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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Dos tazas de chocolate caliente al día mantienen el cerebro saludable
Beber dos tazas de chocolate caliente puede ayudar a los ancianos a mantener saludable su cerebro, arrojó un estudio estadounidense. Las personas estudiadas mejoraron sus tiempos en la prueba de memoria, con resultados que bajaron de los 167 segundos al comienzo del estudio a 116 segundos al final.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
“Nos EUA, 25% dos médicos são estrangeiros”
Revista Fórum
“Nos EUA, 25% dos médicos são estrangeiros”
Wednesday, July 10, 2013, 3:54 pm
REVISTAS
Em entrevista exclusiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala sobre a polêmica da contratação de médicos estrangeiros no Brasil
Por Renato Rovai
Esta entrevista faz parte da edição 124 de Fórum, a partir do dia 15 de julho, em bancas
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, viveu seu inferno astral nos últimos dias, por ter apresentado uma proposta de convênio com outros países para atrair médicos que queiram trabalhem em regiões distantes das áreas centrais e nas periferias dos grandes centros urbanos brasileiros. Nesses locais, prefeitos não conseguem contratar profissionais, mesmo oferecendo salários às vezes mais altos que a média.
A campanha contra essa iniciativa se tornou política. Entidades profissionais e a mídia tradicional apelidaram o projeto de “médicos cubanos”. E o desqualificaram, sem discuti-lo na essência. Nesta entrevista, concedida com exclusividade para a Fórum, Padilha explica o projeto e os motivos que o levaram a colocar essa pauta na mesa em caráter de emergência.
Fórum – Ministro, vamos começar pela polêmica do momento, a questão da abertura da contratação de médicos de outros países principalmente para atender nas periferias das grandes cidades e em localizações distantes, que a mídia resolveu denominar de “contratação de médicos cubanos”. Prefeitos falam que faltam de 10 a 15 mil médicos no Brasil. É isso mesmo?
Alexandre Padilha – Essa é uma polêmica que tem de ser enfrentada. Esse debate tem dois temas relacionados. Um, se o Brasil tem a quantidade de médicos que precisa para ser um país que quer ter um sistema nacional público, e por muitos anos se construiu uma imagem de que não faltavam médicos e que o problema era como distribuí-los e como estimulá-los a trabalhar no serviço público. E uma outra polêmica diz respeito a um certo tabu de que o Brasil não pode ter um programa de atração de estrangeiros, de que atrair profissionais do exterior pode reduzir a qualidade do serviço ofertado. Isso não é um tabu em outros países do mundo, sobretudo nos sistemas nacionais públicos que são referência. Na Inglaterra, 40% dos médicos vêm de outros países; no Canadá, 17 %; na Austrália, 22%. Os Estados Unidos têm um sistema privado no qual 25% dos médicos são estrangeiros.
Essa polêmica, começamos no dia da minha posse. Na ocasião, o meu discurso já apontava esse problema. Nos primeiros cem dias, fizemos um seminário internacional, trouxemos gente do Canadá, da Inglaterra, de todas as entidades médicas e universidades… E, para mim, ficou muito claro ali que, pela diversidade do nosso país, pelo tamanho do Brasil, pelas características e desigualdades que existem, não é uma proposta isolada que vai ajudar a resolver esse grave problema. Temos de ter mais médicos próximos das pessoas, e com mais qualidade. Que entendam mais, que sejam formados para compreender os problemas da nossa população.
Vamos enfrentar isso de duas formas. Primeiro, o grande objetivo do governo é dar prioridade e oportunidade para o jovem brasileiro que quer fazer Medicina, o jovem da periferia, do município do interior, para o jovem brasileiro que já fez Medicina e quer ir para o interior ou fazer uma especialidade de que nós precisamos. O Brasil não precisa só de mais médicos, mas de mais especialistas, de mais pediatras. Hoje, o maior desafio do Ministério da Saúde para levar o tratamento de câncer para o interior é ter especialistas no tratamento da doença, radioterapeutas, oncologistas. Estamos expandindo os leitos de UTI adulta, UTI infantil, e o grande desafio é ter o pediatra, o neonatologista, o médico de UTI.
