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terça-feira, 21 de maio de 2013

A carapuça, a covardia, e o tempo que passa


terça-feira, 21 de maio de 2013

A carapuça, a covardia, e o tempo que passa

A ministra Maria do Rosário falou
o que até as pedras sabem, mas depois
teve de contemporizar: governo Dilma
 não gosta de brigar
(Foto: Elza Fiúza/ABr)
O episódio dos boatos criminosos sobre o fim do Bolsa Família permite duas constatações.
A primeira é que o governo Dilma é do tipo que faz de tudo para não entrar numa briga, e a outra é que o programa social  está tão incorporado à vida de milhões de brasileiros que seria impossível decretar o seu fim, como quer a turma do contra.
Poucas horas depois de atribuir a autoria dos boatos à oposição, via twitter, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, voltou atrás, obviamente coagida pelos superiores.
Note-se que, mesmo dizendo "oposição" genericamente, sem nominar esse ou aquele, os próceres da turma do contra - sempre os mesmos - vomitaram frases indignadas contra a ministra.
A carapuça serviu direitinho.
E o governo acovardou-se.
A própria presidente Dilma, embora tenha classificado a onda de boataria de criminosa, perdeu a oportunidade de mostrar ao público como vem sendo travada no Brasil a luta política pelo poder, as baixarias que os seus adversários (ou inimigos?) têm usado nesses anos todos, e, principalmente, a intenção óbvia de ferir mortalmente a maior realização social dos governos do PT, uma conquista do povo miserável, que pela primeira vez na história do país, se vê verdadeiramente amparado pelo Estado.
Os próximos dias, se de fato a Polícia Federal investigar a fundo a origem dos boatos, vão dizer como bate o pulso do governo Dilma no que se refere à sua própria autoridade.
Se, como é bem provável que aconteça, os bravos policiais chegarem à conclusão de que é impossível determinar onde fica a central de boatos, ficará evidente que, mais uma vez, o governo petista amarelou, preferiu, como se diz na linguagem militar, efetuar um recuo tático, do que partir para um contra-ataque vigoroso.
Pulando para a linguagem futebolística, é como dizia o saudoso narrador Fiori Gigliotti, que se exasperava quando o time que estava perdendo o jogo não conseguia marcar o golzinho salvador: "E o tempo passa..."
O tempo passa, a eleição de 2014 está mais próxima, a guerra empreendida pela turma do contra vai ficando mais cruel. mais violenta.
Para essa situação, Fiori imortalizou outro bordão:
"Aguenta, coração!"
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