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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Altamiro Borges: O colar de tucanos de Ana Maria Brega

Altamiro Borges: O colar de tucanos de Ana Maria Brega: Por Altamiro Borges Agora é oficial: a inflação em julho teve a menor alta mensal em três anos. O IPCA recuou de 0,26% para 0,03% no mê...

sábado, 3 de agosto de 2013

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo

 DIÁLOGO FRÁGIL - RSS

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo




Da Folha de S. Paulo

Por fora dos trilhos

Editorial

de Osvaldo Ferreira
Cartel delatado pela Siemens lança suspeita grave sobre governos tucanos em SP; PSDB acusa Cade de servir como instrumento político

As sucessivas administrações do PSDB em São Paulo, Estado governado pelo partido desde 1995, estão no epicentro de um escândalo milionário em torno do fornecimento de material ferroviário para linhas de metrô e de trens da CPTM.

O caso foi revelado nesta Folha. Reportagem de 14 de julho relatou a delação de um cartel por um de seus integrantes, a empresa alemã Siemens, ao Cade (agência federal antitruste) e ao Ministério Público, com os quais fizera acordo de imunidade em troca de colaboração.Não há ainda denúncia formal à Justiça. Por ora vieram à tona apenas documentos internos da Siemens que mencionam a combinação de resultados com as concorrentes Alstom (França), Bombardier (Canadá), CAF (Espanha), Mitsui (Japão) e outras empresas menos expressivas. Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas.

Há que considerar a investigação com dupla cautela. Os detalhes ainda são nebulosos, mas o que transpirou até aqui indica um conluio entre fornecedores para repartir encomendas e elevar seus preços de 10% a 30%, sem provas de envolvimento das autoridades.

Observação: Não cabe a um jornal em seu editorial afirmar que não há provas contra autoridades de um partido político ou governo. Cabe a um jornal que mereça receber o nome de jornal exigir das autoridades que abram as suas contas à cidadania, de modo que esta com o respaldo do Ministério Público e da Polícia Estadual e, se for o caso Federal, averiguem qual foi o grau de envolvimento das autoridades públicas na grave denúncia, afinal, não há corruptores sem corruptos. Esta cautela excessiva da Folha de São Paulo com o PSDB jamais, repito, JAMAIS é repetida diante de acusações contra o PT, quando manchetes são postas em letras garrafais, repercutidas durante vários dias ou meses e reputações são assassinadas. Depois há o arquivamento das denúncias e a Folha nem sequer se dá ao trabalho de dar satisfações aos seus leitores sobre isso.

Essa hipótese, nada implausível, aparece em "diários" de executivos da Siemens entregues ao Cade que sugerem um suposto aval ao esquema dos governos tucanos de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).

Uma nota oficial de Alckmin, atual governador, afirma que surgiram apenas "comunicações entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual", e que será pedido ressarcimento aos cofres públicos.

Observação: Se o Governador não sabia, deveria saber. É sua obrigação. Se sabia e se aquietou prevaricou. Se sabia, se aquietou e continuou a manter contratos com essas empresas, é um corrupto protegido pela Folha de São Paulo. Como as obras e os serviços continuaram até hoje com pagamentos às empresas corruptoras, a defesa que este editorial safado faz do governo de São Paulo e do partido que está no poder, o PSDB, é simplesmente de dar ânsia de vômito!

Seu chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, saiu em ataque contra o governo federal do PT, acusando o Cade de se tornar "instrumento de polícia política". O ex-governador Serra agiu da mesma forma.

Já o secretário estadual de Transportes da administração Covas, Claudio de Senna Frederico, pronunciou-se em termos mais ambíguos. Ainda que negue ter tomado conhecimento do cartel, ele não o descarta. E afirma não se lembrar de "ter acontecido uma licitação de fato competitiva" no setor.

É uma declaração consternadora. Mesmo que o conluio sob investigação tenha permitido saltar a usual e custosa etapa de ações judiciais após licitações, seria excesso de pragmatismo --ou índice de coisa pior-- tolerar o sobrepreço e o desperdício de recursos públicos sob esse pretexto.

