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quarta-feira, 13 de maio de 2015

POLÍTICA - Mídia ecoa denúncias vazias sempre contra o PT.

POLÍTICA - Mídia ecoa denúncias vazias sempre contra o PT.:

Antônio de Souza, sobre Youssef na CPI: Mídia ecoa denúncias vazias; parlamentares “esquecem” do monotrilho tucano

Alberto Youssef

por Antônio de Souza, especial para o Viomundo



Na manhã dessa segunda-feira 11, eu acompanhava os portais de informação na internet, quando por volta das 11 h Estadão noticiou o seguinte sobre Alberto Youssef: Doleiro da Lava Jato confirma que ‘Planalto sabia’ do esquema de corrupção na Petrobras”.



O G1 dizia: Youssef confirmou que entende que o Palácio do Planalto tinha conhecimento das operações, incluindo Lula, Dilma, Palocci, Gleisi Hoffmann e José Dirceu. Ele disse acreditar que todos tinham conhecimento de tudo, mas afirmou que não tem como provar. Reveja aqui.

Youssef atribui a informação ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Porém, os portais dos jornalões se “esqueceram” de que o próprio Paulo Roberto Costa negou, em depoimento à própria CPI, que Dilma e Lula soubessem do esquema.

Pior é que os parlamentares da oposição repetiam a todo instante durante o depoimento de Youssef à CPI: o doleiro está em regime de delação premiada, portanto ele teria de dizer a verdade.

Só que:

1) Segundo o procurador da República Vladimir Aras, Youssef mentiu na sua primeira delação premiada, a do caso Banestado.

2) Os delatores têm de apresentar provas, mas que muitas vezes não existem.

Ora, achismo e meras palavras sem prova não valem nada. Ou melhor, valem apenas para produzir manchetes para a mídia sem credibilidade. Pior: “ditadas” por um bandido que, como se vê, é mentiroso.

Aí, vem a pergunta: este jornalismo é sério e imparcial, como se apresenta para a sociedade? Outra: Quem orientou depoimento pirotécnico, sem sustentação, do doleiro Alberto Youssef?

Por isso, devemos ter um pouco de senso crítico ante ao bombardeio midiático e lembrar sempre que meras palavras sem provas nada valem.

Peguemos, agora um outro caso: o do propinoduto paulista. Há e-mails trocados e uma série de informações que apontam o cartel agindo no metrô paulista.

Assim, por esse mesmo raciocínio empregado pela mídia no caso do depoimento de Youssef , eu poderia construir o pensamento do impeachment de Alckmin, visto que ele deveria saber de tudo.

O próprio Alckmin assinou um aditivo ao contrato para compra de trens. Ele já foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Além disso, o Ministério Público paulista (MPE-SP) aciona na Justiça os responsáveis por um enorme superfaturamento. Ou seja, neste caso, além de ilações, temos prova material da participação do governador neste escândalo.

Voltando à fala de Youssef na CPI, mais precisamente sobre os valores movimentados e que reproduzo abaixo:

“De 2003 a 2005, eu não operei nada. De 2006 em diante, comecei a operar poucos valores porque a Petrobras não tinha tantas obras. A partir de 2008, ficou mais forte. Então eu estimo ter operado entre R$ 180 a 200 milhões”, respondeu Youssef ao deputado.

Num primeiro momento, pode-se pensar quanto dinheiro. Mas, para mim, esta afirmação mostra que o dito principal operador do esquema operou valores baixos frente aos R$ 6 bilhões que constam do balanço da Petrobras. Ou seja, algo em torno de 3% a 4%.

Isso é um indicativo de que o esquema é bem menor do que a mídia afirma e talvez até abaixo dos R$ 2 bilhões calculados pelo Ministério Público Federal.

Será que a necessidade de a mídia supervalorizar o esquema da Petrobras seria para dizer que ele é bem maior do que o propinoduto paulista?

Lembro que Paulo Roberto Costa negou o sobrepreço ou superfaturamento nas obras para o pagamento de propinas, pois estas, segundo ele, saíam da margem de lucro das empresas. O mesmo foi afirmado por outro delator.

No caso do metrô de São Paulo, isto já vem sendo comprovado pelo Ministério Público. Segundo denúncia da IstoÉ, o superfaturamento seria de 30% .

Em apenas quatro contratos do metrô, temos superfaturamento de R$ 1 bilhão. Isso sem contar outros casos, como o de reformas de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outros licitações. Juntando Metrô e CPTM, o superfaturamento pode chegar a mais de R$ 3 bilhões.

Lembro ainda que infelizmente ninguém na CPI perguntou sobre as obras do governo paulista com as empresas do cartel que agiu na Petrobras, especialmente sobre o caso do monotrilho. E muito menos sobre os 107 bilhões de contratos firmados entre as empreiteiras do cartel e os sucessivos governos tucanos em São Paulo.

Conclusão: se setores da Justiça e da imprensa continuarem recorrendo ao achismo para produzir manchetes de que estamos no fim do mundo, aí, sim, estaremos no pior dos mundos. Ambos agem para destruir as bases do Estado de Direito e da democracia. Por isso, vale sempre a pena reforçar: leiam com olhos críticos as matérias que atentam contra o bom senso.
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