Então, a primeira ação é dar oportunidade para o médico brasileiro, e vamos abrir, sim, mais vagas no curso de Medicina, fortalecer a abertura de vagas na periferia das grandes cidades, universidades federais, públicas, estaduais, fazer parcerias com universidades privadas, por exemplo, com a Santa Marcelina na zona leste de São Paulo. Foi um grande enfrentamento abrir aquela faculdade, mas a cidade pode ter na zona leste, na zona sul, mais vagas para o curso de Medicina. Uma cidade como Guarulhos, por exemplo, que tem mais de 1 milhão de habitantes, não tem uma faculdade de Medicina. No ABC, a única faculdade para todos os moradores daquela região é a Fundação ABC.
Não só precisamos ampliar mais o número de vagas das universidades públicas federais e estaduais como também nas privadas. Porque hoje, por meio do Fies, um jovem que não tem condição de estudar em uma faculdade privada tem todo o seu curso custeado pelo Ministério da Educação, e o tempo em que ele for trabalhar no SUS, depois de formado, desconta da sua dívida. Em primeiro lugar, temos essa prioridade de ampliar muito a formação de vagas de especialistas. Todos os estudos mostram que o principal motivo de fixação de um médico em uma cidade é o local em que ele fez a residência médica, o período de formação do especialista. Depois que se formou como médico, se quiser, vai fazer uma especialidade. Em segundo lugar, o investimento forte é na abertura de mais vagas de formação de especialistas nas áreas em que nós mais precisamos.
Fórum – A formação do médico não é muito elitista?
Padilha – No começo, a profissão tinha um ideário liberal, o médico era aquele que tinha consultório privado. Quando o País opta por ter um sistema nacional público e gratuito, tem de programar o aluno que se forma, onde se forma, o conteúdo curricular, a especialidade que vai se oferecer na faculdade para uma perspectiva cada vez mais pública. Estamos nesse momento crítico porque precisamos expandir o serviço de saúde e temos de trabalhar no sentido de mudar a perspectiva da carreira. Nos últimos dez, 15 anos, a Inglaterra optou por uma mudança no currículo médico. Lá, o profissional tem seis anos de formação e, depois de formado, é obrigado a trabalhar dois anos como médico de família ou na emergência do sistema médico público de saúde antes de fazer uma especialidade.
Padilha – No México, é algo como o serviço civil obrigatório, para quem fez a faculdade pública. Na Suécia, a cada um ano e meio, o médico fica três meses no serviço de saúde mental para aprender a cuidar da depressão e de dependência química, que são problemas de saúde pública que vão se tornar cada vez mais presentes. No começo de 2011, conversando com meu colega ministro da Saúde inglês, discutia a formação médica no Brasil e a necessidade de mudá-la, e ele achou que eu tinha falado algo errado. E me disse: “Espera aí, não estou entendendo, como que é? O individuo não paga a faculdade, não paga a residência médica, e o sistema público de saúde não tem nenhum fator de indução de regulação para onde vai esse profissional?”
Então, estamos em um momento decisivo que é de o país planejar, pela primeira vez, quantos médicos são formados e dizer que 1,9 médico por habitante é pouco. A Argentina tem 3,2; Espanha e Portugal, 4; a Inglaterra tem 2,7 hoje e quer chegar a 3,2 até 2020. Os EUA têm 2,5 e abriu mais 25% de vagas nos cursos de Medicina. Precisamos ter mais médicos e cada vez mais mecanismos indutores e de estímulo de regulação para onde esse profissional vai. O debate da formação dos especialistas é esse na Espanha. Metade das vagas ofertadas para residência é de médico de família. Porque você tem de construir um sistema público mais próximo de onde as pessoas vivem. Formamos 600 anestesiologistas por ano no país, para uma população de 200 milhões de habitantes. A Inglaterra forma 3,2 mil para uma população de 60 milhões de habitantes.
