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terça-feira, 16 de julho de 2013

Muhammad Yunus: “É necessário alterar o sistema bancário mundial”

16 DE JULHO DE 2013 - 8H15 

Muhammad Yunus: “É necessário alterar o sistema bancário mundial”


Para evitar as crises financeiras mundiais é necessário alterar o sistema bancário mundial, declarou em entrevista exclusiva à Voz da Rússia o mundialmente conhecido economista do Bangladesh Muhammad Yunus. Em 2006, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo seu esforço em criar condições para o desenvolvimento econômico e social de grandes camadas da população.

Por Natalia Benyukh, na Voz da Rússia


Global Mind Symposium
Muhammad Yunus
Muhammad Yunus
Os bancos não querem dar oportunidades de negócio aos desfavorecidos, diz Yunus. O sistema bancário se deve tornar inclusivo, incluir a possibilidade de fornecer serviços bancários a um vasto leque da população. O sistema bancário mundial hoje existente é exclusivo: ele exclui da sua esfera de atuação os mais desfavorecidos. Isso é um sistema bancário errado, ele condena a maioria das pessoas à miséria. Foi o sistema vicioso de créditos interbancários que provocou a crise financeira. Ele só é dedicado e atencioso para os que ganham muito dinheiro. É preciso alterar o estado atual das coisas.

Em 1983, Muhammad Yunus fundou no Bangladesh o Grameen Bank, especializado na concessão de microcréditos. Ele explica essa prática do microfinanciamento:

“Ela teve um desenvolvimento a nível mundial. Mais de 160 milhões de pessoas em diversos países conseguiram obter microcréditos. No Bangladesh, nós concedemos empréstimos a partir dos 20 dólares, incluindo a pessoas na miséria e mendigos. Isso dá um apoio às pessoas, ajuda-os a começar uma atividade própria, apesar de pequena.”

Os microcréditos são necessários no Bangladesh, na Índia e noutros países asiáticos, assim como em África e na América Latina. Além disso, as filiais do Grameen Bank, fundado por Muhammad Yunus, também funcionam na Europa e até nos EUA. Claro que aí as dimensões dos créditos variam de acordo com o nível de bem-estar da população local:

“Em Nova York temos seis dependências do nosso banco. O empréstimo médio é de mil e quinhentos dólares. Para os Estados Unidos isso não é nada, é um valor muito pequeno. Aí nós temos 12 mil mutuários e todos eles são mulheres. No total, por toda a parte, 97% dos nossos mutuários são mulheres. O sistema de concessão de microcréditos também se estendeu à Rússia. Eu vim por diversas vezes à Rússia para participar em conferências e para consultas sobre o microcrédito. Esse sistema é suficientemente eficaz e permite às pessoas com poucos rendimentos se tornarem financeiramente independentes.”

Neste novo mundo globalizado, a base do seu bem-estar financeiro, que é o sistema bancário, deverá sofrer alterações substanciais e realizar um apoio real ao desenvolvimento das capacidades criativas de cada indivíduo, considera o laureado com o Prêmio Nobel. Ele participou no simpósio internacional "Espírito Global”, que se realizou a 11 e 12 de julho na cidade russa de Ekaterinburgo. Muhammad Yunus saúda a ideia de se realizar a Expo 2020 nesse grande centro econômico, científico e cultural dos Urais:

“Eu apoio essa ideia. Esse é um local formidável! O mundo pouco conhece sobre Ekaterinburgo e poderá vir a conhecer essa cidade e a sua rica história. Estou convencido que o mundo irá descobrir uma nova região surpreendentemente interessante.”

No simpósio internacional "Espírito Global” de Ekaterinburgo participaram conhecidos representantes do mundo de negócios, políticos, economistas, cientistas de todos os continentes. Na opinião do Prêmio Nobel Muhammad Yunus, a sua tarefa é unir esforços para que o espírito global se sobreponha aos estreitos interesses corporativos.



quinta-feira, 11 de julho de 2013

México é o país com mais obesos no mundo

 Portal Vermelho - Notícias

México é o país com mais obesos no mundo

Os Estados Unidos perderam para o México o título de país com mais obesos no mundo. De acordo com um estudo recente da ONU, cerca de 70% da população mexicana tem peso a mais ou sofre de obesidade.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Na Islândia a premiê é lésbica e isso não é notícia