Observação: Consternadora é a situação de milhões de pessoas que dependem do transporte público no Estado de São Paulo e na Capital e não a declaração clara e evidente de um ex Secretário Estadual de Transportes confirmando não se lembrar da eficácia de alguma licitação no setor. O jornal em seu editorial, suave, suave, fala em tolerar sobrepreço, como se tolos fôssemos (seus leitores assíduos com certeza devem ser) e não soubéssemos que sobrepreços como os praticados dão azo a apropriação privada de recursos públicos, vale dizer, bola e bola ao PSDB!

Ainda não há como concluir se houve um caso grave de conspiração privada contra o princípio da concorrência ou se foi ultrapassado também o limiar da corrupção pública. Que o Cade e o Ministério Público concluam com o máximo de firmeza e celeridade sua investigação, de modo a confirmar ou afastar de vez a suspeita que paira sobre os trilhos paulistas.

Observação: Interessante como este benefício da dúvida que este editorial concede ao PSDB, partido no governo de São Paulo há 20 anos não é extensivo ao PT no Governo Federal. Muito interessante. Já há declarações de repasses de pelo menos 7% do sobrepreço cobrado a dirigentes do PSDB em cargos no metrô e nas ferrovias paulistanas e essas declarações são das empresas corruptoras, notadamente da Siemens. Logo, este editorial comprova o cinismo, o partidarismo e o desserviço que a imprensa brasileira presta ao cidadão, ocultando o que já é de conhecimento público nas redes sociais e tratando agremiações partidárias de forma absolutamente diferenciada conforme suas conveniências econômicas e políticas. Uma vergonha absoluta e um editorial repulsivo pelo cinismo escancarado!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mídia tenta abafar protestos na Globo


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mídia tenta abafar protestos na Globo

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Era previsível que a grande mídia procurasse, de todas as formas, diminuir as manifestações organizadas pelas centrais sindicais. Mas fizeram pior: houve um esforço deliberado para denegri-las.

Não é de hoje que a mídia brasileira se assume como um partido político fundamentalmente antisindical e antitrabalhista.

O rancor da mídia contra sindicatos e centrais sindicais é fácil de entender. Com todos os seus problemas, eles são a expressão da classe trabalhadora organizada e constituem o único meio pelo qual os mais pobres podem ascender a posições políticas importantes.

Nenhum pobre jamais ganhará uma eleição sem apoio sindical. O núcleo duro de todos os partidos de esquerda é formado por sindicatos, centrais e movimentos sociais organizados.

Nota-se ainda um esforço, maquiavelicamente calculado, para criar uma polarização entre as manifestações de junho e as de ontem, 11 de julho. As comparações numéricas foram sempre no sentido de aumentar as primeiras e diminuir as últimas.

As manifestações de junho, de fato, foram monstruosas. Mas as de ontem ocuparam toda a Avenida Rio Branco. Não fosse o ataque covarde dos fascistas de preto aos manifestantes, cresceria ainda mais.

A mídia gosta de mencionar uma suposta realidade fantástica que o governo vende à população. Acontece que o governo não tem mídia. Quem vende uma realidade paralela à população é a nossa TV. Quem vende um mundinho encantado aos jovens é a TV. Não é o governo. Ao governo interessa, obviamente, fomentar o otimismo, visto que este é a mola do empreendedorismo, e incentiva o consumo, para acelerar as vendas e o crescimento econômico. Mas é a mídia que produz uma imagem esquizofrênica: por um lado, vende aos cidadãos uma fascinante fantasia de felicidade e consumismo; de outro, faz uma campanha sistemática contra o país, pintando-o sempre negativamente.

Há um estudo recente – este é um assunto do qual falaremos em breve – mostrando que a corrupção na sociedade, na esfera privada, é bem superior à da esfera pública. A corrupção individual, de médicos que faltam ao trabalho, empresários que sonegam, jornalistas que traficam informação, executivos que maquiam relatórios financeiros, é igual ou maior do que a de políticos. Temos ainda a corrupção na burocracia, no Judiciário e no Ministério Público.