Esse debate sobre o número de médicos que se forma no país deve estar baseado nas necessidades de saúde da população. Chegamos em um momento critico para fazê-lo. Ou não se se consolida o sistema público.
Fórum – Não há também problemas nessa lógica da municipalização da saúde?
Padilha – O processo de municipalização é um processo inconcluso, ainda temos três grandes desafios relacionados a ele. São desafios que precisam se aprimorar, e algumas coisas têm mudanças de marco legal, estamos debatendo isso no Congresso.
O Brasil é singular por dois motivos. Primeiro, é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que resolveu assumir o desafio de ter um sistema público de saúde universal e gratuito para toda a sua população. Nenhum outro tem, nem o Japão, que tem o formato de seguros. Alguns deles são totalmente custeados pelo Estado e outros são seguros de co-pagamento. Pelo seguro saúde de um idoso no Japão, quando ele vai em um atendimento, tem de pagar uma parte. Segundo, além de buscar ser um sistema público para uma população desse tamanho, é o único que tem três níveis de governo. Na nossa lei do SUS, sua lei orgânica, não aprimoramos um mecanismo legal que estabeleça claramente as responsabilidades de saúde do município, do estado e da União. É isso que está sendo feito agora, conseguimos aprovar na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] do Senado uma lei de responsabilidade sanitária, nos moldes do que foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, só que estabelecendo responsabilidade com a universalização, com o atendimento à saúde, metas a serem acompanhadas pelo município e pelo estado, compromisso que une o estado ao município e que compromete o chefe de governo. Porque nós temos situações. Não vou falar qual é o estado, mas tem um que, em dois anos, teve sete secretários estaduais de Saúde. Então, você comprometer o chefe de governo com a responsabilidade da área o vincula a esse processo de conclusão do SUS. Isso representa maior autonomia para as unidades de saúde, hospitais, fundações públicas etc. Hoje, há hospitais que ficam com a sua autonomia administrativa engessada, porque o orçamento, a execução, a licitação é da secretaria municipal ou da secretaria estadual. Um outro desafio é o do financiamento, que também está inconcluso. E existe o terceiro desafio que é o da oferta de profissionais, como garantir a formação e a fixação dos profissionais nas áreas mais distantes do país e nas periferias dos centros urbanos.
Fórum – Conversando com prefeitos, a gente sempre ouve que eles gostariam de fazer com que os médicos cumprissem suas jornadas de trabalho, mas que se o fizerem perdem os profissionais. Como é possível esse tipo de coisa?
Padilha – Quando a gente assumiu o Ministério, descobriu que existiam situações que um médico, o seu CRM [registro profissional no Conselho Regional de Medicina], estava sendo utilizado em três estados diferentes, 15 cidades diferentes. Montamos um cadastro eletrônico que cruza os CRMs e permite inclusive que o médico possa entrar nesse cadastro e, se o CRM dele estiver sendo utilizado em outro município, tirá-lo do cadastro. Só para você ter uma ideia, isso gerou por mês o descredenciamento de 3 mil, 3,5 mil médicos do Programa de Saúde da Família. É isso que você falou, como faltam médicos, os prefeitos fazem negociações…
Fórum – E se submetem a esse tipo de situação.
Padilha – Há situações de leilão entre os prefeitos. Um médico começa a trabalhar aqui e outro prefeito vai lá e oferece mais. É por isso que precisamos de mais médicos no país. Mas o ciclo de formação de um médico é de seis a oito anos. Por conta dessa situação, essa política do Ministério da Saúde, como outros países fazem também, de, nesse período transitório, contratar médicos estrangeiros.
Fórum – Quando esses médicos vão chegar, ministro?
