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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Alibaba To Invest $1.25B In Restaurant Delivery Service Ele.me, Says Report

Alibaba To Invest $1.25B In Restaurant Delivery Service Ele.me, Says Report:

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 Alibaba will reportedly invest $1.25 billion in Ele.me, a food delivery service based in Shanghai, says financial news site Caixin (link via Google Translate). The deal would Alibaba the startup’s biggest shareholder, with a 27.7 percent stake. Read More


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domingo, 20 de dezembro de 2015

Altamiro Borges: FHC será chamado a depor sobre “petrolão”?

Altamiro Borges: FHC será chamado a depor sobre “petrolão”?: Por Altamiro Borges Na quinta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a chamada Operação Sangue Negro, que investiga pagamentos de propin...

sábado, 19 de dezembro de 2015

Fachin é a grande decepção do ano no cenário jurídico, por Brenno Tardelli

Fachin é a grande decepção do ano no cenário jurídico, por Brenno Tardelli:

Categoria: 

Justiça




do Justificando

Infelizmente, Fachin é a grande decepção do ano no cenário jurídico

Brenno Tardelli

Foi um ano de muitas surpresas, sem dúvida.

No campo jurídico, no entanto, nada foi mais surpreendente do que a postura do ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal. Para quem não se lembra, o ministro passou por uma das mais difíceis sabatinas da história, com forte oposição e largo apoio de juristas de renome e de movimentos sociais, que buscavam alguém na Corte com um pensamento mais progressista. Ele já havia se candidato algumas vezes e despontava com alguns posicionamentos inovadores, principalmente na área de Direito de Família.

Eis que, depois de tanto desgaste, logo nos seus primeiros meses de corte, Fachin começou a estranhar quem havia lutado tanto para que ele ocupasse a vaga.

Após assistir votos do ministro extremamente complicados do ponto de vista dos Direitos Humanos, especialmente em matérias relativas a Direito Penal e Processual Penal, escrevi um texto “A que veio o Ministro Edson Fachin?”. Naquela época, já destaquei alguns votos de Sua Excelência, como na discussão sobre princípio da insignificância e a constitucionalidade da vaquejada, onde fora a "vanguarda do atraso". Eram momentos de apreensão no Supremo com o julgamento sobre a inconstitucionalidade da criminalização do porte de drogas. O ministro havia pedido vista no julgamento - devolvera o processo semanas depois, quando foi menos decepcionante e votou pela descriminalização da maconha (poderia ter votado por todas, como fez Gilmar, mas, enfim, seria esperar muito).

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

dez filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 10

dez filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 10:

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Você deve estar imaginando que esta será a última parte pois 100 é um número bem redondo e cheira àquelas listas de jornal ou revistas famosas sobre os 100 filmes mais assustadores de todos os tempos ou os 100 filmes que renderam maiores bilheterias etc
Não! As listas continuarão! Não sei até quando, mas continuarão enquanto houver leitores inflamados e sedentos por filmes para quem não tem preguiça de pensar.




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os dispostos se atraem

os dispostos se atraem:

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"É preciso que nos entreguemos à paixão que arrepia a pele, gela a espinha, dilata as pupilas, acende fagulhas, pois esses momentos é que eternizarão em nós as lembranças que acalentarão o nosso partir tranquilo. E, se não der certo, sempre haverá novas oportunidades, novos caminhos, novos amores."




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domingo, 6 de dezembro de 2015

Ser Cunha ou não ser: eis a questão

Ser Cunha ou não ser: eis a questão:

por Tadeu Porto

Sei da heresia. Sei, também, das maldições que o próprio Shakespeare deve me lançar, sabe-se lá da onde, por eu ter ligado o nome do Eduardo Cunha a sua célebre frase… Mas convenhamos: pelo menos com a caveira de Yorick dá uma boa combinação.

Todavia, não vejo oração que se adapte melhor com o contexto atual. Uma indagação filosófica que entra como uma luva de lã numa mão a ser aquecida num inverno que está pra chegar. Afinal, é impossível dissociar o presidente da câmara do processo de golpeachment (créditos para o José Simão da Folha), portanto, a angustia de escolher o caminho do impedimento passa, inclusive, em levar de brinde uma imagem full HD do deputado carioca.

Ou melhor: a alternativa do golpe é irmã siamesa do presidente da câmara.

Esconder Cunha do impeachment, é o mesmo que tentar camuflar um elefante adulto atrás do um eucalipto: é impossível se livrar desse traste. Arrisco dizer que se o George R.R. Martin inventasse um personagem no seu clássico Game of Thrones com nome Eduardo, da casa Cunha - a ratazana branca do Rio de Janeiro - ele terminaria 100 livros sem conseguir matar o mesmo (É engraçado, pois Aécio Neves da Cunha faria parte dessa casa).

E esse, talvez, seja o grande problema da oposição: querer golpear a presidenta escondendo o Cunha do processo, pois ele é sabidamente uma figura nefasta e imoral do nosso espectro político (nojenta mesmo, pra resumir. Confesso que faço careta quando penso nas atitudes dele). Ninguém, em sã consciência, quer qualquer associação aparente com ele.

Mas, afinal, porque é impossível separar Cunha do impedimento?

Vejamos: Quem deu início ao processo, numa movimento mais descarado de chantagem e vingança que essa república talvez tenha visto? Cunha. Ou seja, já colocou suas digitais desde o início.

“Ahhhh sei lá... Temos que investigar mesmo assim. Ele começou, mas é previsto por lei: vamos analisar o crime de responsabilidade pelo impeachment sem ele”, diria alguém a favor do impedimento.

Garanto: ele estará lá mesmo assim.

Pois o segundo passo é montar uma comissão proporcional aos partidos da câmara. Oras, uma comissão parlamentar de inquérito também é montada de maneira semelhante! E adivinha quem colocou aliados em todas as CPI’s construídas esse ano? Cunha! (Se alguém duvida, dê uma olhadinha na relação dele, ou da filha, com Hugo Motta, presidente da CPI da Petrobrás, que deveria investigar os crimes dele mesmo).

[detalhe: tô me sentindo em um daqueles infográficos de impeachment da mídia tradicional dando esse passo a passo]

Então: passada a parte da comissão, se continuar avançando, vamos para os votos da casa. E adivinhem só quem foi acusado de achacar mais de 300 deputados da câmara? Quem manobrou duas votações que perdeu para votar de novo e ganhar? Quem “derrotou” o governo (comemorado pela mídia) em dezenas de seções? De novo, Cunha!

Até aí, se Dudu continuar com a força e a influência do primeiro semestre desse ano, a oposição já vai ter conseguido afastar Dilma por 180 dias. Temer assume e - tchãn, tchãn, tchãn, tchãããn - vai poder barganhar com Cunha o futuro deste no legislativo.

Resumindo: Cunha está inserido do início ao fim no golpechment! Para ele, vai ser como mais um atraso na comissão de ética, mais uma votação no apagar das luzes, mais um achaque para conseguir votos… Cunha vestirá a armadura de Cunha e terá voz e poder num processo que interessa a ele diretamente.

Portanto, querido amigo ou amiga, se você deseja mesmo tirar a Dilma do poder contente-se em abraçar e beijar Eduardo Cunha! Você estará lado a lado com ele, de mãos dadas, caminhando pelos jardins da imoralidade e da ilegalidade!

Quem escolher o caminho “ser impeachment”, “ser golpe”, enfim, “ser Cunha”, vai dar ao nosso futuro cenas mais trágicas que o final de Romeu e Julieta, sem qualquer glamour shakespeariano.