Os cidadãos que protestam contra a corrupção deveriam sair às ruas com chicotes, flagelando-se a si mesmos, e gritando: Abaixo eu! Abaixo eu!

De qualquer forma, é apavorante constatar o poder da mídia de fazer prevalecer sua hegemonia na interpretação dos fatos sociais. Os jornais e a televisão esconderam acintosamente que a defesa pela democratização da mídia é uma demanda que constava nas grandes manifestações de junho, e que foram centrais nas desta quinta-feira.

A deficiência da representação política está ligada diretamente à questão da mídia. Congresso, Presidência da República, Ministério Público, STF, apenas são atingidos pelas demandas destacadas pela mídia. Isso é um erro. Talvez o principal erro da democracia brasileira. As instituições estão subestimando o que é a principal lacuna da nossa democracia. A mídia deve ser democratizada para que as demandas dos diferentes setores possam fluir de baixo para cima no corpo social.

Ontem, aconteceu uma grande manifestação diante da Globo. Saiu apenas uma notícia de segundos no SP-TV, e mais nada. Não há editoriais.

Merval Pereira, em sua coluna de hoje, menciona o tema de forma absolutamente cínica e mentirosa:

Pedir uma vaga democratização da mídia , por exemplo, é simplesmente tentar levar para as ruas a reivindicação de pequenos grupos de pressão, apoiados por blogs e revistas chapas-brancas, como se fosse uma aspiração da nacionalidade.
Como não é uma manifestação da nacionalidade? Como assim: “pequenos grupos de pressão”? A democratização da mídia era uma das principais bandeiras dos movimentos sociais e centrais que ontem saíram às ruas. Não só ontem. Nas manifestações de junho, foi uma das demandas mais importantes, embora expressa de maneira genérica, em cantorias, cartazes e faixas contra a Globo.

Mas os ministros do STF, o procurador-geral, e os clipeiros do Congresso e da Presidência, preferem ler Merval Pereira do que ouvir a voz das ruas.

Que imprensa é essa, que vem abafando um dos maiores escândalos fiscais do século? Porque nenhum jornal aborda o “mensalão” da Globo, e seus desdobramentos holliwoodianos? Porque nem a Agência Brasil parece ter coragem de mencionar o tema? Eu fui entrevistado pela Rádio Nacional argentina, principal rádio pública daquele país, para falar da sonegação da Globo. Todos os sites, blogs e jornais alternativos no Brasil têm abordado o caso. Porque a Agência Brasil e a TV Brasil não entram no assunto? Por que o sistema público de comunicação sempre fica a reboque da grande mídia?

Tudo bem, a gente está na luta para isso mesmo. Confira o vídeo abaixo, com cenas da manifestação realizada em frente à Globo. Veja se isso é coisa de “pequenos grupos de pressão”…

Nada disso. O que vimos ontem, em frente à Globo, foi uma das maiores manifestações da história brasileira contra uma emissora de TV que apoiou a ditadura e se consolidou financeiramente durante o regime militar, com dinheiro dos Estados Unidos. E que até hoje se caracteriza pelo mais abjeto golpismo. Uma manifestação criativa, jovem, e de massa. E apoiada por milhões de brasileiros em todo país.

Quem sabe o gigante não esteja, de fato, acordando? Num primeiro momento, ele se espreguiçou, e espalhou os braços, confusamente, quebrando tudo ao redor. Aos poucos, porém, começa a lembrar onde está, o que fez no dia anterior, e seus pensamentos clareiam-se.

Agora sim, a coisa está ficando boa.









PS: A Folha fez uma menção na capa, tão escondido que demorei muito tempo para descobrir. Mas foi pior que abafar. Distorceu negativamente. A menção vem numa nota em que se fala dos vândalos de preto no Rio. E diz que a manifestação foi de “400 black bocs”, quando na verdade foram duas mil pessoas e com participação de vários movimentos sociais.

