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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Caixa 2 de FHC e a natureza do escorpião - DO BLOG DO CADU

Caixa 2 de FHC e a natureza do escorpião



E as propinas da empresa de engenharia francesa Alstom – claro FHC adora a França – chegaram à reeleição de Fernando “esqueçam o que eu escrevi” Henrique Cardoso. Além de compra de votos no Congresso para apoiar sua permanência no Palácio do Planalto, o PSDB montou um esquema de caixa 2 internacional. E com planilhas registrando tudo. Esses tucanos do bico de pau...

Em 2000, a Folha de S. Paulo publicou reportagem sobre “doações não registradas” para a campanha eleitoral de 1998. Segundo a reportagem, R$ 10,120 milhões deixaram de ser contabilizados. Nos documentos que afirmam ter tido acesso, um real em cada cinco eram em caixa 2 ou como no texto, “contabilidade paralela”.

Na planilha dessa “contabilidade paralela” constam os nomes de Andrea Matarazzo e Eduardo Jorge Caldas Pereira, tucano do bico finíssimo e da mais alta plumagem. A campanha tucana ainda teria recebido R$ milhões após a eleição, o que é ilegal.

Junte isso à Lista de Furnas, que desviou aproximadamente R$ 40 milhões de reais – vale lembrar que Gilmar Mendes, na época membro da Advocacia Geral da União (AGU), recebeu R$ 185 mil. Pegue uma calculadora, faça as devidas correções monetárias e se ela tiver zeros suficientes, espalhe quanto o PSDB de FHC, Serra e Aécio desviaram para se manter no poder.

Veja e Época

É simplesmente lamentável, apesar de não ser uma surpresa, a postura de Época e da “coisa feita em papel couché” Veja. A Globo, não importa se falada, televisada ou impressa, será sempre a Globo. Arma golpes – como sofreu Brizola em 1982 – e adora um xelelismo e “massas cheirosas”. Como sua “colega” paulista a Folha de S. Paulo.

Veja deveria ser disciplina nos cursos de Comunicação Brasil afora: como não fazer jornalismo, Veja de cabo a rabo.

Uma lança uma denúncia para desviar o foco do esquema dos trens e metrôs de São Paulo sob o comando das altas plumas tucanas que foi desmentido em 24 horas. A outra passa ao largo do tema e publica, sabem-se lá quantas páginas, sobre o assunto sem falar do PSDB e do Serra. Serra, aliás, que é o queridinho do Reinaldo Azevedo, que (deve ser) é o queridinho dos Civita. Para ficar tudo no clima dos ursinhos carinhosos, Veja não fala do Serra para que Serra não fique magoado com Reinaldo e esse não fique com Veja.

Ah, o amor... Lindo não é?

Folha e Estadão

Apesar de também terem sua predileção pelas “massas cheirosas”, plumas e bicos, Folha e Estadão noticiam o esquema dos trens. Vale lembrar que muito tempo após a revista Istoé publicar e muitos anos depois de CartaCapital levantar essa bola. Parecem que cansaram a incapacidade do PSDB em se apresentar como alternativa ao PT.

Noticiam todo o esquema, mas fingem que nunca ajudaram a sustentar politicamente os governos tucanos em São Paulo. É um “cansei” às avessas. Será?

As últimas pesquisas do Ibope ajudam nesse sentimento de frustração coletiva da “grande imprensa”. Porém não se pode pedir ao escorpião que ele seja outra coisa que não um escorpião. Logo suas baterias se voltam contra a esquerda e o governo federal.