Padilha – Quero que seja o mais rápido possível, agora o tempo é de desenhar isso com muita seriedade e responsabilidade. Por que isso? Nós temos uma forma só, hoje, de trazer o médico estrangeiro para o país, que é a forma do exame de revalidação. Que é uma forma, um instrumento importante, que precisa ser aprimorado, ano a ano e está se aprimorando. A vantagem com a revalidação é que você tem esse médico permanente aqui. Só que não há um programa específico para fixá-lo em alguma área específica. Então, ele pode vir para disputar mercado na clínica privada, no centro da cidade de São Paulo, porque o mercado está muito aquecido. Geramos para médicos, nos últimos dois anos, 50 mil primeiros empregos. Não formamos isso nos últimos dez anos. E há mais 26 mil empregos em postos para médicos no próximo biênio, só com investimentos do Ministério da Saúde.
Fórum – E não vai ter médico para ocupar.
Padilha – Não vai ter, o mercado está muito aquecido. O Revalida [Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos] é um instrumento importante, permite que o médico possa trabalhar onde quiser. Por isso, em paralelo ao Revalida, temos de criar um programa de intercâmbio com os países, igual ao já existente em universidades, pelo qual você faz uma avaliação desse médico que vem, mas ele só pode atender no Brasil com autorização exclusiva para periferias das grandes cidades e para municípios do interior, em programas específicos de intercâmbio. E vão ficar aqui por três anos nesse programa. Depois, se ele quiser trabalhar no Brasil, ficar por aqui, presta o Revalida e atua onde quiser. Mas naquele período, pelo menos, a gente consegue garantir médicos para essas regiões. Estamos fechando esse desenho do programa, vendo inclusive o que é necessário, se precisa de mudança legal ou não. A pressão dos prefeitos é para colocarmos isso no segundo semestre, para que aconteça o mais rápido possível. Essa é a pressão que os prefeitos e prefeitas fazem.
Fórum – E já existem países que têm se mostrado interessados?
Padilha – A Espanha e Portugal estão ganhando prioridade, há países da América do Sul, como a Argentina, por exemplo, que têm mais médicos por habitantes e que também temos interesse em atrair. Não vamos disputar com quem tem menos como, por exemplo, a Bolívia, o Peru, Equador, que têm menos médicos do que o Brasil por habitante. A Itália tem uma possibilidade por conta da crise econômica europeia, e também temos interesse em trazer médicos bem formados de Cuba.
Fórum – Por que esse preconceito todo contra Cuba?
Padilha – Da nossa parte, não tem preconceito nenhum, e acho nocivo à saúde pública qualquer ideologização sobre esse debate. Não é bom para a saúde pública. Acho que há alguns setores que querem fazer a discussão em um grau de politização que não deve ser feito, em um debate tão essencial para população brasileira. Temos unidades de saúde prontas, montadas e sem médicos. E a culpa não é dos médicos brasileiros. É porque existe um mercado muito aquecido nos grandes centros e oportunidades muito claras neles, que fazem com que os nossos médicos disputem essas vagas. E nós não podemos perder a oportunidade de fazer parcerias e trazer médicos de outros países para atender a população brasileira para municípios que querem expandir seus serviços.
Fórum – Sobre a questão da gripe, essa incidência do H1N1, e também existe a dengue, com inúmeros casos em várias regiões do país…
Padilha – São dois tipos de infecção e epidemias que convivem muito com o modo de vida do ser humano hoje, da população brasileira. O mosquito do vírus da dengue, chamamos de mosquito antropofílico, que gosta de conviver com o ser humano. Se o ovo do mosquito da dengue é colocado em um copo seco, e esse copo fica seco, ainda assim é viável durante 300 dias, ou seja, um ano depois, se cai uma chuva, ele eclode. A dengue tem tudo a ver com a realidade das nossas cidades, há a necessidade de melhorarmos o saneamento, e também de ter o cuidado em relação ao ambiente da sua casa. Na região Sudeste do país, mais de 80% dos focos do mosquito da dengue estão dentro das casas das pessoas.