Na edição nacional, veio sem foto. Na edição de São Paulo, teve uma foto de um grupo de mascarados segurando paus. Muito pior que abafar!




segunda-feira, 8 de julho de 2013

Barões da mídia e editores deveriam votar?

 Brasil 24/7

Barões da mídia e editores deveriam votar?

: É a indagação do jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, diante da questão levantada pelo "plebiscito de Veja", sobre se beneficiários do Bolsa-Família deveriam ser permitidos a votar; segundo ele, o Bolsa-Mídia, ao longo dos últimos anos, é bem maior do que inúmeros programas sociais e ele menciona o financiamento de R$ 200 milhões, no governo FHC, para que a Globo construísse seu parque gráfico que acabou virando um elefante branco; hoje, no Valor Econômico, Renato Janine Ribeiro também abordou o tema, indagando "Quem tem medo dos pobres?" 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Começou a verdadeira guerra da mídia

Começou a verdadeira guerra da mídia


Autor: 
 
Coluna Econômica
Estourou a guerra Google x Globo.
Antes de entrar nos detalhes, vamos entender melhor o que ocorreu no universo midiático nos últimos anos.
Desde meados dos anos 2000 estava claro, para os grandes grupos de mídia, que o grande adversário seriam as redes sociais.
Rupert Murdoch, o precursor, deu a fórmula inicial na qual se espelharam grupos de mídia em países periféricos.
Compra de redes sociais.
Acesso ao mercado de capitais para alavancar o crescimento.
Adquiriu jornais em vários países e fez a aposta maior adquirindo uma rede social bem colocada na época. Falhou. A rede foi derrotada pelos puros-sangues Google e Facebook.
Percebendo a derrota, Murdoch decidiu levar a guerra para o campo da política. Explorou alguns recursos ancestrais de manipulação da informação para estimular um clima de intolerância exacerbada, apelando para os piores sentimentos de manada, especialmente na eleição em que Barack Obama saiu vitorioso.
Não é por outro motivo que uma das primeiras reuniões de Obama, depois de eleito, foi com os capitães das redes sociais - Apple, Google e Facebook.
O caso brasileiro
No Brasil, sem condições de terçar armas com as grandes redes sociais, os quatro grandes grupos de mídia - Globo, Abril, Folha e Estado - montaram o pacto de 2005, seguindo a receita política de Murdoch.
Exploração da intolerância. Nos EUA, contra imigrantes; aqui, contra tudo o que não cheirasse classe média. Nos EUA, contra a ascendência de Obama; no Brasil, contra a falta de pedigree de Lula.
Exploração da dramaturgia. Um dos recursos mais explorados pela mídia de todos os tempos é conferir a personagens reais o mesmo tratamento dado à dramaturgia: transformando adversários em entidades superpoderosas, misteriosas, conspiratórias. O "reino de Drácula", no caso brasileiro, foi a exploração do tal bolivarianismo, a conspiração das FARCs.
