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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Maquiavel
Maquiavel, o precursor das revoluções modernas
http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?id=5166&option=com_content&secao=427&view=article
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Blog do Renatão: Marilena Chauí e a difusão da filosofia
Blog do Renatão: Marilena Chauí e a difusão da filosofia: Artigo encomendado pela revista Caros Amigos - Ca176ideias Ideias de Botequim Marilena Chauí ajuda a filosofar Renato Pompeu Os que quer...
terça-feira, 25 de junho de 2013
Antonio Gramsci
Antonio Gramsci
O filósofo italiano atribuía à escola a função de dar acesso à cultura das classes dominantes, para que todos pudessem ser cidadãos plenos
01/07/2011 20:08
Texto Márcio Ferrari
Texto Márcio Ferrari
Foto: Wikimedia Commons
Alguns conceitos determinados por Gramsci hoje são usadas no mundo todo
Frases de Antonio Gramsci:
“A tendência democrática de escola não pode consistir apenas em que um operário manual se torne qualificado, mas em que cada cidadão possa se tornar governante”
“Todos os homens são intelectuais, mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais”
Nascido em Ales, na ilha da Sardenha, em 1891, numa família pobre e numerosa, Antonio Gramsci foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. Na idade adulta, não media mais do que 1,50 metro e sua saúde sempre foi frágil. Aos 21 anos, foi estudar letras em Turim, onde trabalhou como jornalista de publicações de esquerda. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921. Conheceu a mulher, Julia Schucht, em Moscou, para onde foi enviado como representante da Internacional Comunista. Em 1926, foi preso pelo regime fascista de Benito Mussolini. Ficou célebre a frase dita pelo juiz que o condenou: "Temos que impedir esse cérebro de funcionar durante 20 anos". Gramsci cumpriu dez anos, morrendo numa clínica de Roma em 1937. Na prisão, escreveu os textos reunidos em Cadernos do Cárcere e Cartas do Cárcere. A obra de Gramsci inspirou o eurocomunismo – a linha democrática seguida pelos partidos comunistas europeus na segunda metade do século 20 – e teve grande influência no Brasil nos anos 1970 e 1980.
Co-fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20. Embora comprometido com um projeto político que deveria culminar com uma revolução proletária, Gramsci se distinguia de seus pares por desacreditar de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, a escola.
Alguns conceitos criados ou valorizados por Gramsci hoje são de uso corrente em várias partes do mundo. Um deles é o de cidadania. Foi ele quem trouxe à discussão pedagógica a conquista da cidadania como um objetivo da escola. Ela deveria ser orientada para o que o pensador chamou de elevação cultural das massas, ou seja, livrá-las de uma visão de mundo que, por se assentar em preconceitos e tabus, predispõe à interiorização acrítica da ideologia das classes dominantes.
Ao contrário da maioria dos teóricos que se dedicaram à interpretação e à continuidade do trabalho intelectual do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), que concentraram suas análises nas relações entre política e economia, Gramsci deteve-se particularmente no papel da cultura e dos intelectuais nos processos de transformação histórica. Suas idéias sobre educação surgem desse contexto.
Para entendê-las, é preciso conhecer o conceito de hegemonia, um dos pilares do pensamento gramsciano. Antes, deve-se lembrar que a maior parte da obra de Gramsci foi escrita na prisão e só veio a público depois de sua morte. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, que se desenvolve em torno de conceitos originais (como bloco histórico, intelectual orgânico, sociedade civil e a citada hegemonia, para mencionar os mais célebres) ou de expressões novas em lugar de termos tradicionais (como filosofia da práxis para designar o marxismo). Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.
A hegemonia é obtida, segundo Gramsci, por meio de uma luta “de direções contrastantes, primeiro no campo da ética, depois no da política”. Ou seja, é necessário primeiro conquistar as mentes, depois o poder. Isso nada tem a ver com propaganda ou manipulação ideológica. Para Gramsci, a função do intelectual (e da escola) é mediar uma tomada de consciência (do aluno, por exemplo) que passa pelo autoconhecimento individual e implica reconhecer, nas palavras do pensador, “o próprio valor histórico”. “Não se trata de um doutrinamento abstrato”, diz Paolo Nosella, professor de filosofia da educação da Universidade Federal de São Carlos.
Na escola prevista por Gramsci, as classes desfavorecidas poderiam se inteirar dos códigos dominantes, a começar pela alfabetização. A construção de uma visão de mundo que desse acesso à condição de cidadão teria a finalidade inicial de substituir o que Gramsci chama de senso comum – conceitos desagregados, vindos de fora e impregnados de equívocos decorrentes da religião e do folclore. Com o termo folclore, o pensador designa tradições que perderam o significado, mas continuam se perpetuando. Para que o aluno adquira criticidade, Gramsci defende para os primeiros anos de escola um currículo que lhe apresente noções instrumentais (ler, escrever, fazer contas, conhecer os conceitos científicos) e seus direitos e deveres de cidadão.
