparado por anjos e ser dono do mundo – se prostrado o adorasse. As três ofertas representam os desejos básicos de todas as pessoas. O Filho do homem rechaça as propostas diabólicas para que fique claro: a relação com Deus não implica em pedir e receber bens materiais – qualquer um, até o mais básico, pão. Jesus não quis a proteção dos anjos; andar com Deus não significa que viveremos protegidos contra acidentes – não existe “corpo fechado”, ninguém deve esperar de Deus qualquer redoma contra os imprevistos da vida. A última e mais devastadora das tentações teve a ver com a possibilidade de conquistar o mundo inteiro por concessão exterior. E Jesus mostrou que o objetivo maior da vida não é de conquista, mas de relacionamentos verdadeiros. Amor não é dádiva, mas construção que leva tempo; é aventura que vulnerabiliza; é empenho que exige paciência.
Quantos dos que se dizem verdadeiros cristãos não hesitam em dar mais um empurrão nos já abatidos? Uma dos mais belas metáforas a respeito do comportamento de Jesus de Nazaré é que ele não termina de apagar o pavio que fumega. Uma vida que se esvai na angústia, na culpa ou no desespero jamais ouviria dele, reprimenda, ameaça ou condenação. Amar parece ser isso, acreditar no outro mesmo quando resta um fumo do que outrora já foi uma grande labareda.
Quem pensa acreditar na pura Palavra, não leva em conta que muitas recomendações dos evangelhos, quando atingem interesses, logo são interpretadas conforme a conveniência de cada um. Para testar os discursos de solidariedade e empatia com o pobre, ele disse ser de bom alvitre convidar o mendigo e a prostituta da esquina para a festa de aniversário e não os amigos influentes. A um jovem rico, Jesus receitou vender tudo e dar aos pobres – desde Francisco de Assis, quantos cristãos modernos agiram assim?
Na parábola do semeador, Jesus conta que a semente caiu em terreno duro e que, obviamente, não germinou. Terreno duro é trilha pisada; traduz o coração de gente que se abriu a vários modismos religiosos. Boa fé pisoteada endurece a alma para a magia do transcendente, para a ternura do sagrado e para o ineditismo do mistério. Os que alardeiam pregar a pura Palavra de Deus são espezinhadores, responsáveis por jogar multidões na incredulidade mais cruel: a de repetir jargão sem entender suas implicações.
Soli Deo Gloria