Na Islândia a premiê é lésbica e isso não é notícia

PAULO NOGUEIRA 9 DE JULHO DE 2013
Quanto mais avançada uma sociedade, menor a carga de preconceito.
Primeiro caso no mundo de chefe de governo abertamente gay
Primeiro caso no mundo de chefe de governo abertamente gay
Os gays chineses festejaram como nunca, esta semana, a visita de um chefe de governo estrangeiro.
A visita tinha finalidades meramente comerciais, mas os gays viram, ali, uma oportunidade de avanço para sua causa, ainda um tabu na China.
Compreende-se.
O visitante comemorado era Jóhanna Sigurðardóttir, 69 anos, premiê da Islândia. Ela é a primeira chefe de governo do mundo abertamente gay.
Mãe de dois filhos de um primeiro casamento, Jóhanna viajou acompanhada de sua mulher, uma escritora. Esteve com ela em todas as cerimônias oficiais. É, afinal, a primeira dama da Islândia.
A Islândia é parte de um dos pedaços mais fascinantes do planeta: a Escandinávia. São países singulares, em que o capitalismo se impregnou de um forte sentimento igualitário. Disso resultou um Estado de Bem-Estar Social sem paralelo no mundo.
A Escandinávia é uma espécie de utopia que hoje vai se tornando referência internacional: floresce economicamente em meio ao caos generalizado, e isso oferecendo a seus habitantes condição de vida sem paralelo em nenhuma outra parte.
A Escandinávia – Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia – lidera consistentemente as listas sobre os países socialmente e tecnologicamente mais desenvolvidos, em que a vida é melhor para a população.
Jóhanna Sigurðardóttir, que milita no Partido Trabalhista, de centro-esquerda, faz parte de um universo singular.
O prefeito da capital Reiquijavique, Jon Gnarr, 47 anos, é um comediante que jamais fizera política. Gnarr certamente inspirou o italiano Beppo Grillo, que como ele trocou com sucesso a comédia pela política.
Gnarr, o prefeito da capital
Gnarr, o prefeito da capital
O partido que Gnarr criou se chama Best Party. Quando ele o anunciou, muita gente pensou que fosse uma piada contra a política e os políticos do país.
A Islândia acabara de passar pelo trauma financeiro que deixou o país quebrado, e os islandeses estavam irritados com seus políticos.
O Best Party venceu as eleições para a prefeitura de  Reiquijavique – cidade de 100 mil habitantes — com uma plataforma em que havia itens desconcertantemente bem humorados.
O Best Party avisava antecipadamente que não iria mesmo cumprir as promessas eleitorais, ao contrário dos demais partidos que mentem que vão. Uma delas era a garantia de toalhas de graça nas piscinas públicas.
Aos que se preocupavam com um comediante no poder, ele tinha uma mensagem tranqüilizadora. Se fosse o Worst Party, o Partido Pior, haveria de fato razões para sobressalto. Mas não sendo o Melhor Partido.
“Não é porque você brinca que você não é sério”, diz ele. Gnarr tem um programa bem-sucedido na televisão islandesa. Como tantas crianças engenhosas, teve sérios problemas na escola. Acabou deixando os estudos aos 14 anos. Ingressou na cena musical punk da Islândia e com o tempo encontrou seu caminho na comédia, onde se estabeleceu. É casado com uma massagista.
Personagens incomuns como Jóhanna Sigurðardóttir e Jon Gnarr você só encontra na Escandinávia.
O Diário reafirma aqui, ainda uma vez, seu compromisso na luta por um Brasil à escandinava.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Governo culpa redes sociais por protestos - Tradu�o e edi�o: Leticia Nunes. Informa�es de Thiago Ferrer Morini [“El Gobierno turco contra Twitter”, El Pa�s, 3/6/13] | Observat�rio da Imprensa | Observat�rio da Imprensa - Voc�nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito

Governo culpa redes sociais por protestos - Tradu�o e edi�o: Leticia Nunes. Informa�es de Thiago Ferrer Morini [“El Gobierno turco contra Twitter”, El Pa�s, 3/6/13] | Observat�rio da Imprensa | Observat�rio da Imprensa - Voc�nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito

ALEMANHA

esFMI reduz previsão de crcimento da Alemanha

FRANKFURT - O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou pela metade sua projeção para o crescimento econômico da Alemanha em 2013, de 0,6% para 0,3%. 
Em sua avaliação do país, publicada nesta segunda-feira, o Fundo disse que a revisão é a resultado da incerteza persistente com a crise da dívida da zona do euro, que afeta tanto as perspectivas de exportação como a de investimento na Alemanha.
A organização nota que o governo alemão deve manter suas políticas orçamentárias prudentes a fim de "evitar um exagero na consolidação fiscal", que pode afetar o crescimento.
(Associated Press)


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

PARA OS PESSIMISTAS...