Tá certo, fatos como esses são frutos da árvore democrática, por mais irônico que seja: temos que lidar, inclusive, com a livre expressão do desejo golpista. Mas bem no fundo, no pré-sal das minhas esperanças sonhadoras, tenho convicção que o Brasil construído até aqui não vai permitir que tal coisa seja feita. Não deixaremos que uma figura como Cunha seja protagonista de uma página de qualquer livro decente de história que iremos produzir.

Por isso, vamos trabalhar com afinco, com ou sem dilema, para o golpeachment não passar.

No fim, acredito que até Shakespeare e Martin vão me perdoar por usar referências deles num texto que leva a palavra Cunha dezoito vezes! Foi por uma boa causa :)

Tadeu Porto é Diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF)



segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Documento acusa Cunha de receber R$ 45 mi para aprovar emenda para o BTG

Documento acusa Cunha de receber R$ 45 mi para aprovar emenda para o BTG:

Categoria: 

Congresso


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Jornal GGN - De acordo com um documento descoberto durante as buscas na casa do assessor do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu um pagamento de R$ 45 milhões para aprovar emenda em medida provisória que beneficiaria o banco BTG Pactual, de André Esteves, que foi preso na última quarta-feira.

O documento cita a MP 608, e que o BTG, dona da massa falida do Bamerindus, "estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa". Também diz que participaram da operação Carlos Fonseca junto com Milthon Lyra, pelo BTG Pactual, e que o valor também seria destinado para outros parlamentares do PMDB. Após o acerto, Milton fez um jantar de comemoração com a presença do presidente da Câmara e de André Esteves.

Do Estadão

POR BEATRIZ BULLA E DANIEL CARVALHO, DE BRASÍLIA
Revelação ocorreu durante buscas na residência do assessor do senador Delcídio Amaral (PT/MS), preso quarta-feira, 25, por tentar barrar Operação Lava Jato; 'eu desminto com veemência', reage presidente da Câmara
Documento colhido em buscas feitas na casa do assessor do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, cita pagamento de R$ 45 milhões ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para aprovar emenda em medida provisória que beneficiaria o BTG Pactual, de André Esteves. O banqueiro, assim como Delcídio, foi preso na última quarta-feira, 25.
“Em troca de uma emenda a medida provisória número 608, o BTG Pactual, proprietário da massa falida do banco Bamerindus, o qual estava interessado em utilizar os créditos fiscais de tal massa, pagou ao deputado federal Eduardo Cunha a quantia de R$ 45 milhões de reais”, diz o texto.
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sábado, 28 de novembro de 2015

Mauricio Dias: Delações aos magotes

Mauricio Dias: Delações aos magotes:

Na ação do juiz Moro, a prisão antecipa a pena. Lá se vai a presunção de inocência
por Mauricio Dias —  na Carta Capital  - publicado 27/11/2015 

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Conte-nos, por favor, as delícias de uma temporada no Waldorf Astoria
Vem da sabedoria popular, como quase sempre, a explicação mais simples e sincera sobre as ações da Polícia Federal e do Ministério Público em torno da Operação Lava Jato, conduzida a ferro e fogo pelo juiz Sergio Moro: o peixe morre pela boca.
Talvez não haja no Brasil de agora um instrumento jurídico mais popular do que a contestada delação premiada inaugurada na Lava Jato em outubro de 2014, mas presente na história do Brasil desde 1789, ano em que Joaquim Silvério dos Reis delatou Tiradentes.
No presente momento, em pouco mais de um ano, estão computados mais de 30 delatores. Paira no ar, no entanto, a ameaçadora informação de Rodrigo Janotdada na sabatina no Senado, quando foi reconduzido ao cargo de procurador-geral da República. Até então, disse ele, estavam em negociação no âmbito da Lava Jato entre 50 e 60 delações.


Não se sabe se nos números de Janot estava incluída a explosiva confissão deNestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. É a mais recente. Foi consumada na sexta-feira 20.
O método do juiz Moro é sustentado por um princípio: da delação nasce a prova. Posteriormente, que seja testada nos tribunais. Segundo os advogados, as confissões são arrancadas, muitas vezes, por critérios ilegais. A prisão antecipa a pena. E, então, lá se vai a presunção de inocência.
Assim Cerveró abriu o bico. O senador petista Delcídio do Amaral tentou calá-lo de forma grotesca e, possivelmente, criminosa. Falou demais. Estava grampeado pelo celular de Bernardo Cerveró.
Bernardo é filho do delator. Grampeou Delcídio e, simultaneamente, pescou André Esteves, peixe bem graúdo. Banqueiro influente, Esteves é um dos homens mais ricos do Brasil. Segundo a revista Forbes, tem cerca de 3 bilhões de dólares.
Com todo esse dinheiro acaricia os amigos mais próximos como Aécio Neves. O senador tucano, acompanhado da mulher, já curtiu alguns dias no majestoso Waldorf-Astoria com viagem e diárias pagas por Esteves.
Como é pequena a elite deste país. Eles se conhecem.
Delcídio tem passe livre para transitar nesse grupo. Foi diretor de Gás e Energia da Petrobras no segundo mandato de Fernando Henrique. Senador por Mato Grosso do Sul, por razões políticas locais saiu do PSDB para o PT. É um político anfíbio. Ele próprio se define como “o mais tucano dos petistas”.
Isso expressa o comportamento das regras básicas das políticas tradicionais. Pouca coisa é feita pelo interesse coletivo. Predomina o interesse pessoal.
Sob a perspectiva do senso de humor, já é possível visualizar resultados desse vergonhoso episódio político. Ele pode provocar, por um lado, a redução nas ligações via celular e, por outro, talvez seja capaz de reduzir os gastos do Congresso.
Isso teria um provável impacto negativo no ganho das operadoras. Curiosamente, essas empresas, ao fim e ao cabo, são vítimas da tecnologia embutida nos aparelhos de telefone com os quais elas inundam o mercado.
Os políticos como Delcídio precisam ter cuidado com o uso deles.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Acampamento 'Pauzinho do Dantas' terá que transferir-se definitivamente para os hotéis

Acampamento 'Pauzinho do Dantas' terá que transferir-se definitivamente para os hotéis:



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Segundo o colunista global Ilimar Franco, no acampamento golpista em frente ao Congresso Nacional ocorreu um racha e surgiu o 'Coxinhas do B'. Tudo porque uma parte daquela chusma, quando chega a noite, sai dos acampamentos e toma o rumo dos hotéis.



Talvez, o indulgente colunista tenha ficado apenas na informação prestada por alguém do próprio acampamento não indo fundo da investigação da prática, pois, o mais provável é que haja revezamento entre os coxinhas acampados e a dita informação não passe de manobra diversionista.



Com efeito, a velhacaria tem a característica de seu mentor, o deputado Paulinho Pereira da Silva, vulgo Pauzinho do Dantas, por sua notória obediência ao banqueiro Daniel Dantas. Pauzinho, a quando da votação da reforma previdenciária, implementada por FHC, que criou o fator previdenciário, responsável direto pela tunga de aposentadorias e proventos, juntou-se a um protesto que saiu dos quatro cantos do país no rumo de Brasília a fim de pressionar os deputados a não votar aquela vilania.



Muitos dos segmentos populares dirigiam-se até em caminhada no rumo do Congresso, enquanto um comboio de ônibus engrossava aquela gigantesca manifestação. No meio daquele movimento de massa, lá estava o Pauzinho em um ônibus com ar condicionado, serviço de buffet a bordo e até massagista à disposição do farsante, que descia do seu palácio sobre rodas naqueles pontos de maior afluência de público, quando estavam misturados os que marchavam e os dos coletivos, fingindo caminhar ao lado do populacho, mas, assim que chegava em local mais deserto, fechava-se no seu conforto, submetia-se ao trabalho do massagista a seguir refestelando-se como um comensal da Roma antiga, tudo sob patrocínio dos patrões que encenava combater.