Educação de Benito Mussolini, que reservava aos alunos das classes altas o ensino tradicional, “completo”, e aos das classes pobres uma escola voltada principalmente para a formação profissional. Em reação, Gramsci defendeu a manutenção de “uma escola única inicial de cultura geral, humanista, formativa”. Para ele, a Reforma Gentile visava predestinar o aluno a um determinado ofício, sem dar-lhe acesso ao “ensino desinteressado” que “cria os primeiros elementos de uma intuição do mundo, liberta de toda magia ou bruxaria”. Ao contrário dos pedagogos da escola ativa, que defendiam a construção do aprendizado pelos estudantes, Gramsci acreditava que, pelo menos nos primeiros anos de estudo, o professor deveria transmitir conteúdos aos alunos. “A escola unitária de Gramsci é a escola do trabalho, mas não no sentido estreito do ensino profissionalizante, com o qual se aprende a operar”, diz o pedagogo Paolo Nosella. “Em termos metafóricos, não se trata de colocar um torno em sala de aula, mas de ler um livro sobre o significado, a história e as implicações econômicas do torno.”
“A tendência democrática de escola não pode consistir apenas em que um operário manual se torne qualificado, mas em que cada cidadão possa se tornar governante”
“Todos os homens são intelectuais, mas nem todos os homens desempenham na sociedade a função de intelectuais”
Nascido em Ales, na ilha da Sardenha, em 1891, numa família pobre e numerosa, Antonio Gramsci foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. Na idade adulta, não media mais do que 1,50 metro e sua saúde sempre foi frágil. Aos 21 anos, foi estudar letras em Turim, onde trabalhou como jornalista de publicações de esquerda. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921. Conheceu a mulher, Julia Schucht, em Moscou, para onde foi enviado como representante da Internacional Comunista. Em 1926, foi preso pelo regime fascista de Benito Mussolini. Ficou célebre a frase dita pelo juiz que o condenou: "Temos que impedir esse cérebro de funcionar durante 20 anos". Gramsci cumpriu dez anos, morrendo numa clínica de Roma em 1937. Na prisão, escreveu os textos reunidos em Cadernos do Cárcere e Cartas do Cárcere. A obra de Gramsci inspirou o eurocomunismo – a linha democrática seguida pelos partidos comunistas europeus na segunda metade do século 20 – e teve grande influência no Brasil nos anos 1970 e 1980.
Co-fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20. Embora comprometido com um projeto político que deveria culminar com uma revolução proletária, Gramsci se distinguia de seus pares por desacreditar de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, a escola.
Alguns conceitos criados ou valorizados por Gramsci hoje são de uso corrente em várias partes do mundo. Um deles é o de cidadania. Foi ele quem trouxe à discussão pedagógica a conquista da cidadania como um objetivo da escola. Ela deveria ser orientada para o que o pensador chamou de elevação cultural das massas, ou seja, livrá-las de uma visão de mundo que, por se assentar em preconceitos e tabus, predispõe à interiorização acrítica da ideologia das classes dominantes.
Ao contrário da maioria dos teóricos que se dedicaram à interpretação e à continuidade do trabalho intelectual do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883), que concentraram suas análises nas relações entre política e economia, Gramsci deteve-se particularmente no papel da cultura e dos intelectuais nos processos de transformação histórica. Suas idéias sobre educação surgem desse contexto.
Para entendê-las, é preciso conhecer o conceito de hegemonia, um dos pilares do pensamento gramsciano. Antes, deve-se lembrar que a maior parte da obra de Gramsci foi escrita na prisão e só veio a público depois de sua morte. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, que se desenvolve em torno de conceitos originais (como bloco histórico, intelectual orgânico, sociedade civil e a citada hegemonia, para mencionar os mais célebres) ou de expressões novas em lugar de termos tradicionais (como filosofia da práxis para designar o marxismo). Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.
A mente antes do poder
Hegemonia significa, para Gramsci, a relação de domínio de uma classe social sobre o conjunto da sociedade. O domínio se caracteriza por dois elementos: força e consenso. A força é exercida pelas instituições políticas e jurídicas e pelo controle do aparato policial-militar. O consenso diz respeito sobretudo à cultura: trata-se de uma liderança ideológica conquistada entre a maioria da sociedade e formada por um conjunto de valores morais e regras de comportamento. Segundo Gramsci, “toda relação de hegemonia é necessariamente uma relação pedagógica”, isto é, de aprendizado.A hegemonia é obtida, segundo Gramsci, por meio de uma luta “de direções contrastantes, primeiro no campo da ética, depois no da política”. Ou seja, é necessário primeiro conquistar as mentes, depois o poder. Isso nada tem a ver com propaganda ou manipulação ideológica. Para Gramsci, a função do intelectual (e da escola) é mediar uma tomada de consciência (do aluno, por exemplo) que passa pelo autoconhecimento individual e implica reconhecer, nas palavras do pensador, “o próprio valor histórico”. “Não se trata de um doutrinamento abstrato”, diz Paolo Nosella, professor de filosofia da educação da Universidade Federal de São Carlos.