Espanhol é ameaçado de morte por criar lâmpada que não queima

Espanhol é ameaçado de morte por criar lâmpada que não queima

by bloglimpinhoecheiroso

Lampada01_Benito_Muros
Benito Muros e sua lâmpada.
Via Ecodebate e lido no Desacato
Obsolescência programada. A bateria de um celular morre em dois anos, um computador em quatro, a geladeira está tendo problemas em oito anos e de repente, em um belo dia, a televisão lhe diz adeus.
“Não há nada para se fazer além de comprar outra.” É possível fazer produtos que durem mais do que isso? Quem sabe a vida toda? Benito Muros da SOP (Sem Obsolescência Programada) diz que é possível. Por isso está ameaçado de morte.
O conceito de obsolescência programada surgiu entre 1920 e 1930 com a intenção de criar um novo modelo de mercado, que visava a fabricação de produtos com curta durabilidade de maneira premeditada obrigando os consumidores a adquirir novos produtos de forma acelerada e sem uma necessidade real.
As lâmpadas e a luta de Benito Muros respondem a um novo conceito empresarial, baseado em desenvolver produtos que não caduquem, como aquelas geladeiras Frigidaire ou máquinas de lavar Westinghouse que duravam a vida toda.
Uma filosofia empresarial mais conforme com nossos tempos, graças à comercialização de produtos que não estejam programados para ter uma vida curta, senão que respeitem o meio ambiente e que não gerem resíduos que, por vezes, acabam desembocando em containers de lixo no terceiro mundo.
A seguir, trechos da entrevista onde ele fala sobre seu projeto:
Trata-se de um movimento que denuncia a obsolescência programada. Lutamos para que as coisas durem o que tenham de durar, porém os fabricantes de produtos eletrônicos os programam para que durem um tempo determinado e obrigam os usuários a comprar outros novos. A lei permite!
O consumo de nossa sociedade está baseado em produtos com data de validade. Mudar isso suporia mudar nosso modelo de produção e optar por um sistema mais sustentável. Os fabricantes devem ser conscientes de que as crises de endividamento como a que vivemos são inevitáveis e que podemos deter o crime ecológico.
Repórter: A lavadora de minha mãe durou 35 anos.
E agora aos seis já da problemas. Também, antes havia umas meias de náilon irrompíveis. Deixaram de fabricar, por isso, porque duravam demais.
Mas hoje, por exemplo, temos uma lâmpada que está acesa a 111 anos em um parque de bombeiros de Livermore (Califórnia). Foi então que surgiu a ideia de criar, junto com outros engenheiros, uma linha de iluminação que dure toda a vida.
Repórter: Não queima nunca?
Nunca! Dura mais de 100 anos, porém, como não veremos, oferecemos uma garantia de 25 anos.
Repórter: Não se vê isto nos grandes armazéns.
Não, porque as distribuidoras nos dizem que vivem das que se queimam. Inclusive recebemos ofertas de milhares de dólares para tirá-la do mercado.
Repórter: E quanto custa sua lâmpada?
Pode ser comprada online por uns €37,00. Aos fabricantes não lhes interessa.
Repórter: Um gênio ou um louco?
Nem um nem outro. Somente buscamos uma sociedade mais justa. Ainda que isto signifique estar ameaçado de morte. A lâmpada criada pela OEP Electrics responde à necessidade atual de um compromisso com o meio ambiente. Ao durar tanto tempo, não gera resíduos ao mesmo tempo em que permite uma poupança energética de até 92% e emite até 70% a menos de CO2.
Mas, ao que parece, a indústria de produtos elétricos não está muito contente com a descoberta. Benito Muros diz que está sendo ameaçado devido a seu invento e inclusive afirma ter recebido ofertas milionárias para retirar seu produto do mercado.
“Senhor Muros, você não pode colocar seus sistemas de iluminação no mercado. Você e sua família serão aniquilados”, reza a denúncia que Muros apresentou à Polícia, que apesar do medo não se acovardou.
Para realizar sua pesquisa, Muros viajou até o parque de bombeiros de Livermore (Califórnia), lugar no qual há uma lâmpada que permanece acesa de forma ininterrupta há mais de 111 anos. Ali conversou com descendentes e conhecidos dos criadores da lâmpada, já que não existia documentação a respeito.
Com esta informação conseguiu as bases para começar sua pesquisa, cujo achado supõe um novo conceito de modelo empresarial baseado na não Obsolescência Programada.
Uma pequena lista das vantagens prometidas por Benito Muros e OEP Electrics:
– Gasta 92% menos eletricidade que uma lâmpada incandescente, 85% em relação às halogênicas e 70% em relação às fluorescentes.
– Garante 25 anos funcionando 24 horas por dia, 365 dias por ano.
– Não se queima no caso de acender e pagar várias vezes. A empresa OEP Electrics garante 10 mil comutações (acender e apagar) diárias.
– Ela acende na hora. Não precisa esperar ela esquentar.
– Não emite ultravioleta e nem ultravermelho (evitando problemas de pele e nos olhos).
– Não faz zumbido.
– Consegue iluminar em temperaturas de até 45º abaixo de zero.
– Não contém tungstênio e nem mercúrio. Não possui metais pesados que demoram para desintegrar. São recicláveis e seguem todas as normas ambientais.
– Emite 70% a menos de CO2.
– Por ter mais tempo de vida, produz menos resíduos para a natureza.
– Praticamente não esquenta utilizando somente aquela energia que será necessária para iluminar, ao contrário das lâmpadas convencionais que gastam 95% da energia para produzir calor e 5% para iluminar.
– Por não esquentar e não produzir radiação evita deteriorar os materiais que estão perto.
– Evitam risco de incêndio.
– Não prejudicam o frio dentro de câmaras frigoríficas.
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