Agora, seus descendentes de farsa brigam por vagas em hotéis enquanto fingem dormir em barracas. Será que haverá alguém que receba a polícia legislativa, quando esta for desmontar o tal acampamento daqui a algumas horas, conforme determinação dos presidentes da Câmara e do Senado?


Strange Fruit, a fruta amarga do racismo

Strange Fruit, a fruta amarga do racismo:

Categoria: 

Música


Enviado por Mara L. Baraúna

Strange Fruit - a fruta amarga do racismo

Do Portal Vermelho

A cantora é simplesmente genial - Billie Holiday. O autor é Abel Meeropol, um professor de inglês no Bronx, bairro de Nova York, que assinava poemas e canções com o pseudônimo Lewis Allan. O tema é assustador: o linchamento de negros nos Estados Unidos, comuns há algumas décadas. Esta é a receita que resultou num dos maiores clássicos da canção de protesto nos EUA: Strange Fruit, cuja história está contada no livro Strange Fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção, de David Margolick, que a editora Cosac Naify acaba de lançar em português.

A música, composta aí pelo final de 1937, foi gravada originalmente por Billie Holiday em abril de 1939 e logo apresentada em público no Café Society, uma espécie de clube noturno que reunia socialistas, comunistas, sindicalistas e democratas em Nova York (foi fechado, no começo da década de 1950, pelos caça-comunistas liderados pelo direitista chefe do FBI, J. Edgar Hoover). Foi um choque. Em sua autobiografia, a própria Billie Holiday registrou o impacto: quando terminou de cantar: silêncio total; “então uma pessoa começou a aplaudir nervosamente e, de repente, todo mundo estava aplaudindo”.

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OCCIDENTE NO SOPORTA VER CÓMO RUSIA DERROTA AL ISIS

OCCIDENTE NO SOPORTA VER CÓMO RUSIA DERROTA AL ISIS: El inicio de la operación rusa “enturbió las aguas del doble juego que Occidente ha estado tratando de llevar en Siria” y obligó a este a intensificar la guerra contra el terrorismo, opina el analista político Dan Glazebrook. “Occidente estaba jugando este doble juego en el que, por un lado, estaba tratando de contener –utilizando […]


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Minas Gerais: onde estão Ana Clara, Mateus, Yuri e Thiago?

Minas Gerais: onde estão Ana Clara, Mateus, Yuri e Thiago?:

Por Alceu Luís Castilho publicado no site Jornalistas Livres

Imagem: Gustavo Ferreira/Jornalistas Livres

Tragédia em Minas não terá sua “foto de criança síria”; postura das autoridades e da imprensa, até agora, é protocolar, sem empatia com a população atingida.

Há uma história dentro da história do desabamento das barragens em Mariana (MG): a das crianças, tratadas com um descaso protocolar pela imprensa brasileira. Emanuele Vitória Fernandes, de 5 anos, foi encontrada morta a 70 quilômetros de Mariana, e o UOL registra de forma contábil: “Garota de 5 anos é quarta morte confirmada em MG”. Quem era ela? Onde estudava? Lemos apenas – como em uma necrópsia – que a criança foi reconhecida pela família “por conta do cabelo, formato do pé e arcada dentária”.

Quatro crianças entre os 22 moradores e trabalhadores da Samarco ainda estão desaparecidas, conforme a lista divulgada pela prefeitura e pelos Bombeiros. São elas: Thiago Damasceno Santos, de 7 anos; Ana Clara dos Santos Souza, de 4 anos; Mateus Dias Batista, de 5 anos; e Yuri Dias Batista, de 3 meses. (Os dois irmãos desapareceram com a mãe, outra Ana Clara.) Onde elas estão?

Um dos livros-chave para se entender o drama de pessoas desaparecidas no Brasil é “Onde foi que enterraram nossos mortos?”, de Aluizio Palmar (Travessa dos Editores, 2005). Ele trata de seus companheiros assassinados pela ditadura de 1964, com direito a investigação própria sobre o paradeiro de cada um. O livro não é somente sobre a resistência. Mas sobre a busca, a angústia de não se saber onde estão aqueles corpos. Sobre essa dor específica – e dilacerante.

Para onde exatamente a Samarco levou (já que é dela a responsabilidade pela barragem) Ana Clara, Mateus, Yuri e Thiago? E as demais pessoas que não conseguiram escapar da avalanche de resíduos da mineração? A questão não é alimentar esperanças em vão – de vidas que certamente se foram. Mas de oferecer aos familiares a efetiva possibilidade de resgate dos corpos. (Enquanto a lama que soterrou a região, dizem especialistas, vai sendo nada menos que cimentada.)

A repórter Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres, foi até Mariana e resumiu esse drama da seguinte forma: “Acusada de responsável pela tragédia, empresa da Vale cuida da cena do crime, exclui imprensa e deixa o povo de fora. Tá certo isso?”

Seguem perguntas feitas por moradores, coletadas pela repórter: “Por que estão nos impedindo de entrar em Bento Rodrigues? A gente poderia ajudar na localização e no resgate dos desaparecidos e dos animais, porque conhecemos como ninguém a região. O que estão querendo esconder?”

Em meio aos silêncios (empresariais, políticos e midiáticos), o Brasil acompanha as  buscas como se elas fossem algo rotineiro, robótico, um trabalho cotidiano para os Bombeiros. Alguns, nas redes sociais, não se acanham em dizer que têm mais piedade pelos animais. Nenhuma chance à vista de uma comoção – nacional e internacional – como aquela despertada pela criança síria achada morta na praia.

Invisíveis, os refugiados brasileiros dificilmente terão sua foto emblemática. Não se verá algum executivo falando de Ana ou de Yuri, ou algum político (procura-se um estadista) preocupado com Matheus e Thiago. Não por eles, apenas – mas por todos, pelos mortos e pelos sobreviventes, pelo necessário resgate da humanidade em meio a essa lógica empresarial, dilaceradora.

domingo, 15 de novembro de 2015

JE SUIS PARIS – E TAMBÉM BAGDÁ, TRIPOLI E DAMASCO.

JE SUIS PARIS – E TAMBÉM BAGDÁ, TRIPOLI E DAMASCO.:

Mauro Santayama, em seu Blog

 



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Foram lamentáveis e brutais, sob todos os aspectos, os atentados ocorridos em Paris, que acarretaram centenas de mortos e feridos inocentes, franceses e estrangeiros.

Nas horas que se seguiram, na frágil cobertura da TV estatal francesa, que parecia só dispor de uma equipe e entrava, ao vivo, em contato, por telefone, com o seu repórter que estava no interior da Boate Bataclan, o foco foi mantido na solidariedade e na reação das autoridades e do governo.

O Primeiro Ministro François Hollande, com a mesma expressão de perplexidade mostrada por George Bush em suas primeiras declarações no dia do atentado às Torres Gêmeas, declarou que a França permanecerá unida, e que ela será implacável em sua resposta ao EI, o Exército Islâmico - o grupo terrorista que assumiu a autoria dos ataques - e que serão tomadas medidas de segurança para que a situação não se repita.

A retórica, dos jornalistas e do governo, é a única resposta que pode ser dada pelos franceses à situação de absoluta vulnerabilidade e impotência em que a França se meteu, ao intervir em outros países.