Quanto mais se mexe em financiamento de campanha, mais se encontra problemas de caixa 2, ou como a educada Folha tratou o caso do PSDB, contabilidade paralela. Se cortar essa relação pela raiz, sempre teremos casos assim. Não adianta, a corrupção é da natureza do capitalismo, e na disputa pelos espaços de poder, ele permite valer tudo. A única moral do capitalista é o lucro, sob qualquer que seja a ótica. Sempre é bom lembrar-se do escorpião.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FOLHA: Crescimento de Marina amplia tensão no PSDB

FOLHA: Crescimento de Marina amplia tensão no PSDB
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FOLHA
  • Ascensão de Marina amplia pressão sobre Aécio no PSDB
Sem espaço no partido, Serra quer 'comparação' direta com senador mineiro
Em terceiro lugar no Datafolha, Aécio espera crescer com maior exposição na televisão em setembro
DANIELA LIMADE SÃO PAULOCATIA SEABRADE BRASÍLIA

A ascensão da ex-senadora Marina Silva na corrida presidencial e o desempenho tímido do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) reavivaram antigas divisões no principal partido da oposição sobre a melhor maneira de enfrentar a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014.
Os resultados da mais recente pesquisa do Datafolha, divulgados ontem, mostram que o senador mineiro perdeu quatro pontos no cenário mais provável. Marina Silva foi a única candidata no campo da oposição que avançou, indo de 23% para 26%.
Aécio teve desempenho inferior ao do ex-governador paulista José Serra (PSDB), que perdeu duas eleições presidenciais para o PT e pensa em se candidatar de novo em 2014. A pesquisa divulgada ontem é a primeira do Datafolha em que Serra é testado.
Serra disse ontem que deseja uma "comparação" direta com o mineiro. "Independente de ser candidato ou não, a pesquisa não permite uma comparação adequada entre mim e Aécio", afirmou. "Fica evidente como o quadro sucessório é mutante."
Sem mencionar os rivais, Aécio afirmou que os números do Datafolha refletem o maior conhecimento dos candidatos que disputaram eleições anteriores, como Serra e Marina. "É a informação mais relevante", disse o senador.
A pesquisa mostra que 77% do eleitorado conhece Aécio, 87% conhecem Marina Silva e 96% sabem quem Serra é.
Desde que assumiu a presidência do PSDB, em maio, Aécio ganhou projeção para construir sua candidatura. Ele deverá ser a estrela dos programas que o PSDB exibirá em cadeia de rádio e televisão em setembro, no espaço reservado pela legislação para a propaganda dos partidos.
Sem espaço no PSDB, Serra estuda a possibilidade de mudar de partido para concorrer às próximas eleições. Os números do Datafolha mostram que isso dividiria ainda mais o eleitorado tucano, prejudicando ele e Aécio.
Serra foi convidado neste ano a se filiar ao PPS para se candidatar a presidente. Ele tem cogitado até a possibilidade de disputar uma prévia no PSDB com Aécio, embora saiba que o senador tem hoje apoio majoritário na sigla.
Nos cenários em que os dois tucanos foram testados juntos pelo Datafolha, Serra e Aécio, somados, praticamente empatam com Marina. Concorrendo sozinho, Serra se sai um pouco melhor que Aécio, que não consegue atrair todos os votos de Serra com o rival fora da disputa.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), vice-presidente do PSDB, disse que a sigla deveria ter realizado prévias para escolha de seu candidato em vez de abraçar a candidatura de Aécio no início do ano.
"A especulação de que Serra vai sair só provoca instabilidade. Em vez de dividir o partido, deveríamos promover a unidade", afirmou Dias.
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos principais aliados de Aécio, disse que a posição de Dias não reflete a da maioria do partido.
"Aécio conseguiu unir o PSDB", afirmou. "O fato é que uma eleição que era dada como certa agora está totalmente aberta. Está claro que o povo descartou a continuidade automática do governo Dilma como principal opção."
Mesmo entre os mais próximos do senador mineiro, há cobranças para que ele seja mais incisivo. "O que a pesquisa mostra é que todos os candidatos que não são Dilma Rousseff ou Marina Silva precisam falar mais com o povo", afirmou o deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE).

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Privatizações: Telefônica investe lucro brasileiro na… ALEMANHA!

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Privatizações: Telefônica investe lucro brasileiro na… ALEMANHA!