terça-feira, 9 de julho de 2013

Para poder dizer viver valeu

 Ricardo Gondim

Para poder dizer viver valeu

Para poder dizer viver valeu
Ricardo Gondim
Desisto da felicidade que me ensinaram. Procurei por esta dama virtuosa feito um caçador de borboletas. Armado de rede e binóculos, percorri florestas e cavernas buscando prender a libélula da satisfação plena. Acabei frustrado: quanto mais eu persegui a tal felicidade, mais ela voou para longe de mim.
Rejeito a felicidade dos folhetins. Agora vou perseguir um outro tipo de existência. Pergunto aonde foi parar o mundo que eu experimentei em minha infância. Nós andávamos pela cidade sem o pavor da morte. Os meninos achavam mangueiras para jogar pedras e lagoas para nadar. Acabei inconformado com a crueldade tecnológica que desmanchou a brincadeira de pular corda, de amarelinha. O universo dos aparelhos, das conexões, dos jogos eletrônicos parece menos infantil.
Não quero uma felicidade que evita o abraço esquálido dos que foram condenados à miséria ou o sorriso dos idosos que se arrastam pelas calçadas esburacadas da cidade. Prometo que não vou blindar as portas do meu coração para a dor de mães que choram pelos filhos drogados. Não permitirei que os fossos do preconceito e do desdém me isolem numa masmorra que confunde paz com indiferença.
Abro mão de perseguir a amizade de gente famosa. Por tanto tempo fui estúpido, acreditando que a companhia deles me faria importante e feliz. Vou procurar novos amigos. Pretendo andar ao lado de gente simples, e aprender a grandeza dos humildes. Minha intuição me avisa que uma conversa despretensiosa vale mais que mil encontros sofisticados.
Abro mão dos projetos magníficos. Só agora acordei para a tolice de conquistar metas irrealizáveis. Imaginei que sucesso nos objetivos mais fantásticos seria fonte de alegria, mas eu só me arranhei. Almejo aprender a viver cada vão momento como sagrado, transformando o almoço em liturgia, celebrando os encontros como solenidade e cantando as minhas músicas prediletas como hinos de gratidão à vida.
Cansei de defender honra, reputação e posicionamentos. Abdico de estar certo. De agora em diante, confesso abertamente as minhas incertezas. Recuso-me rolar insone na cama porque alguns, que sequer conheço, me têm em baixa conta. Não vou retrucar quando me sentir atingido. Ando, crescentemente, disposto a aprender o significado da afirmação:quem quiser ganhar sua vida a perderá e quem perder sua vida a ganhará.
Não pretendo segurar o amor de ninguém. Anseio por relacionamentos livres, leves e soltos, deixando que meus amigos acertem ou não o caminho deles. Que cada um conviva com as suas escolhas e construa o seu caminho no caminhar. Arrisco conviver na gratuidade dos afetos, sem cobrança. Preciso acreditar que ninguém deve nada a ninguém senão respeito à liberdade e à dignidade. Aventuro -me fazer o bem e não cobrar nada em troca.
Já que desisto de um jeito de ser feliz, resta-me seguir pela vereda incerta da minha verdade. É melhor deitar a cabeça, sabendo que sou honesto comigo mesmo, do que aceitar os jogos de poder que me asfixiaram por anos. Não quero fórmulas fáceis, não aceito “cinco passos para uma vida tranquila”. Essas receitas me roubaram meu bem mais precioso: tempo. Sei que o porvir não se converterá em um idílio no estalar dos dedos. Contento-me com pequenas alegrias e poucos sorrisos que pontuarão a minha existência. Não anelo por muito mais. Essas pitadas serão suficientes para eu dizer no fim de tudo: viver valeu.
Soli Deo Gloria

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A felicidade e a desgraça

A felicidade e a desgraça

A felicidade e a desgraça
Ricardo Gondim
Bem aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos céus. Desgraçados os prepotentes, pois eles criam o império do ódio. Os que precisam da força para sustentar o poder não têm parte na lógica do amor.
Bem aventurados os que choram, pois serão consolados. Desgraçados os indiferentes, pois neles nasce o cinismo. Os secos descartam o próximo. Desdenhosos não sofrem com o abandono dos esquecidos, com a angústia dos escravos, com o desespero dos oprimidos.
Bem aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança. Desgraçados os altivos, pois eles se consideram livres para agrilhoar; sabem agredir sem contenção; esses receberão uma masmorra por legado.
Bem aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois serão fartos. Desgraçados os que buscam argumentos para justificar tiranias. Os que se fiam em coerências para vexar os indefesos padecerão, sedentos; eles experimentarão o inferno, famintos de bondade.
Bem aventurados os misericordiosos, pois obterão misericórdia. Desgraçados os implacáveis, pois serão medidos com a mesma inflexibilidade com que trataram os demais; cedo ou tarde receberão castigo proporcional à sua falsa irrepreensibilidade.
Bem aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. Desgraçados os astuciosos, pois morrerão sós. O falso não se alinha ao coração divino, o aleivoso perde o compasso do universo. O impostor, por não arrancar a venda dos próprios olhos, condena-se a nunca perceber o sublime.
Bem aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus. Desgraçados os que conspiram a guerra. Os violentos dão de ombros para o bombardeio assimétrico, para a agressão desmedida, para a morte de crianças e velhos. Eles descerão ao mais profundo abismo, já que arrasam vilas, dizimam etnias e chacinam em nome do Estado.
Bem aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.Desgraçados os tiranos, que afligem para defender ideologia, religião, cultura ou economia. Deus prefere aliar-se ao afrontado, oferece a sua destra ao desabrigado e faz companhia ao esmagado.
Bem aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Desgraçados serão vocês se pairam como abutres na espreita de derrotar o vulnerável. O que se excitam com más novas e só deduzem o pior nas intenções alheias se condenarão ao descaso gélido do universo.
Homens e mulheres de bem, alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês. Homens e mulheres da indiferença, lamentem e agonizem, porque grande será o castigo no calabouço eterno, vocês terão o mesmo destino que os facínoras que viveram antes de vocês.
Soli Deo Gloria
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