Uma retórica que serve para disfarçar – com a costumeira cortina de fumaça e de maniqueísmo – a crua e implacável realidade em que Paris se encontra, do ponto de vista desses ataques, e das escolhas que fez, nos últimos anos,  em sua política externa.

Em primeiro lugar, porque há muito pouco que a França possa fazer para evitar novos atentados.

Se seus autores forem apanhados, outros os substituirão, vindos de fora, ou recrutados na periferia das grandes cidades francesas, onde muitos jovens, filhos de emigrantes, precisam apenas de um pretexto para fazer explodir seu ressentimento e sua frustração com a miséria e o desemprego, ou a falta de perspectivas de futuro, em um continente onde não se sentem bem-vindos, assombrado pela decadência e a crise, onde a extrema direita floresce, alimentada pela xenofobia, o racismo e o preconceito.

Em segundo lugar, porque, por mais que sejam terríveis, para todos nós, e para as famílias enlutadas, os atentados em Paris em nada diferem, em suas  conseqüências humanitárias, daqueles que ocorrem, todos os dias, em dezenas de lugares no Afeganistão, no Norte da África e no Oriente Médio.

Por lá, pessoas explodem, a qualquer momento, ou são fuziladas, decapitadas, estupradas, às dezenas, por terroristas originalmente armados pelas mesmas  potências “ocidentais” que estão sendo atacadas agora - e por pseudo “democracias”, como a Arábia Saudita onde adúlteras são punidas a chibatadas e mulheres não podem sair de casa sem véu nem um homem que as vigie – com o intuito de derrubar governos em países, que, independente da orientação política de seus regimes, viviam em situação de paz e estabilidade.

No entanto, esses atentados, em outras partes do mundo, não merecem matérias especiais de meia hora na televisão brasileira – afinal, é melhor que nos identifiquemos com a “civilização” que queremos emular e com a “democracia” que queremos emular - é muito mais conveniente, do ponto de vista do discurso de doutrinação ideológica eurocêntrico e neoliberal, discutir a dor das famílias e as medidas de segurança – absolutamente inócuas, diga-se de passagem -  que devem ser supostamente adotadas - do que revelar ao público o que está realmente por trás dos acontecimentos.   
            
Nem se vêem nas camisetas e nos cartazes que rezam “Je suis Paris”, em várias partes do mundo, espaço para frases como “Je suis Syrie”, porque, claro, são muito mais importantes as mortes de Paris, do que aquelas que ocorrem, literalmente, há anos, para lá de Bagdá, em lugares como Basra,  Karbala ou Ramadi.    

Finalmente, a pergunta que não quer calar, é a seguinte: se Saddam Hussein e Muammar Kaddafi – com todos seus eventuais defeitos - estivessem no poder e a Síria gozasse da mesma situação de estabilidade que tinha antes do início – estimulado pelo “ocidente” – do trágico engodo da “primavera árabe”; se os EUA – aliados da França – não tivessem armado  terroristas para atacar Damasco - os mesmos assassinos que hoje militam e são a espinha dorsal do Estado Islâmico  - os atentados de Paris teriam ocorrido?

Capitais europeias não eram atacadas  antes da promulgação da “Guerra ao Terror” pelos Estados Unidos, nem da “primavera árabe”, que gerou milhões de mortos e refugiados, com a destruição de centenas de cidades; nem antes do envolvimento da OTAN, a serviço dos EUA, com bombardeios na Líbia e em outros lugares - contra governos que antes eram tratados, hipocritamente como aliados pelo “ocidente” - em países em que crianças iam uniformizadas e bem alimentadas à escola todos os dias, e não caçavam, para comê-los, ratos entre os  escombros de suas casas, como agora.

Nunca é demais lembrar que quem planta vento, colhe tempestade.

Que os novos atentados de Paris - e o pânico com os falsos alarmes que se seguiram - sirvam de alerta ao Brasil - país em que convivem, em harmonia, judeus e muçulmanos, e gente de todos os lugares do mundo - que, estimulado pela doutrina da repressão policialesca e pelo desejo de ser mais realista que o rei de “especialistas”  que cresceram vendo enlatados de espionagem norte-americanos, está se metendo a “gato mestre”, criando leis “antiterroristas”, que podem nos fabricar inimigos onde nunca os tivemos.

Leis que são, como podemos ver, pela vulnerabilidade e impotência dos países que as adotam, tão supérfluas quanto inócuas e estúpidas.


Confirmado: Governo Francês Conhecia os Extremistas Antes do Ataque

Confirmado: Governo Francês Conhecia os Extremistas Antes do Ataque:



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Mais guerras e mais vigilância não podem ajudar


Como previsto e relatado anteriormente, os terroristas que participaram de um ataque sem precedentes no centro de Paris, matando mais de 100 e ferindo centenas de outras pessoas, eram bem conhecidos das agências de segurança francesas antes do ataque ocorrer.





O Daily Mail do Reino Unido informou em seu artigo, "Caça aos assassinos do ISIS: Um terrorista identificado como 'jovem francês conhecido das autoridades' - outros dois encontrados com passaportes sírios e egípcios", que:



Um dos terroristas envolvido nos ataques de ontem à noite em Paris foi oficialmente identificado como um parisiense, de acordo com relatos da mídia local.  


O homem, que foi morto no Bataclan, foi identificado pelas suas impressões digitais e era da vizinhança meridional parisiense de Courcouronnes.  


Os relatórios franceses dizem que o homem, que tinha cerca de 30 anos, já era conhecido das autoridades anti-terroristas francesas antes dos ataques da noite passada. 



Semelhantemente, em janeiro de 2015, depois do "ataque a Charlie Hebdo", o qual deixou 12 mortos, foi revelado que as agências de segurança francesas seguiram os criminosos por quase uma década antes, tendo detido pelo menos um terrorista um total de duas vezes, encarcerando-o pelo menos uma vez, acompanharam dois deles no exterior, onde eles haviam treinado com organizações terroristas conhecidas e, possivelmente, lutado ao lado deles na Síria, antes de segui-los de volta ao território francês.



Surpreendentemente, as agências de segurança francesas nunca transferiram os terroristas, alegando que após uma década seguido-os, elas finalmente decidiram encerrar seu caso precisamente pela quantia de tempo necessário para que eles planejassem e executassem seu grand finale.



Mais guerra e mais vigilância não ajudam



Com um cenário semelhante emergindo agora, particularmente na sequência do "ataque a Charlie Hebdo", onde as agências de segurança francesas conheciam os extremistas, mas não conseguiram detê-los antes da realização de mais um ataque notório, mesmo com poderes de supervisão reforçados, que lhes foram concedidos pela legislação recente, parece que nenhuma quantia de vigilância intrusiva ou guerras estrangeiras deterão um problema terrorista do governo francês que parece se mostrar disposto a não fazer nada para impedir.



O problema não são as leis de imigração da França. As pessoas perigosas estão na França, mas elas estão sendo monitoradas pelas agências de segurança francesas. O problema não é a Síria. Os terroristas deixaram de lutar lá, adquiriram habilidades mortais e filiações antes de voltar para a França, mas igualmente foram rastreadas por agências de segurança francesas. Em vez disso, o problema é que as agências de segurança francesas não estão fazendo nada em relação a esses indivíduos perigosos que conscientemente vivem, trabalham, e, aparentemente, conspiram no meio da sociedade francesa.



Nas próximas horas e dias, o governo francês e seus vários co-conspiradores em sua guerra substituta contra a Síria irá propor um plano de ação que alegam irá conter a ameaça terrorista que a França e o resto da Europa enfrentam. Mas a realidade é, o problema não é algo que o governo francês pode resolver, porque o problema é claramente o próprio governo francês.