É assim que funciona a economia made in PSDB! E mesmo assim, a Espanha que era modelo de FHC, onde inclusive depositou Miriam Dutra para esconder o rebento que pensava ser seu, cai um pouco mais a cada dia que passa: La recesión más larga de la democracia. Mas não faltam vira-latas e vira-bostas para achar que o Brasil, que cresceu pouco mas continua criando empregos, deva voltar atrás, aos tempos do pires ao FMI.

Telefónica compra la filial alemana de KPN por un total de 8.100 millones

La española paga 5.000 millones más un 17,6% de Telefónica Deutschland

Calcula que las sinergias de la integración serán de hasta 5.500 millones

Telefónica indemnizará a KPN si Competencia veta la operación

César Alierta, en una reunión de empresarios. / EFE
Telefónica quiere ser líder del móvil en Alemania. Y, a pesar de la crisis y del esfuerzo que le piden los mercados por reducir su deuda, ha decidido aprovechar la oportunidad. La compañía que preside César Alierta ha adquirido E-Plus, la filial de la holandesa KPN en el país germano. La operadora española paga finalmente 5.000 millones más un 17,6% de Telefónica Deutschland, según asegura en un comunicado remitido la mañana del martes a la Comisión Nacional del Mercado de Valores. Por su parte, KPN ha señalado que eso implica una valoración de su filial de 8.100 millones de euros, el equivalente a nueve veces el resultado bruto de explotación previsto por los analistas para este año, aunque el cálculo de esa valoración parece un poco sesgado al alza.
La operación, que se cerrará a mediados de 2014, permitirá a Telefónica mantenerse como el cuarto operador de Europa por número de clientes móviles (o el tercero, si a Orange y a Deutsche Telekom se les descuentan los 26 millones de clientes que tiene en la filial británica que comparten). Todas ellas están muy lejos de Vodafone, líder indiscutiible. Telefónica es también la segunda operadora de Latinoamérica por detrás de América Móvil. La compañía asegura que la operación mejora sus ratios de crecimiento y de generación de caja.
El pago en efectivo por parte de Telefónica Deutschland será de 3.700 millones y se financiará mediante una ampliación de capital de 3.700 millones de euros, de los cuales Telefónica cubrirá los 2.840 correspondientes a su participación actual del 76,8% en su filial alemana. Además, la filial alemana entrega un 24,9% de su capital a KPN. Telefónica, a su vez, compra por 1.300 millones un 7,3% de su filial alemana a KPN, por lo que la holandesa acaba recibiendo esos 5.000 millones en metálico más una participación valorada en unos 3.100 millones. De la caja de Telefónica salen, por así decir, 4.140 millones, otros 860 millones los ponen los minoritarios de Telefónica Deutschland y 3.100 millones más se entregan en acciones para completar el precio de esos supuestos 8.100 millones que recibe KPN.
Telefónica financiará su desembolso entre un 10% y un 20% con incremento de deuda, entre un 20% y un 30% con la emisión de bonos necesariamente convertibles en acciones (lo que en el futuro supondrá una ampliación de capital de hasta 1.242 millones) y entre un 50% y un 65% con deuda híbrida (deuda subordinada sin vencimiento).
La holandesa se compromete a no vender su 17,6% en Telefónica Deutschland por un periodo de seis meses. La valoración de ese 17,6% en 3.100 millones de euros se ha realizado tomando como referencia los 1.300 millones que le pagará Telefónica por el 7,3%, pero la propia compañía holandesa advierte de que el valor real puede diferir. De hecho, la estimación parece algo optimista tomando en cuenta que la filial alemana de Telefónica vale en Bolsa ahora 6.200 millones de euros. Aun sumando los 3.700 de la ampliación y teniendo en cuenta que el resultante es el 75% de la futura compañía, el 100% daría unos 13.200 millones, con lo que el 17,6% serán unos 2.300 millones.
Las compañías han reaccionado al alza en Bolsa, prolongando el tirón que ya protagonizaron ayer, cuando las acciones de KPN subieron un 13%, las de Telefónica Deutschland un 6,8% y las de Telefónica un 1,3%. Aunque Telefónica paga un precio muy alto, la operación tiene ventajas claras desde el punto de vista del ahorro de costes y la reducción de competencia en el mercado alemán.