Manipulação ilimitada do produto notícia. É só conferir minha série "O caso de Veja" ou a sucessão de capas da revista em sua parceria com Carlinhos Cachoeira. Ali, rompeu-se definitivamente os elos entre notícias e fatos. Instituiu-se um vale-tudo que matou a credibilidade da velha mídia.
Pressão contra a mudança do perfil da publicidade. Historicamente, os grandes veículos sempre se escudaram no conceito de "mídia técnica" para impedir a pulverização da publicidade. Por tal, entenda-se a mídia que alcance o maior número possível de público leitor. Em nome desse conceito vago, investiu contra a Secom (Secretaria de Comunicação do governo) quando esta passou a diversificar sua verba de publicidade, buscando publicações fora do eixo Rio-São Paulo e, timidamente, ousando alguma coisa na Internet.
Quadro atual
Agora, tem-se o seguinte quadro.
A velha mídia montou uma estratégia de confronto-aliança com o governo. Mas suas vitórias resumiram-se a dificultar o acesso de blogs e da mídia regional às verbas públicas.
Na grande batalha, perdeu. O Google entrou com tudo no país. Este ano deverá faturar R$ 2,5 bilhões, tornando-se o segundo maior faturamento do país, através apenas da Globo, e na frente da Abril.
Tem se valido de duas das ferramentas que a velha mídia utilizava contra concorrentes menores: o BV (Bônus de Veiculação), para atrair as agências; e o conceito de "mídia técnica" (a de maior abrangência).
A Globo reagiu, atuando junto ao governo, e denunciando práticas fiscais do Google, de recorrer a empresas "offshore" para não pagar impostos. Agora, constata-se que a própria Globo também se valeu desse subterfúgio fiscal. E a denúncia é veiculada pelo\ blog de Miguel do Rosário, um dos mais brilhantes blogueiros oriundo dos novos tempos.
E a velha mídia descobre que, em sua estratégia tresloucada para dominar o ambiente política, queimou todos os navios que poderiam levar a alianças com setores nacionais. Apostou no que havia de mais anacrônico, criou um mundo irreal para combater (cheio de guerrilheiros, bolivarianismo, farquismo etc.) e, quando os inimigos contemporâneos entraram em cena, não conseguiu desenvolver um discurso novo.
É o bolor contra o mundo digital.
Dissidências internas
À medida em que a guerra avança, surgem os conflitos de interesse entre os próprios grupos da velha mídia.
O grupo Folha sentiu-se abandonado pelos demais grupos na sua luta para impedir que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acabasse com a obrigatoriedade de se ter um provedor para ter acesso à Internet.
Por outro lado, a divulgação dos dados de publicidade do governo mostra que a estratificação das verbas beneficiou as emissoras de TV (especialmente a Globo), em detrimento das publicações impressas.
Em breve, a Secom deverá se posicionar nessa disputa.
Há três tendências se consolidando:
O fim do conceito da "mídia técnica" que, antes, beneficiava os grupos nacionais e agora os prejudica.
O aumento de participação na Internet.
A suspensão de qualquer publicidade pública nas redes sociais.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