O ISIS está por trás dos ataques de Paris, mas quem está por trás ISIS? 



Com o então chamado "Estado Islâmico" (ISIS) emergindo por trás do ataque, a pergunta que fica é, quem está por trás do ISIS? Enquanto o Ocidente tentou manter a organização terrorista que possui habilidades quase mitológicas, capazes de sustentar operações de combate contra a Síria, Iraque, o Hezbollah do Líbano, apoio do Irã e, agora, os militares russos - ao mesmo tempo que desempenham em grande escala ataques terrorista notórios em todo o mundo - é claro que o ISIS é o beneficiário do imenso patrocínio do estado de múltiplas nacionalidades.



A ascensão do ISIS foi revelado já em 2007, em entrevistas realizadas pelo jornalista ganhador do Prêmio Pulitzer Seymour Hersh em seu relatório de 9 páginas "O redirecionamento." As entrevistas revelaram um plano para desestabilizar e derrubar o governo da Síria através do uso de extremistas sectários - mais especificamente, a Al Qaeda - com armas e fundos lavados através do antigo principal aliado regional dos EUA, a Arábia Saudita.



O mais recente relatório da Agência do Departamento de Inteligência (DIA) redigido em 2012 (PDF) admitiu:



Se a situação desvenda que há a possibilidade de estabelecer um principado Salafista declarado ou não no leste da Síria (Hasaka e Der Zor), e é exatamente isso que os poderes de apoio para a oposição querem, a fim de isolar o regime sírio,  o qual é considerado a profundidade estratégica da expansão Shia (Irã e Iraque).



O relatório do DIA enumera precisamente quem esses "poderes" de apoio são:



O Ocidente, os países do Golfo e a Turquia apoiam a oposição; enquanto a Rússia, China e o Irã apoiam o regime.



E até hoje, ao simplesmente olhar para qualquer parte dos mapas que detalham o território mantido por várias facções em meio ao conflito sírio, é claro que o ISIS não é um "estado" de espécie alguma, mas uma invasão em andamento que emana do território da Turquia que é membro da OTAN, com seu corredor primário de distribuição cruzando a fronteira turco-síria entre a cidade síria de Ad Dana e a margem ocidental do rio Eufrates, um corredor de abastecimento cada vez mais reduzido.





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Imagem: O território mantido pelo ISIS visto em cinza escuro forma um corredor diretamente até a fronteira sírio-turca - ou mais precisamente, começa na fronteira turco-síria. Nos últimos dias, este corredor tem enfrentado ser completamente isolado pelas conquistas conjuntas Sírio-russas e em torno de Aleppo e em direção à margem ocidental do rio Eufrates. O leste do Eufrates já é mantido por curdos e forças sírias. A OTAN está claramente fornecendo suporte primário ao ISIS ', e além disso, o ISIS é acusado de estar por trás de um ataque a um membro da OTAN.


Na verdade, o desespero exibido pelo Ocidente e seus esforços para derrubar o governo sírio e salvar sua força mandatária que estão agora sendo dizimados pelas operações militares conjuntas síria-russa, é diretamente proporcional a diminuição e estabilidade deste corredor.



Na semana passada, as forças sírias restabeleceram o firme controle sobre o aeroporto militar Kweyris, o qual estava sob cerco durante anos. O aeroporto fica a apenas 32 km do rio Eufrates, e, conforme as forças sírias apoiadas pelo poder aéreo russo trabalham para chegar em direção à fronteira turca ao longo da costa da Síria, constituem uma frente unificada que irá essencialmente isolar o ISIS mais profundamente dentro da Síria definitivamente.



Caso as linhas de fornecimento ao ISIS sejam cortados no norte, a inexplicável capacidade de luta de da organização vai atrofiar. A janela de oportunidade para a "mudança de regime" do Ocidente está fechando rapidamente e, talvez, em um último esforço, a França atolou-se no sangue derramado e corpos destroçados de seus próprios cidadãos sob a janela para evitar que ela se feche para sempre.



A realidade é que a França conhecia os agressores de "Charlie Hebdo", eles sabiam de antemão os envolvidos no mais recente ataque à Paris, e eles provavelmente sabiam de mais coisas esperando sua própria oportunidade para atacar. Com esse conhecimento, eles estavam perto e não fez nada. Além do mais, parece que em vez de manter a França segura, o governo francês decidiu utilizar esse conhecimento como uma arma deles mesmos contra a percepção de seu próprio povo, para avançar sua agenda geopolítica no exterior.



Se o povo da França quer atacar com força aqueles responsáveis ​​pelos repetidos atentados terroristas dentro de suas fronteiras, eles podem começar com aqueles que sabiam dos ataques e nada fizeram para detê-los, que são também, coincidentemente, as mesmas pessoas que ajudaram a dar origem ao ISIS e ajudaram a perpetuá-lo até hoje.



Leia mais:





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Fontes:

- Infowars: CONFIRMED: FRENCH GOVERNMENT KNEW EXTREMISTS BEFORE ATTACK

- Neo Easter Outlook: Attack in France – State Sponsored Terror, But Which State?

- Daily Mail: Revealed: Two of the Jihadis sneaked into Europe via Greece by posing as refugees and being rescued from a sinking migrant boat - and survivors say one of the attackers was a WOMAN

Neo eastern Outlook: French Surveillance Law Amid Terror of Own Creation

Judicial Watch: Classification: Secret (PDF)

Neo Easter Outlook: Logistics 101: Where Does ISIS Get Its Guns?





sábado, 14 de novembro de 2015

OS PROVOCADORES DO ATENTADO EM PARIS

OS PROVOCADORES DO ATENTADO EM PARIS:



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[OBS deste blog 'democracia&política': 


Hoje, o mundo inteiro está chocado com as notícias do atentado terrorista em Paris.


A origem do problema que resultou no trágico atentado em Paris ontem à noite, e que já vinha causando o tsunami de refugiados invadindo a Europa, é a errada política externa dos EUA no Oriente Médio.  



A França e outros aliados europeus se submeteram aos desígnios norte-americanos e também atacaram, eufórica e orgulhosamente, países árabes. Mas tudo tem seu preço.  



Simplificando e resumindo, o Iraque, a Líbia, a Síria foram atacados e arrasados, segundo a imprensa ocidental, por razões humanitárias, "porque eram governados por ditadores sanguinários", e precisavam de "democracia e liberdade". Desculpa rasteira, que somente engana os trouxas. Saddam Hussein, Kaddafi e Assad não eram mais ditadores e sanguinários do que o intocável regime da Arábia Saudita, estreita aliada dos Estados Unidos.  



O Iraque, na realidade, foi vítima por possuir muito petróleo, assim como a Líbia e a Síria. Agravando isso, Saddam Hussein e Kaddafi caíram na desgraça porque ameaçaram negociar suas exportações em outras moedas, saindo do petrodólar. Isso seria pecado gravíssimo para os reis do mundo, os poucos e grandes banqueiros e rentistas que hoje governam todos os países. A Síria, particularmente, além de tudo, precisa ter seu governo substituído para cancelar a autorização de as forças navais russas terem uma base em seu litoral no Mar Mediterrâneo. 


Para a Arábia Saudita e o Qatar, os "bons rebeldes"  sírios devem ser armados, treinados e municiados para derrubar Assad, para assim se conseguir a até hoje negada autorização para a construção do oleoduto que escoará o petróleo saudita e do Qatar para o Mediterrâneo.