Rodrigo Silva Martínez
Telefónica indemnizará si Competencia veta
La empresa resultante se convertiría en la primera compañía de telefonía móvil en Alemania por número de clientes, con más de 40 millones, superando a T-Mobile (Deutsche Telekom) y Vodafone, y la segunda por ingresos, por detrás de Vodafone. La compañía holandesa se ha asegurado que Telefónica le pague una indemnización de 100 millones de euros en caso de que la operación se frustre por problemas de competencia. Además, Telefónica Deutschland y KPN han firmado una cláusula penal recíproca de 50 millones en caso de que sus respectivos accionistas no aprueben la operación. Finalmente, hay una tercera cláusula indemnizatoria de 40 millones de euros que corre solo a cargo de KPN para el caso de que reciba una oferta superior por su filial alemana y la recomiende a sus accionistas.
En fuentes del mercado ya se estimaba que la operación se cerraría con una combinación de acciones y efectivo.
Telefónica mantendrá el control, con el 65% del capital de la sociedad resultante de la unión de Telefónica Deutschland y E-Plus. Telefónica posee actualmente el 76,8% de Telefónica Deutschland Holding, tras sacar a Bolsa en octubre pasado el 23,2% restante de su filial alemana en octubre, en una operación en la que logró 1.449 millones de euros. KPN tendrá el 17,6% y el resto de las acciones serán capital flotante.
Esa operación combinada de acciones y efectivo, junto con el crecimiento que se espera de las sinergias creadas por la unión de ambas compañías, permitiría a Telefónica mantener su objetivo de reducción de deuda a menos de 47.000 millones de euros a finales de este año. Rebajar el endeudamiento es fundamental para la multinacional española, que debe asegurarse una calificación que le permita refinanciarse en buenas condiciones. La compañía ha cifrado la generación de sinergias entre 5.000 y 5.500 millones.
La compra de E-Plus romperá con la dinámica vendedora que ha aplicado Telefónica en el último año, desprendiéndose de activos no estratégicos como la filial irlandesa, Atento o Hispasat, y rentabilizando otros como la venta del 40% de sus activos en Centroamérica o la propia salida a Bolsa en Alemania.
La razón que ha llevado a Telefónica a dar el paso ha sido el interés por conquistar un mercado maduro pero muy rentable como el alemán, y con gran posibilidad de expansión, ya que tan solo tiene una penetración del 27% de smartphones (teléfonos inteligentes), frente a más del 50% en España, lo que da un amplio margen para crecer en la banda ancha móvil, el negocio de datos, el más rentable ahora de la telefonía. La operadora, que cuenta con una licencia de LTE (4G), espera incrementar notablemente los ingresos por esta vía en los próximos años
El acuerdo estaría pendiente de la aprobación de las autoridades de competencia europeas, aunque se estima que no impondrán concesiones significativas, ya que el operador resultante tendrá en torno a un 35% del mercado.
Telefónica y KPN siempre han flirteado. Estuvieron a punto de casarse cuando el Gobierno de José María Aznar frustró en 2000 su fusión, impulsada por el entonces presidente Juan Villalonga. El año pasado retomaron las conversaciones, pero más modestas, para ahorrar costes en Alemania. La operación cuenta con el beneplácito de Carlos Slim, el magnate mexicano, máximo accionista de KPN, con el 28%, y principal rival de Telefónica en Latinoamérica a través de América Móvil.

Filed under: AlemanhaEconomiaNeoliberalismoPrivataria TucanaPrivatidoações,Telefônica Tagged: FHCPrivatizações 

domingo, 7 de julho de 2013

MERVALPEREIRA

 NINHO TUCANO - RSS

MERVAL TAMBÉM AMEAÇA DEIXAR O PSDB


Merval parece viver em outro tempo, não consegue fazer uma análise concreta da realidade política brasileira, transformada na última década, que resultou em rearranjos e mudanças político-partidárias. Prefere o colunista da Globo ficar se lamentando e fazer ode à velha dicotomia, PT x antipt.