PARA A MÍDIA NACIONAL, O POVO JÁ FOI LONGE DEMAIS

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Movimentos de comunicação marcam ato na sede da Rede Globo em São Paulo

POR MAIS VOZES

Movimentos de comunicação marcam ato na sede da Rede Globo em São Paulo

Protesto deve ser realizado na próxima quarta-feira (3). Plenária realizada ontem debateu agenda unificada. Ideia é aproveitar efervescência política para pautar democratização da mídia
por Gisele Brito, da RBA publicado 26/06/2013 10:46, última modificação 26/06/2013 11:01
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CC/MÍDIA NINJA
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São Paulo – Movimentos que defendem a democratização dos meios de comunicação realizaram na noite de ontem (26) uma plenária no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para traçar uma estratégia de atuação. A ideia é aproveitar o ambiente de efervescência política para pautar o assunto. Concretamente, cerca de 100 participantes, decidiram realizar uma manifestação diante da sede da Rede Globo na cidade, na próxima quarta-feira (3).
A insatisfação popular em relação à mídia foi marcante nas recentes manifestações populares em São Paulo. Jornalistas de vários veículos de comunicação, em especial da Globo, foram hostilizados durante os protestos. No caso mais grave, um carro da rede Record, adaptado para ser usado como estúdio, foi incendiado.
Na plenária de ontem, o professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, avaliou que os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a revista Veja e a própria Globo, por meio de editoriais, incentivaram o uso da violência para reprimir os manifestantes. Mas em seguida passaram a colaborar para dispersar a pauta de reivindicações que originaram a onda de protestos, ao incentivar a adoção de bandeiras exteriores à proposta do MPL – até então restrita à revogação do aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô de R$ 3 para R$ 3,20.
Os movimentos sociais, no entanto, ainda buscam uma agenda de pautas concretas para atender a diversas demandas, que incluem a democratização das concessões públicas de rádio e TV, liberdade de expressão e acesso irrestrito à internet.
“Devíamos beber da experiência do MPL (Movimento Passe Livre) aqui em São Paulo, que além de ter uma meta geral, o passe livre, conseguiu mover a conjuntura claramente R$ 0,20 para a esquerda”, exemplificou Pedro Ekman, coordenador do Coletivo Intervozes. “A gente tem que achar os 20 centavos da comunicação. Achar uma pauta concreta que obrigue o governo federal a tomar uma decisão à esquerda e não mais uma decisão de conciliação com o poder midiático que sempre moveu o poder nesse país”, defendeu.
"A questão é urgente. Todos os avanços democráticos estão sendo brecadas pelo poder da mídia, que tem feito todos os esforços para impedir as reformas progressistas e para impor uma agenda conservadora, de retrocesso e perda de direitos", afirmou Igor Felipe, da coordenação de comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A avaliação é que apesar de outras conquistas sociais, não houve avanços na questão da democratização da mídia. "Nós temos dez anos de um processo que resolveu não enfrentar essa pauta. Nós temos um ministro que é advogado das empresas de comunicação do ponto de vista do enfrentamento do debate público", disse Ekman, referindo-se a Paulo Bernardo, da Comunicação.
Bernardo é criticado por ter, entre outras coisas, se posicionado contra mecanismos de controle social da mídia. "Eu não tenho dúvida que tudo isso passa pela saída dele. Fora, Paulo Bernardo!", enfatizou Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa Praças Digitais da prefeitura de São Paulo.
Amadeu acusa o ministro de estar "fazendo o jogo das operadoras que querem controlar a Internet" e trabalhar para impedir a aprovação do atual texto do Marco Civil do setor. "Temos uma tarefa. Lutar sim, para junto dessa linha da reforma política colocar a democratização", afirmou.
Rosane Bertotti, secretária nacional de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, enfatizou a importância da campanha de coleta de assinaturas para a proposta de iniciativa popular de uma nova lei geral de comunicação.
O projeto trata da regulamentação da radiodifusão e pretende garantir mais pluralidade nos conteúdos, transparência nos processos de concessão e evitar os monopólios. "Vamos levá-lo para as ruas e recolher 1,6 milhão de assinaturas. Esse projeto não vem de quem tem de fazer – o governo brasileiro e o Congresso –, mas virá da mão do povo", disse.

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O futuro das empresas de mídia é um pesadelo