Por tudo isso, a França, submissa e alegremente, para agradar seu idolatrado patrão norte-americano, bombardeou a Líbia, a Síria, com seus lindos e ruidosos Rafales. Agora, vem a conta.


Antes, tudo isso estava razoavelmente controlado. No Iraque, sunitas e xiitas conviviam nos mesmos quarteirões, as crianças frequentavam as mesmas escolas. A Líbia ostentava altos índices de IDH. Porém, os mortíferos ataques dos EUA e aliados destruíram tudo e tiraram as tampas das panelas de pressão e tudo saiu do controle. Chegou ao ponto da tragédia de ontem à noite.



O artigo abaixo, de Vicenç Navarro, professor de ciências políticas e de políticas públicas da "Universidade Pompeu Fabra" (Espanha), e da "The Johns Hopkins University" (EUA) foi escrito há algumas semanas e então postado neste blog. Ele se refere apenas aos refugiados. Mas suas causas também são as mesmas do atentado em Paris]: 


FRANÇA ANUNCIA GUERRA CONTRA O ESTADO ISLÂMICO

"Na manhã deste sábado, o presidente francês François Hollande falou à população e classificou os atentados terroristas de ontem, que deixaram mais de uma centena de mortos em Paris, como um "ato de guerra" cometido por um "exército terrorista", fazendo referência ao Estado Islâmico. Hollande decretou três dias de luto e convocou o parlamento para uma sessão extraordinária. A França, que já [bombardeou a Líbia e] vinha [armando e municiando "rebeldes do bem" e] bombardeando a Síria, deve anunciar fortes reações no campo militar. A grande complexidade da questão é que o Estado Islâmico não possui um estado a ser atacado – é uma força paramilitar que foi alimentada pelo Ocidente para derrubar o regime de Bashar al-Assad e que, agora, se volta contra o próprio Ocidente. A guerra civil na Síria já matou 250 mil pessoas e deslocou 11 milhões de pessoas, levando 800 mil refugiados à Europa.



FONTE: "Brasil 247" (http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/205180/Fran%C3%A7a-anuncia-guerra-contra-o-Estado-Isl%C3%A2mico.htm)


[A seguir, onde se lê "Refugiados", leia-se "Atentados terroristas e refugiados"]:


 

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Créditos da foto: President of the European Council / Flickr



As causas do problema dos refugiados


Os governos que hoje reclamam do fluxo de refugiados são os mesmos que criaram as situações bélicas das quais os refugiados fogem.

Por Vicenç Navarro, p
rofessor de ciências políticas e de políticas públicas da "Universidade Pompeu Fabra" (Espanha), e da "The Johns Hopkins University" (EUA)

"A grande verdade da Europa nestes últimos dias é que os refugiados procedentes da Síria e de outros países, como Afeganistão e Líbia, onde há conflitos militares, são considerados inimigos pelos Estados integrantes da OTAN, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido França, a Alemanha e a Espanha, entre outros.

Essa afirmação pode ser obscurecida pela necessidade de responder aos anseios dos refugiados, fazendo referência à importância dos direitos humanos e da solidariedade que supostamente caracteriza a União Europeia.

Leiam os discursos recentes do presidente francês Hollande, ou da chanceler alemã, a senhora Merkel, e verão argumentos reticentes sobre o fato de a União Europeia ser o ponto de referência da democracia e do apoio às pessoas cuja dignidade e bem-estar vêm sendo negados, devido aos conflitos causados por regimes políticos denunciados no mundo.

Algo parecido ocorre nos discursos sobre os refugiados, realizados por dirigentes do governo espanhol de Mariano Rajoy, um dos governos europeus mais dóceis e servis aos interesses da União Europeia e à política externa dos Estados Unidos, além de um dos que têm maior poder dentro dessa comunidade político-administrativa.

Como era previsto, os maiores meios de informação da Espanha funcionam como grandes caixas de ressonância a essas mensagens, que visam a mobilizar a população a favor da acolhida aos refugiados. Contudo, esses mesmos meios de informação e persuasão mantêm silêncio ensurdecedor sobre a origem do problema dos refugiados.

A causa desse silêncio não é outra senão o fato de que os mesmos governos que agora estão pedindo ajuda para os refugiados são os mesmos (repito, os mesmos) governos que criaram as situações bélicas das quais os refugiados fogem. A situação é semelhante à mesma que, se uma pessoa que assassina os pais de uma criança pedisse ajuda para a órfã que resultou de seu ato criminoso. Aos que não acreditam nisso, basta buscar os dados a respeito (embora eles raramente apareçam nos tais meios).

Quem causou as crises bélicas que provocaram o problema dos refugiados?

A primeira observação sobre esse tema é com respeito aos financiamentos: os maiores Estados que apoiaram historicamente a Al Qaeda e/ou o ISIS (com armas, dinheiro e outros recursos) foram – em diferentes períodos – os Estados Unidos, a França, a Arábia Saudita, o Qatar, os países do Golfo e a Turquia, e em menor medida os demais países da OTAN.

Vejamos os dados, começando com o apoio do governo dos Estados Unidos, que se iniciou em 1979, e foi parar nas mãos dos fundamentalistas islâmicos do Afeganistão, incluindo um dirigente da Al Qaeda chamado Osama Bin Laden, em sua tentativa de lutar contra o comunismo, temerosos de que a União Soviética estabelecesse um governo comunista naquele país. Os dados estão aí para que qualquer pessoa possa vê-los.

Além do Afeganistão, os Estados Unidos, junto com outros países da OTAN, deram ajuda a militantes fundamentalistas islâmicos na Bósnia, no Kosovo, na Líbia, no Cáucaso e na Síria. Sempre junto com a OTAN, os norte-americanos patrocinaram a derrubada de governos laicos no Afeganistão, no Iraque e na Líbia. Agora, o plano é fazer o mesmo na Síria, contra outro governo laico, como é o de Bashar Al-Asad.

Cada uma dessas tentativas – que tiveram sucesso no caso do Afeganistão, do Iraque e da Líbia, mas que ainda está com desfecho pendente no caso da Síria – criou milhões de refugiados, sem contar que foram essas mesmas intervenções a maior causa do crescimento da Al Qaeda e do ISIS. Foi justamente o presidente Barack Obama quem reconheceu esse fato, ao indicar que “o ISIS é uma derivação da Al Qaeda, cuja expansão se deve à nossa invasão no Iraque. É um caso claro das consequências inesperadas e indesejadas das nossas ações (…) o que deveria nos ensinar que temos que afinar melhor nossa visão de um problema antes de começar a bombardeá-lo” – citado no artigo de William Blum, “Are You Confused by the Middle East?”, publicado em "ZCommunications", do qual retiro grande parte da informação citada neste artigo.

Não quero dizer que os ditadores laicos, que essas intervenções tentaram eliminar, eram santos da minha devoção, longe disso. Mas o fato de que foram ditadores não é a causa pela qual foram atacados por aqueles Estados supostamente democráticos. Os Estados Unidos e os demais membros da OTAN e da União Europeia apoiaram, e continuam apoiando, alguns dos ditadores mais terríveis que governam hoje no mundo – incluindo os dos regimes feudais da Arábia Saudita e do Qatar, este último promovido até mesmo pela camiseta do Barcelona, cuja instituição costuma dizer que “é mais que um clube de futebol”.

A razão que punha esses ditadores na lista de “inimigos” era que não eram sensíveis aos interesses dos poderes da OTAN e da União Europeia. No caso da Síria, a hostilidade contra o regime de Assad existe devido à sua oposição a que se construa um gasoduto através do território sírio, que permita às companhias de gás do Qatar chegar até a Europa, o que diminuiria a dependência que a Europa tem do gás da Rússia – fato citado pelo artigo de William Blum.