Neura esta que o só lhe consome, assim como sugou paro o fundo do ralo os militares na ditadura, quando só pensavam no comunismo x capitalismo (eles pensam assim até hoje, por incrível que pareça!).

Se for para agir como jornalista militante político Merval nem assim está no caminho certo.

Por JC

domingo, 30 de junho de 2013

Alckmin corta R$ 355 milhões, mas vende 600 terrenos a R$ 900 milhões

Alckmin corta R$ 355 milhões, mas vende 600 terrenos a R$ 900 milhões

Enquanto governador anuncia 'corte fiscal' de 0,07% do Orçamento, tucanos votam projeto que aliena até o Ibirapuera. CUT e Passe Livre dizem que problema é de transparência, e não de gastos
por Gisele Brito, Eduardo Maretti e João Peres, da RBA publicado 28/06/2013 19:42, última modificação 28/06/2013 19:45
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GUILHERME LARA CAMPOS/PALÁCIO DOS BANDEIRANTES
alckmin
Deputado da oposição diz que secretaria extinta por Alckmin foi criada para acomodar pessoas da base governista
São Paulo – No mesmo dia em que se vale de pronunciamento para anunciar cortes de R$ 355,5 milhões que incluem fechamento de secretaria, fusões e venda de veículos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pede que a Assembleia Legislativa aprove um projeto de lei que vende 600 terrenos a R$ 900 milhões – incluindo o local onde fica o Ginásio do Ibirapuera, na zona sul da capital. Ao mesmo tempo, o tucano investe R$ 226 milhões em publicidade só neste ano, totalizando quase R$ 2,5 bilhões nos últimos dez anos de administração do PSDB.
O governador culpou a revogação do aumento de tarifas de trens e metrô, anunciado no dia 19 após forte mobilização popular, pela necessidade de cortar de outras fontes, embora conte com ao menos R$ 12 bilhões em caixa e tenha deixado todos os anos de executar parte do orçamento estadual, que só em 2013 prevê R$ 173 bilhões em despesas.
Foi a mesma posição defendida pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ao voltar atrás na decisão de elevar o preço da passagem de ônibus. De lá para cá, o petista cancelou a licitação do sistema de transporte público e prometeu abrir as planilhas de gastos do setor, como exigido pelo Movimento Passe Livre (MPL), organizador das manifestações que resultaram na revogação.
Mayara Vivian, militante do MPL, considera que o governador erra ao indicar que a revogação do aumento é mera questão de remanejamento orçamentário. “É uma questão de prioridade. A gente mostrou dados de que se investia muito mais em transporte individual do que em transporte público. Então era só uma questão de se inverter prioridades, se vai fazer Ponte Estaiada ou se vai fazer corredor de ônibus. E, por outro lado, cortar é cortar o lucro do empresário, que ninguém sabe qual é.”
O vice-presidente da CUT de São Paulo, Douglas Izzo, vai no mesmo caminho ao pedir que Alckmin exponha à população os contratos do transporte público. “Tem muitos recursos em que o governo tem dificuldade na aplicação até para investimento. São várias obras paradas e ele não consegue colocar essas obras para andar e utilizar os recursos previstos anualmente. Não tem necessidade de fazer esses ajustes.”
Os cortes anunciados hoje, chamados pelo governador de “pacote de ajuste fiscal”, preveem uma redução de custos de R$ 129,5 milhões este ano, o equivalente a 0,07% do Orçamento, e de R$ 226 milhões em 2014. Entre as ações está a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, criada pelo próprio Alckmin em 1º de janeiro de 2011. "A gente pode ter uma secretaria a menos sem nenhum prejuízo para a população", disse o governador, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sem explicar por que abriu a estrutura que agora extingue.
“A secretaria que ele está fechando foi criada para acomodar pessoas da base governista”, critica o deputado Carlos Giannazi (Psol). “Dos 94 deputados, no mínimo 66 são da base do governo e ele negocia cargos, distribui secretarias. Tem que alimentar a base. O que ele fez hoje é só pró-forma para imprensa.”
Outra das medidas anunciadas pelo governo estadual é a fusão de três autarquias:  Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) e Fundação Seade. O Seade funciona com este nome desde 1978, mas é herança de uma estrutura criada ainda no século 19 para garantir a formulação de pesquisas e relatórios fundamentais para o planejamento de ações governamentais. “A Fundação Seade é importante para quem tem de buscar dados econômicos e sociais do estado de São Paulo. A gente lamenta e espera que essa fusão não venha acompanhada de rebaixamento das condições de trabalho dos funcionários dessas três fundações”, diz Izzo, da CUT.
O pacote inclui também a redução da frota de veículos, o que, segundo Alckmin, provocará economia de R$ 3,1 milhões ao ano, acrescidos de R$ 6,5 milhões devido à redução no aluguel de veículos. A venda de um helicóptero resultará em corte de R$ 4,5 milhões ao ano. Outras fontes serão cortes de água, luz, combustível e telefonia. "Com isso nós não afetaremos um centavo os investimentos do governo que são necessários para poder gerar mais emprego e melhorar os serviços públicos", argumenta o tucano.
No mesmo dia, a base aliada ao governador na Assembleia prepara a votação do Projeto de Lei 650, de 2012, que autoriza a venda de até 600 imóveis para garantir a aplicação do Programa de Parcerias Público-Privadas. Trata-se de uma tentativa, na visão do Executivo, de viabilizar investimentos no metrô, em trens e em rodovias, em um total de R$ 45 bilhões. “É uma contradição enorme. Vamos votar hoje uma Lei de Diretrizes do Orçamento antissocial que não investe o suficiente na educação, saúde. O Alckmin faz isso para inglês ver, para a opinião pública. Para fazer marketing”, afirma Giannazi. “É um procedimento administrativo para mostrar que está impondo a moralidade, a austeridade. É uma perfumaria.”
As bancadas do Psol, do PT e do PSD tentaram barrar a apreciação do texto e cobraram do governador a realização de audiências públicas para debater o tema, mas não tiveram sucesso. Para a oposição ao Palácio dos Bandeirantes, a aprovação equivale a passar um cheque em branco ao governo para dispor de prédios e terrenos públicos de alto valor monetário, sem que sejam vendidos pelo montante que realmente valem.