Acesso ao código dominante
O terreno da luta de hegemonias é a sociedade civil, que compreende instituições de legitimação do poder do Estado, como a Igreja, a escola, a família, os sindicatos e os meios de comunicação. Ao contrário do pensamento marxista tradicional, que tende a considerar essas instituições como reprodutoras mecânicas da ideologia do Estado, Gramsci via nelas a possibilidade do início das transformações por intermédio do surgimento de uma nova mentalidade ligada às classes dominadas.Na escola prevista por Gramsci, as classes desfavorecidas poderiam se inteirar dos códigos dominantes, a começar pela alfabetização. A construção de uma visão de mundo que desse acesso à condição de cidadão teria a finalidade inicial de substituir o que Gramsci chama de senso comum – conceitos desagregados, vindos de fora e impregnados de equívocos decorrentes da religião e do folclore. Com o termo folclore, o pensador designa tradições que perderam o significado, mas continuam se perpetuando. Para que o aluno adquira criticidade, Gramsci defende para os primeiros anos de escola um currículo que lhe apresente noções instrumentais (ler, escrever, fazer contas, conhecer os conceitos científicos) e seus direitos e deveres de cidadão.
Elogio do “ensino desinteressado”
Uma parte importante das reflexões de Gramsci sobre educação foi motivada pela reforma empreendida por Giovanni Gentile, ministro daEducação de Benito Mussolini, que reservava aos alunos das classes altas o ensino tradicional, “completo”, e aos das classes pobres uma escola voltada principalmente para a formação profissional. Em reação, Gramsci defendeu a manutenção de “uma escola única inicial de cultura geral, humanista, formativa”. Para ele, a Reforma Gentile visava predestinar o aluno a um determinado ofício, sem dar-lhe acesso ao “ensino desinteressado” que “cria os primeiros elementos de uma intuição do mundo, liberta de toda magia ou bruxaria”. Ao contrário dos pedagogos da escola ativa, que defendiam a construção do aprendizado pelos estudantes, Gramsci acreditava que, pelo menos nos primeiros anos de estudo, o professor deveria transmitir conteúdos aos alunos. “A escola unitária de Gramsci é a escola do trabalho, mas não no sentido estreito do ensino profissionalizante, com o qual se aprende a operar”, diz o pedagogo Paolo Nosella. “Em termos metafóricos, não se trata de colocar um torno em sala de aula, mas de ler um livro sobre o significado, a história e as implicações econômicas do torno.”
Para pensar
Muitos pensadores clássicos da educação, entre eles Comênio (1592-1670) eJean-Jacques Rousseau (1712-1778), subordinavam o processo pedagógico à natureza. A própria evolução das crianças daria conta de grande parte do aprendizado. Gramsci tinha outra idéia. "A educação é uma luta contra os instintos ligados às funções biológicas elementares, uma luta contra a natureza, para dominá-la e criar o homem ‘atual’ à sua época", escreveu. Você concorda com ele ou considera equivocada a tese de que a cultura distancia o homem da natureza? Ou será possível conciliar as duas correntes de pensamento?