Assim, o grande esforço da área da Saúde é mesmo com o número de casos da dengue, reduzir o número de óbitos e de casos graves, e isso nós temos conseguido fazer. Tivemos uma forte redução, a gente compara o número de óbitos e casos graves que tivemos em 2011 e 2012 com o que tivemos em 2010 e nos anos anteriores e há uma grande redução, muito melhor do que as grandes epidemias de dengue que tivemos no começo de 2000, 2001 e 2002.
Uma das questões que havíamos apontado no final do ano passado é de avaliar detalhadamente o que aconteceu em Minas Gerais, Goiás, Paraná e algumas regiões do estado de São Paulo, que foram as que tiveram maior crescimento de casos de dengue em 2013. Mato Grosso do Sul também. Acreditamos que a mudança dos gestores municipais interromperam as ações de prevenção, inclusive teremos reuniões com esses estados agora em julho, agosto, para avaliar detalhadamente o que aconteceu.
Em relação à gripe, desde 2009 vivemos com a pandemia do vírus H1N1, e houve um número muito elevado de óbitos comparado com o que temos hoje. Nós não vivemos a situação de 2009 e 2010 com a gripe H1N1, é um outro momento. Mas tivemos no estado de São Paulo uma antecipação dos casos que preocupam o Ministério da Saúde e o governo estadual, porque esse número deveria ser maior no inverno. O que nos preocupou muito é que hoje quase 90% dos casos de óbito da H1N1 no Brasil inteiro estão concentrados no estado de São Paulo. Suspeitamos que o principal motivo é o uso muito tardio do remédio Tamiflu, o Brasil é um dos poucos lugares do mundo que oferece vacina de graça para todos os grupos recomendados pela OMS [Organização Mundial de Saúde], inclusive este ano ampliamos bastante para pessoas de qualquer faixa etária e que tenham doenças no coração ou doença pulmonar. Todos esses grupos recebem a vacina da gripe de graça.
Fórum – Seria um erro abrir para toda a população ou o problema é o custo?
Padilha – A vacina contra a gripe não tem o papel de impedir a transmissão, mas sim de reduzir os casos graves, porque tem gripe motivada por outros tipos de vírus, não existe a força de proteção para impedir a transmissão. O foco, em uma campanha de vacinação como essa, tem de ser nos grupos em que podem ocorrer casos graves, porque, qual é o risco? Em 2009 e 2010, por exemplo, quando se fez a vacinação com um público maior, os óbitos foram dentro dos grupos de risco, porque às vezes se amplia a vacinação para todo mundo e quem mais precisa acaba não tomando a vacina, porque não chega no posto de saúde, ou fica excluído.
Por isso que o Brasil vacina oque a OMS orienta, e a questão aqui não são os recursos. Mesmo nos anos em que houve ampliação dos grupos, os números de óbitos continuaram acontecendo nos grupos de riscos.
Por isso que o Brasil vacina oque a OMS orienta, e a questão aqui não são os recursos. Mesmo nos anos em que houve ampliação dos grupos, os números de óbitos continuaram acontecendo nos grupos de riscos.
Então, por isso que o foco é nesses grupos. E, combinada com a vacinação, a principal ação para evitar mortes e casos graves é o uso precoce do Tamiflu. E aí tem uma mudança de cultura para os profissionais de Saúde, porque, por muitos anos, a visão foi de que a gripe não tinha remédio especifico, seria tomar medicamentos para febre, hidratação e descansar. Há alguns anos descobriu-se que existe uma medicação que age contra esse tipo de vírus, gratuita, e está sendo distribuída em todos os lugares. Os casos que vimos no Rio Grande do Sul ano passado, dos óbitos – menos de 5% tiveram uso do Tamiflu antes das primeiras 48 horas, ou seja, no momento em que é indicado fazer uso. O que aconteceu aqui em São Paulo nos primeiros casos foi a mesma coisa. A maior parte é de pessoas que ou tinham faixa etária para tomar vacina ou possuíam outras doenças associadas que indicavam o uso da vacina de graça e o uso do Tamiflu foi tardio, não aconteceu nas primeiras 48 horas. Nesse momento, o nosso grande reforço para os profissionais de saúde e secretarias municipais e estaduais é colocar o Tamiflu o mais perto possível da população.