Investimentos

Embora diga que os cortes visam a não prejudicar os investimentos previstos para este ano, a realidade da execução orçamentária contraria o tucano. No metrô, por exemplo, em 2011 e 2012 havia previsão de destinar R$ 9,3 bilhões tanto em melhorias como em expansão do sistema, mas apenas R$ 3,4 bilhões foram gastos, menos de 40% do total.
Em modernização e capacitação das linhas já existentes, o governo também destinou menos do que o orçamento previa. Por exemplo, a linha 3-Vermelha, que liga Itaquera, no extremo leste, à Barra Funda, na zona oeste, e que em horários de pico é a mais superlotada, deveria ter recebido investimentos de R$ 484 milhões, mas o governo conseguiu aplicar R$ 384 milhões.
A linha 1-Azul, a mais antiga, inaugurada nos anos 1970, teria recebido R$ 552 milhões se o orçado em 2011 e 2012 fosse aplicado integralmente, mas o total investido foi de R$ 382 milhões. Na linha 2-Verde, a diferença entre orçado e realizado foi a menor. Eram previstos R$ 135 milhões e foram investidos R$ 131 milhões. E a linha 5-Lilás, que já previa o menor montante em investimento somados os dois anos de Geraldo Alckmin, R$ 8,2 milhões, recebeu pouco mais da metade, R$ 4,8 milhões.
Em educação, novamente o que se nota é uma aplicação inconstante. Estudo feito pela liderança do PT na Assembleia mostra que as obras de expansão da rede física escolar, por exemplo, caíram um quarto, de R$ 1,002 bilhão, em 2012, para R$ 751 milhões em 2013. A redução é de R$ 251,2 milhões.
Em aperfeiçoamento dos profissionais do ensino fundamental e médio, em relação ao ano passado, o orçamento em vigor registrou queda de 15,34% no primeiro (de R$ 71,4 milhões para R$ 60,4) e 25,8% no segundo, que diminuiu de R$ 52,9 milhões para R$ 39,2 milhões.