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
o rosto tranquilo da morte
o rosto tranquilo da morte
não gosto da morte, como qualquer pessoa imagino que não goste, mas não talvez pelos mesmos motivos. não gosto da morte porque tudo nela remete a um ritual, a começar pelo ritual civilizado de manter o cadáver a distância e sobretudo oculto. a morte é parada, o que me faz pensar que todo ritual celebra a cessação do movimento. pode ser por isso que os rituais gostem tanto das repetições. a morte é mantida a distância — ou pelo menos o que restou dela, o corpo, o vestígio de que a morte existe e alcançará implacavelmente a todos — porque persiste um medo não mencionado de que a morte é algo contagiosa, tê-la por perto significa correr o risco de contrair mais rapidamente os sintomas que ela prolifera. ou por que outro motivo os amigos e parentes dos agentes funerários pedem que se limpem, que se higienizem, antes de lhes apertar a mão ou antes que entrem em casa depois de uma jornada de trabalho em que lidaram com alguns cadáveres? não gosto da morte porque não gosto de rituais. não gosto de rituais porque, por mais ciente que esteja de que que a vida é composta sobretudo de repetições (lavar cabelo, escovar dentes, mastigar, dormir, defecar, fazer sexo), sinto necessidade de apostar na quantidade de improviso que a vida tem, uma capacidade de fazer o nunca antes tentado e isso acontecerá pela primeira vez. vida é surpresa, enquanto a morte está parada e inevitável, ela sim, a verdadeira todo poderosa. a morte é deus, não a vida. a vida é humana, precária, ávida, intensa. o tédio, quando houver, é treino para a brutalidade acachapante da morte. vida é inauguração. a morte é o único valor realmente democrático, a vida é aristocrática. a começar pela corrida dos espermatozoides e pela seleção ovular rigorosa, com seu orifício altamente seletivo. na morte, a gravidade começa a se manifestar e ao cadáver será dada uma das duas destinações: será encaixotado e enterrado (e freud dirá para “enterrar” o assunto ao se fazer o luto, ou seja, será preciso tirar do alcance dos olhos para não se remoer, mas só depois de se certificar de que o corpo esteve diante dos olhos, para que se tenha certeza de que o assunto pode começar a ser encerrado, arquivado, enterrado) ou será cremado, para que volte logo ao estágio do pó, afinal a mesma destinação do corpo encaixotado, apenas neste último caso o processo se dará mais lentamente. mas atenção: a vida ausente do corpo não significa ausência de vida. o cadáver será atacado por dentro por bactérias de decomposição, muito vivas todas elas e dependentes desta carne morta para perpetuar a própria sobrevivência. quando mortas, as bactérias terão bactérias ainda menores para consumi-las? como é o pós-vida desses seres tão diminutos? o que o humano consome em vida ao ingerir a carne morta de animais será retribuído um dia, quando estiver morto, quando terá as carnes mortas também consumidas. é o ciclo da morte, não da vida. a morte é o anúncio prévio de que o improviso terá fim, de que o precário não pode prevalecer, de que a vida tem os dias contados e não perde por esperar.
domingo, 5 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
88 palavras de Osho A verdade não é uma mercadoria que alguém pode lhe dar
+Ta
g Perguntaram a Osho: "Osho, você pode resumir os seus ensinamentos em poucas palavras, porque eu só vou ficar por aqui por um dia ou dois?" É impossível. Em primeiro lugar, não tenho nenhum ensinamento para resumir. Não sou professor, sou uma presença. Não tenho nenhum catecismo. Não posso dar a você dez mandamentos — faça isso, não faça aquilo. E tudo o que eu digo hoje posso contradizer amanhã — porque o meu compromisso é com o momento. Seja o que for que eu tenha dito ontem, não estou mais comprometido com isso. No momento em que eu disse, fiquei livre. Agora não me preocupo mais com isso, não vou mais olhar para isso novamente. Tudo o que estou dizendo a você agora é verdade neste exato momento; amanhã não vou mais estar comprometido com isso. O que quer que o amanhã traga vou dizer. Seja o que for que o hoje tenha trazido estou dizendo a você agora. E se as minhas palavras forem contraditórias, quem sou eu para torná-las coerentes? Eu mesmo não faço nenhum esforço. Meu compromisso é com o momento. Nunca estou comprometido com o passado. Sou como um rio: onde estarei amanhã ninguém sabe, nem eu mesmo. Você vai se surpreender, eu também ficarei surpreendido. A pergunta deve ser de alguém que vem do continente que eu chamo de “Acirema” — a palavra “América” lida de trás para a frente. A América está às avessas. Tudo se tornou caótico. As pessoas estão com tanta pressa que se esqueceram de que existem algumas coisas que não se pode fazer às pressas, para as quais a paciência é uma exigência. Você não pode conseguir a verdade com tanta pressa. A paciência é uma condição básica para isso. Não é como café instantâneo e não vem