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quarta-feira, 13 de maio de 2015

O dia em que Álvaro Dias descobriu os riscos do obscurantismo

O dia em que Álvaro Dias descobriu os riscos do obscurantismo:

Categoria: 

Justiça
Patricia Faermann
"Mas na arena desse debate, há espaço para a irracionalidade, para a ignorância, para a vaidade, para o ódio, para a esquizofrenia política, distante do bom senso, do discernimento e da ponderação", afirmou o senador tucano
Jornal GGN - O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) teve um surto de clareza emocional durante a Sabatina do indicado para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Enquanto o campo do debate foi dominado pelo macartismo e tentativas, a todo custo, de associá-lo à militância petista, retirando-o da objetiva candidatura ao Judiciário e prostrando-o ao cargo de "inimigo político", o senador da oposição lembrou a todos que agora "não está em jogo o interesse partidário".
"O professor Fachin afirmou que nós estamos vivendo um momento ímpar na vida nacional. Absolutamente verdadeiro. Vivemos um momento nervoso na atividade pública, com as instituições públicas brasileiras, os partidos políticos e os políticos de forma geral sob escombros da descrença popular. E certamente não fosse esse momento dramático da vida nacional, o indicado pela Presidência da República seria aclamado nesta reunião. Mas na arena desse debate, há espaço para a irracionalidade, para a ignorância, para a vaidade, para o ódio, para a esquizofrenia política, distante do bom senso, do discernimento e da ponderação", introduziu a sua fala. 
"O que importa agora não é um confronto de oposição e governo. Certamente, nestas circunstâncias teremos governistas distantes do governo e oposicionistas distantes dos seus colegas de oposição. Porque não está em jogo o interesse partidário. Seria um oportunismo de natureza política incompreensível. Quando nós temos a opotunidade de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal alguém que certamente dignificará aquela Corte onde estão fincados alicerces essenciais do estado de direito democrático, não podemos colocar a frente do interesse público nacional um eventual interesse motivado pela paixão político partidária", disse Alvaro Dias, saindo em defesa de Fachin.
Durante o discurso, os senadores da oposição, que então haviam se unido para apadrinhá-lo ao partido de Dilma Rousseff ou para questionar que um conflito legislativo - habilitando o exercício de Fachin a dupla atividade como procurador do estado do Paraná e advogado - seria suficiente para não submetê-lo à arguição do Senado e suspender a sua candidatura, silenciaram. José Agripino Maia (DEM-RN), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e outros nitidamente mostraram-se desconfortáveis com a análise equilibrada e longe de preceitos oposição-situação de Alvaro Dias.
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