Esta entrevista faz parte da edição 124 de Fórum, a partir do dia 15 de julho, em bancas
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Dieta mediterrânea melhora função cognitiva dos idosos
Dieta mediterrânea melhora função cognitiva dos idosos
Estudo publicado no “Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry”
24 Maio 2013
O cérebro dos indivíduos idosos com risco de demência vascular beneficia mais da dieta mediterrânea do que de uma dieta com baixo teor de gordura, sugere um estudo publicado no “Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry”.
Os indivíduos que adotam uma dieta mediterrânea consomem azeite como sua principal fonte de gordura, ingerem muitas frutas, nozes, legumes, uma quantidade moderada a alta de peixe e marisco, uma quantidade moderada de vinho tinto, mas pequenas quantidades de produtos lácteos e carne vermelha.
Para o estudo os investigadores da Universidade de Navara, em Espanha, contaram com a participação de 522 indivíduos entre os 55 e os 80 anos, que não sofriam de doença cardiovascular, mas tinham um elevado risco vascular. Os investigadores tiverem em conta o facto de os participantes sofrerem de diabetes tipo 2 ou terem uma das cinco condições seguintes: pressão arterial elevada, perfil lipídico pouco saudável, excesso de peso, antecedentes familiares de doença cardiovascular e tabagismo.
Os participantes foram divididos em três grupos distintos: um dos grupos seguiu a dieta mediterrânea com adição de azeite, o segundo a dieta mediterrânea com adição de nozes e o terceiro adotou uma dieta com baixo teor de gordura, a qual é tipicamente aconselhada para prevenir o enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
Os investigadores acompanharam os participantes ao longo de 6,5 anos, período durante o qual foram realizadas avaliações médicas regulares. Adicionalmente foram também realizados testes para avaliação da memória, atenção, linguagem, orientação, consciência espacial, raciocínio abstrato e outras funções cerebrais.
No final do estudo, os investigadores constataram que 60 dos indivíduos tinham desenvolvido distúrbio cognitivo leve, uma condição que conduz frequentemente à demência. Destes 60 participantes, 18 tinham seguido a dieta mediterrânea com azeite, 19 a dieta mediterrânea com adição de nozes mistas, e 23 tinham adotado a dieta com baixo teor de gordura.
O estudo também apurou que 35 dos participantes desenvolveram demência durante o período de acompanhamento. Estes incluíram 12 que tinham seguido a dieta mediterrânea com azeite, 6 a dieta mediterrânea com adição de nozes, e 17 tinham adotado a dieta com baixo teor de gordura. Foi também verificado que os resultados dos testes para a avaliação da memória foram significativamente mais altos para os dois grupos que adotaram a dieta mediterrânea, em comparação com a dieta com baixo teor de gordura.
Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem excluído os efeitos de outros fatores tais como idade, atividade física, educação, riscos vasculares, depressão, consumo calórico, índice de massa corporal, ingestão de álcool, antecedentes familiares de demência, ou a presença do marcador ApoE para a doença do Alzheimer.
Os autores do estudo concluem assim que, “a adoção da dieta mediterrânea com a adição de azeite ou nozes melhora a função cognitiva comparativamente com uma dieta com baixo teor de gordura”.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
MAIS DENGUE...
Assim como a Baixada Santista, pelo menos 55 cidades do interior de São
Paulo já enfrentam epidemia de dengue neste ano. A concentração de casos
ocorre nas regiões de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) e
Ribeirão Preto (313 km de SP).
Só a cidade de Rio Preto, são 11.051 casos confirmados em 2013, segundo
boletim divulgado na manhã desta quinta-feira (23). Naquela região, há
no total ao menos 32 municípios com estado epidêmico da doença neste ano
quinta-feira, 9 de maio de 2013
MAIS UMA DO NOSSO GOVERNADOR!