O futuro das empresas de mídia é um pesadelo

by bloglimpinhoecheiroso

Roberto_Marinho11_Filhos
Família Marinho: João Roberto, Roberto, Roberto Irineu e José Roberto.
Mas para a sociedade isso vai ser muito bom.
Paulo Nogueira em seu Diário do Centro do Mundo
Um ditado, que afirmavam ser muito citado por Tancredo Neves, estabelece o seguinte: “A esperteza, quando é demais, come o dono.”
A frase se aplica às famílias que controlam as grandes empresas de jornalismo do Brasil num momento especialmente dramático para elas. Há uma troca de gerações, como se observou pela morte, com poucos dias de distância, de Ruy Mesquita e Roberto Civita.
O crescimento avassalador da internet tornará complicado gerir as companhias que se tornaram gigantes sob circunstâncias completamente diferentes. Todo dia – melhor, todo segundo – diminui o número de leitores e o volume de anúncios.
Não há volta. No seriado “The Office”, passado numa empresa que vende papel, uma das melhores piadas aparece quando um vendedor diz a outro, diante das quedas constantes nas vendas: “A gente recupera quando a moda da internet passar.”
Haverá uma transferência cada vez mais rápida de leitores, anunciantes, verbas publicitárias e bons jornalistas rumo ao mundo digital.
Diante do cenário desanimador, é provável que muita gente, nas novas gerações que controlam as grandes empresas jornalísticas, desejasse simplesmente vender o negócio. Você faz dinheiro e se livra, no ócio milionário, dos capítulos duros da agonia inevitável.
Seria uma alternativa excelente – não fosse a reserva de mercado que os barões da mídia trataram de garantir para si próprios, num passado em que nada fazia prever o surgimento da concorrência destruidora da internet.
A reserva é assim. Os estrangeiros podem ter apenas 30% do capital das empresas brasileiras. Não vou discutir aqui quanto isso agride as leis básicas de concorrência capitalista pelas quais as empresas jornalísticas se batem tanto exceto para elas mesmas. Vou falar apenas da ironia que essa situação esdrúxula trouxe agora.
Se você não pode vender a compradores internacionais, e eles sim têm recursos, está condenado a negociar com um universo bem menos opulento – o dos compradores brasileiros.
Existe uma justiça poética, nisso, inegavelmente. Décadas depois, a esperteza parece estar comendo as famílias que a usaram para promover a reserva de mercado na mídia. Porque ela, a reserva, só é, ou foi, boa para os acionistas, protegidos de uma concorrência que haveria de resultar em produtos melhores para os leitores e um mercado de trabalho mais pujante para os jornalistas.
Quanto ela é indefensável, você avalia por um artigo do novo ministro do STF, Luís Barroso, escrito nos tempos em que ele era advogado da associação que defende os interesses da Globo, a Abert.
No artigo, Barroso disse que a reserva tinha a virtude de preservar as novelas, “patrimônio cultural brasileiro”, e evitar que Mao Tsé-Tung irrompesse nos lares brasileiros com sua pregação subversiva.
O ajuste de contas com a esperteza chegou primeiro para a mídia impressa, a vítima inicial da internet. Mas logo chegará também ao reino da tevê: cada vez menos pessoas veem televisão, como se constata na generalizada queda de audiência da Globo. Tudo converge para a internet, e já se formou um consenso entre os estudiosos de que a televisão será a próxima vítima.
Marcas como a Netflix, o YouTube e a Amazon – que já anunciou que vai produzir conteúdo de entretenimento – tomarão inexoravelmente o lugar de marcas de outra era, como a Globo no Brasil. A famosa grade da Globo morrerá com os consumidores que verão os programas quando quiserem, onde quiserem e se quiserem.
E então o serviço da esperteza ficará completo. Quando os herdeiros dos três filhos de Roberto Marinho eventualmente pensarem em vender um negócio que vai valer cada vez menos e doer cada vez mais, vão topar com o mesmo quadro que massacra hoje as esperanças vendedoras das novas gerações das famílias da mídia impressa.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O esquema Globo de publicidade

O esquema Globo de publicidade

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

PEC 37

PEC 37: advogado mais famoso do Brasil diz MP só quer mídia e sair no Jornal Nacional

Márcio Thomaz Bastos
Ao participar de seminário organizado pela Polícia Federal (PF) para discutir a Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC-37), que impede promotores de abrir inquéritos criminais, o ex-ministro da Justiça do governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, apontou nesta 6ª feira (ontem) que o Ministério Público (MP) é seletivo ao abrir inquéritos criminais, porque seus membros só escolhem casos com grande repercussão.
“O objetivo do Ministério Público é selecionar casos, os que dão mídia, dão glória, saem no ‘Jornal Nacional’. Não querem amassar barro”, afirmou o jurista.
Na avaliação do ex-ministro, a PEC-37 nada mais é do que uma reação ao “número absurdo de procedimentos de investigação criminal que surgiram no Brasil”.
Thomaz Bastos denunciou mais: os promotores abrem uma investigação “que começa dos culpados e vai adiante até que se consegue comprovar suficientemente um crime.
Chamar isso de PEC da Impunidade (como o fazem membros do MP e demais defensores da rejeição da PEC) é jogo retórico, se não for uma bobagem.”
A PEC-37, em tramitação há meses no Congresso Nacional, estabelece que apenas os policiais terão poder de apurar crimes, impedindo, assim, uma atuação investigativa do MP que, pela Constituição só subsidiariamente pode fazer esse trabalho em parceria com a polícia.
Uma comissão integrada por parlamentares e membros do Judiciário discute o texto e a previsão é que seu relatório com sugestões seja apresentado na semana que vem.
Com a conclusão dessa etapa, a PEC estará pronta para ser votada no plenário da Câmara. O presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) planeja colocar a PEC-37 na pauta e em votação no início do mês que vem. Como se vê, o MP sabe que a PEC será aprovada e está apostando agora na negociação.

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