embalada numa lata. Ela não vem pronta. A verdade não é uma mercadoria que alguém pode lhe dar. Ela cresce em você. Isso é o que quero dizer quando afirmo que sou uma presença, não sou um professor. Se você está aqui, algo pode crescer em você. Eu digo “pode” porque depende de você. Eu estou aqui. Se você estiver pronto para me receber, algo vai começar a crescer dentro de você. É como uma criança se tornando um jovem. Sim, a verdade é assim. A falsa personalidade se vai e chega o ser verdadeiro. É como uma criança se tornando um jovem, um jovem se tornando um velho. Não há maneira de apressar o processo. Você não pode fazer uma criança crescer rápido em uma noite, em um dia ou dois. Vai levar tempo. E é bom que leve tempo, porque só com o tempo as coisas amadurecem. Não, eu não posso fazer isso, não posso resumir. Não tenho nenhum ensinamento. E, mesmo se tivesse, eu não iria resumi-lo, porque quanto mais você resume algo mais ele se torna menos vivo. O amor é grande, a vida é vasta; a lei é limitada. A lei pode ser resumida, o amor não pode ser resumido. A lei é definida, mas a vida é excessiva. Você não pode resumir a vida, não pode haver uma sinopse da vida; você pode resumir a lei. Eu sou a vida. Não há como me resumir. E eu ainda estou vivo, de modo que tudo o que você resumir eu vou destruir amanhã. Quando você resume, pouco a pouco as coisas se tornam absurdas. Nunca resuma nada que está vivo. Eu ainda estou vivo. Quando eu estiver morto e tiver partido, então as pessoas vão resumir. E vou causar a elas um monte de problemas. Não será uma coisa fácil. Elas vão enlouquecer. Será impossível me colocar numa sinopse. Sempre foi assim. Você não pode resumir Buda. Por causa das sumarizações, muitas escolas surgiram. Buda morreu, então havia uma pergunta. As pessoas queriam resumir. Durante quarenta anos o homem ensinou — manhã, tarde, noite — por quarenta anos. Ele tinha falado um bocado, ele tinha dito muitas coisas, e agora tinha partido e seus ensinamentos tinham que ser resumidos. A verdade não é como uma mercadoria. Quando vier até mim, se realmente quiser saber qual é a minha verdade, você tem que estar aqui. A minha verdade só pode ser expressa para você quando eu passar a conhecer a sua verdade também. Quando eu passar a conhecer você e você passar a me conhecer, nessa reunião ocorrerá o vislumbre. A verdade não pode ser dada a você. Você terá que recebê-la e terá que se preparar para ela. Você terá que se tornar um ser em completo relaxamento. Você terá que ser capaz de me absorver e permitir que eu mergulhe profundamente no seu coração. Foi o que aconteceu... No Museu Nacional de Amsterdã, um casal de idosos foi ver a obra-prima de Rembrandt “A Ronda Noturna”. Depois de uma longa volta pelos muitos corredores, quando eles finalmente chegaram à famosa pintura, o porteiro ouviu o homem dizer à mulher: “Olhe, mas que bela moldura!” A moldura podia ser bonita, mas você percebe que algo está faltando nessa admiração?Algo essencial se perdeu. Não estou dizendo que a moldura não fosse bonita, ela podia ser a moldura mais bonita do mundo, mas ir ver a obra-prima de Rembrandt “A Ronda Noturna” e falar sobre a moldura é um absurdo! Mesmo ver a moldura é tolice, estupidez. A pintura não é a moldura. A moldura não tem nada a ver com a pintura. O que estou dizendo é só uma moldura, o que eu sou é a pintura. Olhe para a obra-prima enão se incomode com a moldura.
Osho, em "O Barco Vazio : Reflexões Sobre as Histórias de Chuang Tzu"
Imagem por towo™
Publicado no blog palavras de Osho
Pratique as meditações de Osho - conheça as técnicas e espaços Osho |
sexta-feira, 5 de abril de 2013
62 palavras de Osho by noreply@blogger.com (Murilo Hildebrand de Abreu) / Encare qualquer desejo
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+Ta
g Quando algum desejo vier, considere-o. Então, de repente, abandone-o. (...) Quando algum desejo vier, considere-o. Então, de repente, abandone-o. Você sente um desejo — um desejo por sexo, um desejo por amor, um desejo por comida, qualquer coisa. Você sente um desejo: considere-o. Quando o sutra diz “considere-o”, significa não pensar a favor dele nem contra ele, apenas considere o desejo, o que ele é. Um desejo sexual vem à mente. Você diz: “Isso é ruim”. Isso não é consideração. Ensinaram-lhe que isso é ruim; assim, você não está considerando esse desejo, você está consultando as escrituras, você está consultando o passado — os professores passados, os rishis — os sábios. Você não está considerando o próprio desejo, você está considerando alguma outra coisa. Você está considerando muitas coisas - seu condicionamento, sua criação, sua educação, sua cultura, sua civilização, sua religião - mas não o desejo. Esse simples desejo surgiu. Não traga, à mente, o passado, a educação, o condicionamento; não traga os valores. Apenas considere esse desejo — o que ele é. Se a sua mente pudesse ser lavada completamente de tudo aquilo que lhe foi dado