Os demais ditadores, exceto o da Síria, foram substituídos por governos ainda piores, que deram lugar à expansão do fundamentalismo islâmico e provocaram a fuga de milhões de pessoas, que são uma parte dos refugiados que chegam diariamente à Europa."



FONTE: escrito por Vicenç Navarro, professor de ciências políticas e de políticas públicas da "Universidade Pompeu Fabra" (Espanha), e da "The Johns Hopkins University" (EUA). Artigo publicado em "Público.es" (Espanha), dia 9 de novembro de 2015. Publicado no site "Carta Maior" com tradução de Victor Farinelli  (http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/As-causas-do-problema-dos-refugiados/6/34950).[Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].

Paris

Paris:

A monstruosidade dos ataques hoje, em Paris, não tem outra explicação que não seja o .monstro criado pelos Estados Unidos e Israel, o Estado Islâmico. É provável que queiram implicar o governo sírio. A distorção de sempre. Não se ouvia falar da Síria como país violento ou base de terrorismo antes do Estado Islâmico, ou dos tais rebeldes, contra o governo democrático de Bashar El Assad. Querem impor um modelo, violentando a cultura de um povo, milenar, para saquear países como a Síria, detentora de grandes reservas de gás natural. A barbárie e a estupidez do monstro que criaram, armam e apoiam por baixo dos panos, gera essa violência. Mais de 100 inocentes mortos. São como os mortos da tragédia de Mariana, que nossa mídia ignora e deturpa,, pois encobre ações criminosas, sejam de empresas como a VALE/SAMARCO, seja de terroristas hediondos armados pelos donos do mundo. No caso dos atentados em Paris, mais uma vez fica visível que se não se puser um fim ao terror de Israel, genocida e nazista, não há solução para o problema. Ou o mundo entende que Israel é um câncer com seu governo sionista e desencadeia toda essa ação, foram eles os criadores do EI, ou várias vezes vamos estar chocados e perplexos com tanta barbárie. Mas eles não se importam, pessoas não contam, conta o gás, conta o petróleo. A propósito, o presidente da França, um banana, é sionista.

O relato de um brasileiro que viveu o terror em Paris. No Brasil 247.

O relato de um brasileiro que viveu o terror em Paris. No Brasil 247.:

O relato de um brasileiro que viveu o terror em Paris

:


O professor José Lira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, relatou, em seu Facebook, os instantes de horror que presenciou na noite de ontem, em Paris; "Não sabia pra onde olhar, pessoas pelo chão, grupos de amigos consolando os seus feridos, pessoas chorando, algumas pessoas já mortas sozinhas, outras quase morrendo", escreveu; "Não falo de suas personalidades, se são inteligentes ou não, legais ou caretas, felizes ou nem tanto, bem sucedidas ou frustradas. Mas de seus corpos, sua dor, seu olhar, sua fragilidade, sua ínfima condição, de nossa pele que se rasga facilmente. de nossos ossos que se partem"; Lira estava com um grupo de cinco brasileiros que não se feriram e que estão retornando ao Brasil; "Pra esse Brasil que tem dado tantos sinais de intolerância religiosa, ideológica, étnica, política, moral, de gênero. Mas enfim, nossa casa"

14 de Novembro de 2015 às 14:04

Por José Lira, em seu Facebook

Nessas horas parece que tudo nos escapa. Não sabemos o que fazer, o que pensar, não sei o que dizer, mas muitos amigos me escrevem, preocupados, as noticias terríveis aqui de Paris amplificam-se com a distância, também graças à voz dessa mídia muito ruim hoje no Brasil, nos ouvidos desse público que gosta de tragédia, de sangue, de medo. Teve gente que até inventou que um arquiteto brasileiro morreu nos atentados…

Escrevo pra dizer que estou bem, e compartilhar um pouco do que sinto. Talvez isso lhes ajude e me ajude a pensar um pouco, talvez a sentir um pouco mais de perto o que se passou. Ainda não tive condições de ler muito sobre o que ocorreu, e confesso que me choca a maneira ora abstrata, ora apelativa como se trata essas noticias. O fato é que não consigo esquecer o olhar frágil mas sereno das vítimas ao meu lado ontem à noite.

Passei um fim de tarde de sexta-feira adorável na companhia de dois ex-alunos da Fau, a quem foram se juntando outros amigos e amigas, quase todos brasileiros, arquitetos, e decidimos ir jantar no Petit Cambodge, um restaurante muito gostoso, numa parte alegre, juvenil, descontraída no 10eme. Por volta das 21:30, quando já terminávamos de comer, começaram os estampidos. Estávamos numa mesa à calçada, o som da metralhadora muito próximo, vi faíscas do outro lado da calçada. Juro que pensei que eram bombinhas de são joão, uma girândola talvez, que poderia fazer parte de alguma brincadeira cenográfica nesse bairro apinhado de artistas e gente animada, e achei meio estranho as pessoas sairem correndo. que exagero! mas os tiros não paravam e começaram a atingir os pratos e as garrafas em toda parte e impulsivamente lancei-me no fluxo das pessoas que corriam do restaurante para um supermercado ao lado.

La dentro, dei-me conta que estava com dois de meus amigos, dos outros 5 não sabíamos. Ao fundo, éramos umas 20 pessoas, ninguém sabia o que se passara. Um de meus amigos sangrava, talvez de estilhaços que atingira-lhe a testa. Dez minutos depois, chegaram os bombeiros e saímos, depois a policia, como de praxe truculenta e insensível. A cena é indescritível. Um holocaust digno do velho camboja.

Não sabia pra onde olhar, pessoas pelo chão, grupos de amigos consolando os seus feridos, pessoas chorando, algumas pessoas já mortas sozinhas, outras quase morrendo. procurávamos os nossos amigos. Vi uma delas ao chão apoiada por seu amigo francês, também muito ensanguentado. Aproximei-me dela. Uma jovem linda, um corpo pequeno, uma pele fina, bastante ferida, que me dizia serena em português, "eu preciso sair daqui, preciso ir para um hospital." Tentávamos consola-la, acaricia-la, ficar ao seu lado enquanto o socorro não chegava.

Os bombeiros a ajudaram com o oxigênio e a manta, mas não sabiam quem estava pior, não sabiam o que fazer. Outros dois amigos apareceram bem e nos levaram a um de meus ex-alunos, um jovem incrível, pessoa da cepa mais preciosa, que estava estirado no interior do restaurante. Ele estava muito machucado, mas acordado, meus amigos ao seu redor, ajudando-lhe como podíamos, ele repetindo conosco que ia se manter firme.

Vez em quando eu tremia, suplicava por socorro medico, olhava para um lado e para outro e encontrava aqueles olhares serenos das outras vítimas, talvez as únicas pessoas que meio em choque, meio na modéstia ou resistência das pessoas vulneráveis, olhavam aquele movimento como anjos, esperando. processando. olhando o mundo do alto, talvez, mais do que nós, estarrecidos com esse mundo cada dia mais terrível, mais intolerante, mais cheio de ódio, de ressentimento, de pavor, de desespero.

Não conseguia me mexer pra ajudar os outros, as outras, corpos tão frágeis, mais e menos feridos, com seu olhar atento a tudo o que se passava. Estávamos magnetizados pelo objetivo único de salvar nosso amigos, e os bombeiros e policiais sem saber quem resgatar antes, quem estava pior, dizendo-nos o tempo todo: "há 10 mortos, há 20 mortos, há 40 feridos, patientez!"