O Programa Ler e Escrever, lançado em 2007 na gestão de José Serra (PSDB) para promover a melhoria do ensino em toda a rede estadual, com ações incluindo apoio aos professores e distribuição de materiais pedagógicos e outros subsídios, teve recursos e número de alunos beneficiados reduzidos. Na peça orçamentária de 2012, eram 681.763 alunos, com verbas de R$ 85,9 milhões. Em 2013, os números caíram para 661.731 (2,9%) e R$ 65 milhões (24,3%), respectivamente.

O programa de alimentação escolar apresenta redução dos recursos (de R$ 368 milhões para R$ 336 milhões), enquanto o número de alunos a ser alcançado aumentou de 2.140.622 para 2.208.489, o que pode representar a diminuição da qualidade nutricional oferecida aos alunos, segundo o estudo.

O programa Escola da Família, criado na primeira gestão de Alckmin, que previa o funcionamento das escolas em fins de semana para atividades das comunidades onde se localizam, foi reduzido pela metade no governo de José Serra (2007-2010) e, no segundo mandato de Alckmin, permanece estagnado. Em 2012, eram 2.390 escolas participantes do programa, número que permanece igual este ano. Os recursos, porém, aumentaram de R$ 103,5 milhões para 119,3 milhões.

sábado, 22 de junho de 2013

O risco da prescrição dos crimes do mensalão mineiro

O risco da prescrição dos crimes do mensalão mineiro

Por Assis Ribeiro
Da Istoé
Crimes do mensalão tucano podem prescrever em função das decisões burocráticas incomuns que a juíza do Tribunal de Justiça de Minas Gerais impõe ao processo envolvendo integrantes do PSDB
Há dois anos e meio, a Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia do chamado mensalão mineiro, esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de campanha de políticos do PSDB local e, tal qual o do PT, também era operado pelo publicitário Marcos Valério. De lá para cá, o processo transcorre em ritmo lento e os crimes imputados aos principais envolvidos caminham para a prescrição. É uma situação bem diferente da que se verificou no julgamento contra a cúpula petista, que já se encontra em fase de apresentação de recursos no STF. No processo mineiro, nem todas as testemunhas foram ouvidas e muitas não foram sequer intimadas. Dos 130 mandados expedidos até agora, apenas 75 chegaram às mãos dos destinatários. Contrariando o trâmite usualmente adotado pela Justiça, testemunhas que moram em oito cidades vizinhas a Belo Horizonte estão sendo ouvidas por carta precatória. Depoentes do município de Nova Lima, a 20 quilômetros da capital, por exemplo, foram acionados por correspondência, em vez de comparecer a audiências no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, região central de Belo Horizonte.
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OS RÉUS AGRADECEM
Esquema de desvio de recursos públicos que abasteceu o caixa de
campanha de políticos do PSDB local, operado por Marcos Valério,
só será julgado depois das eleições de 2014
Os advogados que atuam no processo atribuem a morosidade à atuação da titular da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a juíza Neide da Silva Martins. Utilizando métodos ultrapassados, a magistrada imprime ao julgamento do mensalão tucano uma dinâmica burocrática. Considerada ríspida no trato com advogados, Neide não aceita conversas de bastidor, chamadas ironicamente de “embargos auriculares”. Mas cedeu à pressão dos defensores e permitiu que arrolassem oito testemunhas por fato contido na denúncia do Ministério Público, em vez de oito por réu, como ocorre normalmente. Com isso, o rol de depoentes ultrapassou a marca de 100 pessoas, entre eles uma testemunha que mora nos Estados Unidos.