pela sociedade, de tudo que seus pais lhe deram — a educação, a cultura — se sua mente inteira pudesse ser lavada, o desejo por sexo surgiria. Ele surgiria, porque esse desejo não lhe foi dado pela sociedade. Esse desejo está construído internamente, biologicamente — ele está em você. Por exemplo, se uma criança nasce e nenhuma língua lhe é ensinada, a criança não aprenderá nenhuma língua. Ela permanecerá sem linguagem. A língua é um fenômeno social; ela tem que ser ensinada. Mas... quando o momento certo chega, a criança sente o desejo sexual. Isso não é um fenômeno social, ele está construído internamente, biologicamente. O desejo virá no momento certo de maturação. Ele não é social, ele é biológico - mais profundo. Ele é construído dentro de suas células. Devido a você ter nascido do sexo, todas as células de seu corpo são células sexuais; você se compõe de células sexuais. A menos que sua biologia possa ser lavada completamente, o desejo estará presente. Ele virá - ele já está presente. Quando uma criança nasce, o desejo já existe, porque a criança é um subproduto de um encontro sexual. Ela vem através do sexo; todo o seu corpo é construído com células sexuais. O desejo já está ali, somente um certo tempo é necessário antes de que seu corpo se torne maduro o suficiente para sentir esse desejo, para desempenhar esse desejo. O desejo estará presente quer você tenha aprendido que o sexo é bom ou ruim, quer você tenha aprendido que o sexo é inferno ou paraíso, quer você tenha aprendido desse ou daquele jeito, a favor ou contra - porque ambos são ensinamentos. As antigas tradições, as antigas religiões, o cristianismo principalmente, continuam pregando contra o sexo. Os novos cultos dos hippies e yippies e outros começaram o movimento oposto. Eles dizem que o sexo é bom, o sexo é extasiante, o sexo é a única coisa verdadeira no mundo. Ambos são ensinamentos. Não considere seu desejo de acordo com algum ensinamento. Simplesmente considere o desejo em sua pureza, como ele é — um fato. Não o interprete. “Consideração”, aqui, significa não interpretar, mas simplesmente olhar para o fato como ele é. O desejo está presente: olhe para ele diretamente, imediatamente. Não traga seus pensamentos ou ideias, porque nenhum pensamento é seu e nenhuma ideia é sua. Todas as coisas foram dadas a você, toda ideia é uma coisa tomada emprestada. Nenhum pensamento é original — nenhum pensamento pode ser original. Não traga o pensamento, simplesmente olhe para o desejo, para o que ele é, como se você não soubesse nada sobre ele. Encare-o! Defronte-se com ele! É isso o que significa “considere-o”. Quando algum desejo vier, considere-o. Apenas olhe para o fato — para aquilo que ele é. Infelizmente, isso é uma das coisa mais difíceis de se fazer. Comparado a isso, chegar à lua não é tão difícil, ou chegar ao pico do Evereste não é tão difícil. Trata-se de algo altamente complicado — chegar à lua é altamente complicado, infinitamente complicado, um fenômeno muito complexo. Mas comparado a viver com um fato da mente interna, isso não é nada, porque a mente está muito sutilmente envolvida em tudo o que você faz. Ela está sempre presente. Olhe para a palavra... se eu digo “sexo”, no momento em que eu digo isso, você já decidiua favor ou contra. No momento em que eu digo "sexo”, você já interpretou: “Isso não é bom. Isso é mau”. Ou: “Isso é bom”. Você interpretou inclusive a palavra. Muitas pessoas vieram a mim quando o livro Do Sexo à Supraconsciência foi publicado. Elas vieram e disseram: “Por favor mude o título”. A simples palavra ‘sexo’ deixou-os perturbados — eles não tinham lido o livro. E aqueles que já leram o livro também dizem para mudar o título. Por quê? A própria palavra lhe dá uma certa interpretação. A mente é tão interpretativa que se eu digo “suco de limão”, você começa a salivar. Você interpretou as palavras. Nas palavras ‘suco’, ‘de’, ‘limão’ não há nada semelhante ao limão, mas você começa a salivar. Se eu esperar uns momentos, você ficará incomodado, porque você terá de engolir. A mente interpretou; ela entrou. Mesmo com a palavra você não pode permanecer à parte, sem interpretar. Será difícil, quando o desejo surgir, permanecer à parte, permanecer apenas um observador desapaixonado, calmo e quieto, olhando para o fato, não o interpretando. Eu digo: “Esse homem é muçulmano”. No momento em que eu digo “esse homem é muçulmano”, o hindu pensa “esse homem é ruim”. Se eu digo: “Esse homem é judeu”, o cristão decide que “esse homem não é bom”. A simples palavra ‘judeu’ e a mente cristãentra com a interpretação - a ideia tradicional, convencional, irrompe; “este” judeu não é considerado, a velha interpretação terá que ser imposta sobre “este” judeu. Cada judeu é um judeu diferente. Cada hindu é um indivíduo diferente, único. Você não pode interpretá-lo, porque você conhece outros hindus. Você pode ter chegado à conclusão de que todos os hindus que você conheceu são ruins, mas “este” hindu