Psicólogos veem “bolsa crack” como mais um retrocesso da gestão Alckmin
Dependentes químicos se concentram em terreno baldio na região da Luz, antes da instalação do Cratod.
Benefício de R$1.350,00 por mês afeta tratamento humanizado e é visto como uso do desespero das famílias para política duvidosa que pode resultar em manipulação e transformar dependência em mercado.
Rodrigo Gomes, via Rede Brasil Atual
Militantes e especialistas em saúde mental consideram um novo retrocesso contra o tratamento humanizado a proposta do governo Geraldo Alckmin (PSDB) de conceder bolsas no valor de R$1.350,00 mensais, exclusivas para custeio do tratamento de dependentes químicos em comunidades terapêuticas privadas. Para os entrevistados, a proposta é obscura e pode fomentar um mercado de tratamento da dependência química, além de servir a interesses políticos. O Cartão Recomeço, que já está sendo chamado de “bolsa crack”, será lançado oficialmente na quinta-feira, dia 9, pelo governo estadual.
O benefício será concedido por um período de seis meses e deverá estar disponível em 60 dias. Não será possível sacar o benefício e o cartão será aceito apenas em entidades cadastradas. A proposta inicial é atender a 3 mil dependentes químicos maiores de 18 anos, que não conseguem atendimento devido à falta de leitos e equipamentos ocorrida após o início dos trabalhos do Centro de Referência em Álcool e Drogas (Cratod), em janeiro deste ano. Segundo a Secretaria de Assistência Social, as entidades serão escolhidas por capacidade técnica e regularidade de funcionamento, cujos parâmetros serão definidos em edital que será lançado nos próximos dias.
O conselheiro administrativo do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Joari Carvalho, chama atenção para a falta de clareza da proposta. “Não se sabe nada além do fato de que haverá um auxílio financeiro. Quais serão as diretrizes de tratamento? Quais serão os critérios para selecionar as entidades e os pacientes? No início do ano não havia verba destinada para isso no orçamento. E agora surgiu como política do governo estadual”, analisa. Ele afirmou, também, que os conselhos estaduais de saúde e políticas sobre drogas não foram consultados sobre a proposta.
Carvalho teme a manipulação das pessoas para benefício de grupos políticos. “Está se usando o clamor social e o desespero das famílias para estabelecer uma ação duvidosa, tanto no tratamento como na questão do controle social e da fiscalização do dinheiro que será aplicado. Já existem denúncias, Brasil afora, da associação destas entidades a parlamentares que defendem a internação compulsória”, pondera. E questiona o direcionamento de recursos para instituições privadas. “Temos políticas públicas para atender a população com problemas de dependência química. No entanto, elas não têm recebido investimento adequado. Mas dinheiro, nota-se que tem”, pondera.
O presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo, Rogério Giannini, avalia que a proposta é mais um passo atrás em um trajeto iniciado com as internações compulsórias. “É uma prática manicomial. No geral, essas comunidades não contam com atenção clínica ou grupos multidisciplinares, que é um princípio básico de atendimento estabelecido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). É simplesmente o isolamento e a abstinência forçados”, afirma. Segundo Giannini, existem muitas denúncias sobre trabalho forçado, práticas de esgotamento, como ocupação contínua e horários extasiantes, relacionadas a tais comunidades.
Giannini defende o fortalecimento de ações preconizadas no SUS, como atendimento multidisciplinar, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), hospitais-dia, entre outros. Além disso, explica que o isolamento não deveria ser estimulado, pois “questões psíquicas e de drogadição são sociais e não individuais”. E faz um alerta: “Instituir a bolsa pode incentivar as famílias a buscar a internação, como se fosse a única solução, fazendo com que o tratamento se torne um mercado, desestimulando ainda mais o desenvolvimento de políticas públicas”, avalia.