Não vou entrar na questão agora, mas é estranho ver tanta segurança, tantos militares e policiais pelas ruas de paris, e tão pouco preparo para lidar com as vítimas eventuais do que eles tanto temem. Não vou entrar nisso, porque só quero lhes dizer que o que me preocupa mesmo, e cada vez mais na vida, é o sentimento no singular, a dor no singular, de gente no singular. Algo tão difícil de transmitir, de co-sentir como sabemos, e também (e não apenas) por isso tão negligenciada pelas análises, pelas notícias, pelos dirigentes, seus técnicos e tecnologias, pelos agressores, pelas pessoas e grupos, acostumados a falar de dezenas, de centenas, de milhares.

Não falo de suas personalidades, se são inteligentes ou não, legais ou caretas, felizes ou nem tanto, bem sucedidas ou frustradas. Mas de seus corpos, sua dor, seu olhar, sua fragilidade, sua ínfima condição, de nossa pele que se rasga facilmente. de nossos ossos que se partem. mesmo. de nossos órgãos que às vezes falham. de nossa respiração, entrecortada às vezes. De nossa voz que murmura, que suspira, que geme, que fala, pede ajuda se precisa, quando pode, de nossos corpos que se chocam, travam, podem apoiar outros corpos, acalenta-los, proteger outros em risco, fugir quando ameaçado, de nossas reações meio automáticas que dizem o tempo todo, "eu quero a vida", quero preservar a vida, essa potência de sentir, de agir, de pensar. Tão brutalizada hoje.

Mas o que queria dizer é que cinco brasileiros, entre os quais eu, não tiveram seus corpos atingidos pelas balas. Nossos dois amigos foram operados e estão se recuperando. Estamos todos juntos. Sua fragilidade e sua força, seu olhar sereno e vulnerável, sua maneira delicada de dizer "sinto dor, não sinto, aqui, me ajuda por favor", hão de fazer diferença. Porque a vida não espera. Vamos voltar para o Brasil logo. E bem. Pra esse Brasil que tem dado tantos sinais de intolerância religiosa, ideológica, étnica, política, moral, de gênero. Mas enfim, nossa casa. Obrigado pela preocupação!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudantes de SP dizem que irão ocupar mais escolas na semana que vem

Estudantes de SP dizem que irão ocupar mais escolas na semana que vem:

Categoria: 

Educação


Da Rede Brasil Atual
Movimento contra reorganização do ensino imposta por Alckmin cresce. Já estão previstas ocupações colégios na zona leste da capital, em Osasco e Sorocaba, a partir de segunda-feira (16)
 A União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) promete uma série de novas ocupações de escolas na próxima semana, em resposta ao fechamento de pelo menos 94 instituições pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), em nome de seu projeto de "reorganização" do ensino público. Já estão previstas ocupações em colégios na zona leste de São Paulo, em Osasco e em Sorocaba, a partir de segunda-feira (16).
Entre a noite de hoje (11) e domingo (15) pelo menos mil estudantes secundaristas paulistas estarão reunidos em um congresso nacional, em Brasília, onde serão definidas as novas estratégias de resistência contra o fechamento das escolas.
"É um movimento de resistência que vai crescer", afirma a presidenta da instituição, Ângela Meyer.
leia mais

AS FRASES MAIS RIDICULAS DO DIA

AS FRASES MAIS RIDICULAS DO DIA:

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Kuzão Jaspion com se digno mestre...



De Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL, o movimento com mais líderes do mundo:

“Nós nunca fomos ‘aliados’ de Cunha. Nós nunca o defendemos”.



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Play Boy de Furnas e seu compadre 



O presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), já sinalizou para esse 

posicionamento do PSDB quando, na última sexta-feira (6), disse serem “contundentes” as provas 

contra Eduardo Cunha.... 

_________________________________________________


Presidenta da Apeoesp: “É um absurdo o governo Alckmin tornar caso de polícia uma manifestação pacífica de estudantes; mais uma vez ele recorre à arbitrariedade”

Presidenta da Apeoesp: “É um absurdo o governo Alckmin tornar caso de polícia uma manifestação pacífica de estudantes; mais uma vez ele recorre à arbitrariedade”:



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Fotos: Carol Barão para  Jornalistas Livres

por Conceição Lemes

Por esta reação o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), provavelmente não esperava ao “reorganizar” na marra a rede pública de ensino do Estado.

Desde a manhã dessa terça terça-feira  10, estudantes da Escola Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros, Zona Oeste da capital, ocupam-na para protestar contra o fechamento de 94 escolas e a desestruturação de outras 782 unidades.  À Rua Pedroso de Moraes, ela fica bem próxima de áreas classe A, como Jardins, Avenida Faria Lima, Alto de Pinheiros. Há uma quadra dali, na esquina de Teodoro Sampaio com Simão Álvares, uma cobertura custa R$ 14 milhões.

Nesta quarta-feira, um forte contingente da Polícia Militar (PM) cerca toda a escola. Lá dentro, um grupo de estudantes resiste, apesar de ontem a PM ameaçar a todo instante invadi-la , tentar prender duas jovens e partir para a violência contra os colegas das meninas que reagiram à detenção.



Nesta manhã, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo entrou na Justiça com pedido de reintegração de posse da escola. A decisão pode sair a qualquer momento.

“Os estudantes têm o direito humano de se manifestar livremente, não concordar com a mudança e de escolher onde querem estudar”,  afirma Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, em entrevista ao Viomundo. “É um absurdo o governo governo Alckmin tornar uma manifestação pacífica de estudantes um caso de polícia; é uma situação muito séria.”

“Mais uma vez o governo Alckmin recorre à arbitrariedade, como faz com os professores nas assembleias”, denuncia. “Qualquer movimento que seja contra as suas decisões, ele tenta logo criminalizar.”

A escola Fernão Dias Pais não será fechada, mas passará por uma profunda mudança. Atualmente, tem ensino fundamental II (da 6ª a 9ª série) e ensino médio (antigo colegial). A partir de 2016, terá só ensino médio, obrigando os seus alunos do ensino fundamental  a buscar outra escola para estudar.

A ocupação da escola é uma decisão dos alunos e alunas, mesmo. Não é uma ação da Apeoesp. Porém, logo que foi informada da tensão no local e da intenção da PM de invadir a escola, seus diretores  foram para lá, para acompanhar a situação e dar assistência jurídica.

“Na hora em que eu cheguei uma menina estava sendo presa. Nós conseguimos conversar com os militares e eles a liberaram”, conta-nos Izabel.

“Os militares tentaram pegar outros meninos, para levar à delegacia e fichá-los. O nosso pessoal não deixou”, prossegue. “Os militares também tentaram entrar na escola na marra, os meninos  trancaram o portão e não deixaram.”

A Secretaria Estadual de Educação registrou Boletim de Ocorrência por “depredação de patrimônio”.

No entanto, os repórteres do Jornalistas Livres, presentes todo o tempo lá, não observaram qualquer tipo de vandalismo:

Houve mutirão para produzir merenda e para a limpeza. Os estudantes se revezaram na vigília durante a noite, discutiram estratégias e jogaram vôlei-queimada. São quase todos menores de idade.
Num esquema de rodízio, os diretores da Apeoesp  passaram a noite inteira do lado de fora da escola. “Nós vamos ficar aqui até o final, para evitar que isso vire uma tragédia”, avisa Izabel Noronha.



O post Presidenta da Apeoesp: “É um absurdo o governo Alckmin tornar caso de polícia uma manifestação pacífica de estudantes; mais uma vez ele recorre à arbitrariedade” apareceu primeiro em Viomundo - O que você não vê na mídia.

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