não faz parte de sua experiência. Você está interpretando “este” hindu de acordo com suas experiências passadas. Não interprete; interpretação não é consideração. Consideração significa considerar este fato — absolutamente “este” fato. Permaneça com “este” fato. Os rishis disseram que o sexo é ruim. Pode ter sido ruim para eles; você não sabe. Você tem o desejo, um desejo fresco com você. Considere-o, olhe para ele, fique atento a ele.Então, de repente, abandone-o. Há duas partes nessa técnica. Primeira: permaneça com o fato - consciente, atento ao que está acontecendo. Quando você sente um desejo sexual, o que está acontecendo em você? Veja como você se torna exaltado. Como o seu corpo começa a tremer, como você sente uma loucura repentina arrastando-se internamente, como você se sente como se estivesse possuído por uma outra coisa. Sinta-o, considere-o. Não faça nenhum julgamento, simplesmente mova-se com o fato - o fato do desejo sexual. Não diga que ele é mau! Se você o disser, acabou a consideração, você fechou a porta. Agora, sua face não está na direção do desejo — suas costas estão. Você se moveu para longe dele. Você perdeu um momento no qual poderia ter entrado profundamente na camada biológica do ser. Você está apegado à camada social, que é a mais superficial. O sexo é mais profundo do que suas shastras - escrituras — porque ele é biológico. Se todas as shastras pudessem ser destruídas - e elas podem ser destruídas, muitas vezes o foram - sua interpretação estará perdida. Mas o sexo permanecerá; ele é mais profundo. Não introduza coisas superficiais. Simplesmente considere o fato e mova-se para dentro, e sinta o que lhe está acontecendo. O que aconteceu para um certo rishi, para Maomé e Mahavira, é irrelevante. O que está acontecendo para você, neste exato momento? Neste momento vivo, o que lhe está acontecendo? Considere-o, observe-o. E, então, a segunda parte... e essa é realmente bela. Shiva diz:Então, de repente, abandone-o. De repente - lembre-se. Não diga: “Isso é ruim; assim,vou abandoná-lo. Eu não vou adiante com essa ideia, com esse desejo. Isso é ruim, isso é pecado; assim, eu vou parar com isso, vou reprimir”. Então, acontecerá a repressão, mas não um estado de mente meditativo. E a repressão está, na verdade, criando, através de suas próprias mãos, um ser e uma mente iludidos. A repressão é psicológica. Você está perturbando todo o mecanismo e reprimindo as energias que irão explodir a qualquer hora. A energia está presente, você simplesmente a reprimiu. Ela não se moveu para fora, ela não se moveu para dentro, você simplesmente a reprimiu. Ela simplesmente se moveu para os lados. Ela vai esperar e se tornará pervertida, e a energia pervertida é o problema básico do homem. As doenças psicológicas são subprodutos da energia pervertida. Então, ela tomará tais formatos, tais formas, que não são nem mesmo imagináveis e, nessas formas, ela tentará novamente ser expressa. E quando ela é expressa em uma forma pervertida, ela o conduz para uma angústia muito, muito profunda, porque não há satisfação em nenhuma forma pervertida. E você não pode permanecer pervertido, você tem de expressar. A repressão cria a perversão. Esse sutra não está relacionado com a repressão. Esse sutra não está dizendo para controlar, esse sutra não está dizendo para reprimir. O sutra diz:Então, de repente, abandone-o. O que fazer? O desejo está presente; você considerou. Se você o considerou, não será difícil; a segunda parte será fácil. Se você não o considerou, olhe para a sua mente. Sua mente estará pensando: “Isso é bom. Se nós pudermos abandonar o desejo sexual de repente, isso é belo”. Você gostaria de fazê- lo, mas do que você gosta não é a questão. Seu gostar pode não ser “o seu” gostar, mas apenas o da sociedade. Seu gostar pode não ser de sua própria consideração, mas apenas da tradição. Primeiramente, considere; não crie nenhum “gostar” ou “não-gostar”. Apenas considere e, então, a segunda parte se torna fácil — você pode abandonar o desejo. Como você pode abandoná-lo? Quando você considera uma coisa totalmente, isso é muito fácil; é tão fácil quanto soltar este papel de minha mão. Abandone-o... O que irá acontecer? Um desejo está presente. Você não o reprimiu e ele está se movendo para fora, ele está vindo para cima; ele agitou todo o seu ser. Na verdade, quando você considera um desejo sem interpretação, todo seu ser se tornará um desejo. Quando o sexo estiver presente e se você não for contra ele ou a favor dele, se você não tiver nenhuma ideia quanto a ele, então, simplesmente por olhar o desejo, todo o seu ser será envolvido nele. Um simples desejo sexual se tornará uma chama. Todo o seu ser estará concentrado na chama, como se você tivesse se tornado totalmente sexual. Ele não estará somente no centro sexual, ele se espalhará por todo o seu corpo. Cada fibra de seu corpo estará vibrando. A paixão terá se tornado uma chama. Agora, abandone-o. Não lute com