Para eles, há uma tentativa de confundir a comunidade terapêutica com a residência terapêutica. “As residências terapêuticas são utilizadas somente em casos extremos e propõe socialização, grupos de trabalho multidisciplinar, redução de danos e prática autogestionária que traz o dependente para o centro do tratamento, como parte dele.” Por outro lado, as comunidades “propõem um tratamento religioso, baseado em orações e ocupação contínua, onde a participação de profissionais de saúde não é aceita”. Ambos concordam que o problema não é a existência das comunidades, mas o direcionamento de verba pública para fomentar o tratamento privado e sem relação com o SUS.
O governo estadual informou que a iniciativa busca ampliar os locais de tratamento e a oferta de vagas para os dependentes químicos. O programa será gerido por um grupo de trabalho coordenado pelo professor titular do departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ronaldo Laranjeira. Nesta primeira fase, a gestão Alckmin vai cadastrar entidades que prestam serviço de internação em 11 municípios: Diadema, Sorocaba, Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes.
LEIA E COMPARTILHE - LEITE CONTAMINADO
VEJA OS LOTES DE LEITE CONTAMINADO NO RIO GRANDE DO SUL COM FORMALDEÍDO E APREENDIDOS NA OPERAÇÃO LEITE COMPEN$ADO
Lotes retirados do mercado pela presença de formaldeído:
Bom Gosto (razão social) -
Marca Líder – Tapejara (RS) – SIF 4182
Leite UHT integral
Lote: TAP 1 MB
Leite UHT integral
Lote: TAP 1 MB
Goiasminas – Passo Fundo (RS) – SIF 1369
Leite UHT integral
Marca Italac
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 05 KM3
Leite UHT semidesnatado
Marca Italac
Lote: L 12 KM1
Marca Italac
Lote: L 12 KM1
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 13 KM3
Marca Italac
Lote: L 13 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 18 KM3
Marca Italac
Lote: L 18 KM3
Leite UHT integral
Marca Italac
Lote: L 22 KM4
Marca Italac
Lote: L 22 KM4
Leite UHT integral
Marca Italac
Marca Italac
Lote: L 23 KM1
Vonpar – Viamão (RS) – SIF 1792
Leite UHT integral
Marca Mumu
Lote: 3 ARC
Marca Mumu
Lote: 3 ARC
Fraude do leite será investigada em outros estados, diz ministério
Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Além do Rio Grande do Sul, outros estados serão investigados para saber se também houve adulteração no leite, informou hoje (8) o Ministério da Agricultura. O foco inicial da operação foi na Região Sul, onde existe a figura do transportador de leite.
A Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em parceria com o Ministério da Agricultura, descobriu a adição de substância semlehante à ureia para aumentar o volume de água no leite, considerada fraude inédita no país. Com o aumento do volume de água, o objetivo era tentar manter as características do leite, neste caso a proteína.
Com o crime, transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro. O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos para utilização na prática criminosa.
A operação desarticulou o esquema de adulteração de leite e identificou que cinco empresas de transporte de leite adicionavam ao produto cru, entregue à indústria, a substância que tem formol na composição e é considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (Texto Integral)
Veja mais:
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
CHILE E ARGENTINA SEMPRE À FRENTE!
Chile anula lei que proibia homossexuais de realizar doação de sangue
"A seleção de doadores deve se basear em critérios estritamente técnicos e de segurança", aponta a nova norma
BRASÍLIA
O Chile anulou na última quarta-feira (24) a lei que colocava a
orientação sexual como um critério para doação de sangue. A edição da nova Norma
Técnica Geral foi um trabalho conjunto do Ministério da Saúde e do Movimento de
Integração e Liberação Homossexual.
“A seleção de doadores deve se basear em critérios estritamente
técnicos e de segurança, tanto para os doadores quanto para os potencialmente
receptores, sem condições de discriminação arbitrária como orientação sexual,
política, religião ou de qualquer outra índole nesse sentido”, aponta nova
norma.
O documento traz um adendo de que, independente da orientação,
qualquer pessoa que tenha comportamento sexual que traga riscos de infecção por
transmissão sanguínea devem ser excluídas do processo de doação.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
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