Sem pressa aparente para concluir o processo, Neide decidiu reservar apenas um dia da semana para analisar o caso. Nos outros, debruça-se sobre outros processos sob sua batuta. Para tornar o trâmite ainda mais lento, audiências de instrução são escassas e costumam ser desmarcadas no decorrer da tramitação. Na última sessão, do dia 7 de junho, a juíza estava afônica e cancelou a reunião. Formada em letras antes de cursar direito, Neide também aplica aos advogados do mensalão mineiro uma cartilha de padronização de texto, dando margem para os defensores ganharem mais prazo ao reformar peças fora das normas de estilo ditadas pela magistrada.
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A burocrática condução do mensalão mineiro pela magistrada já produziu até folclores. No ano passado, Neide suspeitou que o advogado Leandro Bemfica, representante de Eduardo Guedes – ex-secretário do governo Eduardo Azeredo e responsável pela produção do programa nacional do PSDB –, estava piscando para uma testemunha. O objetivo seria o de conduzir o conteúdo do depoimento. A juíza arguiu o advogado, que saiu-se com esta: “Eu pisquei porque estamos apaixonados”, justificou. A juíza aceitou a explicação esdrúxula e seguiu com o depoimento. No esquema mineiro, Guedes tinha atuação semelhante à de Luiz Gushiken, ex-ministro absolvido no mensalão. À ISTOÉ, o advogado justificou a provocação atribuindo a história a um “incidente de audiência”. Ele afirma que a demora no julgamento prejudica seu cliente, profissional da área de comunicação. “Nós temos o maior interesse que seja julgado logo, porque meu cliente está sofrendo danos profissionais”, afirmou. Durante a semana, a ISTOÉ procurou a juíza por meio da assessoria do TJMG. Ela informou que não poderia falar sobre o processo, pois a ação ainda está em curso, e não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem.
A lentidão do processo do mensalão mineiro se tornou cômoda para os advogados de defesa, pois parte dos réus pode ter a pena prescrita antes mesmo da sentença. Dependendo do tipo de pena, da idade dos réus e da necessidade de novas diligências provocadas por depoimentos de testemunhas, a possibilidade de prescrição de punição no mensalão mineiro é real. A expectativa é de que o processo só seja concluído após as eleições de 2014. Com base na denúncia do Ministério Público, o criminalista Guilherme San Juan Araújo analisou, a pedido da ISTOÉ, a situação dos 13 réus. San Juan verificou que, da maneira como transcorre o processo, dificilmente Cláudio Mourão – que no esquema petista poderia ser comparado ao tesoureiro Delúbio Soares – cumprirá pena. Como Mourão completará 70 anos em abril de 2014, automaticamente o prazo de prescrição – de crimes como peculato e lavagem de dinheiro – é reduzido à metade. Assim, se Mourão for condenado depois dessa data, os crimes imputados a ele já estarão prescritos. Isso já ocorreu com Walfrido Mares Guia, que fez 70 anos em 2013. Outros réus, como Eduardo Brandão, também podem se beneficiar do calendário, se, em recurso, a sentença for reformada. Os réus agradecem.
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3 comentários
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IV Avatar da Bacia do Parnaíba
Mensalão mineiro....sei,,,só pq é tucano virou coisa de mineiro...e olhe lá que Barbosa e Gurgel retiraram do processo pelo menos 79 réus tucanos, nem se sabe nem mesmo dos nomes deles, como é bom ser tucano nesse país
 
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IV Avatar da Bacia do Parnaíba
Kd o farsante, aquele homem que responde pelo nome de Joaquim Barbosa e que só vivia de licença médica enquanto ficava nos bares (segundo o Estadão) e que, de repente, trabalhou meses a fio sem sofrer sequer uma gripe. Agora ele não tem tempo nem olhos nem vontade de fazer andar este processo contra tucanos, e kd o processo onde a esposa do Noblat é ré como acusada de desvio de mais de 30 milhões do INCRA no governo FHC. Eita como é bom ser tucano nesse país.
 
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Marco Antonio L.
A justiça brasileira não vai permitir isso de jeito algum .
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