ele, simplesmente diga: “Eu o abandono”. O que acontecerá? No momento em que você pode simplesmente dizer “eu abandono”, uma separação acontece. Seu corpo - seu corpo apaixonado, seu corpo preenchido com desejo sexual - e você se tornam dois. De repente, em um momento, eles são dois polos separados. O corpo está contorcido de paixão e sexo e o centro está silencioso, observando. Nenhuma luta existe, apenas uma separação - lembre-se disso. Na luta, você não está separado. Quando você está lutando, você é um com o objeto. Quando você o abandonou, você está separado. Agora você pode olhar para ele como se outra pessoa estivesse presente, não você. Um de meus amigos esteve comigo por muitos anos. Ele era um fumante inveterado e tentou e tentou, como todo fumante, não fumar. Um dia, de repente pela manhã, ele decidia: “Agora eu não vou fumar mais”; e à noite ele estava fumando de novo. E ele se sentia culpado e se justificava e, então, por uns dias, ele não podia juntar coragem novamente para decidir não fumar. Então, ele esquecia o que tinha acontecido. Então, um dia novamente, ele dizia: “Agora, eu não vou fumar mais”; e eu apenas ria, porque isso já tinha acontecido tantas vezes...! Então, ele mesmo se tornou farto de toda a coisa - com esse fumar e, então, decidir não fumar, e esse constante círculo vicioso. Ele se perguntava o que fazer. Ele me perguntou o que fazer; assim eu lhe disse: “Não vá contra o fumar - essa é a primeira coisa a se fazer. Fume e esteja com isso. Por sete dias, não fique contra o fumar; faça isso”. Ele disse: “O que você está me dizendo? Eu fui contra e, mesmo assim, eu não pude deixá-lo, e você está dizendo para eu não ficar contra. Então, não há nenhuma possibilidade de deixá-lo”. Assim, eu lhe disse: “Você tentou a atitude hostil e foi um fracasso. Agora, tente a outra - aatitude amistosa. Não fique contra durante sete dias”. Imediatamente ele disse: “Então, eu serei capaz de abandoná-lo?” Aí eu lhe disse: “Então, novamente... você continua inimigo dele! Não pense em abandoná-lo de forma alguma. Como pode alguém pensar em abandonar um amigo? Durante sete dias, simplesmente esqueça-se disso. Fique com ele, coopere com ele, fume tão profundamente quanto possível, tão amorosamente quanto possível. Quando você estiver fumando, simplesmente esqueça tudo, torne-se o fumar. Fique totalmente à vontade com ele, em profunda comunhão com ele. Durante sete dias, fume tanto quanto você queira e esqueça-se dessa história de abandoná-lo”. Esses sete dias tornaram-se uma consideração. Ele pôde olhar para o fato de fumar. Ele não estava contra; assim, agora, ele podia encará-lo. Quando você é contra alguma coisa, ou contra alguém, você não pode encarar. O próprio fato de ser contra se torna uma barreira. Você não pode considerar... Como você pode considerar um inimigo? Você não pode olhar para ele, você não pode olhar em seus olhos; é difícil encará-lo. Você pode olhar profundamente somente nos olhos de alguém que você ame; então, você penetra profundamente. Do contrário, os olhos nunca podem se encontrar. Assim, ele olhou o fato profundamente. Durante sete dias, ele o considerou. Ele não foi contra; assim, a energia estava presente, a mente estava presente e aquilo se tornou uma meditação. Ele teve que cooperar com aquilo. Ele teve que se tornar o fumante. Depois de sete dias, ele se esqueceu de me contar. Eu estava esperando que ele dissesse: “Agora, os sete dias se acabaram; e agora, como eu posso abandonar”? Ele se esqueceu completamente dos sete dias. Três semanas se passaram e, então, eu lhe perguntei: “Você se esqueceu completamente”? Ele disse: “A experiência tem sido tão bela. Eu não quero pensar em mais nada agora. Isso é belo e, pela primeira vez, eu não estou lutando com o fato. Eu estou apenas sentindo o que está acontecendo comigo”. Então eu lhe disse: “Sempre que você sentir o impulso para fumar, simplesmente abandone-o”. Ele não me perguntou como abandoná-lo, ele simplesmente considerou a coisa toda e a coisa toda se tornou tão infantil e não havia nenhuma luta. Assim, eu disse: “Quando você sentir novamente o impulso de fumar, considere-o: olhe para ele e abandone-o. Pegue o cigarro em sua mão, pare por um momento, então, abandone o cigarro. Deixe-o cair e enquanto o cigarro cai, deixe o impulso interno cair também”. Ele não me perguntou como fazê-lo, porque a consideração torna a pessoa capaz — você pode fazê-lo. E se você não pode fazê-lo, lembre-se: você não considerou o fato. Então, você estava contra ele, todo o tempo pensando em como abandoná-lo. Então, você não pode abandoná-lo. Quando de repente o impulso está presente e você o abandona,toda a energia dá um salto para dentro. A técnica é a mesma, somente a dimensão difere: Quando algum desejo vier, considere-o. Então, de repente, abandone-o.
Osho, em "O Livro dos Segredos"
Imagem por Sandrikas Svobutas
Publicado no blog palavras de Osho
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